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Posts com a tag "livro"

Livros para colorir no mundo digital

24 de agosto de 2015 0

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Quando começou a onda dos livros para colorir, eu até pensei em comprar um, porque é uma tarefa que me agrada e também poderia ajudar a dar uma desestressada. Mas acabei imaginando que usaria muito pouco e não comprei.

Ontem à noite, navegando na App Store, vi entre os destaques um app que faz isso. Ele se chama Colorfy. O mundo digital cada vez mais procura ter tudo que o analógico oferece. Baixei o app pra ver como era e fazer o post. Não sei ainda se vou usar, se vou acabar ignorando como fiz com os livros ou se ele vai me fazer perceber que, caso eu queira entrar na brincadeira, o livro físico e uma caixa de lápis de cor seja melhor. Considerando todas as notificações que recebemos nos nossos dispositivos, creio que pintando digitalmente será bem mais difícil desestressar.

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Apple vs Google: a briga que causou uma revolução

28 de julho de 2015 0

O mundo mudou, mas não foi por causa do iPhone, como acreditam os Apple maníacos. Foi por causa da internet. “O que os consumidores mais queriam era levar a internet consigo para onde fossem.” Para isso, Apple e Google passaram a buscar soluções móveis em uma disputa que causa crescimento tecnológico a todos. Smartphones, tablets e o que mais vier são só as consequências disso.

No livro Briga de cachorro grande: como a Apple e o Google foram à briga e começaram uma revolução, de Fred Vogelstein, estão os bastidores do crescimento e do confronto entre duas das maiores empresas do mundo.

Larry Page, CEO do Google, questiona as disputas judiciais, que são parte central na obra. “Deveríamos estar criando coisas maravilhosas que não existem, certo? Ninguém progride sendo negativo. E as coisas mais importantes não envolvem o lucro de um e o prejuízo de outro. Há muitas oportunidades por aí. E podemos utilizar a tecnologia para produzir coisas realmente novas e importantes para melhorar a vida das pessoas.”

O livro mostra a gigantesca diferença entre a cultura das empresas. O Google possui uma postura menos rígida, mais aberta à experimentação por parte de seus colaboradores. Contrata os melhores engenheiros recém saídos das melhores faculdades e os estimula a manter o clima de criatividade dos campi. A Apple é dura, trabalha colocando uns funcionários contra os outros. Ela se vê acima do resto da indústria e acredita que todos querem copiar as tecnologias que usa. “E mesmo quando alguém lhe mostrava que alguma coisa já existia antes, que não havia sido inventada por ele, Jobs continuava acreditando que fora uma invenção da Apple. De nada adiantou mostrar os outros lugares em que o multitoque havia sido usado antes, ou os lugares nos quais a rolagem já era feita com os dedos, ou a expansão do zoom das coisas [com os dedos]; nada daquilo o convenceu.”

Até a forma de fazer dinheiro era diferente: “o negócio da Apple dependia da venda de seus dispositivos por um preço bem superior ao custo de produção e da utilização desse dinheiro para desenvolver novos produtos. A abordagem do Android era o extremo oposto disso. O Google estava prestes a expandir a plataforma sem considerar o custo ou o lucro desses dispositivos. Ganhava dinheiro com publicidade, não com hardware.”

O livro também mostra como a briga entre as empresas modificou o mundo e o mercado, especialmente o de consumo de entretenimento.

“O iPod e o iTunes mudaram a maneira pela qual as pessoas compravam e ouviam música. O iPhone mudou as expectativas das pessoas em relação aos seus celulares. O iPad, no entanto, estava virando pelo avesso cinco indústrias. Estava mudando a forma pela qual os consumidores compravam e liam livros, jornais e revistas. E modificava a maneira pela qual eles assistiam a filmes e à televisão. As receitas desses negócios totalizavam cerca de 250 bilhões de dólares, ou aproximadamente 2% do PIB.”

Ao fim da obra, admiro ainda mais Larry e Sergey por criarem uma plataforma para uso das massas. Nas citações de seus líderes fica clara a defesa por um mundo mais igual, com acesso a tecnologia para todos. Do outro lado, Jobs, cuja personalidade me faz questionar muita coisa, inclusive o quão vilão foi Bill Gates lá na criação do computador pessoal.

Alternando entre acordos firmados e segredos guardados, Briga de cachorro grande mostra muitas das ramificações da história deixadas de lado em outras biografias. O autor questiona não só o passado, mas os papéis desempenhados por Google e Apple no futuro da humanidade e nos seus hábitos de consumo. Enquanto a disputa persistir, tenho a opinião de que seguiremos ganhando.

Gênios, geniosos e altamente capacitados, esses caras me inspiram a crescer e a trabalhar mais pesado a cada livro que leio sobre eles.

Leitura recomendada!

Mário de Andrade e a cultura brasileira em e-book

18 de julho de 2015 0

imageEu assinei O Globo digital especialmente por causa do Globo A Mais. Adorava aquela revista especial para tablet que circulava no fim do dia. Infelizmente, ela acabou, e eu escrevi sobre aqui no Spot. No post, conto que o pessoal d’O Globo prometia novidades. Não foi por isso que decidi manter minha assinatura, mas porque acabei me acostumando a ler O Globo com mais frequência. Eu sempre gostei desse jornal, mas antes de fazer a assinatura digital, lia raramente.

O tempo foi passando e, dia desses, recebi um e-mail dizendo que, por ser assinante, eu poderia baixar gratuitamente um e-book sobre o poeta Mário de Andrade. A obra “Missão Mário de Andrade – Uma viagem sobre a cultura popular” é resultado de uma apuração de 10 dias do repórter Guilherme Freitas e do fotógrafo Custódio Coimbra por cinco cidades que fizeram parte do projeto Missão de Pesquisas Folclóricas, coordenado pelo poeta. Ele queria registrar músicas, danças, festas e rituais, porque temia que um dia acabassem. Os jornalistas d’O Globo constataram que, graças a ativistas como artistas e pesquisadores, o temor do escritor não se confirmou.

Em textos e fotos, o e-book celebra o escritor homenageado na Festa Literária de Paraty (Flip) deste ano e oferece um retrato de parte do Brasil. Eu não li todos os textos ainda, mas a primeira olhada pelo livro foi empolgante. Trata-se de uma reportagem muito bem feita sobre um autor consagrado. Não tem como não me agradar!

Quem não assina O Globo pode comprar o e-book nas principais livrarias digitais, incluindo iBookstore, Google Play e Amazon.

A seguir, um trecho:

“Aos 96 anos, Senhorinha Freire vive hoje no Recife, em um pequeno prédio no bairro de Boa Viagem cercado de arranha-céus que projetam sombras sobre a praia. Numa segunda-feira de maio, sentada numa cadeira de balanço, ela se divertiu com as lembranças do encontro com a Missão, 77 anos antes. Cantou de cor duas músicas gravadas naqueles dias de 1938, “Oh roseira” e “Mandei cortar capim”, e muitas outras ao longo de uma hora de conversa, marcando o ritmo com batidas suaves do pé direito enquanto sua filha Leninha a acompanhava no violão”.¹

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¹ O Globo (Missão Mário de Andrade, Infoglobo, 2015)

A biografia de Jeff Bezos

27 de maio de 2015 0

imageTerminei recentemente a biografia de Jeff Bezos, da Amazon, A Loja de Tudo. Tinha e sigo tendo uma curiosidade grande a respeito de Bezos por três motivos:

1. Ele comprou o Washington Post (escrevi sobre isso aqui no Spot).

2. A Amazon me surpreende positivamente com muita frequência. Costumo brincar que o algoritmo do site ainda me levará à falência, tamanho o acerto nos livros que me recomenda. É mesmo impressionante. Eu leio muito sobre cookies, bolhas algorítmicas, buscas direcionadas do Google e o EdgeRank do facebook, mas como a Amazon não tem. Eles realmente sabem como usar a loja e a tecnologia a seu favor. O livro explica isso um pouco, mas eu fiquei com vontade de ler mais sobre na obra.

3. O Bezos é um vencedor, um gênio, um cara que sonha grande, enxerga lá na frente, muda o mundo. E esses caras sempre despertam em mim uma vontade grande de aprender com eles. O cara construiu uma loja incrível e segue tendo ideias legais.

Bem, então eu fui ler o livro e descobri também que o Bezos exagera em muitos momentos. A determinação e o nível de exigência dele resultam em funcionários mal tratados em diversas ocasiões. Nada justifica isso. Mas deixando de lado a personalidade difícil do fundador, dá pra tirar lições de decisões tomadas por ele ou por outras pessoas da Amazon.

Pra quem gosta de tecnologia e inovação, a dica é certeira. Reproduzo a seguir a opinião do CEO do Google sobre Bezos, publicada no livro. Boa leitura! :)

“Para mim, a Amazon é a história de um fundador brilhante que promoveu pessoalmente a concretização de sua visão”, diz Eric Schmidt, presidente executivo do Google, concorrente declarado da Amazon, mas também membro do Amazon Prime, seu serviço de entrega em dois dias.

Computadores, humanos e um filme de Kubrick

28 de abril de 2015 0

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Tá, o Spot não é um blog que trata de cinema. Mas é um blog que trata de tecnologia e computadores. Por isso, resolvi escrever aqui sobre o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço. No final do livro Os Inovadores: Uma Biografia da Revolução Digital, sobre o qual eu escrevi no post anterior, Walter Isaacson fala do longa de Stanley Kubrick. Desde os primórdios das pesquisas para construir máquinas, inovadores conversavam sobre inteligência artificial e computadores que seriam mais inteligentes que seres humanos.

Nesse contexto, Isaacson lembra o filme. Pra não perder o clima, baixei no iTunes e assisti logo depois de terminar o livro. Gravado em 1968, conta a história do Hal 9000, o computador que domina os astronautas. Paro por aqui sobre o enredo, porque contar filme não, né!

Muita coisa já foi inventada desde que a revolução digital começou, mas eu não acredito em máquinas que não sejam programadas e dependentes dos homens. No livro, muito se discute sobre o quanto um pode ajudar o outro e, na minha opinião, é por aí. Acho, e já escrevi aqui no Spot, que somos privilegiados por viver uma época de tantas mudanças. Não tenho dúvidas de que a computação e a internet facilitam e melhoram as nossas vidas. A questão é o quanto usá-los e o que fazer com eles, decisões que valem também para muitas outras coisas relacionadas ao nosso dia a dia. Tudo que é exagerado faz mal! :)

Livro sobre a história dos computadores e da internet

27 de abril de 2015 0

imageAcabei no fim de semana o livro Os Inovadores – Uma Biografia da Revolução Digital. A obra foi escrita por Walter Isaacson, o cara que escreveu a biografia de Steve Jobs. Ele conta, no início do livro, que parou de escrevê-lo por um tempo para se dedicar à história de Jobs. Depois, retomou.

Jobs, é claro, está na obra. Ele e muitos outros caras que quem curte tecnologia já ouviu falar, como Bill Gates e os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin. Mas antes deles, muita coisa aconteceu. E a parte inicial do livro trata das primeiras máquinas inventadas, incluindo a primeira calculadora.

Fica aqui a dica, eu adorei. :)

Livro curtinho sobre Steve Jobs

14 de abril de 2015 0

imageLi na noite desta segunda-feira o livro “Steve Jobs em 250 frases“. É bem curtinho, no app do Kindle, pouco mais de 700 posições (168 páginas, segundo o site da Amazon).

Mesmo pra quem já leu a biografia, viu os conhecidos vídeos do discurso em Stanford e do lançamento do iPhone e navega na web em busca de infos sobre Jobs o livro tem frases inéditas. A maior parte eu conhecia, mas tem citações que eu nunca tinha lido e grifei.

As declarações são divididas por temas, como liderança e negócios, por exemplo, o que ajuda na leitura se alguém procura algo bem específico sobre o fundador da Apple. É mais uma forma de tentar entender a mente de um dos caras que mudou o mundo e se inspirar no que você acha que pode lhe ajudar. :)

Revista Time escolhe os 27 melhores livros de fotografia de 2014

29 de novembro de 2014 0

Red Hook Editions

Os editores da revista Time reuniram alguns amigos ao redor do mundo, incluindo feras como Martin Parr da agência Magnum e fundadores de grandes editoras de livros, e escolheram os melhores livros de fotografia de 2014. Todos são livros de fotografia, não sobre fotografia e teoria. Fotos no papel, junto com suas histórias, para colocar no bolso, levar consigo e sentir arrepios ao devorar e conhecer um pouco mais dos olhares de quem capturou as imagens.

Conheço alguns dos trabalhos e muitos dos profissionais por trás das 27 obras escolhidas, mas ainda não tive a oportunidade de colocar as mãos em nenhuma delas. O jeito é transformar os selecionados em uma lista de natal perfeita para fotógrafos. :)

Afinal, a Amazon ajuda ou atrapalha o mercado de livros?

24 de novembro de 2014 0

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As opiniões são contraditórias quando tratam da gigante dos livros Amazon, que estreou na venda de livros físicos no Brasil há três meses, e sua influência no mercado.

Apesar de ter um papel importante na explosão de livros autopublicados, que representam 30% dos livros mais vendidos em sua loja virtual, os questionamentos acerca da concorrência predatória praticada pela empresa causam o medo de que pequenas e médias livrarias sejam engolidas e desapareçam na disputa.

Sendo usuário do Kindle, o leitor de livros da Amazon, e cliente da loja de livros físicos, admito que nunca tive tantos títulos baratos a um clique de distância – e frequentemente com frete grátis. O sistema de classificação da Amazon e a qualidade de sua pesquisa fazem frente a qualquer concorrente no mundo. Seja por título, por autor, por preço ou por categoria de interesse, a precisão da busca só não impressiona mais do que as indicações baseadas nos gostos do usuário.

Segundo o livro O Filtro Invisível, O Que a Internet Está Escondendo de Você, de Eli Parisier, desde que a Amazon foi lançada, em 1995, ela foi uma livraria que já vinha personalizada, imitando o tempo do pequeno livreiro que nos conhecia tão bem a ponto de saber que tipo de livros gostaríamos. Isto se dá através do algoritmo retroalimentado: cada busca feita, livro concluído ou livro deixado para ser lido depois importa no entendimento da loja, que se molda a partir do seu gosto e comportamento. Basicamente, a Amazon “vende bilhões de dólares em produtos prevendo o que cada cliente procura e colocando esses produtos na página principal de sua loja virtual”.

Se a experiência, a variedade e o preço são melhores do que o que as livrarias podem oferecer, devemos culpar a Amazon, as livrarias ou os governos por possíveis compressões no mercado? Mais, os clientes devem se preocupar em mudar sua maneira de fazer compras? É correto limitar as facilidades que a população possui para adquirir livros, portanto, conhecimento?

Eu gostaria de ver um incentivo a autores, editoras e livrarias, redução nos impostos, enfim, melhorias que fizessem com que os pequenos pudessem alcançar a casa das pessoas tanto quanto os grandes – e não a criação de empecilhos para quem está liderando o mercado. O país só tem a ganhar se cada pessoa, tendo a facilidade de comprar através da internet ou não, puder carregar um livro consigo enquanto usa o transporte público para chegar ao seu local de trabalho ou estudo.