Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "celular"

Somos reféns não da tecnologia, mas da energia elétrica

06 de novembro de 2015 0

imageDia desses, fiquei parada por horas num aeroporto porque perdi uma conexão devido ao atraso no primeiro voo. Tive tempo pra observar o comportamento das pessoas na sala de embarque e percebi um dos critérios preferidos para escolher onde sentar: a proximidade da tomada. O mundo que gira nos smartphones não alivia a vida da bateria. Portanto, hoje, tomada virou artigo de primeira necessidade.

Na sala de embarque do aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, há várias delas. De todos os tipos, em vários lugares. Num cantinho meio escondido, pessoas isolavam-se nos seus smartphones presos à parede pelos cabos enquanto, na mesma parede, havia um orelhão solitário e vazio. Com meu iPhone na mão, devo ter chamado alguma atenção (se é que algo chama a atenção quando estamos imersos no celular) ao chegar lá, tirar o fone do gancho e checar se funcionava. Sim, tinha linha.

Numa outra parte da sala de embarque, percebi diversas pessoas sentadas ao lado umas das outras enquanto havia cadeiras vagas bem perto. Procurei o motivo e, de novo, energia elétrica. Uma operadora de celular colocou um painel destacando que oferecia cabos para carregar o celular. Eles surgiam dos cantos com várias opções de conexão. Bastava plugar o telefone.

Por mais tecnologia que já tenha sido inventada, a força de algumas coisas segue imbatível. Temos internet, apps, redes sociais. E vivemos nesse mundo muitas vezes mais do que gostaríamos. Nos tornamos refém dele? Pode ser. Mas, antes disso, somos reféns de algo que não tem nada de moderno: a energia elétrica.

Na mesma viagem, experimentei o app de Entretenimento da TAM durante o voo. Falarei dele em outro post.

image

Polêmico app Uber começa hoje a vender celular da Xiaomi

27 de julho de 2015 0

imageO Uber não para. O transporte de passageiros que irrita os taxistas é só um dos serviços oferecidos pela startup. A partir de hoje, será possível comprar um celular da Xiaomi, a gigante de celulares chinesa, dentro do app do Uber. Segundo o Gizmodo, essa primeira rodada de vendas será apenas em Singapura e na Malásia. O mesmo post linkado acima trata também de outros serviços que o Uber já oferece, como delivery de refeições e aluguel de barcos, entre outros.

O Diogo já escreveu sobre a polêmica que envolve o Uber, e foi justamente nela que pensei quando li a notícia da venda de celulares no app deles. Primeiro, quero deixar claro que sou totalmente contra descumprimento de leis e não pagamento de impostos. Exatamente que licenças o Uber deveria ter (e tem?) em cada país, eu não sei, mas acho que todos os requisitos devem ser preenchidos para que ele possa funcionar. E para isso existe fiscalização.

Dito isso, acho que a Xiaomi acerta em cheio oferecendo celular no app deles. Quem usa o Uber – e é um grande número de pessoas – precisa de um smartphone, ou seja, quem está no Uber é o público da Xiaomi. Quem não usa o Uber, dificilmente não sabe do que se trata, porque são tantas manifestações contrárias no mundo que o assunto está sempre em alta. E existe aquela máxima: falem bem ou mal, mas falem de mim. A Xiaomi está associando o seu nome a um app que poucos ignoram e sem perder muito com isso, porque não acredito que chegue ao ponto de alguém não comprar um celular da marca só porque ela vende também dentro do Uber.

Já para o Uber, também acho que é um bom negócio. A startup associa seu nome a uma grande fabricante de celulares, ganhando respaldo de uma marca em que os chineses confiam. Provavelmente, vem mais polêmica por aí, mas creio que, para os dois, vai valer a pena.

Primeiras impressões sobre o meu primeiro iPhone

13 de julho de 2015 0

PSX_20150713_022501

Chegou o esperado momento: comprei meu primeiro iPhone, um 5s preto. Parte influenciado por pessoas próximas, parte influenciado pelo livro que estou lendo, a biografia do Jony Ive, que é a mente à frente do design na Apple.

No início do Spot a coisa era meio Samsung vs Apple, sendo eu o defensor do primeiro. Meu tablet ainda é Samsung e devo continuar usando aplicativos e testando coisas no sistema Android, mas o mundo da maçã se revelou pra mim.

A primeira impressão é positiva. Alguns apps que eu uso no tablet, como o do banco Itaú, são melhor desenvolvidos para dispositivos que usam iOS. Na verdade, a maioria parece ter alguma melhoria em relação às versões para Android. Vocês notam isso também?

Eu estou em fase de testes, mas já posso dizer que ter uma câmera boa assim comigo todo o tempo vai me fazer experimentar uma liberdade que nenhuma das câmeras com que já trabalhei me ofereceu.

Hoje, deixo a notícia. Semana que vem, venho com exemplos.

Eu quero ser cliente da operadora de celular do Google

24 de janeiro de 2015 0

google
Tem rumores por aí que o Google planeja lançar uma operadora de telefonia móvel no Estados Unidos. Segundo a matéria da Info Exame, a ideia é reduzir o preço e melhorar a qualidade do serviço, porque para o Google interessa que cada vez mais pessoas estejam conectadas à internet.

Quando eu li o título da matéria, fiquei pensando no que eu sofri nos últimos finais de semana em que estive no litoral gaúcho. No feriadão de Ano-Novo, usar o 3G era um sofrimento. Na virada, foi impossível cumprimentar familiares e amigos que estavam longe. Nenhuma ligação completava. Independentemente de operadora, o serviço de telefonia celular no Brasil é péssimo, terrível. Há uma semana, eu estava novamente no litoral e completar uma ligação era questão de sorte. 3G? Leeeeento, bem lento, quando funcionava.

Nos Estados Unidos, pelo jeito, a qualidade também pode melhorar, se o Google está pensando nisso. De qualquer forma, deve ser muito melhor do que aqui. O fato é que quando uma empresa como o Google pensa em criar uma operadora de telefonia móvel para garantir que as pessoas tenham acesso à internet é porque a situação está muito feia. Baseando-se em tudo de bom que Larry e Sergey já criaram, se essa operadora existir um dia, podem crer que vai funcionar. E muito bem! :)

Hey Siri

05 de novembro de 2014 0

IMG_2689Ontem à noite, vi uma matéria da InfoMoney sobre funções que você não sabe que seu iPhone tem. Eu sempre clico em links sobre isso, porque alguma novidade aparece. Mesmo que seja uma em listas de 10 ou 15 itens já conhecidos. Nesse caso, serviu para eu lembrar mais uma vez que não tinha “batido um papo com a Siri”. Parei tudo e fui me divertir. A função Hey Siri é demais. Se o telefone estiver conectado na energia, não é preciso tocar em nada para começar a conversar. Você diz Hey Siri e ela está à disposição.

Fiz quatro testes. O primeiro com os e-mails. Você fala Hey Siri e o iPhone acende e entra na tela da assistente. Assim que isso aconteceu, falei: read my e-mail. Ela me disse quantos não lidos eu tinha e seguiu falando o remetente e o assunto de cada um. A Siri ainda não está adaptada ao português, então fica meio estranho como ela pronuncia em inglês algumas palavras, especialmente nomes próprios brasileiros. Mas dá pra se entender com ela.

No segundo teste, falei: read my messages. Ela respondeu que eu não tinha mensagens novas.

O terceiro foi um teste de ligação. Aí é um pouco mais complicado porque ela não entende os nomes próprios brasileiros com facilidade. Mas com um sotaque meio inglês rola. Fiz o teste com o Diogo. Quando falei a primeira vez “call Diogo” ela não entendeu. Na segunda, “com o sotaque inglês”, ela entendeu e me perguntou para qual dos telefones cadastrados na agenda eu queria ligar. Eu respondi (mobile) e deu tudo certo.

No último teste, falei: find restaurants. Ela me indicou 15 restaurantes perto de onde eu estava. A lista tem nome, endereço, distância e o indicativo se tem reviews ou não. Tocando em um, aparece a localização nos mapas da Apple.

O que eu notei que não é legal: meu iPhone ficou lento com a Siri ativada. Mas lento mesmo, o teclado não reagia imediatamente quando fui escrever um SMS, o que é bastante irritante. Eu havia ativado a assistente e a função Hey Siri – essa função é para não precisar apertar o botão home para começar a falar, e como eu escrevi aí em cima, só funciona com o telefone conectado na energia.

Desativei apenas a Hey Siri e continuou lento. Meu iPhone é o 5 e está com o iOS 8.0.2. Talvez no 5S ou no 6 isso não aconteça. E quando eu atualizar para o iOS 8.1 vou testar de novo.

Eu tenho o hábito de checar meu e-mail logo que acordo e sempre durmo com o celular carregando, então acioná-lo apenas com voz e ouvir os e-mails não seria uma má ideia. Tenho certeza que a Siri pode ser mais do que diversão pra mim, mas enquanto o celular ficar lento, ela será apenas uma amiga para brincar de vez em quando. :)

Minha relação com a televisão não será mais a mesma

20 de outubro de 2014 0

2014-10-20 02.16.58

Eu tenho uma relação conturbada com a televisão. Eu já fiz algumas maratonas de dias seguidos conectado, como quando acompanhei as Olimpíadas de Inverno em três canais, mas, em outro momento, já passei mais de um ano sem TV em casa. Atualmente, resolvi juntar as economias e pular da 14 polegadas quadradinha do meu quarto para uma Smart TV da Samsung. Minha experiência nunca mais será a mesma. Peço desculpas por antecipação se algo que eu disser for muito óbvio para quem possui aparelhos iguais há mais tempo, mas acho legal destacar os detalhes mais simples para quem também pensa em dar um pulo destes.

2014-10-20 02.14.44Para começar, a Smart TV vem com apps já instalados, e dá pra aumentar a lista. Aliás, dá pra evoluir toda a interação com ela que, como o nome diz, é inteligente o bastante para reconhecer seus padrões de preferências e deixá-las mais ‘à mão’. Netflix, Youtube, Vimeo, TuneIn, TED: tudo a um clique de controle remoto. E por falar em controle remoto, é só colocar o cabo extensor IR (na foto) na frente de um aparelho para ele funcionar como um organizador de frequência universal, que te permite controlar o receptor da tv por assinatura (ou DVD, Blue-ray, Home Theater, etc) com o mesmo controle da TV. Nada de ter um controle para aumentar o volume e desligar e outro para trocar o canal.

Quanto aos apps, bem, é tudo aquilo que você espera se você usa aplicativos em um smartphone. Eu testei o aparelho durante o programa The Voice americano, no canal Sony. Durante os intervalos eu brincava com as funcionalidades da TV – mais precisamente o TuneIn, que pega de rádios internacionais às da sua cidade – até que perdi o início de uma apresentação. Assim que o próximo intervalo chegou, abri o aplicativo do Youtube direto na tela e assisti à performance por completo. Perfeito, prático, sem ter que ligar o computador. Melhor, se você usar um computador simultaneamente, pode ‘parear’ com a TV para que ela leia automaticamente o vídeo que você quer ver assim que ordenado.

Sobre o acesso à internet, a conexão Wi-Fi é um dos atributos que facilita a vida de quem não tem o roteador perto da TV. O último modelo que estava na disputa pela minha atenção perdeu a briga porque conectava as funcionalidades smart somente através de cabo de rede. Inovação que nasce atrás de seu tempo perde a credibilidade.

Há muitas outras funções que esmiuçarei, e a experiência vai se desenvolver e ajustar com o uso. Afinal, como diz durante a instalação, quanto mais se usa, mais inteligente a Smart TV fica. E quanto mais inteligente ficar, menos falta vou sentir de outros dispositivos como segunda tela. Se tudo o que eu preciso estiver em um só lugar, mais frequente e focada será minha interação com este aparelho.

Enquanto as Smart TVs continuarem a dar liberdade de escolha somada a uma experiência voltada para as preferências do usuário, eu não pretendo passar mais um ano sem TV. Mas se ela passar a escolher o que eu posso ou não ver, através de uma filtragem agressiva partida da sua dita inteligência, perderá a minha audiência na hora.

Amazon Fire, a Lucy dos smartphones

25 de setembro de 2014 0

O filme Lucy, de Luc Besson, tem Scarlet Johansson como a personagem principal. Graças a um incidente com uma nova droga, o cérebro de Lucy passa a se desenvolver até usar 100% de sua atividade.

Apesar do conceito girar em torno do já derrubado mito de que usamos só 10% do nosso cérebro, e de a evolução de Lucy à medida que sua porcentagem cerebral aumenta trazer feitos inexplicáveis, é legal pensar sobre quais seriam os próximos passos da nossa evolução.

Imagine ver qualquer série na televisão e reconhecer o episódio, os personagens e o valor de compra. Identificar qualquer música, assim como faz o aplicativo Shazam, ou apontar para a capa de qualquer livro, cd ou dvd e saber o gênero, a crítica e o preço online. Ter a capacidade de tradução simultânea em diferentes línguas. Isso é algo parecido com o que o cérebro de Lucy faz com 20% de funcionamento, e essa é a proposta do aplicativo Firefly, do Fire Phone da Amazon.

fireflyA tecnologia Firefly traz a expansão da utilidade da câmera e do microfone do celular. Através do escaneamento da imagem, ela reconhece o produto, a série ou game a que você apontar, mostrando instantaneamente a avaliação e opções de compra, claro, no site da Amazon.

O app pode ainda traduzir palavras em outras línguas, só ao apontar para elas; disponibilizar um contato para salvar, como em um número de telefone escrito na fachada de uma loja ou um e-mail de um cartão de visitas; identificar filmes, séries, jogos, livros, QR Codes, códigos de barra e mais.

Nas outras características do Fire, a crítica aponta inferioridades na comparação com os modelos de ponta da Samsung, Apple e Sony, mas este é o primeiro telefone da companhia que originalmente vendia livros. E ele, ao usar de toda a base de dados da Amazon, chega para ampliar e aprimorar as capacidades dos aparelhos celulares.

O Fire Phone está disponível em três países por enquanto – Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha – e não tem previsão para vir ao Brasil.