Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Publicação de vídeos de assassinato de jornalistas provoca debate nas redações

27 de agosto de 2015 0

A comunidade mundial assistiu com horror ao assassinato ao vivo de dois jornalistas do canal americano de televisão WDBJ7, a repórter Alison Parker, de 24 anos, e o repórter cinematográfico Adam Ward, de 27 anos, durante a gravação de uma entrevista. O assassino filmou a própria ação, desde que estava com a mira pronta até começar a atirar. Depois de postar as imagens em seu Twitter, o criminoso cometeu suicídio.

O dia foi de discussões nas redações sobre usar ou não os vídeos do câmera e do assassino. A minha opinião é sempre contra mostrar o momento da morte de alguém, então este post não terá nem um, nem outro.

Apesar de esse ser um caso de vingança, ataques a jornalistas são mais comuns do que se imagina. Segundo a International Federation of Journalists, pelo menos 70 membros da mídia foram assassinados neste ano. Mais dezenas e dezenas de exilados, sequestrados, desaparecidos, ameaçados e feridos encorpam os dados. E engana-se quem pensa que é culpa da cultura belicosa no Exterior. Segundo o The Guardian, até o ano passado éramos o oitavo país mais mortal para a classe. Mundialmente, em 90% dos casos os criminosos não pagam pelo que fizeram. Mais um fato alarmante? O número de profissionais mortos é maior em épocas de paz do que em períodos de guerra.

Os jornalistas são os portadores de muitas más notícias, o que cria uma certa má fama. Mas só quem vivencia acontecimentos trágicos deste lado do bloco de notas sabe das noites mal dormidas e das marcas que levamos a cada fatalidade em que trabalhamos.

A nossa luta é por estradas mais seguras, ruas mais seguras, festas mais seguras, escolas mais seguras, enfim, vidas mais seguras. Quem sabe quando todos esses pedidos forem alcançados, alguém possa pensar em tornar a nossa profissão um pouco mais segura também.

Envie seu Comentário