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Posts do dia 28 novembro 2015

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28 de novembro de 2015 0

DAVI E O TABLADO

Daniela Xu, divulgação

 

Antes mesmo de existir, a arte já pairava na atmosfera do que viria a ser o multicriativo universo do ator e professor de teatro caxiense Davi de Souza. Seu pai quase fugiu com o circo, seu irmão tocava violão, uma tia era atriz e cantora, um tio participava de conjuntos de chorinho e de música gaúcha. Na infância, ele mal sabia quem era, mas já tinha certeza de que o meio artístico era seu lugar.

Sua introdução ao mundo dos palcos foi tragicômica: no fim da adolescência, quando flertava com as artes plásticas, em especial a pintura, fez um teste para um espetáculo na cidade de Venâncio Aires e conquistou um importante papel, mas esqueceu a data da viagem e perdeu aquela que seria sua grande estreia. Sem muitos outros dramas, aprendeu o ofício da arte em cursos de teatro e deve seu despertar como ator para seus primeiros professores, Rodrigo Ribeiro e Zica Stockmans. Entre esquetes baseadas em textos de Luís Fernando Veríssimo e incursões mais profundas em peças de Nivaldo Pereira, Pedro Block, Luiz Paulo Vasconcellos e tantos outros, Davi se encontrou nos palcos e dele nunca mais saiu – com exceção de algumas incursões frente às câmeras em curtas e longas-metragens ou quando coloca um nariz de palhaço para espalhar alegria e motivação em hospitais no projeto Médicos do Sorriso.

Além da sólida e multifacetada carreira como ator, que lhe permite investidas dramáticas como dar vida ao jornalista investigado pela ditadura no filme “Armada” e o grande reconhecimento com a sua já icônica personagem Dona Bastiana, Davi ainda faz mais. Dirigiu espetáculos, como “A Ópera do Vinho”, em Bento Gonçalves, e de 2011 a janeiro de 2015 foi diretor artístico do Natal Luz de Gramado, onde produziu espetáculos como o Grande Desfile de Natal, Fantástica Fábrica e o Nativitaten. Para ele, a consagração está na relação com seus espectadores, mas esta também já foi conquistada em forma de láureas, como quando venceu o prêmio de melhor ator do estado no XI Festival Estadual de Teatro Amador de Rolante.

Casado com a bailarina Bruna Alves, com quem compartilha a alegria com o pequeno filho Miguel Alves de Souza, de 2 anos, e a expectativa nos três meses da gravidez que em breve vai ampliar a família, Davi se prepara para voltar à direção da comédia “Nenhum Tom de Cinza”, que nos dias 13, 14 e 15 de dezembro ganhará o tablado do Teatro Sala de Ensaio, que ele comanda no Shopping San Pelegrino. Ao que tudo indica, este autêntico libriano se aproxima do fim do ano com motivos extras para celebrar. Ele conta mais alguns deles, confira!

 

Qual a importância da arte em seus dias?
Hoje a arte toma conta de todas as minhas horas, meus dias, vivo 365 dias do ano em função dela. É tão importante quanto o ar que respiro, não conseguiria viver sem. Quem me conhece sabe o quanto eu a amo!

Como se deu seu início na carreira artística e quais foram seus primeiros trabalhos?
Meus primeiros trabalhos foram esquetes do Luiz Fernando Veríssimo com o Professor Rodrigo Ribeiro em diversos locais de Caxias, depois entrei para a Tem Gente Teatrando e na primeira aula ganhei o papel do personagem Seu Gaspar, do espetáculo “Heranças, Mulheres e Confusões”, de Almirante. E daí não parei mais: “Mirandolina”, de Carlos Goldoni, “A Ópera Brega”, de Nivaldo Pereira, “O Senhor Quer Fazer Amor Aqui em Casa?”, de Dejair Cardoso da Silva, “Os inimigos não mandam Flores”, de Pedro Block, “Rapunzel Corpinho de Mel”, do Grupo juntamente com Zica Stockmans, “Curinguinha e Curingão no Trânsito”, de Zica Stockmans, “O Circo dos Envergonhados”, espetáculo de clown de Ana Elvira Wuo, “O Assalto”, de Luiz Paulo Vasconcellos e texto de José Vicente, “Em Nome do Riso”, de Ana Elvira Wuo e Fernanda Beppler, e por aí vai.


Já vivenciou alguma situação inusitada por conta de um trabalho seu?

Estava em uma produtora para uma reunião e o produtor comentando sobre uma personagem que ele gostava muito, mostrou vídeos no YouTube todo empolgado e no final ele me pergunta se eu teria o contato deste artista que faz a Bastiana! Então falei: “Eu sou a Bastiana!”, e ele quase caiu da cadeira! Rimos muito, mas ele demorou para acreditar. Ainda bem que falou bem dela. Outra foi nas gravações do filme “Armada” que para mim foi realmente uma armada, o ator que fazia o carrasco tinha que quebrar um cabo de madeira na minha canela (quando eu estava de caneleira, claro), mas na gravação valendo ele errou da caneleira e me acertou de verdade! O cabo realmente quebrou e a cena foi muito, mas muito real com um belo grito de dor… Ainda bem que essa cena não precisou repetir (risos).

 

E quais são suas principais características e particularidades como ator?
O que me caracteriza como ator é a versatilidade. Consigo permear bem desde a comédia, em que sou mais conhecido, até o drama, que atuei no teatro, mas principalmente no cinema. Uma particularidade importante que considero é a habilidade do improviso, ter bom senso em realizar inserções em eventos e espetáculos interagindo com o público de forma a valorizar o momento, sem constrangimentos e com muito bom humor!


Entre seu extenso currículo artístico, qual o personagem que representou ou representa que é seu favorito?

Sem sombra de dúvidas é a Dona Bastiana, são 15 anos fazendo essa personagem querida do povo Caxiense… Nela eu vejo um grande desafio de fazer algo totalmente ao meu extremo, uma senhora de 85 anos muito esperta que dá seu recado com muito bom humor. Muitas vezes o pessoal me apresenta em reuniões dizendo algo como “esse é o Davi”, quando todo mundo me olha legal, e quem me apresenta continua “Ele é a Bastiana…”, e a conversa muda de rumo. Outro motivo é porque vivo da aposentadoria dela (risos!). Mais um motivo fica como homenagem à minha mãe, Dona Ruth de Souza, que partiu em dezembro de 2014, que muito serviu de inspiração para construir a personagem, cada vez que eu faço é como se minha mãe tomasse vida e estivesse ali comigo, rindo e se divertindo (ela amava a Bastiana).

 


Como nasceu a Sala de Ensaio e qual é o histórico de seu grupo teatral?

Em julho de 2007, os atores Davi de Souza, idealizador do projeto Médicos do Sorriso, e Odelta Simonetti, do grupo Hora Vaga, tomaram uma decisão: unir o know how nas artes cênicas para transmitir a profissionais (ou não), com metodologias específicas voltadas à formação cultural, além do desenvolvimento de projetos voltados a corporações. Em 2012 segui carreira solo à frente da Sala e comecei a pensar no projeto de construir um teatro. Em 11 de dezembro de 2014 lancei o Teatro Sala de Ensaio em parceria com o Shopping Estação San Pelegrino, reunindo em um único espaço cursos de teatro, nos níveis iniciante e avançado. No espaço também ocorrem apresentações de diversos espetáculos teatrais e culturais, sendo este o pioneiro como teatro em shopping no interior do Rio Grande do Sul.


Quanto a cursos de atuação que você ministra, há alguma turma em aberto ou a possibilidade de novos alunos ingressarem em suas aulas?

Eu amo dar aula de teatro! Estamos finalizando o ano com nove turmas entre crianças, adolescentes e adultos, teremos a Primeira Mostra de Teatro com alunos em cena em dezembro de 2015. Em janeiro e fevereiro faremos cursos de férias: teatro, curso de palhaço e o curso “A Arte de Representar”, destinada a diversos profissionais que queiram usar o teatro para se comunicar melhor. Logo após, iniciaremos as aulas regulares em março de 2016. Inscrições abertas!

 


E quanto aos Médicos do Sorriso, o que pode revelar sobre este louvável projeto que desenvolve?

Nasceu de uma experiência vivida aos meus 14 anos, quando fui internado no Hospital Pompéia. Na ocasião, o bom humor de dois colegas de quarto ajudaram muito na minha recuperação, em especial um colega chamado Chico que foi minha inspiração para criar o palhaço Chico Le Bocó, que, anos depois, deu início a esse lindo projeto. Os Médicos do Sorriso há 11 anos transformam o ambiente hospitalar por meio da arte do palhaço. São muitas histórias, muitas pontes de olhares construídas, muitas amizades consolidadas. Imagina você entrar em um leito e ver o paciente ali, bem para baixo, triste, e quando você sai do quarto o mesmo paciente está sentado na cama sorridente perguntando “quando vocês vão voltar?”. Não existe felicidade maior e a sensação de dever cumprido. Nossa visita é uma injeção de ânimo com comprimidos de alegria e sem contraindicações.


Quais são suas intenções e conquistas com os Médicos do Sorriso? Hoje quem atua ao seu lado nessa iniciativa?

As minhas intenções são de colocar palhaços em todos os hospitais, que esse ofício seja reconhecido e valorizado, que se torne lei como na Argentina, onde todo hospital tem que ter um Grupo de Palhaços para atender seus pacientes. Isso seria um sonho. Queremos conquistar nossa região, em 2016 entrar em outros hospitais em Caxias do Sul, além do Hospital Geral, e colocar mais palhaços profissionais no mundo. Contamos hoje com uma grande equipe que está se formando para fortalecer esse projeto. São os palhaços Dr. Costelinha Perna Fina (Caciano Kuffel), Dra. Carlota Treka (Carla Vanez), Dra. JoAninha (Cassiane Dal Sotto Boff), Dr. Aparecido de Jesuizi (Fabiano Xavier), Dr. Leléu (Giancarlo Rodrigues Longa), Dr. Piscareta (Marcelo Donini), Dr. Chico Le Bocó (Davi de Souza), a pscicóloga Fernanda Amorim Medeiros, a relações públicas Juciane Cavion e a assessoria de imprensa da Adriana Silva. A equipe da ADCE que está ajudando a estruturar todo o projeto, construindo conosco o planejamento estratégico para transformar o projeto em uma organização para o crescimento com mais consistência e profissionalismo. São eles: Miguel Rossato e Fabiele Schons, Claudia Luciano e José Facchin, Juliano Rafael Schaefer e Danielle Schaefer, Juarez Fochesatto, Jaqueline Mognaga e Gabriel Francisco Mognaga. Certamente essa equipe vai crescer muito em breve!

 


Há alguma situação curiosa, cômica ou emocional para compartilhar sobre sua atuação com os Médicos do Sorriso?

Uma vez, por meio de uma brincadeira, conseguimos tirar a dor de um paciente que tinha amputado o pé esquerdo, realizando um jogo de tirar a dor dele e jogar pela janela e criando uma confusão onde nós começamos a sentir sua dor em diversas partes do corpo… Quando notamos, o paciente estava chorando de tanto rir! Ele falou: “Vocês são melhores que morfina!” e continuou gargalhando. Quando convidamos um paciente em depressão, como última cartada na virada do seu tratamento, para entrar para o grupo, ele aceitou e virou o jogo da sua vida se transformando no Palhaço Natural, atuando com o grupo durante três meses. Hoje está totalmente recuperado e é meu grande amigo pessoal. Quando realizamos uma blitz no quarto da paciente Mônica, que teve um sério problema de intestino e ficou muito tempo se alimentando pela sonda, fomos acionados a ensinar literalmente a paciente a comer, toda equipe do hospital se mobilizou e fez pequenas porções de comida. Descobrimos as músicas que ela mais gostava, aprendemos a cantar e tocar e cada garfada valia uma música, foi estimulante para ela voltar a comer. Muita música, sorrisos e lágrimas de toda equipe do hospital e familiares presenciando aquele lindo momento. Hoje a paciente é nossa grande colaboradora!


Qual é seu processo criativo para compor um personagem?

Muita pesquisa e laboratório (quando tenho tempo), às vezes nasce de uma hora para outra na necessidade de um evento. Mas prefiro ter tempo para elaborar e pensar em todos os detalhes para compor o personagem.

 


Quais são os atores do teatro, cinema e outras áreas que mais lhe inspiram?

Tenho muitos! Luiz Paulo Vasconcelos, Sandra Dani, Grupo Galpão (todos), Osmar Prado, Rolando Boldrin, Denise Fraga, Marco Nanini, Luiz Carlos Vasconcellos, Chico Pinheiro, Lazaro Ramos, Fernada Torres, Ésio Magalhães, Philip Seymour Hoffman, Denzel Washington, Samuel L. Jackson, Carmen Moura, Hilary Swank, Penélope Cruz, Nicole Kidman.


O que lhe inspira?

O ser humano. Somos caixinhas de surpresa onde cada um poderia escrever uma linda história e transformar ela em livro, teatro ou um lindo filme com doses de humor e drama. Gosto de observar pessoas, isso me dá muita bagagem para meu trabalho.

 


Na pele de quem gostaria de passar um dia?

Quentin Tarantino! Gostaria de vivenciar o processo criativo, o que passa na cabeça dele e sentir como ele dirigiu com maestria tantas obras primas como “Pulp Fiction”, “Cães de Aluguel”, “Django Livre”, entre outros, e se sentir escrevendo seus roteiros não lineares. Ia ser uma grande honra e uma viagem à mente de Tarantino.


Quais são seus prazeres, hobbies e paixões?

Brincar com meu filhote Miguel, ver futebol, assistir o canal The History e suas séries, e ultimamente trabalhar e trabalhar.

 


Davi, Miguel e Bruna


Como se define?

Um homem guerreiro e batalhador que não baixa sua cabeça diante das dificuldades que faz do humor uma arma para vencer os obstáculos da vida.

Preferidos
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Filme: “Dogville”, de Lars Von Trier

Livro: “Minha Vida”, de Charles Chaplin

Música: “Telegrama”, de Zeca Balero

Cor: laranja

Prato: lasanha

Lugar: palco

Uma qualidade: autenticidade

Um defeito: ansiedade

Um aroma: café

Um som: do passarinho cantando ao lado da casa, todo dia, no mesmo horário. Inspirador!

Uma imagem: o sorriso dos meus pais.

Um sonho: que a arte seja respeitada e valorizada pelos nossos contratantes e poder público.

Não vivo sem: minha família.

Uma frase: “Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados”, Mahatma Gandhi.

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ESTILEIRA

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A noiva do dia 12 de dezembro Camila Mattuella em clima de primavera verão.

Foto: Edson Pereira, divulgação

 


O guapo Júnior Dalfovo num T-shirt básico, aderiu ao pulseirismo para fazer e acontecer.

Foto: Cristiano de Oliveira, divulgação

 


Cristine Carvalho, especialista em moda, ensina um look para happy hour.

Foto: Edson Menegat, divulgação

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SOCIAL

 


As cunhadas Caroline Grün e Mirella Bortolotto da Silveira foram conhecer
o conceito em looks de festas na loja da amiga Vanessa Paim Susin.

Foto: Edson Pereira, divulgação

 


Daiane Breidenbach e Diogo Provin em recente e concorrido coquetel de estreia. Foto:

Edson Pereira, divulgação

 


Marcelo Hentz e Laís Berté na cena country que anima o Largo da Estação Férrea.

Foto: Lisi Viezzer, divulgação

 

 

 

 

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