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Nova busca - outros

Google, facebook e a vida vigiada

21 de novembro de 2014 0

googleNum dia desta semana, caiu na minha timeline no facebook uma matéria da revista Exame que dizia: Como descobrir o que o Google sabe de você. Eu cliquei e confesso que o algoritmo da mega empresa de busca é melhor do que eu pensava. Eles acertam mesmo o que eu gosto, até o tipo de estilo de música dentro do rock.

Mas, enfim, o que importa é que a matéria me fez pensar nos algoritmos que estão ao lado de quem navega na internet e nas redes socias (praticamente todo mundo). Se você navegar logado na conta do Google (o que eu costumo fazer), ele vai capturar dados de sites em que você entrou, produtos que pesquisou e pessoas com quem se relacionou. São informações que valem muito no mercado de anúncios direcionados. Em um mundo cheio de opções como é a internet, oferecer o produto certo para o cara certo é o caminho.

Navegando no facebook, a situação é exatamente a mesma. O algoritmo da rede de Mark Zuckerberg está acompanhando as suas atividades e considerando o que você mais “gosta” com base em quantidade de interações com aquele perfil ou aquela fan page. E tudo termina, novamente, em anúncio direcionado.

Há quem questione isso, diga que é invasão de privacidade, que os algoritmos vão longe demais capturando a nossa vida. Eu não sou dessa turma. Isso não é feito escondido. Se você se logar e concordar com os termos de uso (alguém lê antes de clicar informando que aceita?), dá autorização a eles para guardar dados de navegação, portanto não tem invasão alguma aí, você permitiu. Agora, os anúncios direcionados e o direcionamento inclusive dos resultados da busca orgânica do Google a partir do que eu “gosto” me incomodam. No livro O Filtro Invisível: O que a Internet Está Escondendo de Você, tem uma boa discussão sobre a bolha a que somos colocados quando só nos mostram assuntos relacionados a temas que gostamos ou, por algum motivo, pesquisamos sobre.

Acho que os algoritmos nos aprisionam e é importante sair deles. Algumas coisas bem básicas já me fazem ter uma ideia de que estou conseguindo furar a bolha. Uma delas é organizar o feed de notícias do facebook pelas histórias mais recentes. Ainda assim não é 100% de exibição das atualizações que seguimos – como acontece com o twitter -, tem filtro, mas ele é menor do que o das “principais histórias”, como o facebook chama a lista que te oferece a partir do teu engajamento (mais curtidas, comentários ou compartilhamentos em determinados perfis ou fan pages).Outra é entrar nas homes de sites que eu gosto e procurar o que a internet está oferecendo a todos. Se nos limitarmos a buscar tudo pelo Google, ele vai nos colocar no caminho que acredita que vamos gostar mais, ou seja, nos dar mais do que estamos acostumados a consumir. E a surpresa, a novidade e os assuntos que a gente não conhece ficam para trás, o que é uma pena, porque temos um mundo enorme a descobrir. :)

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