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Posts com a tag "pesquisa"

Selfie mata mais do que tubarão

23 de setembro de 2015 0
Foto: Christophe Simon / AFP

Foto: Christophe Simon / AFP

Vi no Link, um blog do Estadão que acompanho, a divulgação de uma pesquisa apontando que, neste ano, mais pessoas morreram fazendo selfie do que por ataque de tubarão (12 a 8). Desde o início da febre de fazer selfies penso que é uma prática sempre muito próxima do exagero. Temos exemplos diversos do quanto o povo passa do limite quando a ideia é garantir a sua imagem em algum lugar sem pedir ajuda pra alguém.

Já se falou sobre selfies em lugares inapropriados (velórios inclusos) e sobre as pessoas não aproveitarem um show ou um passeio, por exemplo, porque passam o tempo todo fazendo fotos, até conseguirem uma que acreditem estar legal para compartilhar. O Diogo escreveu sobre a invasão das selfies aqui no Spot no ano passado. No verão, chegou a febre do pau de selfie e, de tempos em tempos, uma dessas imagens acaba se tornando assunto. Mas, dessa vez, fui surpreendida. Talvez não apenas por ler que as pessoas morrem fazendo selfie, porque isso já foi noticiado, mas pelo comparativo.

Sabemos que ataque de tubarão não está entre as causas de morte mais comuns, claro, mas acho que a pesquisa da Mashable escolheu um bom tema para atrair o clique das pessoas mesmo com tanta informação na internet. Espero que ler sobre os riscos dessas fotos chame a atenção também para os exageros que as pessoas cometem. :)

20 anos da Folha na web

09 de julho de 2015 0

imageA Folha de S. Paulo celebra hoje 20 anos de noticiário na internet. Em 9 de julho de 1995, entrou no ar a FolhaWeb. A reportagem que conta parte da história online do jornal, publicada na edição impressa de ontem, informa que o mundo online era algo tão novo, que a matéria que apresentava a FolhaWeb tinha o texto “entenda o que é a internet”. A rede mundial de computadores tinha começado a funcionar de modo comercial dois meses antes.

Sou uma grande admiradora da Folha. Acho um jornal classudo, de credibilidade e inovador, tanto em projeto gráfico quanto em títulos criativos e pautas diferentes. Sobre a internet, bom, aí já começamos a falar da Folha lembrando que foi o primeiro site de jornal a cobrar por conteúdo. Acredito que o pagamento dá mais valor ao trabalho feito por empresas de comunicação sérias. Sou assinante digital da Folha há mais de um ano e, graças à internet, posso ler no iPad a edição do dia. Durante muito tempo, só pude ler a Folha quando viajava para o centro do país. A internet derruba barreiras.

A rede mundial de computadores é o assunto do caderno Tec da Folha nesta semana. Uma linha do tempo se espalha pelas páginas e há muitos dados de conectividade. Apenas uma página é dedicada aos 20 anos da Folha na internet. A maior parte do caderno tem dados bastante atuais sobre quem acessa o que na rede. Eles são resultado de uma pesquisa do Datafolha realizada em junho deste ano. Ela mostra, por exemplo, que 78% dos jovens entre 16 e 24 anos têm um smartphone ou vivem em um lar com um. E conta que alguns deles nem precisam mais de computador, fazem tudo no celular.

Seja no papel, nos sites, no mobile, a crença da Folha é a mesma que a minha: devemos entregar conteúdo relevante, seja na plataforma que for. Foi assim, inclusive, que me apresentei, no primeiro post do Spot.

Parabéns, Folha, pelos 20 anos na web. Tenho certeza que seguirei me inspirando!

Atualização do Instagram promete mudar o futuro da rede social

29 de junho de 2015 0

Screenshot_2015-06-28-22-40-33A última atualização do Instagram promete mudar o futuro da rede social, apesar de não alterar em nada a captura ou o compartilhamento de fotos. Com aproximadamente 70 milhões de fotos postadas por dia, uma melhoria na busca que organiza melhor todo esse conteúdo é a aposta da equipe do aplicativo.

Com as mudanças, os usuários poderão ver as imagens mais recentes e as mais populares para cada hashtag. Uma nova guia permitirá encontrar locais e eventos em alta ao redor do mundo, para que você fique por dentro de grandes acontecimentos.

Uma nova seção também apresentará conteúdo de assuntos variados escolhidos a dedo, baseados em usuários – melhores fotógrafos de esportes radicais – ou em interesses – melhores fotos de pontes à noite, por exemplo.

As atualizações deixam o Instagram um passo mais próximo do Twitter na organização de conteúdo, usando não só o número de curtidas, mas a quantidade crescente de pessoas falando sobre algo para classificar isso como mais interessante – trending.

Só que, por enquanto, os únicos a terem acesso a todo o potencial do novo Instagram são os americanos. Ainda não há previsão para as novas seções serem liberadas em outras partes do mundo, que têm que se contentar somente com as mudanças na busca.

Uma mensagem na Google Play Store brasileira diz:

Embora a guia Explore reformulada esteja disponível apenas nos EUA no momento, a busca também foi melhorada para todos.

Agora você pode:

*Pesquisar por localização: encontre publicações marcadas especificamente com o nome de um lugar.

*Pesquisar todas as publicações: faça uma busca rápida e avançada por nome de usuário, nome, hashtag ou localização.

Para testar as melhorias é só clicar na aba de pesquisas, que abre as opções de busca nas modalidades principais, pessoas, marcadores ou locais. Recomendo pesquisar o nome de um lugar para onde você pretenda viajar: sempre há chance de encontrar alguma nova programação para adicionar ao passeio.

E que chegue logo a nossa vez, Instagram!

Se você me deu parabéns pelo Facebook, fez parte de uma pesquisa

05 de junho de 2015 1

5 de junho, data do meu aniversário. Um dos melhores momentos para se testar a bolha do Facebook.

Como minhas configurações de privacidade fazem com que seja proibido postar na minha linha do tempo e com que a marcação de fotos precise passar por minha aprovação, as pessoas que resolvem me dar os parabéns pela rede social tendem a fazer através de mensagens, que é o caminho mais fácil. No caso de usuários mobile, através do aplicativo do Messenger.

Dos 40 que me parabenizaram através do sistema de mensagens da rede do Zuckerberg, só 9 aparecem com o aviso “convidar para o Messenger” no topo da conversa, ou seja, menos de um quarto das pessoas que falaram comigo não têm o aplicativo instalado com seu login registrado em nenhum dispositivo móvel.

O que mais me interessa, contudo, é ver o quanto um comportamento atípico como a conversa de 40 pessoas que normalmente não interagem comigo pelo Messenger bagunçaria as postagens que aparecem no meu feed.

A resposta é zero. Nenhuma das pessoas que me parabenizou pela data, independentemente do tamanho da interação (conversa engajada ao invés de simples pergunta/resposta), passou a ter destaque na linha do tempo. A prioridade que um evento como aniversário tem me colocou em evidência para minha lista de contatos, mas mesmo as pessoas que responderam a esse estímulo para interagir comigo seguiram inexistentes nas atualizações dos últimos eventos.

O que isso me diz? Talvez não muito além de que o filtro da rede prioriza, pelo menos instantaneamente,  pessoas com quem você interage com suas postagens, seja curtindo, comentando ou compartilhando, ao invés de pessoas com quem você se comunica diretamente pelo bate-papo. Acabou o dia, mas valeu pra ter um pouquinho mais de conhecimento do algoritmo do Facebook com uma pesquisa prática e rápida. :)

Google trabalha em software capaz de criar legendas para fotografias

11 de fevereiro de 2015 0

Resultados de pesquisa já são satisfatórios. Imagem: Reprodução / arxive.org Transformar imagens em palavras até então é um dos grandes desafios daqueles que trabalham com inteligência artificial. Com o grande crescimento de softwares de reconhecimento facial, contudo, já era esperado que os problemas gerais em reconhecimento de imagens genéricas começassem a ser vencidos pelos programadores e pesquisadores da área.

A primeira grande evolução recente foi o reconhecimento de face, usado em câmeras para otimizar o foco. Em seguida, a identificação de sorrisos para fotografias automáticas, e, então, a sugestão de marcação de fotos de amigos a partir do banco de dados do Facebook. O Google, por sua vez, passou a permitir a busca por imagens, mostrando itens que contêm elementos parecidos com a figura original e trazendo todas as vezes que resultados similares apareceram na rede ou repetiram o uso do objeto.

Tudo caminhava para um suposto maior entendimento da tecnologia em relação a fotos, mas daí a fazer com que, em seu primeiro contato com uma fotografia, um software seja capaz de descrever uma cena em palavras usando somente equações de padrões presentes no quadro é uma conquista muito interessante na área. E é nisso que trabalham os pesquisadores do Google atualmente, com resultados já satisfatórios.

A tarefa de legendar fotografias, que toma tanto tempo dos profissionais de imagem em seu trabalho diário, passará a necessitar somente do ajuste fino: algumas correções, a adição de informações extra-quadro e os nomes das pessoas presentes (caso não apareçam seus rostos, porque a probabilidade é que em breve até isso os computadores sejam capazes de fazer sozinhos), além de sutilezas perceptíveis somente a olhos humanos (ainda).

É um pequeno passo que nos separa do sucesso de tal software, sendo que seu funcionamento pleno pode alterar a rotina de redações e agências de notícias no mundo todo. Imagine, no futuro, as imagens saindo já legendadas diretamente da câmera, com as melhores tags de maneira a otimizar resultados em ferramentas de pesquisa. Como fotógrafo e amante de internet, aguardo ansiosamente para testar e trabalhar dessa maneira.

Afinal, a Amazon ajuda ou atrapalha o mercado de livros?

24 de novembro de 2014 0

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As opiniões são contraditórias quando tratam da gigante dos livros Amazon, que estreou na venda de livros físicos no Brasil há três meses, e sua influência no mercado.

Apesar de ter um papel importante na explosão de livros autopublicados, que representam 30% dos livros mais vendidos em sua loja virtual, os questionamentos acerca da concorrência predatória praticada pela empresa causam o medo de que pequenas e médias livrarias sejam engolidas e desapareçam na disputa.

Sendo usuário do Kindle, o leitor de livros da Amazon, e cliente da loja de livros físicos, admito que nunca tive tantos títulos baratos a um clique de distância – e frequentemente com frete grátis. O sistema de classificação da Amazon e a qualidade de sua pesquisa fazem frente a qualquer concorrente no mundo. Seja por título, por autor, por preço ou por categoria de interesse, a precisão da busca só não impressiona mais do que as indicações baseadas nos gostos do usuário.

Segundo o livro O Filtro Invisível, O Que a Internet Está Escondendo de Você, de Eli Parisier, desde que a Amazon foi lançada, em 1995, ela foi uma livraria que já vinha personalizada, imitando o tempo do pequeno livreiro que nos conhecia tão bem a ponto de saber que tipo de livros gostaríamos. Isto se dá através do algoritmo retroalimentado: cada busca feita, livro concluído ou livro deixado para ser lido depois importa no entendimento da loja, que se molda a partir do seu gosto e comportamento. Basicamente, a Amazon “vende bilhões de dólares em produtos prevendo o que cada cliente procura e colocando esses produtos na página principal de sua loja virtual”.

Se a experiência, a variedade e o preço são melhores do que o que as livrarias podem oferecer, devemos culpar a Amazon, as livrarias ou os governos por possíveis compressões no mercado? Mais, os clientes devem se preocupar em mudar sua maneira de fazer compras? É correto limitar as facilidades que a população possui para adquirir livros, portanto, conhecimento?

Eu gostaria de ver um incentivo a autores, editoras e livrarias, redução nos impostos, enfim, melhorias que fizessem com que os pequenos pudessem alcançar a casa das pessoas tanto quanto os grandes – e não a criação de empecilhos para quem está liderando o mercado. O país só tem a ganhar se cada pessoa, tendo a facilidade de comprar através da internet ou não, puder carregar um livro consigo enquanto usa o transporte público para chegar ao seu local de trabalho ou estudo.

Google, facebook e a vida vigiada

21 de novembro de 2014 0

googleNum dia desta semana, caiu na minha timeline no facebook uma matéria da revista Exame que dizia: Como descobrir o que o Google sabe de você. Eu cliquei e confesso que o algoritmo da mega empresa de busca é melhor do que eu pensava. Eles acertam mesmo o que eu gosto, até o tipo de estilo de música dentro do rock.

Mas, enfim, o que importa é que a matéria me fez pensar nos algoritmos que estão ao lado de quem navega na internet e nas redes socias (praticamente todo mundo). Se você navegar logado na conta do Google (o que eu costumo fazer), ele vai capturar dados de sites em que você entrou, produtos que pesquisou e pessoas com quem se relacionou. São informações que valem muito no mercado de anúncios direcionados. Em um mundo cheio de opções como é a internet, oferecer o produto certo para o cara certo é o caminho.

Navegando no facebook, a situação é exatamente a mesma. O algoritmo da rede de Mark Zuckerberg está acompanhando as suas atividades e considerando o que você mais “gosta” com base em quantidade de interações com aquele perfil ou aquela fan page. E tudo termina, novamente, em anúncio direcionado.

Há quem questione isso, diga que é invasão de privacidade, que os algoritmos vão longe demais capturando a nossa vida. Eu não sou dessa turma. Isso não é feito escondido. Se você se logar e concordar com os termos de uso (alguém lê antes de clicar informando que aceita?), dá autorização a eles para guardar dados de navegação, portanto não tem invasão alguma aí, você permitiu. Agora, os anúncios direcionados e o direcionamento inclusive dos resultados da busca orgânica do Google a partir do que eu “gosto” me incomodam. No livro O Filtro Invisível: O que a Internet Está Escondendo de Você, tem uma boa discussão sobre a bolha a que somos colocados quando só nos mostram assuntos relacionados a temas que gostamos ou, por algum motivo, pesquisamos sobre.

Acho que os algoritmos nos aprisionam e é importante sair deles. Algumas coisas bem básicas já me fazem ter uma ideia de que estou conseguindo furar a bolha. Uma delas é organizar o feed de notícias do facebook pelas histórias mais recentes. Ainda assim não é 100% de exibição das atualizações que seguimos – como acontece com o twitter -, tem filtro, mas ele é menor do que o das “principais histórias”, como o facebook chama a lista que te oferece a partir do teu engajamento (mais curtidas, comentários ou compartilhamentos em determinados perfis ou fan pages).Outra é entrar nas homes de sites que eu gosto e procurar o que a internet está oferecendo a todos. Se nos limitarmos a buscar tudo pelo Google, ele vai nos colocar no caminho que acredita que vamos gostar mais, ou seja, nos dar mais do que estamos acostumados a consumir. E a surpresa, a novidade e os assuntos que a gente não conhece ficam para trás, o que é uma pena, porque temos um mundo enorme a descobrir. :)