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Posts com a tag "jeff bezos"

Como funcionam os depósitos da Amazon e a cabeça de Jeff Bezos

22 de agosto de 2015 0
Jeff Bezos, CEO da Amazon. Foto de Joe Klamar / AFP

Jeff Bezos, CEO da Amazon. Foto de Joe Klamar / AFP

Os depósitos da Amazon, a gigante americana que começou como livraria e hoje vende de tudo, têm seu funcionamento revelado em uma matéria da BBC. Nela, encontramos a explicação de como trabalham as engrenagens nos mais de 40 mil metros quadrados repletos de milhões de produtos.

O conceito mais claro é a simplicidade: os funcionários precisam pensar pouco para não haver erros. Assim que um cliente finaliza uma compra, alguém recebe um alerta de que deve pegar o produto, com a localização e o tempo médio para encontrar e encaminhar o pedido. O mesmo aparelho que dá essas informações checa, através do código de barras, se o produto está correto. Parece não haver organização no estoque, pois nada é separado por categorias, mas é tudo proposital. Assim, segundo a reportagem, pode-se encontrar um tipo de cabos HDMI junto com produtos do Harry Potter. O motivo: imagine escolher o cabo HDMI certo se todos os tipos de cabos estivessem juntos.

Jeff Bezos me intriga e fascina ao mesmo tempo. Estou lendo o livro A loja de tudo: Jeff Bezos e a era da Amazon, de Brad Stone, que usa a biografia dele como um guia de empreendedorismo e liderança.

Figura controversa, o criador da empresa bilionária sempre defendeu o foco no cliente. Com frases como “não ganhamos dinheiro quando vendemos coisas. Ganhamos dinheiro quando ajudamos os clientes a decidir o que comprar” e “não se preocupem com nossos concorrentes, porque eles nunca vão nos dar nenhum dinheiro. Vamos nos preocupar com nossos clientes e permanecer completamente focados” (ambas tiradas do livro), a mente brilhante por trás de todo esse modelo consegue, apesar da rispidez, criar uma legião de pessoas que o respeitam e uma multidão de funcionários que acreditam que seu negócio é como um filho para si.

E eu também tenho a minha parte na empresa: contribuo mensalmente através da compra de livros. :)

As gigantes da tecnologia são a favor do Uber. E você?

03 de agosto de 2015 0

imageAs gigantes do mundo da tecnologia estão colocando dinheiro – e muito – no Uber, o polêmico app odiado pelos taxistas. Há cinco anos no mercado, a startup fechou nos últimos dias uma nova rodada de financiamento. Segundo a Info noticiou, a arrecadação chegou a US$ 1 bilhão.

A matéria ainda informa que o Wall Street Journal avaliou o Uber em US$ 51 bilhões e cita alguns dos investidores. E aí eu acho que está (mais) um grande passo para o Uber. A startup recebe dinheiro das gigantes da tecnologia, ou seja, empresas de pessoas visionárias, que fizeram coisas incríveis o suficiente para mudar o mundo. Um exemplo é Jeff Bezos, da Amazon. Ele foi um dos primeiros investidores do Google, por exemplo. Além da mega “loja de tudo”, estão na lista a Microsoft e o próprio Google (com seus braços de investimento).

O Spot vem acompanhando os movimentos do Uber, que inclusive já vende celulares, e eu acho que o resultado dessa nova rodada é muito mais do que uma vitória para a turma do app. Repito o que escrevi no outro post: eles devem, sim, se adequar às leis de cada país em que pretendem atuar como um serviço de transporte. Mas, por outro lado, será que os taxistas não podem enxergar no Uber uma forma de oferecer algo a mais, melhorar? O que isso tudo tem me mostrado é que enquanto uns protestam e gritam, outros crescem sem parar. Pode chegar o momento em que não será mais possível convencer ninguém de que o Uber não é legal.

Bookerly: a nova fonte do Kindle para iOS

05 de junho de 2015 0

fontekindleA última atualização do app do Kindle para iOS tem várias mudanças destinadas a tornar a leitura “mais rápida e com menos fadiga ocular”. Tem novos tamanhos de letra, a hifenização está diferente e o posicionamento dos caracteres foi aprimorado, informa o texto da atualização na App Store. A principal alteração, no entanto, é a inclusão da fonte Bookerly. Ela é apresentada como uma nova fonte de leitura no app, e eu achei que seria novidade pra todo mundo, mas não era. Segundo o Diogo, que tem um Kindle, no e-reader da Amazon ela já existe há tempo.

Eu demorei um pouco para escrever sobre isso porque queria ver como me adaptaria, se notaria diferença. Na atualização, a Amazon explica também que a fonte foi desenvolvida especialmente para leituras em telas digitais, e eu acho que ela é diferente, sim. Tenho realmente a impressão de estar cansando menos.

Independentemente disso, acho que a estratégia da Amazon é correta. Jeff Bezos tem interesse em vender o Kindle, então faz sentido oferecer algumas vantagens para quem tem o seu e-reader. Por outro lado, ele também oferece, gratuitamente, apps para iOS e Android. Limitar a venda dos seus livros ao Kindle físico não tem qualquer fundamento no mundo em que vivemos hoje, em que cada vez mais pessoas andam com dispositivos móveis, incluindo tablets, para um lado e para o outro.

A biografia de Jeff Bezos

27 de maio de 2015 0

imageTerminei recentemente a biografia de Jeff Bezos, da Amazon, A Loja de Tudo. Tinha e sigo tendo uma curiosidade grande a respeito de Bezos por três motivos:

1. Ele comprou o Washington Post (escrevi sobre isso aqui no Spot).

2. A Amazon me surpreende positivamente com muita frequência. Costumo brincar que o algoritmo do site ainda me levará à falência, tamanho o acerto nos livros que me recomenda. É mesmo impressionante. Eu leio muito sobre cookies, bolhas algorítmicas, buscas direcionadas do Google e o EdgeRank do facebook, mas como a Amazon não tem. Eles realmente sabem como usar a loja e a tecnologia a seu favor. O livro explica isso um pouco, mas eu fiquei com vontade de ler mais sobre na obra.

3. O Bezos é um vencedor, um gênio, um cara que sonha grande, enxerga lá na frente, muda o mundo. E esses caras sempre despertam em mim uma vontade grande de aprender com eles. O cara construiu uma loja incrível e segue tendo ideias legais.

Bem, então eu fui ler o livro e descobri também que o Bezos exagera em muitos momentos. A determinação e o nível de exigência dele resultam em funcionários mal tratados em diversas ocasiões. Nada justifica isso. Mas deixando de lado a personalidade difícil do fundador, dá pra tirar lições de decisões tomadas por ele ou por outras pessoas da Amazon.

Pra quem gosta de tecnologia e inovação, a dica é certeira. Reproduzo a seguir a opinião do CEO do Google sobre Bezos, publicada no livro. Boa leitura! :)

“Para mim, a Amazon é a história de um fundador brilhante que promoveu pessoalmente a concretização de sua visão”, diz Eric Schmidt, presidente executivo do Google, concorrente declarado da Amazon, mas também membro do Amazon Prime, seu serviço de entrega em dois dias.

Woody Allen e Jeff Bezos juntos: só pode dar certo

14 de janeiro de 2015 0
Paris Filmes / divulgação

Paris Filmes / divulgação

Que dupla! Só pode sair inovação e conteúdo de qualidade de um projeto de Woody Allen e Jeff Bezos. O primeiro não precisa de apresentações, além da informação de que é um dos meus cineastas preferidos. O segundo é o fundador da Amazon, um cara que todo mundo que curte internet e tecnologia (e jornalismo, depois que ele comprou o Washington Post) deve prestar atenção. E eu curto pra caramba!

Pois: Allen vai produzir uma série exclusivamente para o streaming da Amazon. Será roteirista e diretor de Untitled Woody Allen Project, que vai ao ar no ano que vem. Pra mim, o mais legal dessa notícia é o fato de a série ser exclusiva em streaming. A internet vem ganhando cada vez mais espaço e isso me enche de esperanças. Se um cara com a genialidade de Woody Allen, aos 79 anos, topa uma proposta dessas, é porque acredita valendo no meio virtual.

E quanto a Bezos, bom, olha quem que o cara convidou pra colocar uma série no ar em streaming. E de quem conseguiu um sim. Golaço!

Obs: a escolha da foto de Woody Allen no set de Meia-noite em Paris não foi mera coincidência! :)

Afinal, a Amazon ajuda ou atrapalha o mercado de livros?

24 de novembro de 2014 0

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As opiniões são contraditórias quando tratam da gigante dos livros Amazon, que estreou na venda de livros físicos no Brasil há três meses, e sua influência no mercado.

Apesar de ter um papel importante na explosão de livros autopublicados, que representam 30% dos livros mais vendidos em sua loja virtual, os questionamentos acerca da concorrência predatória praticada pela empresa causam o medo de que pequenas e médias livrarias sejam engolidas e desapareçam na disputa.

Sendo usuário do Kindle, o leitor de livros da Amazon, e cliente da loja de livros físicos, admito que nunca tive tantos títulos baratos a um clique de distância – e frequentemente com frete grátis. O sistema de classificação da Amazon e a qualidade de sua pesquisa fazem frente a qualquer concorrente no mundo. Seja por título, por autor, por preço ou por categoria de interesse, a precisão da busca só não impressiona mais do que as indicações baseadas nos gostos do usuário.

Segundo o livro O Filtro Invisível, O Que a Internet Está Escondendo de Você, de Eli Parisier, desde que a Amazon foi lançada, em 1995, ela foi uma livraria que já vinha personalizada, imitando o tempo do pequeno livreiro que nos conhecia tão bem a ponto de saber que tipo de livros gostaríamos. Isto se dá através do algoritmo retroalimentado: cada busca feita, livro concluído ou livro deixado para ser lido depois importa no entendimento da loja, que se molda a partir do seu gosto e comportamento. Basicamente, a Amazon “vende bilhões de dólares em produtos prevendo o que cada cliente procura e colocando esses produtos na página principal de sua loja virtual”.

Se a experiência, a variedade e o preço são melhores do que o que as livrarias podem oferecer, devemos culpar a Amazon, as livrarias ou os governos por possíveis compressões no mercado? Mais, os clientes devem se preocupar em mudar sua maneira de fazer compras? É correto limitar as facilidades que a população possui para adquirir livros, portanto, conhecimento?

Eu gostaria de ver um incentivo a autores, editoras e livrarias, redução nos impostos, enfim, melhorias que fizessem com que os pequenos pudessem alcançar a casa das pessoas tanto quanto os grandes – e não a criação de empecilhos para quem está liderando o mercado. O país só tem a ganhar se cada pessoa, tendo a facilidade de comprar através da internet ou não, puder carregar um livro consigo enquanto usa o transporte público para chegar ao seu local de trabalho ou estudo.

(ainda mais) de olho em Jeff Bezos e no Post

13 de outubro de 2014 0
Emmanuel Dunand - AFP

Foto: Emmanuel Dunand / AFP

Jeff Bezos, o dono da Amazon, comprou o jornal Washington Post em agosto do ano passado, pouco antes da minha primeira semana no Master em Jornalismo Digital, no Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), em São Paulo. É claro que isso foi assunto direto, nas aulas e nos cafés do curso. Ninguém, incluindo alunos e professores, tinha dúvidas de que era importante ficar de olho no Bezos. O cara inventou a Amazon, tá bom, né?

Uma pessoa com essa visão estava assumindo um jornal, numa época em que se falava (e ainda se fala) muito em encontrar formas de rentabilizar o digital de meios de comunicação. E se falava também (e ainda se fala) em curadoria de conteúdo, em entregar o que os leitores preferem, customizar, personalizar. Pois bem, Bezos está começando a agir no Post.

A Business Week publicou os planos dele de transformar o Post num produto da Amazon (matéria completa, em inglês). Uma equipe do Post trabalha em um aplicativo com uma curadoria de notícias e fotografias do jornal em um formato de revista para tablets. Ele já viria instalado no novo Kindle Fire, o e-reader da Amazon. E estará disponível, é claro, em outros kindles e em apps do e-reader em dispositivos com iOS e Android, mas em nem todos deve ser gratuito.

A ideia seria aumentar o alcance do Post e, lógico, ligá-lo à empresa de sucesso que Bezos criou há 20 anos. O Washington Post não fala sobre o projeto, mas também não desmentiu a reportagem da Business Week. Considerando o que a Amazon se tornou, a visão de Bezos e o que se fala há tempos sobre conteúdo personalizado como uma forma de fidelizar e rentabilizar, é bom ficar ainda mais de olho no Post.