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Social do fim de semana

30 de maio de 2015 0

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação (3)

A Voz do Coração

“A sorte é um acaso; a felicidade, uma vocação”. A partir da máxima do escritor romeno Alexandru Vlahută é possível compreender o universo que cerca a jovem fonoaudióloga Cíntia Bonfante Pereira, que com ocasional sorte e a vocação para ser feliz consegue transformar sonhos – os seus e de outras pessoas – em realidade.

Apaixonada pelo trabalho voluntário desde a adolescência, foi logo cedo que ela percebeu o que gostaria de fazer por toda a vida: “Sempre me envolvi em muitas atividades, principalmente no atendimento a crianças com necessidades especiais, e assim descobri um amor maior que eu: ajudar as pessoas!”, revela. Com suas aspirações definidas, Cíntia descobriu na fonoaudiologia a oportunidade perfeita para auxiliar aos outros desde o nascimento até a terceira idade, a partir de tratamentos que vão muito além da regeneração da fala e envolvem múltiplos distúrbios da comunicação humana, da voz, da audição e de funções básicas como mastigação, deglutição e aspectos funcionais da respiração.

Dedicada a pesquisas para conhecer cada vez mais a profissão que desenvolve, Cíntia já se aplicou a estudos e vivências nacionais e internacionais nas atividades de neuropsicologia, integração sensorial e tantos outros temas, como em sua atual especialização, na qual investiga a abordagem terapêutica à fonoaudiologia baseada no conceito neuroevolutivo. Obstinada a ampliar seu trabalho, ela criou o Centro de Reabilitação Fonoaudiológica, pelo qual desenvolve sua atuação dedicada a se tornar referência na área: “O centro surgiu a partir do objetivo de oferecer um atendimento digno, com foco no paciente, seu bem-estar e sua qualidade de vida, e não somente à patologia ou déficits”.

Sagitariana altruísta, a bonita filha de Roberto Chaves Pereira e Clara Maria Bonfante Pereira revela mais sobre suas aspirações e inspirações e também discorre sobre o Centro de Reabilitação Fonoaudiológica e a felicidade que a contagia em dar voz a quem precisa. Confira!

Fotos | Edson Pereira, divulgação

 

 Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação

Como a fonoaudiologia surgiu e qual a importância que ela tem em sua vida?
A fonoaudiologia surgiu de um desejo que eu tenho desde adolescente. Desde muito nova, eu sempre me envolvi em trabalhos voluntários, principalmente relacionados a crianças com necessidades especiais e assim descobri um amor maior que eu: ajudar as pessoas! Por isso me encantei por esta profissão que é tão abrangente e que me dá a oportunidade de auxiliar desde a fase do nascimento dos bebês, quando estes têm dificuldade de sugar para se alimentar, até a terceira idade, em casos de déficits auditivos, cognitivos, de deglutição e de comunicação.

E foi a partir dessa vocação que surgiu o Centro de Reabilitação Fonoaudiológica?
Sim, com certeza! O centro surgiu a partir do objetivo de dar as pessoas um atendimento digno, ou seja, o foco é a pessoa, seu bem-estar e sua qualidade de vida e não somente a patologia ou déficits, porque independentemente de qualquer coisa todos tem habilidades que devem ser valorizadas, sem deixar de ter um olhar especializado para que a reabilitação seja efetiva.

E quais são as principais atribuições de um fonoaudiólogo?
Elas incluem a avaliação, diagnóstico, aperfeiçoamento e tratamento de distúrbios da comunicação humana, da voz, da audição e do sistema vestibular, das funções neurovegetativas como mastigação, deglutição e aspectos funcionais da respiração, além de transtornos da aprendizagem (dificuldade de leitura e escrita) e déficits de motricidade orofacial.

Quais são os distúrbios de fala mais comuns pelos quais é procurada?
Como a especialidade do Centro de Reabilitação Fonoaudiológica é de área neurológica, sou procurada em múltiplos casos, como crianças com atraso no desenvolvimento da linguagem e da alfabetização além de déficits de deglutição decorrentes de síndromes, de lesões neurológicas, oromusculares ou, às vezes, sem causa definida, como por exemplo, síndrome de down, transtorno do espectro autista, paralisia cerebral, distrofias musculares, dislexias, disgrafias, entre outras. Auxilio na inclusão escolar destas crianças com necessidades especiais, buscando orientar a escola e os professores, trabalhando em conjunto para proporcionar uma experiência escolar digna.

Mas não é só na ausência de linguagem que há a necessidade de um fonoaudiólogo, correto?
Ainda quanto ao atendimento infantil, também realizo a estimulação precoce em bebes, principalmente os prematuros e/ou lesões neurológicas, visando o tratamento ou mesmo a prevenção de déficits de motricidade orofacial e de funções cognitivas que irão influenciar no desenvolvimento da fala e de funções como mastigação, sucção e deglutição no futuro.

E quanto aos adultos, quais são as necessidades mais comuns em sua área de atuação?
Nos adultos que fazem uso profissional da voz como professores, radialistas, operadores de telemarketing, cantores, atores, advogados é mais comum encontrarmos pessoas que apresentam disfonia funcional pelo mau uso da voz e que por manterem tais hábitos acabam que desenvolvendo lesões na laringe e pregas vocais. No caso de distúrbios vocais existe de um modo geral as disfonias (rouquidão) que acometem adultos e crianças.  Estas podem ser disfonias funcionais, decorrente do mau uso e do abuso vocal; disfonias orgânicas, decorrentes de lesões no sistema fonador como nódulos, tumores, inflamações, entre outros.

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação (11)

Há a procura do atendimento fonoaudiológico para casos mais complexos?
Sim, também atendo pessoas após acidentes vasculares (AVC), traumatismo craniano, paralisia facial, demências e cânceres de cabeça e pescoço que têm suas habilidades comunicativas, de deglutição e de motricidade das estruturas orofaciais, afetadas. Existem diversos transtornos de emissão e compreensão da fala que aparecem após uma lesão neurológica. Dentre eles temos as afasias, disartrofonias, dispraxias. No caso da deglutição os pacientes apresentam disfagia em diferentes graus que acometem uma ou mais fases da deglutição.

Também há a procura de pacientes por conta de paralisias faciais e demências?
Sim, pois a paralisia facial causa uma alteração muscular que prejudica a estética do indivíduo, mas que também altera a função da alimentação, da mastigação, da articulação da fala, da mímica facial. No caso das demências, trabalho aspectos cognitivos como memória, funções executivas, linguagem.

E em todos esses casos, como se desenvolve a reabilitação da fala?
Quando se tem a oportunidade de trabalhar com reabilitação da comunicação e da deglutição, funções tão automáticas para muitos de nós, é quando percebemos sua real importância e o papel essencial que elas têm no dia a dia das pessoas. O quanto a nossa interação com o mundo depende destas funções e como o mal funcionamento delas, interferem no psicológico, na capacidade de independência, na relação com familiares e com a sociedade. Por isso que, trabalhar com a reabilitação destas funções é muito delicado porque estamos atuando na vida desta pessoa como um todo e na das pessoas que a cercam. Por isso, antes de profissionais precisamos ser humanos! Saber escutar, dar atenção e principalmente ter sensibilidade para entender a situação que estas pessoas está passando é parte crucial da reabilitação fonoaudiológica.

Quais são os fatores que causam tais distúrbios? Existem tratamentos para todos eles?
Tenho o costume de dizer que não existe paciente sem condições de evolução, mesmo que esta seja pequena. Por que independente do diagnóstico, acredito no poder da determinação do paciente e da plasticidade cerebral, que quando adequadamente estimulada pelo fonoaudiólogo, possibilita que o cérebro se adapte e se reorganize para tentar desempenhar certas funções cognitivas que estão deficitárias.

Como a fonoaudiologia se relaciona com a medicina?
O fonoaudiólogo, como todos os profissionais da área da saúde, deve trabalhar em conjunto, pois o ser humano é extremamente complexo, portanto cada área complementa a outra. No caso da medicina, nossa relação é muito próxima pois muitas doenças e transtornos diagnosticados trazem sequelas que é de competência do fonoaudiólogo tratar e reabilitar.

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação

Como os problemas de fala e voz podem ser identificados adequadamente, para que a ajuda seja procurada em tempo adequado para cuidados?
Existem alguns sinais importantes que devem ser observados no desenvolvimento da linguagem das crianças. Aquela criança que demora para começar a falar deve ser monitorada, porque ela passa por fases. Até os seis meses elas brincam com os sons (chamados balbucios) e com 12 meses ela já tem a capacidade de pronunciar as primeiras palavras (lembrando que terão trocas de sons na fala que é o esperado). Assim, até um ano e meio, a criança pode ter no vocabulário aproximadamente 20 palavras e com dois anos de idade este número aumenta drasticamente para 200 palavras, conseguindo fazer frases de 2 palavras ou mais.

E quais são os fatores de influência nesse aspecto do desenvolvimento infantil?
Este é o desenvolvimento esperado, porém muitos fatores influenciam na linguagem das crianças, como o ambiente, estímulo adequado, a maturação neuronal em si e a particularidade de cada criança. Outros aspectos importantes para observar são: há ou não intenção comunicativa por parte da criança, como é a maneira que ela brinca, interação social, entre outros aspectos. Não é fácil identificar um atraso de linguagem pois além de esta ser uma das funções cognitivas mais complexas, cada criança tem o seu tempo. Mas então quando é o momento certo para procurar atendimento? Não existe uma regra, por isso, observe seu filho e qualquer desenvolvimento que fuja muito do esperado deve ser investigado, porque a receita para o sucesso do tratamento fonoaudiológico é sempre o atendimento precoce. Não demore para procurar uma avaliação.

Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação

Quanto a gagueira, como deve-se ajudar pacientes, inclusive crianças, com tal problema?
Com relação a transtornos da fluência como a disfemia (gagueira), é importante ressaltar que existe uma gagueira fisiológica ou seja, esperada para a idade, que pode aparecer em crianças até 3 anos. Os adultos que convivem com a criança devem procurar passar tranquilidade quando ela começar a gaguejar, por isso não é indicado pedir para que ela fale mais devagar ou respirar, mas simplesmente, esperar ela concluir sua fala e pensamento. A maneira como lidamos com a gagueira da criança podem influenciar na permanência ou não da disfluência. Caso sintomas prolongarem é indicada uma avaliação fonoaudiológica.

Quais os malefícios que um distúrbio de voz e fala pode causar a alguém?
Por isso, sentir fadiga ao falar, rouquidão por mais de 15 dias, ficar sem voz com frequência, dor ao deglutir, sensação de ardência na garganta, é importante procurar uma avaliação otorrinolaringológica e fonoaudiológica.

Como se mantém sempre atualizada em sua área de atuação?
A partir de cursos, especializações, leitura de artigos científicos (eu leio muito!), porque a ciência não para e preciso acompanhar este desenvolvimento para poder oferecer o melhor para as pessoas que atendo. Estou sempre tentando buscar o conhecimento seja em cidades como São Paulo que está sempre à frente em relação a pesquisas científicas, como também nos Estados Unidos.

Quais são seus desejos para o futuro?
Meu desejo para o futuro é que as pessoas aceitem que somos todos diferentes. Acabar com o preconceito relacionado a pessoas com deficiências, síndromes. Que todos sejamos capazes de olhar para o outro além de suas deficiências. Começando pelo simples ato de respeitarmos as placas de estacionamento destinadas a este fim. Também que as pessoas parem de julgar e supor o que uma pessoa com necessidades especiais tem capacidade ou não de fazer. Somos todos capazes, se alguém acreditar no nosso potencial e estimular as nossas habilidades. O diagnóstico é apenas a capa do livro, ou seja, não nos diz muita coisa sobre aquele ser humano. É preciso estar disposto a se aventurar em cada capítulo para conhecer as superhabilidades destas pessoas para lá de especiais.

O que te inspira?
O que me inspira são as pessoas que conheço e que tenho a sorte de ajudar e acompanhar. São eles que vem a procura de atendimento, de melhora, e no fim das contas quem Se torna uma pessoa melhor sou eu. Sou muito feliz por ter a oportunidade de aprender todos os dias e frequentemente me emociono com os casos de superação, dedicação e amor que atendo, por que o caminho da reabilitação não é fácil e por isso entro no barco para remarmos juntos, lado a lado.

Quais são seus hobbies, prazeres e paixões?
Viajar!

Fim de semana é bom para… aproveitar a família e os amigos.

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Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação (16)

Preferidos

Filme: “A Teoria de Tudo”, de James Marsh

Livro: “Uma Menina Estranha”, de Temple Grandin

Música: “Thinking Out Loud”, de Ed Sheeran

Cor: azul

Prato: peixe

Restaurante: japonês

Tempero: manjericão

Lugar: praia

Aroma: canela

Som: chuva

Imagem: pessoas sorrindo

Um sonho: uma sociedade adaptada e aberta as diferenças!

Não vivo sem: livros!

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Cíntia Bonfante Pereira - Edson Pereira, divlugação (12)

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ESTILEIRA

 Leonardo Moreira - Fernando Dai Prá, divulgação
Leonardo Moreira explorando a versatilidade da camisa jeans com seu alto astral.

Foto: Fernando Dai Prá, divulgação

 

João Pedro Gasperin - Narjana Schneider, divulgação
João Pedro Gasperin apostou no clássico light blue para fazer bonito na cena.

Foto: Narjana Schneider, divulgação

 

Lucas Hickmann - Cristiano de Oliveira, divulgação
O modelo Lucas Hickmann ensina vestir camisa jeans com despojamento para ir à balada.

Foto: Cristiano de Oliveira, divulgação

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Opus

A professora e doutora em artes visuais Silvana Boone volta a ensinar tudo o que sabe sobre Arte Moderna Brasileira. No dia 29 de junho ela dará a largada para o projeto que terá encontros também nos dias 6, 13 e 20 de julho. A proposta cultural de Silvana ocupará a Galeria de Arte de Maria Inês e Dejair Salvador.


Presenças

A coordenadora de eventos Aline Madalosso e o dee jay Elias Cappellaro colecionam elogios pelo projeto “R.S.V.P.” que eles promovem e no qual abordam o universo dos eventos sociais juntamente com cerimonialistas convidados. O sucesso é tanto que no próximo mês a dupla assina mais três edições. No dia 10 de junho eles terão como anfitrião Sidnei Staudt e no dia 17 será a vez de Marta Michelon. Já no dia 24, Renata Hoff dará mostras de seu conceito profissional.


Solene

Melissa Bulla Baron, filha de Gilberto Baron e Mariza Antonieta Bulla Baron, vestindo um look da estilista Ana Dotto troca juras de amor e alianças neste sábado com Assis Antoniazzi Lavoratti, filho de Luiz Antônio Lavoratti e Beatriz Antoniazzi Lavoratti. A cerimônia tem como altar a Igreja São Pelegrino com sequência festiva nos salões do Personal Royal Hotel. O encontro social que promete pompa e circunstância terá festa com aparato organizacional da wedding planner Marta Michelon.


Ebulição

As empresárias Angela e Sônia Beatriz Gubert em parceria com a bela Carla Fernanda Boff programam reunir as lulus mais antenadas da cena para um encontro fashion dia 10 de junho. A boa nova do trio será toda pautada sob a batuta da relações públicas Stéfane Marchett, que já convocou para a ocasião um show acústico com Ana Ballardin e de quebra terá playlist da dee jay e modelo Flávia Leite. Em tempo: Stéfane também está ás voltas com o planejamento da festa ao redor do aniversário do empresário João Mano Garayalde.

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Betânia Mosena e Tatiana Vergani - Narjana Schneider, divulgação
Betânia Mosena e Tatiana Vergani não perderam nenhuma reunião bacana da temporada.

Foto: Narjana Schneider, divulgação

 

Richelen Viero - Ricardo Barp, divulgação
A Miss Rio Grande do Sul Globo, a caxiense Richelen Viero, preparada
para vencer o concurso Miss Globe International, no próximo mês, na Europa.

Foto: Ricardo Barp, divulgação

 

Simoni Schiavo e Cristina Canarim - Fábio Grison, divulgação
Simoni Schiavo lançou mais uma edição da Revista Afrodite,
desta vez com as atenções de Cristina Canarim.

Foto: Fábio Grison, divulgação

 

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