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Posts na categoria "Tecnologia"

Somos reféns não da tecnologia, mas da energia elétrica

06 de novembro de 2015 0

imageDia desses, fiquei parada por horas num aeroporto porque perdi uma conexão devido ao atraso no primeiro voo. Tive tempo pra observar o comportamento das pessoas na sala de embarque e percebi um dos critérios preferidos para escolher onde sentar: a proximidade da tomada. O mundo que gira nos smartphones não alivia a vida da bateria. Portanto, hoje, tomada virou artigo de primeira necessidade.

Na sala de embarque do aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, há várias delas. De todos os tipos, em vários lugares. Num cantinho meio escondido, pessoas isolavam-se nos seus smartphones presos à parede pelos cabos enquanto, na mesma parede, havia um orelhão solitário e vazio. Com meu iPhone na mão, devo ter chamado alguma atenção (se é que algo chama a atenção quando estamos imersos no celular) ao chegar lá, tirar o fone do gancho e checar se funcionava. Sim, tinha linha.

Numa outra parte da sala de embarque, percebi diversas pessoas sentadas ao lado umas das outras enquanto havia cadeiras vagas bem perto. Procurei o motivo e, de novo, energia elétrica. Uma operadora de celular colocou um painel destacando que oferecia cabos para carregar o celular. Eles surgiam dos cantos com várias opções de conexão. Bastava plugar o telefone.

Por mais tecnologia que já tenha sido inventada, a força de algumas coisas segue imbatível. Temos internet, apps, redes sociais. E vivemos nesse mundo muitas vezes mais do que gostaríamos. Nos tornamos refém dele? Pode ser. Mas, antes disso, somos reféns de algo que não tem nada de moderno: a energia elétrica.

Na mesma viagem, experimentei o app de Entretenimento da TAM durante o voo. Falarei dele em outro post.

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iOS 9.1 chegou e por enquanto os problemas diminuíram no meu iPhone

22 de outubro de 2015 1
Foto: Justin Sullivan / AFP

Foto: Justin Sullivan / AFP

O primeiro mês do iOS 9 foi um fiasco. Muito do que foi anunciado em funcionalidades e em economia de espaço no lançamento da versão foi retirado logo na sequência. Quando os bugs tomaram conta dos iPhones e iPads mundo afora, a Apple voltou atrás e, com as atualizações 9.0.1 e 9.0.2, o sistema passou a ocupar ainda mais espaço que antes. Chegou ao ponto de eu ter que excluir os aplicativos mais básicos, ficando com poucos escolhidos cuidadosamente. Eu não tinha espaço para nada mesmo sem ter nada mais no telefone (que é de 16 gb).

Pois, acabou de ser lançada a versão 9.1. A primeira coisa que notei é que me devolveram 800 mb de espaço, aproximadamente. A segunda, que o bug que me impedia de mexer na tela por um tempo parece ter desaparecido. Ficarei de olho.

Eu sou usuário novato de iPhone e, como meu aparelho anterior era um Samsung de entrada que travava a cada meia hora, ainda não tive A grande experiência que por tanto tempo me foi vendida para que eu trocasse de marca. De que adianta ter um supercomputador nas mãos se ele trava, não tem espaço e nem memória para realizar as operações básicas, se desliga eventualmente e ainda apresenta falhas durante as ligações?

Para disfarçar os problemas, a empresa lançou novos emojis e mais algumas coisinhas, mas nosso posicionamento é de não atirar confete até termos certeza de que tudo funciona – e não vai causar novos problemas.

Espero que no iOS 9.1 estejam todas as correções que faltavam para o iOS 9 finalmente mostrar a que veio.

Semana importante para o Uber

06 de outubro de 2015 0

imageO prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deve se manifestar até o dia 8 de outubro, a próxima quinta-feira, sobre a liberação do Uber na cidade. Conforme uma matéria do Olhar Digital, o político disse que “não podem dispensar uma tecnologia disponível que é do agrado do usuário por causa de preconceitos”. Tudo indica que ele vai vetar a proibição de funcionamento do Uber, aprovada pelos vereadores, e lutar para que esse meio de transporte seja regulamentado e opere na maior cidade do país.

Há muita polêmica a respeito do Uber, como o Diogo já escreveu, e quanto mais tempo passa sem uma definição, mais argumentos surgem dos dois lados. E, assim, a conversa vai ficando cada vez mais longa e confusa. Haddad afirmou ainda, também segundo a matéria, que operar sem regulação pode resultar em degradação. Acho que esse é o ponto: regular. Por que proibir um novo meio de transporte? Se o Uber oferecer um serviço com benefícios e respeitar as leis que lhe forem impostas, qual é o problema?

Penso que a situação é parecida com os filmes e séries disponibilizados em streaming. Já escrevi sobre a bronca das empresas de TV por assinatura com Netflix e afins. Concordo que não dá para oferecer serviços sem se adaptar às normas de cada país. Concorrência desleal não é bom nem para empresas e nem para consumidores, porque a competição justa faz com que seja necessário sempre melhorar a qualidade do que se oferece.

Snowland: neve e tecnologia

31 de agosto de 2015 0

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Tá, eu sei que o sistema usado no que vou relatar aqui não é novo. Comandas com códigos de barras existem há tempo. Mas, mesmo assim, acredito que a forma como o consumo é tratado no Snowland, em Gramado, merece um post. Penso nisso pelo fato de ser parecido com a experiência dos relógios inteligentes e as outras possibilidades de, no futuro próximo, termos internet e tecnologia no nosso corpo.

Você chega na bilheteria do parque e tem duas opções de ingressos: apenas visitação ou com entrada na montanha. Escolhida a modalidade, você paga e recebe da atendente um relógio super simples, de borracha, sem display algum. O corpo dele tem apenas o nome do parque, mas ele é indispensável pra aproveitar as diversões e os lanches oferecidos lá dentro. Você o recebe já com três informações registradas: nome completo, CPF e o tipo de ingresso que comprou.

O primeiro uso é logo depois dos guichês. Para entrar no parque, é preciso encostá-lo em uma área da roleta iluminada com uma luz azul. Quando ela ficar verde, a catraca está destravada. As luzes dão um efeito hi-tech legal. Bom, dentro do parque, o relógio é necessário para tudo. Nas lojas e nos bares, você passa o relógio, mas paga na hora. Não dá pra pagar sem usar o dispositivo. Para as atrações cobradas separadamente, basta o relógio.

Eu usei primeiro para entrar, depois em uma loja e outras duas vezes. A terceira foi para entrar na Montanha de Neve. A roleta é igual à primeira, da entrada do parque, e garante que só passe por aí quem pagou o ingresso que inclui essa parte do Snowland. Perto da catraca, tem um monitor que exibe o seu nome.

Como eu falei no início, até aqui pode-se levar como uma comanda eletrônica. Mas pense que você vai colocar uma roupa especial (na montanha a temperatura é de -3 graus), esquiar (se quiser e pagar separado por isso, registrando o extra no relógio, já dentro do vestiário), descer uma rampa de neve em uma bóia e circular de um lado pra outro. Não precisar se preocupar em não perder a comanda (no caso daquelas placas comuns por aí) ou ter que achar um lugar pra colocar é o que me faz ver a praticidade de ter a tecnologia presa ao seu corpo. Eu optei por não levar meu celular para a montanha por não saber bem onde colocá-lo sob toda a roupa, mas um smart watch eu não teria tirado do pulso.

A quarta vez que usei foi para registrar o valor da foto que comprei da descida na bóia. Aqui, mais tecnologia. O fotógrafo está no fim da rampa, e as fotos levam 15 minutos para estarem à disposição para escolha em computadores na saída da montanha. Escolhida, a impressão é na hora. Na hora mesmo. Você coloca o relógio para registrar o valor e em menos de cinco segundos está com a foto na mão.

Na saída do parque, horas, setores, diversões e compras depois, você entrega o relógio e paga o que usou de atrações extras. Além da neve, gostei também da tecnologia. Teve diversão para o meu lado criança e para o meu lado adulto. :)

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Como funcionam os depósitos da Amazon e a cabeça de Jeff Bezos

22 de agosto de 2015 0
Jeff Bezos, CEO da Amazon. Foto de Joe Klamar / AFP

Jeff Bezos, CEO da Amazon. Foto de Joe Klamar / AFP

Os depósitos da Amazon, a gigante americana que começou como livraria e hoje vende de tudo, têm seu funcionamento revelado em uma matéria da BBC. Nela, encontramos a explicação de como trabalham as engrenagens nos mais de 40 mil metros quadrados repletos de milhões de produtos.

O conceito mais claro é a simplicidade: os funcionários precisam pensar pouco para não haver erros. Assim que um cliente finaliza uma compra, alguém recebe um alerta de que deve pegar o produto, com a localização e o tempo médio para encontrar e encaminhar o pedido. O mesmo aparelho que dá essas informações checa, através do código de barras, se o produto está correto. Parece não haver organização no estoque, pois nada é separado por categorias, mas é tudo proposital. Assim, segundo a reportagem, pode-se encontrar um tipo de cabos HDMI junto com produtos do Harry Potter. O motivo: imagine escolher o cabo HDMI certo se todos os tipos de cabos estivessem juntos.

Jeff Bezos me intriga e fascina ao mesmo tempo. Estou lendo o livro A loja de tudo: Jeff Bezos e a era da Amazon, de Brad Stone, que usa a biografia dele como um guia de empreendedorismo e liderança.

Figura controversa, o criador da empresa bilionária sempre defendeu o foco no cliente. Com frases como “não ganhamos dinheiro quando vendemos coisas. Ganhamos dinheiro quando ajudamos os clientes a decidir o que comprar” e “não se preocupem com nossos concorrentes, porque eles nunca vão nos dar nenhum dinheiro. Vamos nos preocupar com nossos clientes e permanecer completamente focados” (ambas tiradas do livro), a mente brilhante por trás de todo esse modelo consegue, apesar da rispidez, criar uma legião de pessoas que o respeitam e uma multidão de funcionários que acreditam que seu negócio é como um filho para si.

E eu também tenho a minha parte na empresa: contribuo mensalmente através da compra de livros. :)

A Samsung está quase me fazendo gastar mais com a Apple

08 de agosto de 2015 8

No último ano, eu consegui me estabelecer melhor em Caxias do Sul e comprar algumas coisas, como uma Smart TV da Samsung e, mais recentemente, um iPhone, quebrando meus preconceitos com a marca. Para quem lembra, no início do blog eu defendia a Samsung, e a Paula, a Apple.

Agora que tenho objetos altamente tecnológicos, que deveriam se comunicar com tudo de conectado que há, fico preso por algo que acredito ser desleixo e não disputa de mercado: eles não conversam.

Com aparelhos Samsung, eu fico a um toque de compartilhar a tela do mobile na TV, o que gosto de fazer para estudar. Procurei na App Store algo que permitisse eu fazer o mesmo com o celular. Encontrei, mas não funciona.

A avaliação dos usuários para os dois aplicativos criados pela Samsung para esse fim é de até duas estrelas. Primeiro, pra que dois apps pra fazer a mesma coisa? A explicação deles é que cada uma serve para diferentes modelos de televisão. Já fiquei desconfiado. Comecei a ler os reviews: a reclamação mais comum é que a versão 1 do aplicativo diz que é necessária a versão 2 para funcionar, mas a versão 2 diz que essa é a errada e você deve baixar a 1. Então você fica baixando aplicativos, tentando resolver o problema.

A Apple tem o dispositivo Apple TV, que se conecta à televisão e libera coisas como a biblioteca do iTunes ou o compartilhamento de tela de outros aparelhos. O preço é de quase 400 reais, mas parece resolver esse problema e ainda oferecer uma gama de serviços em favor da conectividade.

Bem, por enquanto vou seguir usando os dispositivos Samsung toda a vez que quiser acessar a TV, então eles ainda têm um tempo para corrigir o app antes de me fazer comprar algo da concorrência por falta de cuidado com os interesses do consumidor.

Já disponível, o Windows 10 pode ser a salvação da Microsoft

30 de julho de 2015 0

Windows 10 wallpaper

Depois do controverso Windows 8, finalmente o Windows 10 chega para dar um fôlego à Microsoft. O sistema operacional parece ser mais amigável, com curva de aprendizagem praticamente nula para qualquer um que tenha usado um PC na última década.

As versões mais antigas do Windows costumavam ter grande aceitação pela simplicidade, que foi perdida no Windows 8. Agora, através do feedback contínuo de usuários que testavam a nova versão ao longo de seu desenvolvimento e das impressões de empresas parceiras, como Dell, Hewlett Packard e Toshiba, parece que Bill Gates retomou esse conceito.

A Microsoft promete não pensar em Windows 11 (ou 12, se pensarmos que pulou do 8 para o 10) tão cedo. Esse deve ser um sistema duradouro, com diversas atualizações. Esse é o tamanho da confiança no produto. Quem tem as versões de Windows mais recentes deve ter notado um pequeno ícone sugerindo a atualização nas últimas semanas. Para esses, ela será gratuita. Depois de seis meses, quem não migrou deverá ter que pagar.

Entre os destaques do novo sistema operacional está a capacidade multitarefa, que divide a tela de maneira produtiva, o novo navegador Edge, que herdou o símbolo E do Internet Explorer mas que parece estar a alguns anos luz de distância do seu lento antecessor, a Cortana, assistente virtual que ocupa o lugar da Siri, da Apple, mas que só entende comandos em inglês por enquanto, e a capacidade transplataforma, que permite integração total com outros produtos da empresa, como o Xbox. Assim, os gamers devem conseguir jogar multiplayer em dois dispositivos diferentes, compartilhar vídeos e trazer toda toda a experiência do console para o PC. O design também merece destaque: além dos ícones redesenhados e da interface repaginada, o plano de fundo padrão também chama a atenção.

Quem tiver alguma impressão, é só deixar nos comentários. A Microsoft espera ter mais de um bilhão de pessoas usando o Windows 10 em até três anos. Vamos ver quantas dessas estarão satisfeitas nos próximos meses.

Apple vs Google: a briga que causou uma revolução

28 de julho de 2015 0

O mundo mudou, mas não foi por causa do iPhone, como acreditam os Apple maníacos. Foi por causa da internet. “O que os consumidores mais queriam era levar a internet consigo para onde fossem.” Para isso, Apple e Google passaram a buscar soluções móveis em uma disputa que causa crescimento tecnológico a todos. Smartphones, tablets e o que mais vier são só as consequências disso.

No livro Briga de cachorro grande: como a Apple e o Google foram à briga e começaram uma revolução, de Fred Vogelstein, estão os bastidores do crescimento e do confronto entre duas das maiores empresas do mundo.

Larry Page, CEO do Google, questiona as disputas judiciais, que são parte central na obra. “Deveríamos estar criando coisas maravilhosas que não existem, certo? Ninguém progride sendo negativo. E as coisas mais importantes não envolvem o lucro de um e o prejuízo de outro. Há muitas oportunidades por aí. E podemos utilizar a tecnologia para produzir coisas realmente novas e importantes para melhorar a vida das pessoas.”

O livro mostra a gigantesca diferença entre a cultura das empresas. O Google possui uma postura menos rígida, mais aberta à experimentação por parte de seus colaboradores. Contrata os melhores engenheiros recém saídos das melhores faculdades e os estimula a manter o clima de criatividade dos campi. A Apple é dura, trabalha colocando uns funcionários contra os outros. Ela se vê acima do resto da indústria e acredita que todos querem copiar as tecnologias que usa. “E mesmo quando alguém lhe mostrava que alguma coisa já existia antes, que não havia sido inventada por ele, Jobs continuava acreditando que fora uma invenção da Apple. De nada adiantou mostrar os outros lugares em que o multitoque havia sido usado antes, ou os lugares nos quais a rolagem já era feita com os dedos, ou a expansão do zoom das coisas [com os dedos]; nada daquilo o convenceu.”

Até a forma de fazer dinheiro era diferente: “o negócio da Apple dependia da venda de seus dispositivos por um preço bem superior ao custo de produção e da utilização desse dinheiro para desenvolver novos produtos. A abordagem do Android era o extremo oposto disso. O Google estava prestes a expandir a plataforma sem considerar o custo ou o lucro desses dispositivos. Ganhava dinheiro com publicidade, não com hardware.”

O livro também mostra como a briga entre as empresas modificou o mundo e o mercado, especialmente o de consumo de entretenimento.

“O iPod e o iTunes mudaram a maneira pela qual as pessoas compravam e ouviam música. O iPhone mudou as expectativas das pessoas em relação aos seus celulares. O iPad, no entanto, estava virando pelo avesso cinco indústrias. Estava mudando a forma pela qual os consumidores compravam e liam livros, jornais e revistas. E modificava a maneira pela qual eles assistiam a filmes e à televisão. As receitas desses negócios totalizavam cerca de 250 bilhões de dólares, ou aproximadamente 2% do PIB.”

Ao fim da obra, admiro ainda mais Larry e Sergey por criarem uma plataforma para uso das massas. Nas citações de seus líderes fica clara a defesa por um mundo mais igual, com acesso a tecnologia para todos. Do outro lado, Jobs, cuja personalidade me faz questionar muita coisa, inclusive o quão vilão foi Bill Gates lá na criação do computador pessoal.

Alternando entre acordos firmados e segredos guardados, Briga de cachorro grande mostra muitas das ramificações da história deixadas de lado em outras biografias. O autor questiona não só o passado, mas os papéis desempenhados por Google e Apple no futuro da humanidade e nos seus hábitos de consumo. Enquanto a disputa persistir, tenho a opinião de que seguiremos ganhando.

Gênios, geniosos e altamente capacitados, esses caras me inspiram a crescer e a trabalhar mais pesado a cada livro que leio sobre eles.

Leitura recomendada!

Empreendedorismo: o verdureiro tecnológico

24 de julho de 2015 0


Sair da zona de conforto, pensar fora da caixa, inovar, investir em tecnologia: todo mundo ouve esses termos, mas poucos os aplicam em suas empresas. Para estimular uma mudança nesse comportamento, os palestrantes Fabiano Vergani e Thiarlei Macedo apresentaram “Inovação e tecnologia como ingredientes para o crescimento de empresas” no Encontro Empresarial com o Sebrae, em Caxias do Sul.

Empreendedores, ambos defendem a necessidade de criarmos um ecossistema favorável para o desenvolvimento e a troca de ideias. Para isso, as faculdades devem se envolver, os gestores públicos devem se atualizar, o Sebrae deve estimular e os empresários devem se aproximar das novas gerações, servindo de modelo de investimento, provocando para que pensem em geração de riqueza e impostos, para que se vejam como a saída econômica para a região e para o país.

Mas não adianta dar uma de encastelado, que sobe na torre e acha que sabe tudo sobre o seu negócio: o uso da gurizada, especialmente através de startups, pode ser o necessário para alavancar uma empresa pré-histórica a novos patamares. Segundo Macedo, essa é a única maneira de ir de 15% de crescimento ao ano para 200%. E isso só é feito com empreendedorismo, inquietude, olhar atento e coragem.

A inovação, diz ele, precisa ser um processo claro e definido nas companhias, com premiação e regras para estimular os funcionários, não algo esporádico e tratado com surpresa pela chefia. Com testes no mercado, contudo, é que podemos diferenciar uma inovação de uma invenção. E, claro, não deve faltar investimento, pois sem ele é fácil sermos ultrapassados pela concorrência.

Esses conceitos se aplicam a todos os tipos de negócio. Todos, por mais tradicional que possa ser o seu modelo de mercado. E aí vem o exemplo do verdureiro tecnológico, que Vergani apresentou no encerramento de sua fala.

Ao jantar na casa de um conhecido, em um bairro de classe A de Santa Cruz, ele perguntou a procedência da alface e do tomate, que tinham uma ótima aparência. A surpresa foi saber que um verdureiro da região recebe os pedidos dos moradores por Whatsapp e os entrega em casa. Claro que a ideia virou um sucesso, e o negócio dele só se fortalece.

Se mesmo uma atividade econômica tão antiga pode se beneficiar de um pensamento inovador e do uso das tecnologias disponíveis, quem não pode? E vale começar logo, dizem os dois. “Seja rápido, erre rápido”, mas ocupe o seu espaço, ou alguém o ocupará por você.

Novidade geek, o Pallette ainda não é ideal para editar fotos

10 de julho de 2015 0
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Fotos: Pallette/divulgação

O assunto da semana entre fotógrafos é essa belezinha geek que promete mudar o modo de editar fotos: o Pallete.

Seu lançamento foi possível através do Kickstarter, o maior site de financiamento coletivo, ou crowdfunding, do mundo. Com botões e sliders magnéticos, o Pallette permite a montagem de um controle mestre, conectado às funções de programas como o Lightroom através de seu software, que agiliza o processo e permite que se trabalhe na edição com as duas mãos simultaneamente ajustando os parâmetros.

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Magnético, estiloso, interessante. Mas não necessariamente inovador e produtivo. Já em novembro de 2013, quando lançada a campanha no Kickstarter, o Pallette possuía concorrentes de peso, que ainda hoje permanecem superiores em desempenho: os controladores MIDI.

Usados originalmente na música, os MIDI foram adaptados para a fotografia por algumas empresas e vendidos com sucesso nos Estados Unidos. O PFixer, exclusivo para Mac, tem à venda tanto o hardware quanto o software necessários para o funcionamento do produto.

Já o Paddy é o software que permite adaptar qualquer controlador MIDI em um controle mestre para Windows.

Mas por que essas duas alternativas mais antigas e mais baratas são superiores? Simples: pelo uso de um sistema mecanizado. Quando você passa de uma fotografia para outra, o Pallette permanece na mesma posição anterior, fazendo com que todas as alterações feitas se repitam na imagem a seguir. Isso a torna uma ferramenta legal para editar uma foto, mas não para quem tem um grande fluxo. Já os MIDI automaticamente leem os parâmetros e se ajustam para ocupar a posição correspondente aos sliders no Lightroom, fazendo com que a experiência de edição se mantenha de maneira individual sem perder a opção de copiar as configurações da foto anterior, claro.

Bonitinho, mas improdutivo. Pra mim, não serve. Quem sabe quando sair uma versão mecanizada a minha conversa mude, porque o design e a versatilidade pontuam a favor do Pallette.