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Posts com a tag "algoritmo"

YouTube está aprendendo qual o melhor thumbnail para seu vídeo

14 de outubro de 2015 0
Reprodução / Google Research Blog

Reprodução / Google Research Blog

O blog do Google Research sempre traz algumas explicações e bastidores legais das práticas do Google. Por isso, eu sigo e sempre dou uma olhada no seu perfil no Twitter.

Vi um post recente que fala das melhorias nas thumbnails no YouTube, as imagens estáticas que representam o vídeo antes de ele rodar ou na área de relacionados, e me interessei.

Os thumbnails são muito importantes para a descoberta de novos conteúdos. Quando você assiste a um vídeo, são eles que podem atrair seu próximo clique. Eles são também a primeira impressão, o que faz com que canais estabelecidos, especialmente os que monetizam seu conteúdo no site, façam imagens especiais, trabalhadas, para chamar a atenção do usuário.

Através de um trabalho com Deep Neural Networks (DNN), os profissionais do Google ‘treinaram’ um programa, alimentando-o com exemplos positivos desses canais, para que ele saiba qual o padrão de um bom frame.

Novamente, o Google se beneficia do grande número de pessoas que usam seus serviços. Como eles têm de canais de pets a jogos de videogame, podem usar todo esse material como orientação para as escolhas da máquina.

Através de um cálculo de pontuação de qualidade, dada pela semelhança com os frames ditos corretos, são escolhidos os thumbnails com os melhores resultados. Em comparações feitas com o algoritmo anterior, 65% das vezes a solução mostrou imagens consideradas mais adequadas do que as que eram oferecidas anteriormente.

Recentemente, o novo método foi introduzido no YouTube, então se você sobe vídeos por lá deve notar uma melhora nas escolhas automáticas.

Essa é mais uma prova de que as máquinas não precisam pensar, mas sim entender instruções e critérios. Se elas aprenderem a escolher as melhores imagens, com foco correto, melhor enquadramento, tipografia mais legível ou qualquer outro parâmetro usado, isso pode influenciar até a ordem em que imagens aparecem na pesquisa do Google, com critério qualitativo somando-se ao algoritmo.

Eu já fiz um post sobre o programa da empresa que tentava legendar fotos a partir de seus elementos. Acho bem legal esse tipo de pesquisa e dou a maior força. :)

Atualização do Facebook para iOS foca nos links

07 de agosto de 2015 0

imageAs explicações do Facebook na App Store quando tem atualização disponível costumam ser genéricas e repetitivas. As mudanças são apresentadas durante o uso do app. Dessa vez também foi assim. No primeiro acesso após a atualização no iPhone, o Facebook me mostrou uma novidade: encontrar um link para adicionar à minha publicação. Tirei um print para postar aqui e cliquei. Fui levada para uma tela com uma série de links, a maioria relacionados aos assuntos que eu gosto, ou seja, a ideia de novo é reforçar a vida dentro da bolha. Se eu gosto disso, vou ver isso. No Facebook, a possibilidade de conhecer novas opções está cada vez mais distante.

Mas não pensei só no algoritmo que restringe a nossa visão de mundo. Pensei também que o Mark Zuckerberg está atirando para todos os lados (e aqui não se trata de algo ruim).

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Recentemente, foi anunciado que as postagens com vídeo apareceriam mais na timeline dos internautas. Agora, com esse novo botão, imagino que ele decidiu apostar em links. As fotos, que por um bom tempo tiveram o maior alcance, parece que estão ficando para trás. Na minha cabeça, faz sentido. Link é o que faz a internet, e vídeo é a mídia própria do mobile.

E, é claro, pelo que já construiu e pelo domínio que tem hoje, Mark deve saber bem o que faz. :)

 

Compre agora: os anúncios estão por tudo. E com botões

31 de julho de 2015 0

flipboard1Os anúncios estão se multiplicando pela internet. De tempos em tempos, dou de cara com um em algum lugar em que eles não existiam. Ontem, foi o caso do Flipboard. Pela primeira vez, vi um anúncio dentro de uma revista. E ele veio com tudo o que a internet tem pregado: a facilidade de compra, ou seja, um botão escrito “shop now”. O Facebook também disponibilizou recentemente um botão “comprar agora” para fan pages.

Isso é a segunda etapa do que falei sobre a bolha nesta semana. A captação de tantas informações a nosso respeito enquanto navegamos pela internet serve especialmente para orientar anúncios direcionados. Apresentar um flipboard2
produto para uma pessoa que gosta dele – porque pesquisa sobre aquilo – aumenta a chance de fechar a venda.

No caso do Flipboard, ontem, me chamou a atenção que era um anúncio de show dentro de uma revista de tecnologia. No entanto, considerando as publicações sobre música que eu acompanho no app, tem tudo a ver me oferecer ingresso para o show do Pearl Jam em Porto Alegre. Clicando no “shop now”, abriu dentro do aplicativo mesmo a página da Tickets For Fun que oferece os bilhetes.

Eu não pretendo ir para esse show, mas se estivesse pensando no caso, ter visto uma oferta dos ingressos em um momento que navegava tranquilamente pela internet e com tamanha facilidade de compra, as chances de eu ter comprado realmente seriam significativas.

Pra fugir da vida vigiada, só saindo da internet

29 de julho de 2015 0
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Foto: Jefferson Botega / Agência RBS

Eu estudo rastreamento de cookies, anúncios direcionados, o Edge Rank do Facebook, as buscas do Google e tudo que envolve a bolha. Na verdade, eu penso sobre isso todos os dias há alguns anos. E eu ainda me surpreendo às vezes. Nem que seja por um segundo, como aconteceu ontem no fim do dia, com o cérebro já cansado.

No início da noite, eu havia feito uma entrevista para a série Educação em pauta. Mais ou menos meia hora mais tarde, entrei no Facebook e lá estava a sugestão da rede social para ser amiga da fonte que eu recém tinha entrevistado. Imediatamente pensei: “hã? Ah, sim, eu falei com ela ontem no Whatsapp”.

O Whatsapp é do Facebook, certo? Por que Mark Zuckerberg não integraria as informações? A vida é realmente vigiada dentro da internet. E não é apenas o seu login na maior rede social do mundo que possibilita rastreamento de informações que valem muita grana para anunciantes. O número do seu celular também está na bolha. A Apple, por meio do Facetime, e, de novo o Facebook, por meio do Whatsapp, estão monitorando tudo. Sabem com quem você mais fala, em que horários, com que frequência e quem são os seus contatos. Basta cruzar informações para ter um diagnóstico.

Assustado? Pra fugir da bolha, só saindo da internet.

Twitter aumenta o destaque para os links na timeline

16 de julho de 2015 0

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Cada vez mais acredito no Twitter como a melhor rede social para se informar. Ontem, outra mudança reforçou essa posição. Os aplicativos para iOS e Android receberam uma atualização que aumenta o destaque para os links. Eles passam a aparecer com em uma área separada e com foto, quando a matéria linkada tem foto, é claro. É uma boa prévia do que o internauta encontrará.

O Facebook já faz isso há tempo, e o Twitter ficou mesmo bastante parecido. Mas na rede do passarinho, não tem um algoritmo derrubando links para privilegiar vídeos, por exemplo, como foi anunciado recentemente.

Pensando que o mobile cresce cada vez mais, ter uma área clicável maior facilita. É comum as pessoas usarem o smartphone caminhando, por exemplo, e aí acertar letras pequenas para abrir um link é mais complicado. A prévia também evita perda de tempo. Vivemos num mundo em que a quantidade de informações cresce o tempo todo, nos obrigando a escolher o que vamos consumir no tempo que temos pra isso. Antes, tínhamos o que a pessoa escreveu no tweet e parte do link, sem detalhes, o que aumentava a chance de clicar em algo que não era o que parecia ser. Agora, a opção é mais certeira. :)

Por que as mudanças no Facebook são boas para você e para a rede?

15 de julho de 2015 2

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Há quase uma semana, o Facebook avisou que estava fazendo mudanças para dar mais controle aos usuários sobre o que eles querem ver em sua linha do tempo. Aqui no Spot, quase saiu um post no dia do anúncio, mas resolvemos testar as coisas primeiro pra poder explicar direitinho como se livrar daquela pessoa chata do seu feed, como recuperar alguém que você deixou de seguir, como conhecer novas páginas e, o mais importante, como escolher quem ganha destaque entre os seus amigos.

As mudanças estão disponíveis só para usuários de iOS, por enquanto, mas chegarão a todos nas próximas semanas. No app do iPhone, você clica naquele ícone em formato de três linhas e rola para baixo até encontrar a seção Preferências do Feed de Notícias. Entrando ali, você logo vê o ícone do caranguejo convidando: “assuma o controle e personalize seu Feed de Notícias”, seguido de quatro opções. Vou dividir em tópicos cada uma.

Priorize quem ver primeiro.

Aqui, você escolhe quais pessoas e páginas entrarão em destaque. Algumas postagens de quem você marcar aqui aparecerão com uma estrela antes do resto da linha do tempo, com os dizeres “você está vendo a publicação de X primeiro”. Mas não se empolgue: apesar de bem elástico, o número é limitado.

Por que é bom para você: porque muita gente interessante se perde na nossa linha com o tempo, e as páginas de que gostamos podem ser priorizadas também dessa maneira. E quem não gosta de ter um pouco de controle?

Por que é bom para o Facebook: se você vê conteúdo de quem mais gosta, é provável que interaja mais e que fique mais tempo navegando. Além disso, a escolha de páginas pode aumentar o conhecimento da rede sobre quais anúncios direcionados podem ter mais poder sobre você.

Deixe de seguir pessoas para ocultar as publicações delas.

Nesse tópico, nenhuma novidade. Já era possível deixar de seguir alguém sem que a pessoa soubesse e sem cancelar a amizade. Só ficou mais fácil de fazer.

Por que é bom para você: quem nunca deixou de seguir alguém nunca sentiu o risco de apertar no botão logo abaixo para desfazer a amizade, o que causaria uma crise diplomática. Aqui, zero riscos de errar. É só marcar os rostos que você não quer ver mais na rede e você estará livre.

Por que é bom para o Facebook: o algoritmo da rede do Mark Zuckerberg é ótimo, mas se você odeia os posts de alguém e entra lá para xingar essa pessoa seguidamente, o algoritmo entende que você interage bastante com esse amigo, então vai passar a mostrar ainda mais coisas dele para você. Mais stress, menos chance de realizar uma compra ou permanecer por muito tempo na rede.

Conecte-se novamente com as pessoas que você deixou de seguir.

E se aquela pessoa que não parava de mandar spam e convite de joguinhos tenha melhorado? Aqui está a chance de recuperar uma amizade.

Por que é bom pra você: se você parar de seguir alguém, a pessoa nunca mais aparece para você. Talvez a ideia fosse só dar um gelo, mas depois de entrar no limbo do esquecimento, nunca mais a ação era desfeita. Agora está bem fácil reverter isso. O legal é que ele mostra há quanto tempo você deixou o amigo na geladeira.

Por que é bom para o Facebook: mais contatos é igual a mais alcance. Se você já aceitou a pessoa uma vez, por algum motivo foi. Talvez o seu comportamento possa ser usado pela rede para medir a facilidade com que você volta atrás em uma decisão tão dura como tirar alguém do Feed.

Descobrir novas páginas. 

Aqui você encontra páginas próximas de seus gostos, de acordo com a rede, organizadas de maneira convidativa para quem quer sair distribuindo likes.

Por que é bom para você: mesmo que guiado pela recomendação de sua bolha de interesses, conhecer novas fontes é sempre benéfico. Nunca foi tão fácil adicionar muitas páginas à sua lista de curtidas.

Por que é bom para o Facebook: por muitos motivos. A rede potencializa as páginas, o que pode ser convertido em dinheiro com aumento de alcance pago, anúncios e outras coisas mais. Olhando para o usuário, se ele tiver mais páginas de que gosta, a chance é de que ele passe mais tempo navegando pelos seus interesses. Se ele encontrar tudo que precisa ali, por que sair? Por fim, acho que é uma grande chance de testar a precisão do algoritmo em relação aos gostos do usuário. Primeiro, vendo o quanto de páginas oferecidas convertem cliques. Depois, usando a informação filtrada dos principais interesses para reabastecer o algoritmo.

Mesmo que seja ilusório ou com segundas intenções, o poder extra que o Facebook está dando aos usuários sobre suas linhas do tempo me agrada bastante. Voltei a ver no meu feed páginas que adoro com mais frequência e pessoas que me interessam com destaque. Parece-me que os dois lados ganham com a atualização.

 

Resultado da loteria reforça o poder do Google e do Facebook

14 de julho de 2015 1

imageEvitar que o internauta precise dar um clique a mais para ter acesso a uma informação é um dos objetivos do Google e do Facebook. Empresas que dominam a internet, elas vêm trabalhando para manter os seus usuários dentro dos seus domínios, o que, para muitos sites, significa perda de audiência.

A novidade do momento nesse sentido é o resultado do sorteio das loterias direto na página do Google. Há um tempo o Google já apresenta ali dados de previsão do tempo, entre outros, e a tendência sempre foi aumentar isso. A empresa tem a missão de organizar a informação existente no mundo e oferecê-la com qualidade e em menos tempo para as pessoas. Faz todo sentido, portanto, já exibir os números, sem que seja preciso clicar num link da Caixa ou de algum portal de notícias que ofereça o resultado do sorteio.

Já o Facebook fez acordos com grandes empresas jornalísticas para que publiquem alguns conteúdos direto na fan page, sem link. A meta de Mark Zuckerberg é trabalhar para que as pessoas encontrem tudo o que precisam dentro da rede social.

Isso me faz pensar no poder enorme dessas duas gigantes na internet. Qualquer site de notícias, por exemplo, não pode abrir mão da audiência originada do Google e do Facebook. Trabalha-se bastante com SEO (Search Engine Optimization), ou seja, a otimização de sites para serem bem classificados em buscadores – e aqui entra, claro, a supremacia do Google -, e com chamadas que aumentem o engajamento no Facebook. É indispensável, hoje, que um jornalista de internet entenda de SEO e algoritmos. Mas por quanto tempo ainda, já que o Google e o Facebook têm trabalhado para entregar as informações sem link?

Essas mudanças constantes no mundo da internet me fascinam. Acredito que vivemos em uma era privilegiada, em que o mundo se transforma e nos exige dedicação, estudo e ousadia para experimentar. Mas, sempre mantendo o foco no principal, independentemente de época ou plataforma: o jornalismo de qualidade. :)

Tempo que internauta levar olhando post vai interferir no feed do Facebook

16 de junho de 2015 0

Analisar o que aparece no feed de notícias do Facebook e nos resultados de busca do Google faz parte do cotidiano de quem trabalha com internet e/ou gosta de algoritmos. No meu caso, são as duas situações, o trabalho e o gosto. Esse é também o caso do Diogo que, no início deste mês, inclusive fez um teste no Facebook.

Nos próximos dias, o algoritmo da rede social do Mark Zuckerberg vai considerar mais um fator na hora de decidir o que mostrar para os internautas. Sabemos que quanto mais você interage com alguém com curtidas, comentários ou compartilhamentos, mais posts daquela pessoa vão aparecer. Agora, o algoritmo vai considerar também o tempo que o internauta gasta olhando para um post. Se a barra de rolagem avançar rápido, o Facebook vai entender que o conteúdo que está aparecendo ali não é tão interessante.

Em uma nota assinada por engenheiros de software da companhia, há a explicação: não curtir, comentar ou compartilhar não significa que o conteúdo não é interessante. A pessoa pode querer apenas se informar sobre aquilo, sem interagir. E há uma ressalva: os engenheiros sabem que, em alguns casos, a demora pode acontecer porque a internet do cara está lenta. Aqui no Brasil, com certeza! :p

Rastreamento por cookies e algoritmos que definem o que nos mostrar com base no que já vemos é discussão para uma noite inteira numa mesa de bar. Até que ponto queremos que a internet nos mostre apenas o que já é do nosso interesse? Isso diminui o tempo que podemos perder com temas que nada nos acrescentam, e tempo é algo bastante escasso – essa é outra discussão para uma noite inteira -, mas também nos priva de conhecermos novos assuntos. Estamos sim dentro de uma bolha algoritma e, usando ou não de artifícios para sair dela, o importante é nunca esquecer que a vida na internet é e será cada vez mais vigiada e direcionada.

Se você me deu parabéns pelo Facebook, fez parte de uma pesquisa

05 de junho de 2015 1

5 de junho, data do meu aniversário. Um dos melhores momentos para se testar a bolha do Facebook.

Como minhas configurações de privacidade fazem com que seja proibido postar na minha linha do tempo e com que a marcação de fotos precise passar por minha aprovação, as pessoas que resolvem me dar os parabéns pela rede social tendem a fazer através de mensagens, que é o caminho mais fácil. No caso de usuários mobile, através do aplicativo do Messenger.

Dos 40 que me parabenizaram através do sistema de mensagens da rede do Zuckerberg, só 9 aparecem com o aviso “convidar para o Messenger” no topo da conversa, ou seja, menos de um quarto das pessoas que falaram comigo não têm o aplicativo instalado com seu login registrado em nenhum dispositivo móvel.

O que mais me interessa, contudo, é ver o quanto um comportamento atípico como a conversa de 40 pessoas que normalmente não interagem comigo pelo Messenger bagunçaria as postagens que aparecem no meu feed.

A resposta é zero. Nenhuma das pessoas que me parabenizou pela data, independentemente do tamanho da interação (conversa engajada ao invés de simples pergunta/resposta), passou a ter destaque na linha do tempo. A prioridade que um evento como aniversário tem me colocou em evidência para minha lista de contatos, mas mesmo as pessoas que responderam a esse estímulo para interagir comigo seguiram inexistentes nas atualizações dos últimos eventos.

O que isso me diz? Talvez não muito além de que o filtro da rede prioriza, pelo menos instantaneamente,  pessoas com quem você interage com suas postagens, seja curtindo, comentando ou compartilhando, ao invés de pessoas com quem você se comunica diretamente pelo bate-papo. Acabou o dia, mas valeu pra ter um pouquinho mais de conhecimento do algoritmo do Facebook com uma pesquisa prática e rápida. :)

A biografia de Jeff Bezos

27 de maio de 2015 0

imageTerminei recentemente a biografia de Jeff Bezos, da Amazon, A Loja de Tudo. Tinha e sigo tendo uma curiosidade grande a respeito de Bezos por três motivos:

1. Ele comprou o Washington Post (escrevi sobre isso aqui no Spot).

2. A Amazon me surpreende positivamente com muita frequência. Costumo brincar que o algoritmo do site ainda me levará à falência, tamanho o acerto nos livros que me recomenda. É mesmo impressionante. Eu leio muito sobre cookies, bolhas algorítmicas, buscas direcionadas do Google e o EdgeRank do facebook, mas como a Amazon não tem. Eles realmente sabem como usar a loja e a tecnologia a seu favor. O livro explica isso um pouco, mas eu fiquei com vontade de ler mais sobre na obra.

3. O Bezos é um vencedor, um gênio, um cara que sonha grande, enxerga lá na frente, muda o mundo. E esses caras sempre despertam em mim uma vontade grande de aprender com eles. O cara construiu uma loja incrível e segue tendo ideias legais.

Bem, então eu fui ler o livro e descobri também que o Bezos exagera em muitos momentos. A determinação e o nível de exigência dele resultam em funcionários mal tratados em diversas ocasiões. Nada justifica isso. Mas deixando de lado a personalidade difícil do fundador, dá pra tirar lições de decisões tomadas por ele ou por outras pessoas da Amazon.

Pra quem gosta de tecnologia e inovação, a dica é certeira. Reproduzo a seguir a opinião do CEO do Google sobre Bezos, publicada no livro. Boa leitura! :)

“Para mim, a Amazon é a história de um fundador brilhante que promoveu pessoalmente a concretização de sua visão”, diz Eric Schmidt, presidente executivo do Google, concorrente declarado da Amazon, mas também membro do Amazon Prime, seu serviço de entrega em dois dias.