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Posts com a tag "jornalismo"

A fotografia chora pelos mortos de 2014

30 de dezembro de 2014 0

No dia em que o Sindicato dos Jornalistas publicou uma nota de pesar pelo falecimento do fotojornalista Paulo Dias, a Time fez uma publicação em memória dos fotógrafos que perdemos em 2014.

Os nomes lembrados pela Time foram os seguintes: Rene Burri (1933-2014), Ralph Morse (1917-2014), Phil Stern (1919-2014), AAnja Niedringhaus (1965-2014), Dave Martin (1955-2014), Franklin Reyes (1975-2014), Michel du Cille (1956-2014), Camille Lepage (1988-2014), David Armstrong (1954-2014), Arthur Leipzig (1918-2014), Rebecca Lepkoff (1916-2014), Ray K. Metzker (1931-2014), Lucien Clergue (1934-2014), Lewis Baltz (1945-2014), Michael Schmidt (1945-2014), Alfred Wertheimer (1929-2014), David Redfern (1936-2014), Bunny Yeager (1929-2014), Don Halasy (1940-2014), Tom Self (1933-2014), Le Minh Thai (1921-2014), Henri Bureau (1940-2014), Andy Rocchelli (1983-2014), Kerim Okten (1972-2014) e Will Seberger (1981-2014).

2014 se foi e levou consigo muitos dos bons. Que em 2015 aqueles que lutam para mostrar as injustiças do mundo estejam protegidos em seu trabalho, que não haja medo, insegurança ou miséria e que as vozes dos que sofrem e dos que as amplificam nunca sejam caladas, para que a liberdade de imprensa seja plena e para que possamos continuar a buscar a mudança para uma vida melhor, mais humana.

A retrospectiva do Flipboard

22 de dezembro de 2014 0

flipboard
Fim do ano e as retrospectivas surgem de todas as formas. Galerias com fotos, vídeos com imagens marcantes, textos, personalidades etc. Eu gosto de ver isso, mas neste ano a vida tá mais corrida que o normal e não tenho conseguido parar pra acompanhar tudo. No entanto, uma passada na caixa do meu e-mail pessoal me surpreendeu neste fim de semana. O Flipboard me avisava que havia criado revistas específicas de fim de ano. Eu me interessei e acabei concluindo que ficou bem legal.

Um app que eu curto e que já falei aqui no Spot – e lamento não ter mais tempo para dedicar a ele – foi justamente o que me fez parar um pouco a correria para dar atenção ao seu conteúdo de fim de ano. São várias revistas e vale a pena dar uma olhada. As duas que eu mais curti são as que aparecem na foto do post. São imagens legais, com aquela navegação massa do flipboard, e informações que já nos levam para depois do espumante e dos fogos de artifício, apontando o que deve ser tendência em 2015 (esta em inglês). Curti! :)

Sobre os papéis do jornalismo

10 de dezembro de 2014 0
Diogo Sallaberry / Agência RBS

A Helen, em foto do Diogo

Nesta semana, estreou no Pioneiro a série “15 motivos para acreditar em 2015“. Duas histórias já estão no ar, a da Cristiane, que comprou o seu primeiro apartamento, e a da Helen, que conseguiu um doador e fez um transplante de rim. Até o dia 26 de dezembro, serão publicadas outras 13. Além de realização, emoção, surpresas lindas e a satisfação de voltar à vida de repórter por um tempo, a produção dessas reportagens provocou em mim reflexões sobre os papéis do jornalismo. É comum hoje ouvir em redações, “botecos de jornalistas”, aulas e qualquer lugar onde se discute essa profissão, que o jornalismo mudou. Acho que posso falar sobre isso considerando que trabalho em redação desde março de 1997, quando comecei meu estágio. São quase 18 anos.

Tem mudanças, é claro. Tudo muda, nós mudamos. Mas a essência será que mudou? Ok, o interesse por notícias de celebridades cresce direto enquanto reportagens duras de política e economia não interessam tanto, especialmente aos jovens. Mas alguns dos papéis mais importantes do jornalismo me parecem muito vivos. Entre eles está o de contar histórias que emocionam e inspiram as pessoas a melhorarem as suas vidas. Esse é o objetivo da série, idealizada pelo Diogo para a estreia do Canal, a nova identidade dos vídeos do Pioneiro, e produzida por nós dois. As artes que acompanham o conteúdo são do nosso colega Douglas Menezes.

Até agora, já gravamos 10 das 15 histórias e encontramos depoimentos de arrepiar (literalmente). A cada saída da redação pra conversar com um personagem, os motivos que me levaram a escolher essa profissão se renovam. A possibilidade de mostrar para muitas, muitas, muitas pessoas que os problemas têm saída, que com persistência e fé é possível conseguir o que se deseja me faz muito bem. Essas histórias incríveis estariam restritas ao grupo de pessoas muito próximas dos envolvidos se não fossem noticiadas. No Pioneiro, crescem e inspiram outras pessoas a escreverem um 2015 com sonhos realizados.

Seja para denunciar, para divertir, para emocionar, o papel do jornalismo é ser essa ligação, é contar histórias que ajudem a construir um mundo melhor. Pode acontecer o que for, eu não pretendo perder esse idealismo. Com um jornalismo de qualidade, a gente pode, sim, mudar muita coisa. Quase 18 anos depois do meu primeiro dia de trabalho numa redação, eu continuo acreditando nisso! :)

Agência AP escolhe suas melhores fotos do ano de 2014

05 de dezembro de 2014 0

A agência de notícias Associated Press, a AP, está entre as grandes do mundo. Jornalismo diário, esportes, entretenimento: tudo é coberto pelos seus contribuintes fotojornalistas ao redor do globo, incluindo muitos dos mais premiados profissionais da indústria.

Todos os anos é feita uma seleção das fotografias mais marcantes, que contam o ano por si. As 150 imagens que representam 2014 foram escolhidas pelo diretor de fotografia Santiago Lyon e pelo diretor adjunto de fotografia Denis Paquin.

>>> Atenção: parte do material disponibilizado nos links pode ser considerado muito violento para certas audiências. Recomendamos especialmente que crianças e pessoas sensíveis a cenas de violência não vejam as fotos. <<<

No blog da AP você pode ver uma seleção menor das fotografias, enquanto aqui estão todas as 150 fotos escolhidas.

Meu pitaco sobre: é notável a predominância de imagens de esporte, que é uma das maiores fontes de renda das agências. A abrangência das modalidades e eventos acaba comprimida na seleção, que prioriza os eventos com mais nome – como a Copa do Mundo FIFA, os Jogos Olímpicos de Sochi e o Super Bowl. Entre os temas que mais aparecem fora do esporte, estão o conflito Israel-Palestina, com muitas imagens de violência; política, especialmente focada em Obama e sua família, mas há até uma foto de Dilma Rousseff em um restaurante popular no Rio; conflitos no Iraque; protestos, do Peru à Ucrânia; e retratos de celebridades que faleceram durante o ano, como Robin Williams.

As duas fotos que mais me marcam na seleção aparecem tanto no site – fotos número 63 e 93 na galeria - quanto no blog: o sargento que recebe uma medalha de honra, retratado com sua mão prostética ao peito (foto de Ted S Warren), e a imagem do soldado africano que se prepara para esmagar com uma pedra a cabeça de um possível miliciano de grupo contrário, já falecido (foto de Jerome Delay).

A história nas capas da Folha de S. Paulo

01 de dezembro de 2014 0

Primeira Página - 90 anos de história nas capas mais importantes da FolhaEntre as várias características de um jornal que me fazem adorar essa mídia e ter escolhido o jornalismo como profissão está o caráter histórico. O jornal eterniza os principais acontecimentos do mundo, da cidade, das pessoas que vivem onde ele circula e das personalidades globais. Momentos emblemáticos da trajetória da humanidade estampam capas e se tornam uma fonte de pesquisa para as gerações futuras.

Por causa disso e do quanto eu gosto de história, decidi escrever sobre um livro que não é novo, foi editado em 2011, mas eu só conheci nos últimos dias. A obra Primeira Página chegou ontem na minha casa e eu estou completamente inebriada. O livro conta 90 anos de história por meio de 223 capas da Folha de S. Paulo. Eu comprei através de um projeto interno da RBS e, procurando links para postar aqui, vi que está esgotado na Livraria da Folha. Na Amazon, é possível encomendar para quando – e se – sair uma nova edição. Selecionei três capas e reproduzi no final do post.

Na apresentação, o diretor editorial da Folha, Otavio Frias Filho, fala sobre a escolha dos assuntos que acabam na primeira página do jornal, e dois trechos do texto dele me agradam demais:

“É sobretudo na Primeira Página que o jornalismo interpela a posteridade, apresentando-se como rascunho da história. Daí a gravidade dramática de certas páginas, que percorremos hoje quase como um calafrio, ao trazerem de volta um dia que nos acostumamos a ver como crucial, decisivo, espantoso.”
(…)
“A legitimidade dos jornais se concentra cada vez mais na sua pretensão, ainda quando vã, de imprimir certa ordem ao caos e deduzir, do turbilhão de informações fervilhantes, alguma síntese.¹”

Cada vez mais, o jornal tem esse papel de organizar e selecionar tanta informação, seguindo critérios para decidir o que vai na capa e como dar a ela o impacto que a notícia merece. Pensei muito nisso e na evolução do jornalismo enquanto folheava o livro. No começo, a obra me tocou pelo caráter histórico, que inclui também as mudanças na Língua Portuguesa. A primeira capa da Folha tem escrito no logo Folha da Noite, data de 19 de fevereiro de 1921, um sábado, e informa que no dia seguinte aconteceriam eleições para os representantes dos Estados no Congresso Nacional. Mas amanhã não se escrevia assim, era grafado amanhan. E sábado era sabbado.

Virando a página, encontra-se a edição de segunda-feira, 20 de fevereiro de 1922, com a Semana da Arte Moderna. Um pouco mais adiante, está um momento importante na história do país: a edição de quinta-feira, 7 de setembro de 1922, o dia da Independência do Brasil. Enquanto passava as folhas, eu voltava para as aulas de história na escola e também imaginava o cara que idealizou cada uma dessas capas, que pensou no texto, escolheu a foto, tentando dar àquela primeira página a importância que aquele dia teve no mundo.

A partir da página 173, que exibe a capa da morte de Tancredo Neves (edição de segunda-feira, 22 de abril de 1985), eu me lembro de diversos dos fatos noticiados. E aí o livro ganha outro sabor. Eu consigo voltar no tempo e pensar onde eu estava, como eu recebi determinada notícia e como eu escreveria aquela manchete. A partir disso, é possível enxergar claramente as mudanças pelas quais o jornalismo passou – e segue passando, cada vez mais hoje em dia.

Por ter tanto tempo de história, ter acompanhado – como mostram as capas publicadas no livro – eleição e morte de Getúlio Vargas, ditadura e democracia, guerras pelo mundo, eleições em diversos países e outros fatos marcantes da humanidade e, ainda assim, com um passado bem fundamentado, ser capaz de inovar, se adaptar, mudar com o mundo, é que eu admiro tanto a Folha de S. Paulo.

Esse livro juntou história com jornalismo e com a Folha, eu só podia adorar! Vai para um lugar nobre na estante! :)

Primeira capa da Folha de S. Paulo, publicada no dia 19 de fevereiro de 1921. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 13.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 9 de maio de 1985. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 174.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 9 de maio de 1985. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 174.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 1º de novembro de 1996. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 204.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 1º de novembro de 1996. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 204.

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¹: Otavio Frias Filho (Primeira Página, 2011, p. 7)

A manipulação no fotojornalismo e a desconfiança na era Photoshop

14 de novembro de 2014 0

A revista American Photo Mag abordou a questão da manipulação fotográfica no jornalismo esta semana.

Moldada entre opiniões de fotógrafos e códigos de conduta retirados de agências, o que fica claro na matéria é que esta é uma época dura para a criatividade fotojornalística. Cada vez as limitações são maiores, assim como as exigências. Mas sobressair-se fica difícil quando técnicas amplamente aceitas se praticadas em filme são recriminadas se alcançadas através de meios digitais.

O que é comum nos discursos de empregados e empregadores é a necessidade da preservação do sentido original da cena, em especial através da proibição tanto da adição quanto da remoção de elementos da fotografia. Alterar o quadro com a manipulação de pixels ataca fortemente a ética jornalística.

Como forma de defesa de seu negócio os fotógrafos pedem pela confiança dos leitores, que devem acreditar que suas fotos são representações justas da realidade – apesar de não serem objetivas. A veracidade é a principal responsável pela valorização da imagem e quanto mais informações o leitor tiver sobre o processo de escolha e processamento de uma foto, mais autêntica ela vai parecer. Então mostrar claramente a forma de trabalho é a salvação contra a desconfiança da era Photoshop.

Entre as alterações de processamento ainda aceitas estão o corte para reenquadramento, o ajuste básico de tons, cores, saturação e luminosidade e a conversão para preto e branco. Ainda assim, se exageradas, mesmo essas mudanças podem ser consideradas abusivas.

Até que os profissionais entendam onde se encaixam e qual seu papel como contadores de histórias e que os consumidores de imagens saibam diferenciar entre as fotos de “ficção” e “não-ficção”, o medo de ser enganado por manipulações vai seguir colocando em risco o poder testemunhal da fotografia.

 

A conclusão é sempre a mesma (mas tudo ajuda)

10 de novembro de 2014 0

IMG_2746Eu sou uma jornalista que adorava matemática na escola. E adoro números quase tanto quanto palavras. Só por isso eu poderia ter me metido num curso de métricas e monitoramento em redes sociais, o Social Analytics Summit. Foi um curso que tem tudo a ver com jornalismo digital – porque hoje não se fala em jornalismo digital sem falar em redes sociais -, mas, principalmente, foi um curso com a cara do Excel. Falou-se de estatística, cálculos, porcentagens e relatórios. E o que eu tirei disso tudo? Duas conclusões:

1. Foi bom ir para um curso um pouco diferente dos que eu costumo fazer. Algumas aulas não tinham total relação com o jornalismo, mas de todas sempre se tira algo, e assim se aprende coisas realmente novas. Uma parte do curso foi focado no trabalho realizado por agências que atualizam as redes sociais de seus clientes e oferecem a eles relatórios extremamente detalhados. Estavam na minha frente analistas de redes sociais que tratam com Coca-Cola, Itaú e outras marcas muito grandes. Foi legal saber a percepção deles sobre as redes sociais e o que se deve medir com mais profundidade conforme o objetivo que se tem. Voltei de São Paulo com uma lista de ideias que podem ser aplicadas no facebook do Pioneiro.

2. A segunda conclusão é a que tem a ver com o título deste post. Ela foi consolidada a partir de falas de diversos palestrantes e eu já a havia tirado de outras aulas que participei na vida. Você tem que usar as ferramentas certas para medir audiência e o que as redes sociais estão falando, tem que ouvir o que os internautas sugerem e precisa de tecnologia para fazer tudo funcionar. Ninguém discorda disso, mas o fundamental é fazer jornalismo. Com pautas relevantes, matérias bem escritas, imagens de qualidade e bons títulos – adaptados a buscadores e a redes sociais -, os leitores estarão conosco. Mesmo que ela seja uma conclusão que se repete, tudo ajuda, inclusive novas ferramentas e bons cursos, até porque a gente costuma voltar com todo o gás de aulas boas como foram as de sexta e sábado.

Obs: na foto acima, está Thiago Araújo, do Brasil Post. Ele abriu o segundo dia de curso e fez a palestra que eu mais curti. O tema era “Jornalismo e Social Analytics” e ele foi muito aplaudido pela plateia que lotava o auditório da Faculdade Cásper Líbero, onde o Social Analytics Summit aconteceu. Eu já gostava do Brasil Post, agora gosto mais. :)

Ah, para quem quiser dar uma conferida geral no que os palestrantes disseram: a cobertura está no twitter, na hashtag #SocialAnalytisNaCasper.

Social Analytics Summit - segundo dia

08 de novembro de 2014 0

imageOi! Passo pra deixar a programação do segundo dia do Social Analytics Summit. Na sexta, fui apresentada a boas ferramentas de monitoração de redes sociais. Farei um post no fim do curso com algumas dicas! Bom fim de semana! :)

Social Analytics Summit 2014

07 de novembro de 2014 0

imageVou participar nesta sexta-feira do workshop que antecede o Social Analytics Summit, que ocorre no sábado. Fiz um post quando me inscrevi para este curso, oferecido pela Media Education em São Paulo. Ao lado, está a programação de hoje. Estou muito curiosa com esse primeiro dia. Zelar pelo bom uso das redes sociais do Pioneiro é uma das minhas atribuições e esse é um mundo que muda muito rápido. Estudá-lo precisa ser uma constante e, que bom, eu gosto muito disso! A cobertura dos dois dias de palestras na Faculdade Cásper Líbero estará nas redes, obviamente, e pra filtrar é só usar a hashtag #SocialAnalyticsNaCasper. :)

Curso de Jornalismo Móvel gratuito online

06 de novembro de 2014 1

jmvel

Para quem curte se atualizar: está para começar um curso de Jornalismo Móvel oferecido pelo Knight Center For Journalism. Já tem material no site para a preparação para as aulas, que estarão disponíveis também em português. Convido vocês a serem meus colegas para que possamos aprender juntos e trocar ideias. Eu e a Paula já estamos inscritos, e certamente teremos postagens sobre o curso após o dia 10 (data de início).

Os tópicos que devem ser abordados são os seguintes:

Tendências Móveis e o Futuro
Ferramentas para Reportagens Móveis
Técnicas de Reportagem Móvel
Distribuição e Publicação Móveis

Para quem trabalha ou se interessa na área e está em dúvida se deve ou não fazer, eu reforço algo que ouvi esta semana no Pioneiro e que me remete às aulas da Raquel Recuero na faculdade: o caminho é digital, e ser ‘móvel’ é mais que pensar na tela pequena. Uma das grandes características da internet é a mobilidade, é estar em todos os lugares e permitir a expansão da presença. Ganha quem assimilar esse conceito.

Encontro vocês nas aulas :)