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Posts com a tag "ensino"

Desafio de GIFs animados mostra que dá pra fazer muito com ideias simples

18 de agosto de 2015 0
Imagem: Lynda.com/reprodução

Imagem: Lynda.com/reprodução

Conhecimento move o mundo: na animação, o ditado se aplica fielmente. Com o uso de conceitos como tempo e espaço, o domínio sobre transições e movimentos dá vida a elementos na tela.

Os softwares Flash, After Effects, Blender e Cinema 4D são algumas das ferramentas que permitem esse trabalho. Então o Lynda, que oferece aulas também desses programas, criou um curso de GIFs animados chamado 5 Day Mograph Challenge, que serve para quem trabalha com isso ou quer aprender mais. O curso, em inglês, é feito com base em um desafio. Esta é sua segunda edição.

Os trabalhos dos alunos estão sendo publicados em um tumblr que já tem coisas muito legais. O que mais me interessa é ver os diferentes resultados em torno de um mesmo tema e a criatividade do grupo. Os cinco assuntos são férias, sobremesa, Vegas, dinheiro e fotografia.

Dá pra fazer o curso, grátis por enquanto, ou pelo menos tirar umas ideias dos trabalhos. De qualquer maneira, vale conferir.

Cursos online oferecem oportunidade de crescimento para profissionais

11 de julho de 2015 0
Reprodução da aba "cursos atuais" no aplicativo Coursera.

Reprodução da aba “cursos atuais” no aplicativo Coursera.

Foi-se o tempo em que poucas pessoas tinham acesso à educação, ao conhecimento, à chance de estudar. Naquele quando, uns poucos mantinham as chaves das bibliotecas. Só a eles era permitido ler, debater, conhecer. Mas o mundo seguiu adiante.

Primeiro, houve uma mudança nos modelos de sociedade, afetando a educação. Depois, foi a vez das comunicações. Hoje, qualquer pessoa com um dispositivo com conexão à internet pode entrar em um dos diversos cursos online que disputam a atenção das pessoas. Poucos são gratuitos, uma parcela ainda menor é em português, mas muitos são interessantes.

Em um post no fim de 2014, eu avisei que a plataforma de ensino Coursera lançaria cursos em português a partir de 2015. Já passamos da metade do ano, mas as opções ainda são poucas. Além de alguns cursos estrangeiros com legendas, somente três instituições de ensino brasileiras oferecem material à plataforma atualmente, com empreendedorismo e contabilidade como assuntos chave de suas aulas.

A Fundação Lemann oferece um curso, o de Gestão para a Aprendizagem: Módulo Gestão Estratégica. A Unicamp oferece quatro, sendo eles Processamento Digital de Sinais – Amostragem, O Empreendedorismo e as Competências do Empreendedor, Análise do Movimento e Pluralidades em Português BrasileiroJá a USP tem os cursos de História da ContabilidadeOrigens da Vida no Contexto CósmicoO Sistema Previdenciário Brasileiro: Características e Aspectos Distributivos e Fundamentos e Linguagem de Negócios: Contabilidade (The Blue Side Up).

Eu já fiz alguns cursos no passado e recentemente voltei a estudar pelo aplicativo do Coursera. Como estou mais focado na área de internet e tecnologias, tive que me contentar com as aulas em inglês. Apesar disso, estou muito satisfeito com os professores e com o conteúdo, especialmente no que estou acabando, o Networks Illustrated.

Recomendo as plataformas de ensino online fortemente para qualquer um que queira aproveitar a instabilidade econômica para, sem investimento algum exceto o de tempo, melhorar seus conhecimentos e suas capacidades profissionais. É na dificuldade que mais podemos nos destacar, o que faz do momento econômico atual o ideal para crescer.

Coloque nos comentários se você tiver cursos para indicar nessa ou em outras plataformas, independentemente da área. Conhecimento nunca é demais. Assim, posso passar adiante as dicas se conhecer pessoas interessadas no assunto.

Bons estudos a todos.

"Cérebro digital"

18 de novembro de 2014 0

imageSempre me interessou ler sobre a evolução do corpo humano e, nos últimos tempos, fala-se muito disso em relação à vida digital que levamos atualmente. Uma matéria da edição de ontem de O Globo A Mais trata da leitura na era digital. Pesquisas mostraram que quem lê em papel ainda consegue memorizar melhor a história, especialmente dados de tempo, datas e duração de fatos. Porém, a reportagem informa que já se percebe mudanças no cérebro, que vem se adaptando à leitura em dispositivos digitais.

Isso me lembrou uma reportagem que li há algum tempo, não lembro onde, sobre a forma como o nosso cérebro passou a entender determinados sinais do nosso corpo. A matéria dizia que pessoas muito conectadas já chegaram a achar que o celular vibrou no bolso quando na verdade o que ocorreu foi alguma simples contração do corpo. Ações naturais do nosso corpo que são parecidas com a vibracão de um celular já passam a ser entendidas como vibração pelo cérebro de tanto que a cabeça da pessoa está condicionada ao celular.

Tenho pensado nisso tudo ultimamente. Eu sou uma pessoa muito conectada e acho que tenho conseguido guardar menos informações na minha cabeça ultimamente. Uso cada vez menos papel e caneta e creio que meu cérebro ainda não está pronto para memorizar com qualidade o que eu leio nos meios digitais. A overdose de informações disponíveis, os alertas de e-mails e apps, segundo a matéria de O Globo A Mais, impedem que quem está lendo num meio digital se concentre bem no conteúdo da leitura. Acho que faz todo sentido, mas não sei se consigo reduzir um pouco o digital e voltar para o papel. Tô mais na torcida para que essa adaptação do cérebro chegue logo até mim!

OBS: esse post foi redigido no meu iPad e, enquanto eu o escrevia, chegaram oito notificações de apps diversos. É mesmo difícil focar a mente em uma coisa só! ;)

A conclusão é sempre a mesma (mas tudo ajuda)

10 de novembro de 2014 0

IMG_2746Eu sou uma jornalista que adorava matemática na escola. E adoro números quase tanto quanto palavras. Só por isso eu poderia ter me metido num curso de métricas e monitoramento em redes sociais, o Social Analytics Summit. Foi um curso que tem tudo a ver com jornalismo digital – porque hoje não se fala em jornalismo digital sem falar em redes sociais -, mas, principalmente, foi um curso com a cara do Excel. Falou-se de estatística, cálculos, porcentagens e relatórios. E o que eu tirei disso tudo? Duas conclusões:

1. Foi bom ir para um curso um pouco diferente dos que eu costumo fazer. Algumas aulas não tinham total relação com o jornalismo, mas de todas sempre se tira algo, e assim se aprende coisas realmente novas. Uma parte do curso foi focado no trabalho realizado por agências que atualizam as redes sociais de seus clientes e oferecem a eles relatórios extremamente detalhados. Estavam na minha frente analistas de redes sociais que tratam com Coca-Cola, Itaú e outras marcas muito grandes. Foi legal saber a percepção deles sobre as redes sociais e o que se deve medir com mais profundidade conforme o objetivo que se tem. Voltei de São Paulo com uma lista de ideias que podem ser aplicadas no facebook do Pioneiro.

2. A segunda conclusão é a que tem a ver com o título deste post. Ela foi consolidada a partir de falas de diversos palestrantes e eu já a havia tirado de outras aulas que participei na vida. Você tem que usar as ferramentas certas para medir audiência e o que as redes sociais estão falando, tem que ouvir o que os internautas sugerem e precisa de tecnologia para fazer tudo funcionar. Ninguém discorda disso, mas o fundamental é fazer jornalismo. Com pautas relevantes, matérias bem escritas, imagens de qualidade e bons títulos – adaptados a buscadores e a redes sociais -, os leitores estarão conosco. Mesmo que ela seja uma conclusão que se repete, tudo ajuda, inclusive novas ferramentas e bons cursos, até porque a gente costuma voltar com todo o gás de aulas boas como foram as de sexta e sábado.

Obs: na foto acima, está Thiago Araújo, do Brasil Post. Ele abriu o segundo dia de curso e fez a palestra que eu mais curti. O tema era “Jornalismo e Social Analytics” e ele foi muito aplaudido pela plateia que lotava o auditório da Faculdade Cásper Líbero, onde o Social Analytics Summit aconteceu. Eu já gostava do Brasil Post, agora gosto mais. :)

Ah, para quem quiser dar uma conferida geral no que os palestrantes disseram: a cobertura está no twitter, na hashtag #SocialAnalytisNaCasper.

Social Analytics Summit 2014

07 de novembro de 2014 0

imageVou participar nesta sexta-feira do workshop que antecede o Social Analytics Summit, que ocorre no sábado. Fiz um post quando me inscrevi para este curso, oferecido pela Media Education em São Paulo. Ao lado, está a programação de hoje. Estou muito curiosa com esse primeiro dia. Zelar pelo bom uso das redes sociais do Pioneiro é uma das minhas atribuições e esse é um mundo que muda muito rápido. Estudá-lo precisa ser uma constante e, que bom, eu gosto muito disso! A cobertura dos dois dias de palestras na Faculdade Cásper Líbero estará nas redes, obviamente, e pra filtrar é só usar a hashtag #SocialAnalyticsNaCasper. :)

Curso de Jornalismo Móvel gratuito online

06 de novembro de 2014 1

jmvel

Para quem curte se atualizar: está para começar um curso de Jornalismo Móvel oferecido pelo Knight Center For Journalism. Já tem material no site para a preparação para as aulas, que estarão disponíveis também em português. Convido vocês a serem meus colegas para que possamos aprender juntos e trocar ideias. Eu e a Paula já estamos inscritos, e certamente teremos postagens sobre o curso após o dia 10 (data de início).

Os tópicos que devem ser abordados são os seguintes:

Tendências Móveis e o Futuro
Ferramentas para Reportagens Móveis
Técnicas de Reportagem Móvel
Distribuição e Publicação Móveis

Para quem trabalha ou se interessa na área e está em dúvida se deve ou não fazer, eu reforço algo que ouvi esta semana no Pioneiro e que me remete às aulas da Raquel Recuero na faculdade: o caminho é digital, e ser ‘móvel’ é mais que pensar na tela pequena. Uma das grandes características da internet é a mobilidade, é estar em todos os lugares e permitir a expansão da presença. Ganha quem assimilar esse conceito.

Encontro vocês nas aulas :)

O que você gostaria de aprender hoje?

23 de setembro de 2014 0

lynda

Encontra-se de tudo na internet, uma fonte quase inesgotável de informação. Mas como aplicar algo para seu ensino e crescimento profissional de maneira focada?

As plataformas de ensino online já extrapolaram os cursos à distância oferecidos pelas universidades (o que não deixa de ser uma boa opção). E se, ao invés de fazer um curso inteiro sobre jornalismo eu quiser só aprender sobre fotografia, dominar dois ou três softwares relacionados e expandir minha visão, com a didática de um bom professor ou palestrante? Ainda, se já sou formado e quero aumentar minhas capacidades, ter mais segurança sobre algum equipamento ou assunto, aprender atalhos que facilitem meu trabalho, é possível?

Possível, mas difícil para quem não domina o inglês. Com a informação de que a Coursera chega ao Brasil com cursos a partir de 2015, a situação pode mudar, e com uma pitada de sorte e visão dos empresários do ramo, outros cursos aprofundados como o Lynda também podem se voltar ao mercado brasileiro.

Eu tive a oportunidade de usar o Lynda por mais de um ano. A universidade em que fiz mestrado em Fotojornalismo e Documentário Fotográfico, em Londres, a UAL, tem uma parceria com o site: os alunos possuem acesso liberado enquanto estiverem matriculados.

Imagine o impulso para a educação: qualquer universidade ou escola brasileira poderia fazer parcerias com as plataformas de ensino como um diferencial, e seus alunos sairiam ainda mais capacitados nas ferramentas que os interessam. Mais, o ensino à distância tende a inverter a lógica que nos é comum. Os estudantes podem assistir a videos sobre os assuntos a serem abordados na aula como ‘dever de casa’, e os exercícios podem passar a ser feitos nas salas de aula sob a supervisão dos instrutores¹.

Com o aumento do consumo de vídeos, com bons programas, atraentes e informativos, a disciplina necessária para estudar sozinho vai surgindo no público aos poucos. E a nossa educação, que sofre tanto para correr atrás do resultado, pode se beneficiar da revolução tecnológica de maneira permanente. E penso que uma revolução na educação viria em boa hora.

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¹ Eric Schmidt e Jared Cohen (A Nova Era Digital, 2013)