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Posts com a tag "política"

Instagram com fotos de crianças refugiadas

12 de setembro de 2015 0

O polêmico caso do menino Aylan, refugiado sírio encontrado morto em uma praia turca, criou muitos debates sobre a publicação de fotografias de crianças em situações extremas. Eu já me posicionei aqui no blog contra imagens que revelam morte de maneira explícita, pois acredito que há muitas outras maneiras de comunicar: o que falta é sabermos enxergar a importância dos tantos documentos que informam, sim, sem chocar.

Um dos trabalhos que mais chama a minha atenção neste sentido é a conta de Instagram @everydayrefugees. Nela, é possível encontrar fotos de crianças refugiadas ao redor do mundo. Muitas das fotos são feitas pelo fotógrafo chefe da agência AP no Paquistão, Muhammed Muheisen, que também é um de meus fotógrafos preferidos.

O problema de refugiados é muito maior do que o problema na Síria, ele é de ordem mundial. Aqueles que conseguem fugir de seus países e passam a reconstruir suas vidas em novos lares possuem muitas necessidades básicas que também deveriam incomodar e pressionar as autoridades por mudanças em suas políticas para refugiados. As meninas e os meninos nessa situação devem ser protegidos, afinal, se não olharmos por nossas crianças, por quem faremos isso?

 

Fotos inéditas do 11/9 na Casa Branca são reveladas

25 de julho de 2015 0
Foto: David Bohrer, The U.S. National Archive

Foto: David Bohrer, The U.S. National Archive

Devido a um requerimento baseado no Freedom of Information Act, a lei americana de liberdade de informação, uma coleção de imagens inéditas do fotógrafo do então vice-presidente Dick Cheney foi liberada a público. O material de David Bohrer faz parte do arquivo nacional e mostra o staff do ex-presidente George W. Bush reunido na Casa Branca no dia do atentado às torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

O que me chama a atenção são as expressões, claro, e o enquadramento que compõe bem os vários elementos da cena mesmo na adrenalina do momento. Imagino o que passava na cabeça do fotógrafo, que com certeza já entendia a importância de registrar o que viria a ser os bastidores de um marco na história do país e do mundo.

A galeria completa pode ser vista no Flickr do The U.S. National Archive.

Foto: David Bohrer, The U.S. National Archive

Foto: David Bohrer, The U.S. National Archive

Você consegue resolver esse simples problema de lógica?

04 de julho de 2015 0

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2, 4, 8. Qual é a regra desta sequência? Com um simples problema de lógica, organizado em forma de game, o The New York Times oferece uma análise de escolhas políticas e econômicas da administração Obama nos Estados Unidos.

A introdução do jogo diz:

Criamos uma regra que algumas sequências de três números cumprem – e outras não. O seu trabalho é adivinhar que regra é essa.

Começaremos afirmando que a sequência 2, 4, 8 obedece a regra.

Agora é sua vez de colocar os números nos espaços, e diremos se eles satisfazem a regra ou não. Você pode testar quantas sequências quiser.

O objetivo do teste é provar que somente 9% das pessoas têm um comportamento específico, que é o que explica algumas questões políticas, e eu me encaixo nesse grupo.

Sempre adorei probleminhas do tipo, desde que o barbeiro onde ia quando pequeno oferecia quebra-cabeças mentais, charadas e outras brincadeiras para passar o tempo – lembro de alguns como uma folha com o desenho de um estacionamento lotado que tinha como regra um número de movimentos limitados para tirar um carro de lá ou aquelas argolas curvadas entrelaçadas, que poderiam ser separadas ao se pensar fora da caixa.

Espero que se divirtam com a pequena nerdisse, que combina um design legal com um assunto mais pesado. Achei bem tri a ideia. O jogo é em inglês.

Uber, o aplicativo mais odiado do mundo

01 de julho de 2015 11

Na França, os protestos contra o aplicativo tornaram-se violentos. Foto: Thomas Oliva/AFP

Estamos cercados deles, os aplicativos. Seja para organizar finanças, ler e-mails, escutar música, ler jornais e revistas, dar uma espiada nas fotos dos amigos ou baixar ainda mais apps, eles estão em todos os lugares e facilitam, realmente, nossa interação com o universo digital.

E qual, entre os tantos existentes, seria o aplicativo mais odiado do mundo?

Aparentemente, a resposta é o Uber. O app criado pela startup americana homônima gera polêmica desde seu lançamento em 2009. O Uber oferece o serviço de aluguel de transporte, exatamente como um táxi, com a diferença de que quem está atrás do volante não precisa ser taxista ou ter qualquer certificação ou capacidade comprovada, somente é pedido que faça um cadastro. O motorista não recebe diretamente do passageiro, mas através da empresa, que calcula o valor a partir da distância e do tempo da corrida.

Em funcionamento desde o ano passado no Brasil, o serviço sofre pressão contrária de taxistas e empresas licenciadas de transportes no mundo todo. Ontem, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a lei que proíbe o uso do aplicativo na cidade. Uma segunda votação deve ocorrer em agosto, antes de a proposta ir para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

Minha primeira impressão ao ler a notícia foi entrar na defensiva: se começarem a proibir aplicativos sem critérios claros, podemos ver uma censura surgir. Contudo, nesse caso específico, acho que a proibição é válida. Se o Uber vai entrar em um mercado, que sofra as mesmas taxações e cobranças que os que já ocupam esse espaço. Caso contrário, é concorrência desleal com quem paga preços caríssimos por licenças.

Em um cenário ideal, poderíamos sair da discussão com uma baixa nos preços dos serviços de táxi e um aplicativo que exige melhores qualificações dos motoristas, assume maiores responsabilidades por qualquer problema e paga impostos como as outras empresas do ramo. Veremos.

Europa pode proibir uso de fotos de lugares públicos

22 de junho de 2015 0

Em 9 de julho de 2015, o Parlamento da União Europeia vota a revogação da lei da Liberdade de Panorama (Freedom of Panorama), também conhecida por FoP. Ela regula o uso de fotografias de ambientes públicos na Europa, permitindo que apareçam obras e prédios protegidos por direitos autorais.

O que isso quer dizer? Que se essa lei for revogada e você for a Londres, nada de postar fotos da London Eye, a roda gigante mais famosa do mundo. Só que não é o impacto no álbum de fotos dos turistas que me preocupa, mas a preservação da cultura e do conhecimento presentes no ambiente digital.

Projeção de como ficariam as fotos do London Eye com a revogação da Liberdade de Panorama. Por Khan Tran/Wikimedia Commons

Sem a Liberdade de Panorama, obras de arte, esculturas e estátuas não terão mais fotos disponíveis em sites como Wikipedia, projetos arquitetônicos elaborados serão pixelizados ou riscados de fotografias e o Google Street View deixará de mostrar prédios e pontos turísticos, só para citar alguns dos impactos. Em suma, todo o conhecimento disponibilizado através de imagens terá de ser removido da internet se não houver a compra direta de direitos de uso dos detentores do copyright daquilo que aparece no enquadramento.

Mesmo com a legislação atual, cada país pode criar exceções à liberdade, como o Reino Unido, que não permite que se use comercialmente imagens de alguns lugares, ou a França, que proíbe totalmente a reprodução de obras em ambiente público.

Eu sou contra a revogação da lei. Parece-me um retrocesso no acesso à informação, um gasto desnecessário de energia para fazer com que se cumpra a regra e um ataque direto à indústria do turismo, que injeta dinheiro nesses países mesmo nos momentos em que eles estão mal economicamente. Vamos torcer para que a liberdade permaneça.

Estátua do Sir Simon Milton em Paddington Basin, por Jim Linwood/Wikimedia Commons

Projeção de como ficariam as fotos da estátua do Sir Simon Milton em Paddington Basin caso a lei fosse revogada. Por Jim Linwood/Wikimedia Commons

Agência AP escolhe suas melhores fotos do ano de 2014

05 de dezembro de 2014 0

A agência de notícias Associated Press, a AP, está entre as grandes do mundo. Jornalismo diário, esportes, entretenimento: tudo é coberto pelos seus contribuintes fotojornalistas ao redor do globo, incluindo muitos dos mais premiados profissionais da indústria.

Todos os anos é feita uma seleção das fotografias mais marcantes, que contam o ano por si. As 150 imagens que representam 2014 foram escolhidas pelo diretor de fotografia Santiago Lyon e pelo diretor adjunto de fotografia Denis Paquin.

>>> Atenção: parte do material disponibilizado nos links pode ser considerado muito violento para certas audiências. Recomendamos especialmente que crianças e pessoas sensíveis a cenas de violência não vejam as fotos. <<<

No blog da AP você pode ver uma seleção menor das fotografias, enquanto aqui estão todas as 150 fotos escolhidas.

Meu pitaco sobre: é notável a predominância de imagens de esporte, que é uma das maiores fontes de renda das agências. A abrangência das modalidades e eventos acaba comprimida na seleção, que prioriza os eventos com mais nome – como a Copa do Mundo FIFA, os Jogos Olímpicos de Sochi e o Super Bowl. Entre os temas que mais aparecem fora do esporte, estão o conflito Israel-Palestina, com muitas imagens de violência; política, especialmente focada em Obama e sua família, mas há até uma foto de Dilma Rousseff em um restaurante popular no Rio; conflitos no Iraque; protestos, do Peru à Ucrânia; e retratos de celebridades que faleceram durante o ano, como Robin Williams.

As duas fotos que mais me marcam na seleção aparecem tanto no site – fotos número 63 e 93 na galeria - quanto no blog: o sargento que recebe uma medalha de honra, retratado com sua mão prostética ao peito (foto de Ted S Warren), e a imagem do soldado africano que se prepara para esmagar com uma pedra a cabeça de um possível miliciano de grupo contrário, já falecido (foto de Jerome Delay).

Sobre eleições, facebook e (a falta de) conhecimento

30 de outubro de 2014 3
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Foto: Jonas Ramos / Agência RBS

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Para deixar bem claro: eu sou e sempre serei totalmente a favor da liberdade de expressão. Irrestrita. Para jornalistas (meu caso) ou não. Falada, escrita, da forma que for. Dito isso, meu post começa.

As críticas às redes sociais – hoje mais fortes ao facebook, que é a que mais tem usuários ativos – sempre me colocaram a pensar. Frases como “ninguém lê mais”, “ninguém sabe escrever” eram resultado do tempo que as pessoas passaram a ficar nas redes sociais. Sempre achei uma generalização errada – como costumam ser as generalizações. Acho que as redes sociais oferecem muitos benefícios e como tudo têm os dois lados, basta decidir como serão usadas, com qual finalidade e por quanto tempo. Quem nunca se interessou em ler um livro não o leria também se não existisse o facebook. Ou o twitter, ou o orkut, quando estava no ar.

Mas nas eleições deste ano – especialmente no segundo turno – ficou feio. Muito feio. Fiquei assustada com muita coisa que eu li de pessoas de ambos os lados, contrárias a Aécio e a Dilma. De novo: todo mundo tem o direito de se manifestar, mas falar de política, de condução da economia, de direita ou esquerda, de como será o país com esse ou aquele governo não é assim. Tem que ter estudado, lido muito – e aqui é ler livros mesmo -, conhecido esse mundo a fundo.

Pela primeira vez, achei que o facebook se tornou uma ferramenta nociva – e não por culpa dele, mas de quem o usa para descarregar tudo que o incomoda. Nos últimos dias, a rede se transformou num depósito de ódio, raiva, preconceito e, principalmente, muita bobagem. Mas bobagens das feias, teses sem sentido de pessoas que não tinham a menor ideia do que estavam dizendo. Amizades ficaram estremecidas ou foram desfeitas e a rede se tornou um lugar ruim de estar.

Acho uma pena que quando todos têm um espaço que repercute – as redes sociais – para discutir e opinar, o que é legítimo e necessário, se percam em debates sem inteligência, conhecimento e bons argumentos.

O planejamento de uma cobertura política

27 de outubro de 2014 0

2014-10-26 20.22.46

Eleição é um assunto muito delicado no jornalismo. Para se ter noção, todas as fotos devem receber o mesmo destaque, cada candidato deve ter o mesmo espaço no papel e o mesmo espaço e tempo no site.

Para a edição impressa do Pioneiro desta segunda-feira, tínhamos o esqueleto do jornal pronto antes das 17 horas. Isso sempre pode mudar de acordo com os acontecimentos, mas o planejamento ajuda na hora de agilizar e de saber quem cuida de que parte.

Quanto à fotografia, nossas demandas eram as seguintes:

Capa: Vencedores para presidente e para governador

Página 3: Vencedores para presidente e para governador

Página 4: Vencedor para presidente

Página 5: Festa do presidente vencedor em 3 lugares (Caxias, São Paulo e Distrito Federal)

Página 8: Perdedor para presidente

Página 10: Governador eleito

Página 11: Primeira-dama estadual

Página 12: Extra sobre governador (festa ou detalhe)

Página 14: Perdedor para governador, talvez acompanhado de manifestações do partido perdedor

_____________

Além das fotos disponibilizadas por todos os fotógrafos do Grupo RBS, que são as fotos da Agência RBS, ficamos de olho nas assessorias de cada candidato, nas grandes agências do país e em uma agência internacional.

Apesar da quantidade de profissionais cobrindo as eleições, o horário tardio e a delicadeza da situação fazem com que a transmissão seja sempre complicada. Qualquer foto que não chegue a tempo pode causar uma reação em cadeia que desestruturaria o fechamento do jornal.

Desta vez, as mudanças principais envolveram as fotos de capa, da página 3 e da contracapa, que, a princípio, não existiria (as fotos de capa ‘vazariam’ para a contracapa). Como todas tinham o mesmo assunto, foi importante estabelecer critérios de diferenciação. Após algumas trocas de posições, finalizamos da seguinte maneira: as fotos da capa são fotos dos candidatos sozinhos; as de contracapa, deles comemorando com seus apoiadores; e da página 3, fotos que condizem com o momento dos recém eleitos (confira abaixo).

Só depois de ter toda a edição finalizada, em textos e fotos, é que é permitido o descanso. Nas urnas, a vitória pode vir com 50% mais 1. No jornalismo, a vitória só vem com 100% de acerto.

Capa:

capa27

Página 3:

327

Contracapa:

contra27

Leitura sobre política

08 de outubro de 2014 0

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Seguindo no tema eleições, falo hoje do livro ‘O Nobre Deputado: relato chocante (e verdadeiro) de como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira’. Comecei a ler nesta semana e estou nos primeiros capítulos, especificamente no que fala como parte da verba das emendas parlamentares é usada para financiar campanhas eleitorais.

O livro é do juiz de Direito Márlon Reis, um dos idealizadores e redatores da Lei da Ficha Limpa. Ela foi aplicada pela primeira vez em 2012 e deixou muitos candidatos fora da disputa. Segundo a lei, não podem concorrer candidatos que tenham sofrido condenações criminais em âmbito colegiado.

No início, o autor explica como buscou as entrevistas que sustentam a obra – focada em eleições para deputado. Ele só falou com políticos que aceitassem ser gravados (com a garantia que as gravações teriam a voz distorcida fora do Brasil), o que pra mim dá legitimidade. Reis tem as gravações, ou seja, pode provar o que escreve. Ele também decidiu falar com políticos de diversos Estados brasileiros, o que pra mim também é importante considerando que ele pretende tratar do Brasil. Não dá pra ir a poucos lugares e querer abordar o todo. As respostas dos políticos para as suas entrevistas, segundo ele, são muito parecidas entre Estados diferentes e pessoas que sequer se conhecem. Isso, pra mim, também aumenta a credibilidade da obra.

Reis tem um texto que facilita o entendimento e inclui trechos fortes, como por exemplo:

“A política é movida a dinheiro e poder. Dinheiro compra poder, e poder é uma ferramenta poderosa para se obter dinheiro. É disso que se trata as eleições: o poder arrecada o dinheiro que vai alçar os candidatos ao poder. Saiba que você não faz diferença alguma quando aperta o botão verde da urna eletrônica para apoiar aquele candidato oposicionista que, quem sabe, possa virar o jogo. No Brasil, não importa o Estado, a única coisa que vira o jogo é uma avalanche de dinheiro. O jogo é comprado, vence quem paga mais. Sempre foi assim e sempre será, pois os novatos que ingressam com ilusões de mudança são cooptados ou cuspidos pelo sistema.”¹

Sei lá… A corrupção está entranhada no Brasil há muito tempo, governos pós governos, partidos pós partidos, eu sei disso – e editei muitas páginas do Pioneiro sobre escândalos quando estava na editoria de Política. Mas eu confio que o Brasil pode ser melhor. Eu faço questão de votar e de escolher muito bem meus candidatos. Não consigo crer 100% que o meu dedo na tecla verde não tenha poder, mas virei a página do livro onde estava o parágrafo citado acima, continuei lendo e seguirei assim até o fim sem perder a esperança. Até porque ler e se informar sobre política – e sobre todos os lados dela, mesmo os mais obscuros – também ajuda a votar melhor. :)

PS: esse texto pode ter ficado chato, até por ter tratado de um tema considerado chato por muitos. Se você chegou até aqui, parabéns. Reis diz logo no início do livro, quando fala em emendas parlamentares, que não interessa aos corruptos que os eleitores queiram se informar sobre política. Pra eles, é melhor mesmo que seja considerado um assunto chato! Comigo eles não contam nessa. E nem com você!

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¹ Márlon Reis (O Nobre Deputado: relato chocante (e verdadeiro) de como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira, 2014)

O privilégio dos jornalistas nas eleições

07 de outubro de 2014 2

Vereador ex-radialista, deputado ex-âncora de tv, senador ex-comentarista. Como a visibilidade de alguém pode alterar as intenções de votos naquela pessoa? Como alguém passa de ‘fiscalizador do poder público’ para integrante dele?

A invasão de famosos comunicadores nas esferas políticas é a materialização do encurtamento do mundo através da televisão, do rádio e dos meios de comunicação: sua presença constante na casa das pessoas cria uma sensação de proximidade. Eles, que por muito tempo tiveram seus rostos e vozes trazendo informação investida de uma sensação de veracidade que só a imprensa possui, passam a ser reconhecidos como porta-vozes dos direitos, das necessidades do público – mesmo que muitas vezes seu papel tenha sido somente o de ler a opinião ou problema de um leitor, ouvinte ou telespectador no ar.

A sensação de familiaridade, aliada à confiança que os comunicadores acumularam por participarem de empresas jornalísticas, faz com que recebam votos suficientes para ocupar as cadeiras do senado e das câmaras, seja de deputados ou vereadores.

Ora, o que os falta? É interessante notar que, em papéis que parecem concentrar mais poder em um indivíduo, os tais comunicadores não possuem tanta vez. Alguém lembra de um prefeito de grande cidade que seja jornalista? Governador, então? Além, presidente?

Pois, parece que quando o voto ‘não vale tanto’ (o que é um falso pressuposto), ele torna-se passível de investimento em alguém que muito aparenta, mas tem pouca comprovação de seus atos fora dos veículos em que fez nome. Se os comunicadores não tivessem privilégios, bons funcionários de qualquer tipo de empresa se elegeriam na mesma proporção.

E você, votou em algum comunicador ou acha que eles não têm vez na política? Por qual motivo?