Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "facebook"

Por que o Facebook acertou em não nos dar um botão de "dislike"?

09 de outubro de 2015 5
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook.  Foto: Mike Windle / Getty Images North America / AFP

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Foto: Mike Windle / Getty Images North America / AFP

Ontem, o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou o lançamento das reações — as substitutas do botão de curtir. Os novos botões expandem as maneiras de nos expressarmos na rede: será possível curtir, amar, rir, alegrar-se, surpreender-se, entristecer-se e enraivecer-se. Notem que de sete opções, somente duas podem ser consideradas negativas.

De acordo com Zuckerberg, foi ouvindo os pedidos dos usuários por um botão de não curtir que sua equipe procurou criar formas de expressar empatia e tristeza. Paradoxalmente, o comentário mais curtido da postagem do anúncio até a meia noite de quinta, com aproximadamente 25 mil curtidas, pedia um botão de descurtir no lugar das reações.

Reprodução / FacebookEu acho importante que não exista a opção de “dislike” na rede social, já que tanto páginas quanto pessoas poderiam sofrer interações negativas de maneira injusta, criando danos às suas imagens. Imagine se os funcionários da concorrência resolvem mobilizar pessoas para dar descurtidas em outra empresa por causa de suas metas. Ou se os alunos de uma turma descurtirem todas as fotos e postagens de um colega com o objetivo de praticar cyberbullying.

Zuckerberg fez o Facebook dar certo por saber manter um ambiente positivo em que as pessoas querem gastar o seu tempo. Os botões de tristeza e raiva evitam a velha contradição de se curtir uma postagem triste ou indignada e não fornecem aos trolls ferramentas que podem sair do controle.

O teste será feito primeiro na Espanha e na Irlanda e, se as reações forem bem aceitas, o resto do mundo as receberá. Qualquer que seja o resultado, o Facebook leva a minha curtida por manter distância do “dislike”.

Por que o Instagram passou a a aceitar outros formatos além do quadrado?

29 de agosto de 2015 0
Agora é possível controlar a intensidade da aplicação de filtros nos vídeos

Agora é possível controlar a intensidade da aplicação de filtros nos vídeos

Desde a atualização 7.5, o Instagram passou a oferecer a opção de usar fotografias e vídeos em seu formato original, sem a necessidade do corte quadrado. Agora, com o uso de um botão no canto da tela ou dois cliques sobre o conteúdo, é possível manter as orientações horizontal e vertical ou dar o corte padrão do app. Segundo o blog do Instagram, aproximadamente uma em cada cinco postagens na rede não obedecem o formato quadrado, o que faz com que os usuários procurem outros apps para adicionar bordas e manter intacto o aspecto original do arquivo.

A onda do Facebook, dono do aplicativo, é oferecer cada vez mais serviços dentro de seus produtos para que as pessoas não precisem sair dali para nada. O app de fotos estava falhando nesse aspecto. Eu noto que cada vez é mais comum a revisão de decisões a partir da expectativa do cliente. Isso também se reflete na segunda mudança do Instagram. A partir desta versão, todos os filtros para as fotos passam a ser disponibilizados para os vídeos, inclusive com controle de intensidade.

O controle do aspecto pode fazer mais do que deixar as pessoas felizes, pode haver aí uma melhora da qualidade dos vídeos, valendo-se da sensação cinemática que a horizontalidade dá e do uso de todo o enquadramento. Às vezes, eu tiro uma foto já com o formato quadrado selecionado no celular, pensando em postar. Talvez esse seja o início da morte dessa funcionalidade nos telefones. O impacto da mudança no design da rede é mínimo, porque o material será automaticamente centralizado no tamanho quadrado padrão, mas os benefícios são muitos. O Instagram foi das elites, virou popular e segue buscando espaço no grande público. E parece acertar cada vez mais, versão após versão.

Atualização do Facebook para iOS foca nos links

07 de agosto de 2015 0

imageAs explicações do Facebook na App Store quando tem atualização disponível costumam ser genéricas e repetitivas. As mudanças são apresentadas durante o uso do app. Dessa vez também foi assim. No primeiro acesso após a atualização no iPhone, o Facebook me mostrou uma novidade: encontrar um link para adicionar à minha publicação. Tirei um print para postar aqui e cliquei. Fui levada para uma tela com uma série de links, a maioria relacionados aos assuntos que eu gosto, ou seja, a ideia de novo é reforçar a vida dentro da bolha. Se eu gosto disso, vou ver isso. No Facebook, a possibilidade de conhecer novas opções está cada vez mais distante.

Mas não pensei só no algoritmo que restringe a nossa visão de mundo. Pensei também que o Mark Zuckerberg está atirando para todos os lados (e aqui não se trata de algo ruim).

image

Recentemente, foi anunciado que as postagens com vídeo apareceriam mais na timeline dos internautas. Agora, com esse novo botão, imagino que ele decidiu apostar em links. As fotos, que por um bom tempo tiveram o maior alcance, parece que estão ficando para trás. Na minha cabeça, faz sentido. Link é o que faz a internet, e vídeo é a mídia própria do mobile.

E, é claro, pelo que já construiu e pelo domínio que tem hoje, Mark deve saber bem o que faz. :)

 

Nova versão do Whatsapp para iOS dá mais controle ao usuário

06 de agosto de 2015 0

Na mais recente atualização do Whatsapp, a versão 2.12.5, os usuários ganham um pouco mais de controle sobre o aplicativo. Agora, as conversas individuais podem ter notificações personalizadas ou ser silenciadas pelo período de oito horas, uma semana ou um ano. Eu já uso bastante esse recurso nos grupos, sempre silencio o do futebol e o da família antes de começar a trabalhar. Vou poder ter também toques específicos e controle mais aprofundado da interação com cada um dos contatos.

Outra coisa legal da nova versão é marcar uma conversa como não lida. É só deslizar para a direita – a conversa, não as mensagens. Mas aviso a todos: esse recurso só funciona como um lembrete para você ler depois. A pessoa do outro lado segue sabendo que você já leu a mensagem.

Em relação às imagens, os recortes tanto de fotos quanto de vídeos oferecem os formatos original, quadrado, 3:2, 5:3, 4:3, 5:4, 7:5 e 16:9, além de uma escolha de inclinação para o corte no caso da fotografia. Sobre os vídeos, eles podem passar a fazer parte do backup do usuário: parece que o Facebook resolveu oferecer um pouco mais de espaço nos seus servidores para o seu bem sucedido app de mensagens. Dia desses a Paula falou num post aqui no Spot sobre a interligação entre os dois canais e a vigilância na internet.

A última mudança que me interessa (tem mais algumas coisas que não me empolgam tanto, como o tamanho do mapa na localização compartilhada) envolve o carregamento de mensagens mais antigas: você não precisa mais ficar clicando em nada para visualizar o que perdeu ou voltar na conversa, é só rolar para cima que as mensagens anteriores vão reaparecendo automaticamente. 

O Whatsapp é talvez o mais confiável meio de transmissão usado por jornalistas e não jornalistas hoje em dia. Confiável não em questão de sigilo de dados, mas em garantia de transmissão. Mesmo com pouco sinal, as mensagens enviadas por ali chegam, enquanto outros serviços carregam e caem. Quanto maior for o controle dado ao usuário e quanto mais o app pertencer ao cotidiano da população, mais natural será aceitar pagar pelo seu uso anual. Para mim, para ficar perfeito só falta termos o controle sobre o tamanho dos arquivos compartilhados: a compressão nos vídeos me incomoda bastante. Mas quem sabe em alguma atualização futura eu não passe a dar 5 estrelas para o aplicativo?

Compre agora: os anúncios estão por tudo. E com botões

31 de julho de 2015 0

flipboard1Os anúncios estão se multiplicando pela internet. De tempos em tempos, dou de cara com um em algum lugar em que eles não existiam. Ontem, foi o caso do Flipboard. Pela primeira vez, vi um anúncio dentro de uma revista. E ele veio com tudo o que a internet tem pregado: a facilidade de compra, ou seja, um botão escrito “shop now”. O Facebook também disponibilizou recentemente um botão “comprar agora” para fan pages.

Isso é a segunda etapa do que falei sobre a bolha nesta semana. A captação de tantas informações a nosso respeito enquanto navegamos pela internet serve especialmente para orientar anúncios direcionados. Apresentar um flipboard2
produto para uma pessoa que gosta dele – porque pesquisa sobre aquilo – aumenta a chance de fechar a venda.

No caso do Flipboard, ontem, me chamou a atenção que era um anúncio de show dentro de uma revista de tecnologia. No entanto, considerando as publicações sobre música que eu acompanho no app, tem tudo a ver me oferecer ingresso para o show do Pearl Jam em Porto Alegre. Clicando no “shop now”, abriu dentro do aplicativo mesmo a página da Tickets For Fun que oferece os bilhetes.

Eu não pretendo ir para esse show, mas se estivesse pensando no caso, ter visto uma oferta dos ingressos em um momento que navegava tranquilamente pela internet e com tamanha facilidade de compra, as chances de eu ter comprado realmente seriam significativas.

Pra fugir da vida vigiada, só saindo da internet

29 de julho de 2015 0
image

Foto: Jefferson Botega / Agência RBS

Eu estudo rastreamento de cookies, anúncios direcionados, o Edge Rank do Facebook, as buscas do Google e tudo que envolve a bolha. Na verdade, eu penso sobre isso todos os dias há alguns anos. E eu ainda me surpreendo às vezes. Nem que seja por um segundo, como aconteceu ontem no fim do dia, com o cérebro já cansado.

No início da noite, eu havia feito uma entrevista para a série Educação em pauta. Mais ou menos meia hora mais tarde, entrei no Facebook e lá estava a sugestão da rede social para ser amiga da fonte que eu recém tinha entrevistado. Imediatamente pensei: “hã? Ah, sim, eu falei com ela ontem no Whatsapp”.

O Whatsapp é do Facebook, certo? Por que Mark Zuckerberg não integraria as informações? A vida é realmente vigiada dentro da internet. E não é apenas o seu login na maior rede social do mundo que possibilita rastreamento de informações que valem muita grana para anunciantes. O número do seu celular também está na bolha. A Apple, por meio do Facetime, e, de novo o Facebook, por meio do Whatsapp, estão monitorando tudo. Sabem com quem você mais fala, em que horários, com que frequência e quem são os seus contatos. Basta cruzar informações para ter um diagnóstico.

Assustado? Pra fugir da bolha, só saindo da internet.

Você usa o Google+?

21 de julho de 2015 2

imageAo me inscrever em um curso online, na tarde de domingo, fui convidada pelos professores a participar da comunidade dos alunos no Google+. Imediatamente acessei o app no iPad e entrei no grupo. Vi que algumas pessoas manifestavam sua ansiedade pelo início das aulas e outras se apresentavam. Não escrevi nada e saí.

Ontem à noite, naquela tarefa básica de eliminar os apps do multitarefa, vi o Google+ e resolvi entrar pra navegar um pouco. Sério, acho que fazia quase um ano que isso não acontecia. Fiquei pensando: por que a rede social do Google não pegou?

No tempo em que eu naveguei, descobri que os comentários mudam automaticamente abaixo das postagens (vai trocando de um para outro), vi que as fotos entram bem grandes, o que é super legal, e percebi que faço parte de boas comunidades focadas em internet e tecnologia, alguns dos meus principais interesses. O Google+, se bem configurado, pode ser uma ótima forma de se manter atualizado a respeito de assuntos que curtimos, sem a bolha do Facebook repetindo postagens que estão bombando entre os amigos.

Eu devo ter percebido essa possibilidade de me informar por ali quando configurei o meu perfil. Mas então, por que, sabendo que é legal e sendo uma admiradora das ferramentas do Google, eu não uso? Pode ser muita rede social para pouco tempo no meu dia? Pode. Pode ser porque todo mundo está no Facebook? Pode. Pretendo ter certeza do motivo a partir do início do curso. Como muitas atividades acontecerão na comunidade, vou me obrigar a entrar, e aí vamos ver se essa rede me pega ou se largo de vez.

Twitter aumenta o destaque para os links na timeline

16 de julho de 2015 0

image

Cada vez mais acredito no Twitter como a melhor rede social para se informar. Ontem, outra mudança reforçou essa posição. Os aplicativos para iOS e Android receberam uma atualização que aumenta o destaque para os links. Eles passam a aparecer com em uma área separada e com foto, quando a matéria linkada tem foto, é claro. É uma boa prévia do que o internauta encontrará.

O Facebook já faz isso há tempo, e o Twitter ficou mesmo bastante parecido. Mas na rede do passarinho, não tem um algoritmo derrubando links para privilegiar vídeos, por exemplo, como foi anunciado recentemente.

Pensando que o mobile cresce cada vez mais, ter uma área clicável maior facilita. É comum as pessoas usarem o smartphone caminhando, por exemplo, e aí acertar letras pequenas para abrir um link é mais complicado. A prévia também evita perda de tempo. Vivemos num mundo em que a quantidade de informações cresce o tempo todo, nos obrigando a escolher o que vamos consumir no tempo que temos pra isso. Antes, tínhamos o que a pessoa escreveu no tweet e parte do link, sem detalhes, o que aumentava a chance de clicar em algo que não era o que parecia ser. Agora, a opção é mais certeira. :)

Por que as mudanças no Facebook são boas para você e para a rede?

15 de julho de 2015 2

IMG_0210

Há quase uma semana, o Facebook avisou que estava fazendo mudanças para dar mais controle aos usuários sobre o que eles querem ver em sua linha do tempo. Aqui no Spot, quase saiu um post no dia do anúncio, mas resolvemos testar as coisas primeiro pra poder explicar direitinho como se livrar daquela pessoa chata do seu feed, como recuperar alguém que você deixou de seguir, como conhecer novas páginas e, o mais importante, como escolher quem ganha destaque entre os seus amigos.

As mudanças estão disponíveis só para usuários de iOS, por enquanto, mas chegarão a todos nas próximas semanas. No app do iPhone, você clica naquele ícone em formato de três linhas e rola para baixo até encontrar a seção Preferências do Feed de Notícias. Entrando ali, você logo vê o ícone do caranguejo convidando: “assuma o controle e personalize seu Feed de Notícias”, seguido de quatro opções. Vou dividir em tópicos cada uma.

Priorize quem ver primeiro.

Aqui, você escolhe quais pessoas e páginas entrarão em destaque. Algumas postagens de quem você marcar aqui aparecerão com uma estrela antes do resto da linha do tempo, com os dizeres “você está vendo a publicação de X primeiro”. Mas não se empolgue: apesar de bem elástico, o número é limitado.

Por que é bom para você: porque muita gente interessante se perde na nossa linha com o tempo, e as páginas de que gostamos podem ser priorizadas também dessa maneira. E quem não gosta de ter um pouco de controle?

Por que é bom para o Facebook: se você vê conteúdo de quem mais gosta, é provável que interaja mais e que fique mais tempo navegando. Além disso, a escolha de páginas pode aumentar o conhecimento da rede sobre quais anúncios direcionados podem ter mais poder sobre você.

Deixe de seguir pessoas para ocultar as publicações delas.

Nesse tópico, nenhuma novidade. Já era possível deixar de seguir alguém sem que a pessoa soubesse e sem cancelar a amizade. Só ficou mais fácil de fazer.

Por que é bom para você: quem nunca deixou de seguir alguém nunca sentiu o risco de apertar no botão logo abaixo para desfazer a amizade, o que causaria uma crise diplomática. Aqui, zero riscos de errar. É só marcar os rostos que você não quer ver mais na rede e você estará livre.

Por que é bom para o Facebook: o algoritmo da rede do Mark Zuckerberg é ótimo, mas se você odeia os posts de alguém e entra lá para xingar essa pessoa seguidamente, o algoritmo entende que você interage bastante com esse amigo, então vai passar a mostrar ainda mais coisas dele para você. Mais stress, menos chance de realizar uma compra ou permanecer por muito tempo na rede.

Conecte-se novamente com as pessoas que você deixou de seguir.

E se aquela pessoa que não parava de mandar spam e convite de joguinhos tenha melhorado? Aqui está a chance de recuperar uma amizade.

Por que é bom pra você: se você parar de seguir alguém, a pessoa nunca mais aparece para você. Talvez a ideia fosse só dar um gelo, mas depois de entrar no limbo do esquecimento, nunca mais a ação era desfeita. Agora está bem fácil reverter isso. O legal é que ele mostra há quanto tempo você deixou o amigo na geladeira.

Por que é bom para o Facebook: mais contatos é igual a mais alcance. Se você já aceitou a pessoa uma vez, por algum motivo foi. Talvez o seu comportamento possa ser usado pela rede para medir a facilidade com que você volta atrás em uma decisão tão dura como tirar alguém do Feed.

Descobrir novas páginas. 

Aqui você encontra páginas próximas de seus gostos, de acordo com a rede, organizadas de maneira convidativa para quem quer sair distribuindo likes.

Por que é bom para você: mesmo que guiado pela recomendação de sua bolha de interesses, conhecer novas fontes é sempre benéfico. Nunca foi tão fácil adicionar muitas páginas à sua lista de curtidas.

Por que é bom para o Facebook: por muitos motivos. A rede potencializa as páginas, o que pode ser convertido em dinheiro com aumento de alcance pago, anúncios e outras coisas mais. Olhando para o usuário, se ele tiver mais páginas de que gosta, a chance é de que ele passe mais tempo navegando pelos seus interesses. Se ele encontrar tudo que precisa ali, por que sair? Por fim, acho que é uma grande chance de testar a precisão do algoritmo em relação aos gostos do usuário. Primeiro, vendo o quanto de páginas oferecidas convertem cliques. Depois, usando a informação filtrada dos principais interesses para reabastecer o algoritmo.

Mesmo que seja ilusório ou com segundas intenções, o poder extra que o Facebook está dando aos usuários sobre suas linhas do tempo me agrada bastante. Voltei a ver no meu feed páginas que adoro com mais frequência e pessoas que me interessam com destaque. Parece-me que os dois lados ganham com a atualização.

 

Resultado da loteria reforça o poder do Google e do Facebook

14 de julho de 2015 1

imageEvitar que o internauta precise dar um clique a mais para ter acesso a uma informação é um dos objetivos do Google e do Facebook. Empresas que dominam a internet, elas vêm trabalhando para manter os seus usuários dentro dos seus domínios, o que, para muitos sites, significa perda de audiência.

A novidade do momento nesse sentido é o resultado do sorteio das loterias direto na página do Google. Há um tempo o Google já apresenta ali dados de previsão do tempo, entre outros, e a tendência sempre foi aumentar isso. A empresa tem a missão de organizar a informação existente no mundo e oferecê-la com qualidade e em menos tempo para as pessoas. Faz todo sentido, portanto, já exibir os números, sem que seja preciso clicar num link da Caixa ou de algum portal de notícias que ofereça o resultado do sorteio.

Já o Facebook fez acordos com grandes empresas jornalísticas para que publiquem alguns conteúdos direto na fan page, sem link. A meta de Mark Zuckerberg é trabalhar para que as pessoas encontrem tudo o que precisam dentro da rede social.

Isso me faz pensar no poder enorme dessas duas gigantes na internet. Qualquer site de notícias, por exemplo, não pode abrir mão da audiência originada do Google e do Facebook. Trabalha-se bastante com SEO (Search Engine Optimization), ou seja, a otimização de sites para serem bem classificados em buscadores – e aqui entra, claro, a supremacia do Google -, e com chamadas que aumentem o engajamento no Facebook. É indispensável, hoje, que um jornalista de internet entenda de SEO e algoritmos. Mas por quanto tempo ainda, já que o Google e o Facebook têm trabalhado para entregar as informações sem link?

Essas mudanças constantes no mundo da internet me fascinam. Acredito que vivemos em uma era privilegiada, em que o mundo se transforma e nos exige dedicação, estudo e ousadia para experimentar. Mas, sempre mantendo o foco no principal, independentemente de época ou plataforma: o jornalismo de qualidade. :)