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25 de outubro de 2014 0

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação (2) - Cópia

Voo Livre

A perspicácia e o protecionismo característicos das corujas, somados à beleza e agilidade de falcões e águias, representam aspectos da personalidade irreverente e cativante da artista plástica caxiense Genoveva Parmeggiani Finkler. Afeita à natureza, ela se dedica à preparação de 48 obras que representam esses e outros pássaros para a exposição AVIS, que será apresentada em vernissage na Galeria de Arte Gerd Bornheim, na Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima, na noite do próximo dia 5 de novembro.

Genoveva demonstrava ainda na infância talento para o desenho e pintura, quando tentava copiar a delicada caligrafia de sua mãe e enfeitava os cadernos dos irmãos com pequenas ilustrações. Formada em Belas Artes aos 22 anos, ela fez o orgulho dos pais, Olindo e Mercedes Parmeggiani, quando decidiu se tornar professora e passou a lecionar no Colégio Estadual Imigrante. Hoje, aos 73 anos, Geno, como gosta de ser chamada, revela vitalidade e disposição impressionantes, dignas de quem sabe desfrutar da melhor fase de sua vida. Adepta aos exercícios físicos e alimentação saudável, ela tem nos amigos, família e amor pela arte os verdadeiros motivos de sua enorme paixão pela vida.

Da família essencialmente italiana, que imigrou da região de Parma em 1870 a partir de seus bisavós, Giuseppe e Maria, ela conta bonitas e inspiradoras histórias que ainda a comovem. Apaixonada por novas experiências e múltiplas culturas, em especial aquelas impressas nas paisagens da França, Geno assina com toques artísticos tudo aquilo que cria, e não foi diferente na concepção de suas quatro obras-primas: Voltaire, Jacques, Michele e Jean, seus amados filhos, que a retribuíram com sete netos encantadores. E Geno, vó coruja confessa, não desgruda deles.

Confira a íntegra desse interessante papo com Genoveva Parmeggiani Finkler!

 

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação

Quando percebeu que a arte fazia parte da sua vida?
Com seis anos eu me percebi encantada pela letra cursiva da minha mãe. Ela praticamente desenhava cada letra nos cadernos dos meus irmãos e ela me pedia para desenhar pequenas flores e decorações ao redor das letras dela. Quando eu comecei a estudar, passei a fazer isso nos meus cadernos. Aprendi com a minha mãe o cuidado com a caligrafia e com as ilustrações!

Então era um talento que já estava na sua família?
Esse dom artístico era algo que estava na minha família há várias gerações, já que minha bisavó, Maria Zanini, era bailarina. Meus avós vieram da região italiana de Parma em 1870 para viver onde hoje está localizada a Terceira Légua. Meu bisavô, Giuseppe, era militar. Uma vez aqui, eles permaneceram praticamente 40 anos sem professores ou escolas e por conta disso educavam os próprios filhos. Eles tiveram três filhos, meu avô e mais dois outros meninos.

E sua educação a levou a perseguir a arte como futuro profissional?
Estudei até o quinto ano na Escola São José, numa dependência do colégio onde freiras ensinavam. Após esse período eu fui para São Paulo, onde estudei no Sacre-Coeur de Marie, onde apenas freiras lecionavam para meninas. Como eu tinha uma tia que era freira em São Paulo, fui com uma irmã e permaneci lá durante três anos. Já de volta em Caxias do Sul, durante minha adolescência, fui convidada para prestar o vestibular mesmo sem terminar o colégio e sequer tinha formação em magistério. Eu fiz e passei na graduação da Escola Superior de Belas Artes, primeira faculdade de Caxias do Sul que era localizada onde hoje está a Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima.

Em seguida atuou por vários anos como professora, certo?
Eu lecionei durante mais de 20 anos, tinha uma oficina no Colégio Imigrante de Técnicas Industriais, onde a criança era preparada para o trabalho. Eles tinham aulas de eletricidade, metal, artes gráficas, manipulavam couro, madeira e vários outros suportes. Eu também lecionava belas artes para os alunos do segundo grau, hoje ensino médio. Nessa época me especializei no Centro de Treinamento para Professores de Técnicas Industriais, em Porto Alegre.

Tem alguma lembrança especial desse período?
Eu costumava levar muito minhas crianças do Colégio Imigrante para as exposições que ocorriam na cidade e na Casa da Cultura, hoje sei que infelizmente poucos professores mantém este hábito. Adoraria que as crianças pudessem ver minha exposição, as imagino apreciando 48 pássaros e conhecendo mais sobre falcões, gaviões, corujas, carcarás… Seria o máximo!

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação

Seus pais a incentivavam a lecionar e trabalhar com as artes?
A principal preocupação do meu pai era não nos deixar trabalhar. Eu dizia para meu pai que gostaria de trabalhar na Renner, no centro, e uma vez até me ofereceram emprego no período de férias do curso de Belas Artes. E meu pai disse, simplesmente: “Mas você já tem um trabalho, que é estudar!”. Meu pai, Olindo Parmeggiani, era muito preocupado com nossos estudos. Ele tinha um armazém onde trabalhava durante o dia e, a noite, trabalhava com o Conhaque Imperial na Cantina Antunes, onde hoje fica localizado o Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás. E minha mãe, Mercedes Parmeggiani, cuidava de mim e de meus sete irmãos, quatro meninos e outras três meninas. Minha mãe era de Nova Palmira, logo depois de Vila Cristina, e meu pai da Terceira Légua. Ele ia nos fins de semana até lá para a encontrar e namoravam! Ainda tenho familiares nos dois lugares e visito sempre a colônia, onde preparo sucos de uva, massas, doces e outras delícias!

E seus irmãos seguiram carreiras semelhantes?
Meus irmãos seguiram cada um para uma área diferente. O Abramo é Padre Provincial dos Paulinos, já viajou todo o mundo e hoje vive na Venezuela, pois foi enviado em missão pelo Vaticano. O Erasmo foi militar e professor da Universidade de Caxias do Sul. O Aloísio, meu irmão mais velho, deixou os estudos para trabalhar no Triches com tintas e mistura de cores – e ele me ensinou muito sobre isso! Meu outro irmão, o Maccari, é químico. Quanto as mulheres, a Maria se tornou costureira, a Anastácia se especializou em culinária e doces e a Elisabete é enfermeira! Então cada um de nós desenvolveu uma profissão diferente.

E como surgiu a Pipa da Geno, onde antes ficava seu atelier de artes?
Quando me aposentei eu decidi parar de lecionar para desenvolver outras atividades que me interessavam. Quando trabalhava em escolas, não conseguia expor meus trabalhos e acabava realizando pequenas obras para exposições específicas para mostras coletivas, como para a Festa da Uva, para o Clube Juvenil… Então quando finalizei meus trabalhos no colégio eu batalhei um pouquinho e consegui comprar uma pipa de vinhos de 75 mil litros que transformei na Pipa da Geno, meu centro de artes que foi inaugurado em março de 1998. Eu tinha um restaurante na parte de baixo e, em cima, funcionava meu atelier!

Como surgiu a ideia para a exposição “Avis”, protagonizada por pássaros?
Eu certa vez encontrei uma coruja e em outra ocasião um gavião, os dois infelizmente já mortos, e quis empalhar os dois pássaros, pois os achava lindos! Fiquei encantada com eles, com os detalhes de suas asas, de seus olhos, das particularidades de cada um dos pássaros: corujas, gaviões, águias, carcarás, condores, entre tantos outros. Passei a pesquisar os hábitos desses pássaros, os locais onde eles vivem… Mas comecei mesmo a me interessar por eles e a prestar atenção com os Jacus e Jacutingas que apareciam em meu quintal, por causa do meu jardim e das minhas frutas! Mas desde criança me habituei a observar e apreciar todos os tipos de aves. Minha curadora é a Silvana Boone, ela foi minha aluna, assim como Gilmar Marcílio, coordenador da Galeria de Arte Gerd Bornheim. Todos nós ficamos muito felizes em fazer esta exposição juntos!

E quanto a sua exposição anterior, intitulada “Arte em Rede”, com obras que representavam várias aranhas?
Ainda hoje não sou amiga das aranhas. Eu costumava ficar no meu atelier pintando até mais tarde e de repente aparecia uma pequena aranha próxima aos meus trabalhos, quando eu falava: “minha querida, essa casa não é sua!”. Aí a pegava com uma folha de papel e a levava para fora. De tantas vezes que as vi, passei a prestar atenção em suas cores, nos detalhes de suas oito patas, na maneira que elas se flexionam e caminham… E aí surgiu a exposição “Arte em Rede”! Quando eu convidava amigos para visitarem a exposição muitos me diziam que não iriam por terem medo, mas eu retrucava na hora que essas aranhas não ofereciam qualquer perigo (risos!).

Qual é seu desejo para o futuro?
Eu amo a língua francesa e pretendo estudar ano que vem. Acho um idioma muito bonito! Os senegaleses passam pela minha casa e dizem “Bonjour, madame! Comment allez-vous?” e eu respondo “Trés bien, merci!”, acho tão lindo (risos)! Gosto tanto de francês que basta notar o nome dos meus filhos para saber disso: Voltaire, Jean, Jacques e Michelle.

Quando entramos em contato para entrevista-la, você se definiu como uma menina de 73 anos. É assim que se sente?
Eu disse isso? De verdade (risos)? Acredito que o meu segredo seja não me preocupar muito com o “ter”. Não ligo para o valor das coisas, de roupas caras, móveis sofisticados… Gosto da simplicidade. Nunca na vida pensei que era melhor do que qualquer outra pessoa. Deus dá qualidades para todos e cada um é aquela coisa boa que deseja ser na vida!

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação (19)


Raio-X

 

Filme: todos os clássicos

Livro: Uma Prova do Céu, de Eben Alexander III

Música: Raul Seixas

Cor: as frias, como o cinza, verde e azul

Prato: tortéi

Tempero: alho

Um lugar: França

Um aroma: perfumes masculinos

Um som: a chuva nos telhados

Uma imagem: pássaros

Uma qualidade: simplicidade

Genoveva Finkler - Edson Pereira, divulgação

Fotos | Edson Pereira, divulgação

 

 ESTILEIRA . BALADA

Caroline Zardo - Jeferson Deboni, divulgação
Caroline Zardo, livre leve e solta, já investe no look verão para ir às pistas.

Foto: Jeferson Deboni, divulgação

 

Dener Chitolina Pradebon - Cristiano de Oliveira, divulgação
Dener Chitolina Pradebon, básico, ele causa na cena com muita atitude.

Foto: Cristiano de Oliveira, divulgação

 

Thais Bunai - Cristiano de Oliveira, divulgação
Thais Bunai, supermoderna, combina texturas e cores, promessas para as noites de verão

Foto: Cristiano de Oliveira, divulgação

 

Paralelas

Os médicos Rodrigo Brasil e Nicole Marchett circulam em passeio cultural pela França e Suíça. Na temporada, Rodrigo, ingressa num concorrido Congresso Europeu de Cirurgia Cardiotorácica, que ocorre em Milão, Itália. 

• O fotógrafo Edson Pereira está fotografando os noivos de dezembro Rodrigo Grillo Policastro e  Carolina Postali. Eles estão em Punta del Este, desde a última quinta-feira, produzindo imagens que irão ilustrar a festa de casamento deles que ocupará os salões juvenilistas.                                                                           

• O ator e diretor teatral Raulino Prezzi vibra com seus pupilos. Depois de integrarem o elenco da minissérie Bocheiros, filmada em Bento Gonçalves, os jovens atores Pati Bogno, Daniela Nespolo, Eduardo Costa e Fábio Vergani, emprestam seus talentos para o longa Diminuta, que está sendo produzido em Flores da Cunha com participação dos estrelados Reynaldo Gianecchini, Debora Evelyn, Carlos Vereza e Daniela Escobar.

 

Carlos Ferreirinha, Ida Treméa Bof e João Saccaro - Jucimar Milese, divulgação
Carlos Ferreirinha proferiu palestra sobre o mercado de luxo,
com as atenções de Ida Treméa Bof e João Saccaro.

Foto: Jucimar Milese, divulgação

 

Gabriela Bettiato Lentz da Silva e Marinês Bettiato Lentz da Silva - Edson Pereira, divulgação
A Glamour Girl, Gabriela Bettiato Lentz da Silva, e sua mãe,
Marinês Bettiato Lentz da Silva, trabalharam pelo sucesso do projeto Artista Solidário.

Foto: Edson Pereira, divulgação

 

José Francisco Balen e Jaqueline Taschetto Balen - Edson Pereira, divulgação
Os médicos, José Francisco Balen e Jaqueline Taschetto Balen,

colaboraram com o projeto assistencial da Associação Criança Feliz.

Foto: Edson Pereira, divulgação

 

 

 

 

 

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