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Posts com a tag "leitura"

Apple vs Google: a briga que causou uma revolução

28 de julho de 2015 0

O mundo mudou, mas não foi por causa do iPhone, como acreditam os Apple maníacos. Foi por causa da internet. “O que os consumidores mais queriam era levar a internet consigo para onde fossem.” Para isso, Apple e Google passaram a buscar soluções móveis em uma disputa que causa crescimento tecnológico a todos. Smartphones, tablets e o que mais vier são só as consequências disso.

No livro Briga de cachorro grande: como a Apple e o Google foram à briga e começaram uma revolução, de Fred Vogelstein, estão os bastidores do crescimento e do confronto entre duas das maiores empresas do mundo.

Larry Page, CEO do Google, questiona as disputas judiciais, que são parte central na obra. “Deveríamos estar criando coisas maravilhosas que não existem, certo? Ninguém progride sendo negativo. E as coisas mais importantes não envolvem o lucro de um e o prejuízo de outro. Há muitas oportunidades por aí. E podemos utilizar a tecnologia para produzir coisas realmente novas e importantes para melhorar a vida das pessoas.”

O livro mostra a gigantesca diferença entre a cultura das empresas. O Google possui uma postura menos rígida, mais aberta à experimentação por parte de seus colaboradores. Contrata os melhores engenheiros recém saídos das melhores faculdades e os estimula a manter o clima de criatividade dos campi. A Apple é dura, trabalha colocando uns funcionários contra os outros. Ela se vê acima do resto da indústria e acredita que todos querem copiar as tecnologias que usa. “E mesmo quando alguém lhe mostrava que alguma coisa já existia antes, que não havia sido inventada por ele, Jobs continuava acreditando que fora uma invenção da Apple. De nada adiantou mostrar os outros lugares em que o multitoque havia sido usado antes, ou os lugares nos quais a rolagem já era feita com os dedos, ou a expansão do zoom das coisas [com os dedos]; nada daquilo o convenceu.”

Até a forma de fazer dinheiro era diferente: “o negócio da Apple dependia da venda de seus dispositivos por um preço bem superior ao custo de produção e da utilização desse dinheiro para desenvolver novos produtos. A abordagem do Android era o extremo oposto disso. O Google estava prestes a expandir a plataforma sem considerar o custo ou o lucro desses dispositivos. Ganhava dinheiro com publicidade, não com hardware.”

O livro também mostra como a briga entre as empresas modificou o mundo e o mercado, especialmente o de consumo de entretenimento.

“O iPod e o iTunes mudaram a maneira pela qual as pessoas compravam e ouviam música. O iPhone mudou as expectativas das pessoas em relação aos seus celulares. O iPad, no entanto, estava virando pelo avesso cinco indústrias. Estava mudando a forma pela qual os consumidores compravam e liam livros, jornais e revistas. E modificava a maneira pela qual eles assistiam a filmes e à televisão. As receitas desses negócios totalizavam cerca de 250 bilhões de dólares, ou aproximadamente 2% do PIB.”

Ao fim da obra, admiro ainda mais Larry e Sergey por criarem uma plataforma para uso das massas. Nas citações de seus líderes fica clara a defesa por um mundo mais igual, com acesso a tecnologia para todos. Do outro lado, Jobs, cuja personalidade me faz questionar muita coisa, inclusive o quão vilão foi Bill Gates lá na criação do computador pessoal.

Alternando entre acordos firmados e segredos guardados, Briga de cachorro grande mostra muitas das ramificações da história deixadas de lado em outras biografias. O autor questiona não só o passado, mas os papéis desempenhados por Google e Apple no futuro da humanidade e nos seus hábitos de consumo. Enquanto a disputa persistir, tenho a opinião de que seguiremos ganhando.

Gênios, geniosos e altamente capacitados, esses caras me inspiram a crescer e a trabalhar mais pesado a cada livro que leio sobre eles.

Leitura recomendada!

Bookerly: a nova fonte do Kindle para iOS

05 de junho de 2015 0

fontekindleA última atualização do app do Kindle para iOS tem várias mudanças destinadas a tornar a leitura “mais rápida e com menos fadiga ocular”. Tem novos tamanhos de letra, a hifenização está diferente e o posicionamento dos caracteres foi aprimorado, informa o texto da atualização na App Store. A principal alteração, no entanto, é a inclusão da fonte Bookerly. Ela é apresentada como uma nova fonte de leitura no app, e eu achei que seria novidade pra todo mundo, mas não era. Segundo o Diogo, que tem um Kindle, no e-reader da Amazon ela já existe há tempo.

Eu demorei um pouco para escrever sobre isso porque queria ver como me adaptaria, se notaria diferença. Na atualização, a Amazon explica também que a fonte foi desenvolvida especialmente para leituras em telas digitais, e eu acho que ela é diferente, sim. Tenho realmente a impressão de estar cansando menos.

Independentemente disso, acho que a estratégia da Amazon é correta. Jeff Bezos tem interesse em vender o Kindle, então faz sentido oferecer algumas vantagens para quem tem o seu e-reader. Por outro lado, ele também oferece, gratuitamente, apps para iOS e Android. Limitar a venda dos seus livros ao Kindle físico não tem qualquer fundamento no mundo em que vivemos hoje, em que cada vez mais pessoas andam com dispositivos móveis, incluindo tablets, para um lado e para o outro.

A biografia de Jeff Bezos

27 de maio de 2015 0

imageTerminei recentemente a biografia de Jeff Bezos, da Amazon, A Loja de Tudo. Tinha e sigo tendo uma curiosidade grande a respeito de Bezos por três motivos:

1. Ele comprou o Washington Post (escrevi sobre isso aqui no Spot).

2. A Amazon me surpreende positivamente com muita frequência. Costumo brincar que o algoritmo do site ainda me levará à falência, tamanho o acerto nos livros que me recomenda. É mesmo impressionante. Eu leio muito sobre cookies, bolhas algorítmicas, buscas direcionadas do Google e o EdgeRank do facebook, mas como a Amazon não tem. Eles realmente sabem como usar a loja e a tecnologia a seu favor. O livro explica isso um pouco, mas eu fiquei com vontade de ler mais sobre na obra.

3. O Bezos é um vencedor, um gênio, um cara que sonha grande, enxerga lá na frente, muda o mundo. E esses caras sempre despertam em mim uma vontade grande de aprender com eles. O cara construiu uma loja incrível e segue tendo ideias legais.

Bem, então eu fui ler o livro e descobri também que o Bezos exagera em muitos momentos. A determinação e o nível de exigência dele resultam em funcionários mal tratados em diversas ocasiões. Nada justifica isso. Mas deixando de lado a personalidade difícil do fundador, dá pra tirar lições de decisões tomadas por ele ou por outras pessoas da Amazon.

Pra quem gosta de tecnologia e inovação, a dica é certeira. Reproduzo a seguir a opinião do CEO do Google sobre Bezos, publicada no livro. Boa leitura! :)

“Para mim, a Amazon é a história de um fundador brilhante que promoveu pessoalmente a concretização de sua visão”, diz Eric Schmidt, presidente executivo do Google, concorrente declarado da Amazon, mas também membro do Amazon Prime, seu serviço de entrega em dois dias.

Livro sobre a história dos computadores e da internet

27 de abril de 2015 0

imageAcabei no fim de semana o livro Os Inovadores – Uma Biografia da Revolução Digital. A obra foi escrita por Walter Isaacson, o cara que escreveu a biografia de Steve Jobs. Ele conta, no início do livro, que parou de escrevê-lo por um tempo para se dedicar à história de Jobs. Depois, retomou.

Jobs, é claro, está na obra. Ele e muitos outros caras que quem curte tecnologia já ouviu falar, como Bill Gates e os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin. Mas antes deles, muita coisa aconteceu. E a parte inicial do livro trata das primeiras máquinas inventadas, incluindo a primeira calculadora.

Fica aqui a dica, eu adorei. :)

Google trabalha em software capaz de criar legendas para fotografias

11 de fevereiro de 2015 0

Resultados de pesquisa já são satisfatórios. Imagem: Reprodução / arxive.org Transformar imagens em palavras até então é um dos grandes desafios daqueles que trabalham com inteligência artificial. Com o grande crescimento de softwares de reconhecimento facial, contudo, já era esperado que os problemas gerais em reconhecimento de imagens genéricas começassem a ser vencidos pelos programadores e pesquisadores da área.

A primeira grande evolução recente foi o reconhecimento de face, usado em câmeras para otimizar o foco. Em seguida, a identificação de sorrisos para fotografias automáticas, e, então, a sugestão de marcação de fotos de amigos a partir do banco de dados do Facebook. O Google, por sua vez, passou a permitir a busca por imagens, mostrando itens que contêm elementos parecidos com a figura original e trazendo todas as vezes que resultados similares apareceram na rede ou repetiram o uso do objeto.

Tudo caminhava para um suposto maior entendimento da tecnologia em relação a fotos, mas daí a fazer com que, em seu primeiro contato com uma fotografia, um software seja capaz de descrever uma cena em palavras usando somente equações de padrões presentes no quadro é uma conquista muito interessante na área. E é nisso que trabalham os pesquisadores do Google atualmente, com resultados já satisfatórios.

A tarefa de legendar fotografias, que toma tanto tempo dos profissionais de imagem em seu trabalho diário, passará a necessitar somente do ajuste fino: algumas correções, a adição de informações extra-quadro e os nomes das pessoas presentes (caso não apareçam seus rostos, porque a probabilidade é que em breve até isso os computadores sejam capazes de fazer sozinhos), além de sutilezas perceptíveis somente a olhos humanos (ainda).

É um pequeno passo que nos separa do sucesso de tal software, sendo que seu funcionamento pleno pode alterar a rotina de redações e agências de notícias no mundo todo. Imagine, no futuro, as imagens saindo já legendadas diretamente da câmera, com as melhores tags de maneira a otimizar resultados em ferramentas de pesquisa. Como fotógrafo e amante de internet, aguardo ansiosamente para testar e trabalhar dessa maneira.

A história nas capas da Folha de S. Paulo

01 de dezembro de 2014 0

Primeira Página - 90 anos de história nas capas mais importantes da FolhaEntre as várias características de um jornal que me fazem adorar essa mídia e ter escolhido o jornalismo como profissão está o caráter histórico. O jornal eterniza os principais acontecimentos do mundo, da cidade, das pessoas que vivem onde ele circula e das personalidades globais. Momentos emblemáticos da trajetória da humanidade estampam capas e se tornam uma fonte de pesquisa para as gerações futuras.

Por causa disso e do quanto eu gosto de história, decidi escrever sobre um livro que não é novo, foi editado em 2011, mas eu só conheci nos últimos dias. A obra Primeira Página chegou ontem na minha casa e eu estou completamente inebriada. O livro conta 90 anos de história por meio de 223 capas da Folha de S. Paulo. Eu comprei através de um projeto interno da RBS e, procurando links para postar aqui, vi que está esgotado na Livraria da Folha. Na Amazon, é possível encomendar para quando – e se – sair uma nova edição. Selecionei três capas e reproduzi no final do post.

Na apresentação, o diretor editorial da Folha, Otavio Frias Filho, fala sobre a escolha dos assuntos que acabam na primeira página do jornal, e dois trechos do texto dele me agradam demais:

“É sobretudo na Primeira Página que o jornalismo interpela a posteridade, apresentando-se como rascunho da história. Daí a gravidade dramática de certas páginas, que percorremos hoje quase como um calafrio, ao trazerem de volta um dia que nos acostumamos a ver como crucial, decisivo, espantoso.”
(…)
“A legitimidade dos jornais se concentra cada vez mais na sua pretensão, ainda quando vã, de imprimir certa ordem ao caos e deduzir, do turbilhão de informações fervilhantes, alguma síntese.¹”

Cada vez mais, o jornal tem esse papel de organizar e selecionar tanta informação, seguindo critérios para decidir o que vai na capa e como dar a ela o impacto que a notícia merece. Pensei muito nisso e na evolução do jornalismo enquanto folheava o livro. No começo, a obra me tocou pelo caráter histórico, que inclui também as mudanças na Língua Portuguesa. A primeira capa da Folha tem escrito no logo Folha da Noite, data de 19 de fevereiro de 1921, um sábado, e informa que no dia seguinte aconteceriam eleições para os representantes dos Estados no Congresso Nacional. Mas amanhã não se escrevia assim, era grafado amanhan. E sábado era sabbado.

Virando a página, encontra-se a edição de segunda-feira, 20 de fevereiro de 1922, com a Semana da Arte Moderna. Um pouco mais adiante, está um momento importante na história do país: a edição de quinta-feira, 7 de setembro de 1922, o dia da Independência do Brasil. Enquanto passava as folhas, eu voltava para as aulas de história na escola e também imaginava o cara que idealizou cada uma dessas capas, que pensou no texto, escolheu a foto, tentando dar àquela primeira página a importância que aquele dia teve no mundo.

A partir da página 173, que exibe a capa da morte de Tancredo Neves (edição de segunda-feira, 22 de abril de 1985), eu me lembro de diversos dos fatos noticiados. E aí o livro ganha outro sabor. Eu consigo voltar no tempo e pensar onde eu estava, como eu recebi determinada notícia e como eu escreveria aquela manchete. A partir disso, é possível enxergar claramente as mudanças pelas quais o jornalismo passou – e segue passando, cada vez mais hoje em dia.

Por ter tanto tempo de história, ter acompanhado – como mostram as capas publicadas no livro – eleição e morte de Getúlio Vargas, ditadura e democracia, guerras pelo mundo, eleições em diversos países e outros fatos marcantes da humanidade e, ainda assim, com um passado bem fundamentado, ser capaz de inovar, se adaptar, mudar com o mundo, é que eu admiro tanto a Folha de S. Paulo.

Esse livro juntou história com jornalismo e com a Folha, eu só podia adorar! Vai para um lugar nobre na estante! :)

Primeira capa da Folha de S. Paulo, publicada no dia 19 de fevereiro de 1921. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 13.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 9 de maio de 1985. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 174.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 9 de maio de 1985. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 174.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 1º de novembro de 1996. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 204.

Primeira página da Folha de S. Paulo de 1º de novembro de 1996. Reproduzida do livro Primeira Página, Publifolha, 2011, página 204.

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¹: Otavio Frias Filho (Primeira Página, 2011, p. 7)

Revista Time escolhe os 27 melhores livros de fotografia de 2014

29 de novembro de 2014 0

Red Hook Editions

Os editores da revista Time reuniram alguns amigos ao redor do mundo, incluindo feras como Martin Parr da agência Magnum e fundadores de grandes editoras de livros, e escolheram os melhores livros de fotografia de 2014. Todos são livros de fotografia, não sobre fotografia e teoria. Fotos no papel, junto com suas histórias, para colocar no bolso, levar consigo e sentir arrepios ao devorar e conhecer um pouco mais dos olhares de quem capturou as imagens.

Conheço alguns dos trabalhos e muitos dos profissionais por trás das 27 obras escolhidas, mas ainda não tive a oportunidade de colocar as mãos em nenhuma delas. O jeito é transformar os selecionados em uma lista de natal perfeita para fotógrafos. :)

"Cérebro digital"

18 de novembro de 2014 0

imageSempre me interessou ler sobre a evolução do corpo humano e, nos últimos tempos, fala-se muito disso em relação à vida digital que levamos atualmente. Uma matéria da edição de ontem de O Globo A Mais trata da leitura na era digital. Pesquisas mostraram que quem lê em papel ainda consegue memorizar melhor a história, especialmente dados de tempo, datas e duração de fatos. Porém, a reportagem informa que já se percebe mudanças no cérebro, que vem se adaptando à leitura em dispositivos digitais.

Isso me lembrou uma reportagem que li há algum tempo, não lembro onde, sobre a forma como o nosso cérebro passou a entender determinados sinais do nosso corpo. A matéria dizia que pessoas muito conectadas já chegaram a achar que o celular vibrou no bolso quando na verdade o que ocorreu foi alguma simples contração do corpo. Ações naturais do nosso corpo que são parecidas com a vibracão de um celular já passam a ser entendidas como vibração pelo cérebro de tanto que a cabeça da pessoa está condicionada ao celular.

Tenho pensado nisso tudo ultimamente. Eu sou uma pessoa muito conectada e acho que tenho conseguido guardar menos informações na minha cabeça ultimamente. Uso cada vez menos papel e caneta e creio que meu cérebro ainda não está pronto para memorizar com qualidade o que eu leio nos meios digitais. A overdose de informações disponíveis, os alertas de e-mails e apps, segundo a matéria de O Globo A Mais, impedem que quem está lendo num meio digital se concentre bem no conteúdo da leitura. Acho que faz todo sentido, mas não sei se consigo reduzir um pouco o digital e voltar para o papel. Tô mais na torcida para que essa adaptação do cérebro chegue logo até mim!

OBS: esse post foi redigido no meu iPad e, enquanto eu o escrevia, chegaram oito notificações de apps diversos. É mesmo difícil focar a mente em uma coisa só! ;)