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Posts com a tag "jornalismo"

Teste do The New York Times mostra demora em sites de notícias do mundo

02 de outubro de 2015 0

 

The New York Times / reprodução

The New York Times / reprodução

O jornal americano The New York Times fez um teste para analisar o mix de conteúdo editorial e anúncios nos 50 sites de notícias mais usados nos Estados Unidos. O objetivo era descobrir quanta diferença podem fazer os ad blockers, aqueles recursos que prometem diminuir as propagandas nas páginas da web. Eles existem há anos, mas a Apple está entregando os iPhones 6S com a função já de fábrica, o que pode mudar a forma de receita na web.

Os resultados do trabalho são bem legais e explicam algumas coisas, mesmo no meu consumo pessoal. O site do Boston.com, por exemplo, leva trinta segundos para carregar em uma conexão 4G porque tem muitos anúncios em vídeo que pré-carregam. Engraçado que, inconscientemente, fui parando de acessar por causa do excesso das propagandas e da lentidão, mas não imaginava que fosse tanto tempo! O próprio The New York Times, o britânico The Guardian e a BBC são alguns dos mais rápidos.

Nesse universo em que cada segundo perdido nos incomoda, faz sentido que os gigantes da comunicação mundial tenham cuidado com agilidade, entregando resultados surpreendentes mesmo com o grande volume de matérias. Gostaria de ver o teste repetido aqui no Brasil.

Seja pensando melhor seus anúncios ou focando em assinaturas, os sobreviventes da nova era do mercado jornalístico não levarão 30 segundos para ter seus sites carregados.

O impacto da foto do menino morto na Turquia

04 de setembro de 2015 0

É muito raro eu fazer um post sem imagem, mas é o caso desta vez. Eu não vou publicar aqui a foto da criança síria de três anos morta na Turquia. Você deve saber do que eu estou falando, a cena foi reproduzida em muitos sites e jornais mundo afora. Essa é mais uma oportunidade de se discutir até onde a imprensa deve ir. O Diogo fez um post sobre isso quando foi divulgado o vídeo do assassinato de dois jornalistas que estavam no ar ao vivo.

Há quem defenda que a publicação da foto da criança choca as pessoas e pressiona as autoridades europeias a fazerem algo para ajudar esses imigrantes que arriscam a vida para tentar entrar num país com menos desigualdade. Eu não penso assim. Não tenho dúvidas do impacto, mas acredito que é temporário, efêmero como têm sido os fatos e as notícias nesse mundo frenético em que vivemos.

Tomara que eu esteja errada e esse menino vire o marco de uma mudança de atitude da Organização das Nações Unidas (ONU) e de quem pode fazer algo para reduzir essas mortes de imigrantes. Sempre acreditei que a imprensa pode fazer sua parte para melhorar o mundo, mas isso exige reportagens aprofundadas, protagonismo na promoção de debates com quem tem poder e pressão recorrente. Apenas publicar uma foto só grava essa imagem dolorosa pra sempre na vida dos familiares e amigos que ficaram.

Publicação de vídeos de assassinato de jornalistas provoca debate nas redações

27 de agosto de 2015 0

A comunidade mundial assistiu com horror ao assassinato ao vivo de dois jornalistas do canal americano de televisão WDBJ7, a repórter Alison Parker, de 24 anos, e o repórter cinematográfico Adam Ward, de 27 anos, durante a gravação de uma entrevista. O assassino filmou a própria ação, desde que estava com a mira pronta até começar a atirar. Depois de postar as imagens em seu Twitter, o criminoso cometeu suicídio.

O dia foi de discussões nas redações sobre usar ou não os vídeos do câmera e do assassino. A minha opinião é sempre contra mostrar o momento da morte de alguém, então este post não terá nem um, nem outro.

Apesar de esse ser um caso de vingança, ataques a jornalistas são mais comuns do que se imagina. Segundo a International Federation of Journalists, pelo menos 70 membros da mídia foram assassinados neste ano. Mais dezenas e dezenas de exilados, sequestrados, desaparecidos, ameaçados e feridos encorpam os dados. E engana-se quem pensa que é culpa da cultura belicosa no Exterior. Segundo o The Guardian, até o ano passado éramos o oitavo país mais mortal para a classe. Mundialmente, em 90% dos casos os criminosos não pagam pelo que fizeram. Mais um fato alarmante? O número de profissionais mortos é maior em épocas de paz do que em períodos de guerra.

Os jornalistas são os portadores de muitas más notícias, o que cria uma certa má fama. Mas só quem vivencia acontecimentos trágicos deste lado do bloco de notas sabe das noites mal dormidas e das marcas que levamos a cada fatalidade em que trabalhamos.

A nossa luta é por estradas mais seguras, ruas mais seguras, festas mais seguras, escolas mais seguras, enfim, vidas mais seguras. Quem sabe quando todos esses pedidos forem alcançados, alguém possa pensar em tornar a nossa profissão um pouco mais segura também.

Vídeo reúne os 118 gols de Cristiano Ronaldo pelo Manchester United

17 de agosto de 2015 0

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O que um blog do UOL fez ontem me faz acreditar cada vez mais no jornalismo de curadoria. Temos, nós jornalistas, também o papel de reunir o que circula pela internet, é notícia ou história e empacotar da forma mais fácil para nossos leitores, ouvintes, telespectadores. Enfim, para quem consome informação.

Falo de um post do Trivela para mostrar um vídeo com os 118 gols que o ídolo Cristiano Ronaldo marcou na sua passagem pelo Manchester United. O motivo para compilar as imagens foi a data de ontem. No dia 16 de agosto de 2015, fez 12 anos da estreia do jogador português no clube inglês. Eu convivo com homens e aprendi que assistir a um gol é um momento meio que sagrado, então imagino que, para quem é fã do CR7, cada um dos 47 minutos do vídeo vale a pena.

Com áudios originais e uma abertura legal, o vídeo circulava pela rede. Cabe a nós localizar informações, checar e oferecer bem empacotadas. Foi o caso aqui.

O fim da revista que me ensinou sobre tecnologia

14 de agosto de 2015 1

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Tem sido duro ver publicações que eu gosto acabarem. Já escrevi sobre O Globo A Mais. Agora é a vez da Info Exame. O Portal Imprensa noticiou que a revista – que já não estava mais circulando em papel desde dezembro – agora será uma página na Exame. A Info foi a publicação que me fez aprender sobre tecnologia. Meu irmão – analista de sistemas – andava com exemplares debaixo do braço pela casa há anos, e a gente compartilhava reportagens.

Há uns três anos assino a Info digital e leio no iPad. A revista sempre teve assuntos que me interessavam. Eu lia todas as edições praticamente do início ao fim e agora me sinto meio vazia. Não tinha dúvidas na hora de responder qual era a minha revista nacional de tecnologia preferida. E, em algumas edições, a Info teve qualidade comparável à Wired e à Fast Company, que costumo ler com alguma frequência.

É difícil acompanhar o recuo do jornalismo. Consigo enxergar muito bem a decisão de parar de imprimir, porque o custo com papel e logística é realmente alto. Mas acabar também com a versão digital me assusta. Sofre o jornalismo especializado, sofrem os leitores, sofrem os profissionais. Lamento demais. :(

Mário de Andrade e a cultura brasileira em e-book

18 de julho de 2015 0

imageEu assinei O Globo digital especialmente por causa do Globo A Mais. Adorava aquela revista especial para tablet que circulava no fim do dia. Infelizmente, ela acabou, e eu escrevi sobre aqui no Spot. No post, conto que o pessoal d’O Globo prometia novidades. Não foi por isso que decidi manter minha assinatura, mas porque acabei me acostumando a ler O Globo com mais frequência. Eu sempre gostei desse jornal, mas antes de fazer a assinatura digital, lia raramente.

O tempo foi passando e, dia desses, recebi um e-mail dizendo que, por ser assinante, eu poderia baixar gratuitamente um e-book sobre o poeta Mário de Andrade. A obra “Missão Mário de Andrade – Uma viagem sobre a cultura popular” é resultado de uma apuração de 10 dias do repórter Guilherme Freitas e do fotógrafo Custódio Coimbra por cinco cidades que fizeram parte do projeto Missão de Pesquisas Folclóricas, coordenado pelo poeta. Ele queria registrar músicas, danças, festas e rituais, porque temia que um dia acabassem. Os jornalistas d’O Globo constataram que, graças a ativistas como artistas e pesquisadores, o temor do escritor não se confirmou.

Em textos e fotos, o e-book celebra o escritor homenageado na Festa Literária de Paraty (Flip) deste ano e oferece um retrato de parte do Brasil. Eu não li todos os textos ainda, mas a primeira olhada pelo livro foi empolgante. Trata-se de uma reportagem muito bem feita sobre um autor consagrado. Não tem como não me agradar!

Quem não assina O Globo pode comprar o e-book nas principais livrarias digitais, incluindo iBookstore, Google Play e Amazon.

A seguir, um trecho:

“Aos 96 anos, Senhorinha Freire vive hoje no Recife, em um pequeno prédio no bairro de Boa Viagem cercado de arranha-céus que projetam sombras sobre a praia. Numa segunda-feira de maio, sentada numa cadeira de balanço, ela se divertiu com as lembranças do encontro com a Missão, 77 anos antes. Cantou de cor duas músicas gravadas naqueles dias de 1938, “Oh roseira” e “Mandei cortar capim”, e muitas outras ao longo de uma hora de conversa, marcando o ritmo com batidas suaves do pé direito enquanto sua filha Leninha a acompanhava no violão”.¹

_____

¹ O Globo (Missão Mário de Andrade, Infoglobo, 2015)

20 anos da Folha na web

09 de julho de 2015 0

imageA Folha de S. Paulo celebra hoje 20 anos de noticiário na internet. Em 9 de julho de 1995, entrou no ar a FolhaWeb. A reportagem que conta parte da história online do jornal, publicada na edição impressa de ontem, informa que o mundo online era algo tão novo, que a matéria que apresentava a FolhaWeb tinha o texto “entenda o que é a internet”. A rede mundial de computadores tinha começado a funcionar de modo comercial dois meses antes.

Sou uma grande admiradora da Folha. Acho um jornal classudo, de credibilidade e inovador, tanto em projeto gráfico quanto em títulos criativos e pautas diferentes. Sobre a internet, bom, aí já começamos a falar da Folha lembrando que foi o primeiro site de jornal a cobrar por conteúdo. Acredito que o pagamento dá mais valor ao trabalho feito por empresas de comunicação sérias. Sou assinante digital da Folha há mais de um ano e, graças à internet, posso ler no iPad a edição do dia. Durante muito tempo, só pude ler a Folha quando viajava para o centro do país. A internet derruba barreiras.

A rede mundial de computadores é o assunto do caderno Tec da Folha nesta semana. Uma linha do tempo se espalha pelas páginas e há muitos dados de conectividade. Apenas uma página é dedicada aos 20 anos da Folha na internet. A maior parte do caderno tem dados bastante atuais sobre quem acessa o que na rede. Eles são resultado de uma pesquisa do Datafolha realizada em junho deste ano. Ela mostra, por exemplo, que 78% dos jovens entre 16 e 24 anos têm um smartphone ou vivem em um lar com um. E conta que alguns deles nem precisam mais de computador, fazem tudo no celular.

Seja no papel, nos sites, no mobile, a crença da Folha é a mesma que a minha: devemos entregar conteúdo relevante, seja na plataforma que for. Foi assim, inclusive, que me apresentei, no primeiro post do Spot.

Parabéns, Folha, pelos 20 anos na web. Tenho certeza que seguirei me inspirando!

O ícone da fotografia analógica hoje faz vídeos. E você?

20 de maio de 2015 0

No segundo post sobre as falas de James Estrin – criador do blog Lens – e Pedro Meyer – criador do Zone Zero - durante o FestFoto, trago a visão deles em relação a mudanças no fotojornalismo e na linguagem visual, além das adaptações necessárias aos profissionais da área.

Todos os pensamentos a seguir são de Estrin, exceto o último, em que Pedro resume o raciocínio e convida os fotógrafos contemporâneos a abrirem os olhos para as mudanças.

Estrin:

“Houve uma mudança de mentalidade, os jornais passaram a usar mais de uma foto, então você não precisava se preocupar em colocar tudo em um enquadramento, mas em ter imagens que não se repetissem e contassem a história.”

“Ao invés de fornecer ilustrações para as matérias de outros, eu quis ser um contador de histórias. Comecei a escrever cada vez mais, logo depois comecei a gravar áudios e fazer slideshows. Em 2006, comecei a fazer vídeo.”

“Na época em que todos começaram a desempenhar essas tarefas a mais, muita gente não via que eram ferramentas para levar as matérias adiante, só o que mudava era a plataforma.”

“Os fotógrafos mais velhos diziam que o fotojornalismo acabara por causa das mudanças econômicas e tecnológicas, mas eles estavam errados.”

“Eu sou um otimista, a imagem é mais importante hoje do que em qualquer ponto no passado. Através das redes sociais você consegue fazer coisas que eram impossíveis antes. Você não precisa convencer editores e curadores para que seu trabalho seja visto.”

“Hoje nós conseguimos publicar livros sem precisar de editoras. Alem disso, as redes sociais, o Instagram e seu próprio website podem alavancar seu trabalho.”

“Há muitas ferramentas a mais do que simplesmente a fotografia.”

“Diga o que tem para dizer e você poderá mudar as coisas com isso. Você consegue não só ser visto, mas pode criar organizações, fazer campanhas interessantes, fazer mais.”

Meyer:

“O maior ícone da fotografia analógica tradicional, a Leica, hoje faz vídeos. Ela se atualizou. Ela!”

O fim do Globo A Mais

17 de maio de 2015 0

imageQuero ficar empolgada com o e-mail que recebi d’O Globo anunciando que eles trabalham em um novo produto pata tablets e smartphones. Mas não consigo. A informação do novo app chega junto com a notícia do fim do Globo A Mais, e esta pegou pesado em mim. Eu já citei matéria dele aqui no Spot e realmente gostava. Acho muito triste sempre que algo acaba, mesmo que seja para dar lugar a uma ideia nova. Sim, temos que evoluir, mas o fim de um produto me abate.

Estamos quase que semanalmente tendo contato com notícias ruins sobre o mercado jornalístico. Acho que isso e o fato de eu ter ficado sabendo do fim de IMG_0152um conteúdo que eu gostava sem saber que viria uma novidade no lugar me impactaram mais. Eu vi no twitter sobre a última edição e só horas depois, ao acessar o meu gmail, soube do novo app que vem por aí.

Bom, pelo menos nesse caso, não é só uma notícia ruim, né, tem o outro lado. Aguardo as novidades e comentarei aqui. Por hoje, deixo a capa da última edição do Globo A Mais, que foi ao ar na sexta-feira, e o e-mail que eu recebi. :(

Woody Allen e Jeff Bezos juntos: só pode dar certo

14 de janeiro de 2015 0
Paris Filmes / divulgação

Paris Filmes / divulgação

Que dupla! Só pode sair inovação e conteúdo de qualidade de um projeto de Woody Allen e Jeff Bezos. O primeiro não precisa de apresentações, além da informação de que é um dos meus cineastas preferidos. O segundo é o fundador da Amazon, um cara que todo mundo que curte internet e tecnologia (e jornalismo, depois que ele comprou o Washington Post) deve prestar atenção. E eu curto pra caramba!

Pois: Allen vai produzir uma série exclusivamente para o streaming da Amazon. Será roteirista e diretor de Untitled Woody Allen Project, que vai ao ar no ano que vem. Pra mim, o mais legal dessa notícia é o fato de a série ser exclusiva em streaming. A internet vem ganhando cada vez mais espaço e isso me enche de esperanças. Se um cara com a genialidade de Woody Allen, aos 79 anos, topa uma proposta dessas, é porque acredita valendo no meio virtual.

E quanto a Bezos, bom, olha quem que o cara convidou pra colocar uma série no ar em streaming. E de quem conseguiu um sim. Golaço!

Obs: a escolha da foto de Woody Allen no set de Meia-noite em Paris não foi mera coincidência! :)