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Mário de Andrade e a cultura brasileira em e-book

18 de julho de 2015 0

imageEu assinei O Globo digital especialmente por causa do Globo A Mais. Adorava aquela revista especial para tablet que circulava no fim do dia. Infelizmente, ela acabou, e eu escrevi sobre aqui no Spot. No post, conto que o pessoal d’O Globo prometia novidades. Não foi por isso que decidi manter minha assinatura, mas porque acabei me acostumando a ler O Globo com mais frequência. Eu sempre gostei desse jornal, mas antes de fazer a assinatura digital, lia raramente.

O tempo foi passando e, dia desses, recebi um e-mail dizendo que, por ser assinante, eu poderia baixar gratuitamente um e-book sobre o poeta Mário de Andrade. A obra “Missão Mário de Andrade – Uma viagem sobre a cultura popular” é resultado de uma apuração de 10 dias do repórter Guilherme Freitas e do fotógrafo Custódio Coimbra por cinco cidades que fizeram parte do projeto Missão de Pesquisas Folclóricas, coordenado pelo poeta. Ele queria registrar músicas, danças, festas e rituais, porque temia que um dia acabassem. Os jornalistas d’O Globo constataram que, graças a ativistas como artistas e pesquisadores, o temor do escritor não se confirmou.

Em textos e fotos, o e-book celebra o escritor homenageado na Festa Literária de Paraty (Flip) deste ano e oferece um retrato de parte do Brasil. Eu não li todos os textos ainda, mas a primeira olhada pelo livro foi empolgante. Trata-se de uma reportagem muito bem feita sobre um autor consagrado. Não tem como não me agradar!

Quem não assina O Globo pode comprar o e-book nas principais livrarias digitais, incluindo iBookstore, Google Play e Amazon.

A seguir, um trecho:

“Aos 96 anos, Senhorinha Freire vive hoje no Recife, em um pequeno prédio no bairro de Boa Viagem cercado de arranha-céus que projetam sombras sobre a praia. Numa segunda-feira de maio, sentada numa cadeira de balanço, ela se divertiu com as lembranças do encontro com a Missão, 77 anos antes. Cantou de cor duas músicas gravadas naqueles dias de 1938, “Oh roseira” e “Mandei cortar capim”, e muitas outras ao longo de uma hora de conversa, marcando o ritmo com batidas suaves do pé direito enquanto sua filha Leninha a acompanhava no violão”.¹

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¹ O Globo (Missão Mário de Andrade, Infoglobo, 2015)

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