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Posts com a tag "tecnologia"

Snowland: neve e tecnologia

31 de agosto de 2015 0

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Tá, eu sei que o sistema usado no que vou relatar aqui não é novo. Comandas com códigos de barras existem há tempo. Mas, mesmo assim, acredito que a forma como o consumo é tratado no Snowland, em Gramado, merece um post. Penso nisso pelo fato de ser parecido com a experiência dos relógios inteligentes e as outras possibilidades de, no futuro próximo, termos internet e tecnologia no nosso corpo.

Você chega na bilheteria do parque e tem duas opções de ingressos: apenas visitação ou com entrada na montanha. Escolhida a modalidade, você paga e recebe da atendente um relógio super simples, de borracha, sem display algum. O corpo dele tem apenas o nome do parque, mas ele é indispensável pra aproveitar as diversões e os lanches oferecidos lá dentro. Você o recebe já com três informações registradas: nome completo, CPF e o tipo de ingresso que comprou.

O primeiro uso é logo depois dos guichês. Para entrar no parque, é preciso encostá-lo em uma área da roleta iluminada com uma luz azul. Quando ela ficar verde, a catraca está destravada. As luzes dão um efeito hi-tech legal. Bom, dentro do parque, o relógio é necessário para tudo. Nas lojas e nos bares, você passa o relógio, mas paga na hora. Não dá pra pagar sem usar o dispositivo. Para as atrações cobradas separadamente, basta o relógio.

Eu usei primeiro para entrar, depois em uma loja e outras duas vezes. A terceira foi para entrar na Montanha de Neve. A roleta é igual à primeira, da entrada do parque, e garante que só passe por aí quem pagou o ingresso que inclui essa parte do Snowland. Perto da catraca, tem um monitor que exibe o seu nome.

Como eu falei no início, até aqui pode-se levar como uma comanda eletrônica. Mas pense que você vai colocar uma roupa especial (na montanha a temperatura é de -3 graus), esquiar (se quiser e pagar separado por isso, registrando o extra no relógio, já dentro do vestiário), descer uma rampa de neve em uma bóia e circular de um lado pra outro. Não precisar se preocupar em não perder a comanda (no caso daquelas placas comuns por aí) ou ter que achar um lugar pra colocar é o que me faz ver a praticidade de ter a tecnologia presa ao seu corpo. Eu optei por não levar meu celular para a montanha por não saber bem onde colocá-lo sob toda a roupa, mas um smart watch eu não teria tirado do pulso.

A quarta vez que usei foi para registrar o valor da foto que comprei da descida na bóia. Aqui, mais tecnologia. O fotógrafo está no fim da rampa, e as fotos levam 15 minutos para estarem à disposição para escolha em computadores na saída da montanha. Escolhida, a impressão é na hora. Na hora mesmo. Você coloca o relógio para registrar o valor e em menos de cinco segundos está com a foto na mão.

Na saída do parque, horas, setores, diversões e compras depois, você entrega o relógio e paga o que usou de atrações extras. Além da neve, gostei também da tecnologia. Teve diversão para o meu lado criança e para o meu lado adulto. :)

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Quem aí lê manual? A Samsung recomenda

26 de agosto de 2015 0

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Uma resposta da Samsung para os usuários da S Pen, a caneta stylus, no Galaxy Note 5 me deixou pensando. Resumo da história que eu li no Olhar Digital: se colocar a S Pen de forma errada, o telefone perde diversas funções. Aconteceu com várias pessoas e, claro, deu gritaria. A resposta da Samsung foi orientar os clientes a lerem o manual para evitar problemas.

Eu dificilmente leio manual de instruções. Prefiro mexer, seguir os passos intuitivos e descobrir por mim mesma. Reconheço que fico sem saber de funções que existem e devo fazer algumas coisas pela forma mais difícil. Mas ler página por página dos livrinhos não é pra mim. Diante disso, é claro que em vários momentos fico com dúvidas, mas aí sempre tem informação na internet pra ajudar, seja no site do produto ou postada por alguém que entende do assunto e (que bom!) resolveu compartilhar.

Lendo ou não manuais, achei a resposta da Samsung meio forte demais. Se os usuários estão com um problema, não seria melhor a nota divulgada pela empresa explicar como resolver?

E, a propósito: alguém aí usa caneta stylus?

O fim da revista que me ensinou sobre tecnologia

14 de agosto de 2015 1

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Tem sido duro ver publicações que eu gosto acabarem. Já escrevi sobre O Globo A Mais. Agora é a vez da Info Exame. O Portal Imprensa noticiou que a revista – que já não estava mais circulando em papel desde dezembro – agora será uma página na Exame. A Info foi a publicação que me fez aprender sobre tecnologia. Meu irmão – analista de sistemas – andava com exemplares debaixo do braço pela casa há anos, e a gente compartilhava reportagens.

Há uns três anos assino a Info digital e leio no iPad. A revista sempre teve assuntos que me interessavam. Eu lia todas as edições praticamente do início ao fim e agora me sinto meio vazia. Não tinha dúvidas na hora de responder qual era a minha revista nacional de tecnologia preferida. E, em algumas edições, a Info teve qualidade comparável à Wired e à Fast Company, que costumo ler com alguma frequência.

É difícil acompanhar o recuo do jornalismo. Consigo enxergar muito bem a decisão de parar de imprimir, porque o custo com papel e logística é realmente alto. Mas acabar também com a versão digital me assusta. Sofre o jornalismo especializado, sofrem os leitores, sofrem os profissionais. Lamento demais. :(

Google deve crescer ainda mais como Alphabet

11 de agosto de 2015 0

Em uma carta pra lá de empolgada, o até então CEO do Google, Larry Page, apresentou os novos planos para a empresa. O Google, como conhecemos, vira Alphabet. Esse é o nome da nova companhia que abriga diferentes segmentos como pesquisa, saúde, investimento e inclusive a ferramenta de busca Google, o YouTube, o Gmail, o Google Maps e o Android. Larry e Sergey Brin, o outro fundador da companhia, tornam-se as cabeças do Alphabet, e quem fica no comando do novo e mais esbelto Google é o indiano Sundar Pichai.

A ramificação do Google me parece um movimento econômico acertado. Com as novas divisões, Larry e Sergey pretendem colocar CEOs competentes e compatíveis com cada um dos subprodutos. Uma grande empresa se transforma em várias empresas, cada uma com seu líder mais adequado, sob a supervisão dos dois quarentões bilionários, o que facilita a cobrança de resultados individualmente e os liberta para focar em criações. Entre as que já estão tomando forma está Wing, um serviço de teste de entrega de produtos através de drones.

Google segue sendo sinônimo de pesquisa (dá um Google aí!) acertadamente, já que a ferramenta não mudou de nome. Com a troca, a empresa mãe deixa de ser confundida com o buscador. Alphabet soa bem pelo bom mocismo a que a comunicação escrita remete, mas o que mais me agrada no nome é a fusão das palavras Alpha, que também pode ser líder, com Bet, ou beta, em constante renovação. De A a Z, o Google dá show, facilita o conhecimento, cresce em alcance, eficiência e inovação. Boa sorte na nova fase, googlers!

A Samsung está quase me fazendo gastar mais com a Apple

08 de agosto de 2015 8

No último ano, eu consegui me estabelecer melhor em Caxias do Sul e comprar algumas coisas, como uma Smart TV da Samsung e, mais recentemente, um iPhone, quebrando meus preconceitos com a marca. Para quem lembra, no início do blog eu defendia a Samsung, e a Paula, a Apple.

Agora que tenho objetos altamente tecnológicos, que deveriam se comunicar com tudo de conectado que há, fico preso por algo que acredito ser desleixo e não disputa de mercado: eles não conversam.

Com aparelhos Samsung, eu fico a um toque de compartilhar a tela do mobile na TV, o que gosto de fazer para estudar. Procurei na App Store algo que permitisse eu fazer o mesmo com o celular. Encontrei, mas não funciona.

A avaliação dos usuários para os dois aplicativos criados pela Samsung para esse fim é de até duas estrelas. Primeiro, pra que dois apps pra fazer a mesma coisa? A explicação deles é que cada uma serve para diferentes modelos de televisão. Já fiquei desconfiado. Comecei a ler os reviews: a reclamação mais comum é que a versão 1 do aplicativo diz que é necessária a versão 2 para funcionar, mas a versão 2 diz que essa é a errada e você deve baixar a 1. Então você fica baixando aplicativos, tentando resolver o problema.

A Apple tem o dispositivo Apple TV, que se conecta à televisão e libera coisas como a biblioteca do iTunes ou o compartilhamento de tela de outros aparelhos. O preço é de quase 400 reais, mas parece resolver esse problema e ainda oferecer uma gama de serviços em favor da conectividade.

Bem, por enquanto vou seguir usando os dispositivos Samsung toda a vez que quiser acessar a TV, então eles ainda têm um tempo para corrigir o app antes de me fazer comprar algo da concorrência por falta de cuidado com os interesses do consumidor.

Apple vs Google: a briga que causou uma revolução

28 de julho de 2015 0

O mundo mudou, mas não foi por causa do iPhone, como acreditam os Apple maníacos. Foi por causa da internet. “O que os consumidores mais queriam era levar a internet consigo para onde fossem.” Para isso, Apple e Google passaram a buscar soluções móveis em uma disputa que causa crescimento tecnológico a todos. Smartphones, tablets e o que mais vier são só as consequências disso.

No livro Briga de cachorro grande: como a Apple e o Google foram à briga e começaram uma revolução, de Fred Vogelstein, estão os bastidores do crescimento e do confronto entre duas das maiores empresas do mundo.

Larry Page, CEO do Google, questiona as disputas judiciais, que são parte central na obra. “Deveríamos estar criando coisas maravilhosas que não existem, certo? Ninguém progride sendo negativo. E as coisas mais importantes não envolvem o lucro de um e o prejuízo de outro. Há muitas oportunidades por aí. E podemos utilizar a tecnologia para produzir coisas realmente novas e importantes para melhorar a vida das pessoas.”

O livro mostra a gigantesca diferença entre a cultura das empresas. O Google possui uma postura menos rígida, mais aberta à experimentação por parte de seus colaboradores. Contrata os melhores engenheiros recém saídos das melhores faculdades e os estimula a manter o clima de criatividade dos campi. A Apple é dura, trabalha colocando uns funcionários contra os outros. Ela se vê acima do resto da indústria e acredita que todos querem copiar as tecnologias que usa. “E mesmo quando alguém lhe mostrava que alguma coisa já existia antes, que não havia sido inventada por ele, Jobs continuava acreditando que fora uma invenção da Apple. De nada adiantou mostrar os outros lugares em que o multitoque havia sido usado antes, ou os lugares nos quais a rolagem já era feita com os dedos, ou a expansão do zoom das coisas [com os dedos]; nada daquilo o convenceu.”

Até a forma de fazer dinheiro era diferente: “o negócio da Apple dependia da venda de seus dispositivos por um preço bem superior ao custo de produção e da utilização desse dinheiro para desenvolver novos produtos. A abordagem do Android era o extremo oposto disso. O Google estava prestes a expandir a plataforma sem considerar o custo ou o lucro desses dispositivos. Ganhava dinheiro com publicidade, não com hardware.”

O livro também mostra como a briga entre as empresas modificou o mundo e o mercado, especialmente o de consumo de entretenimento.

“O iPod e o iTunes mudaram a maneira pela qual as pessoas compravam e ouviam música. O iPhone mudou as expectativas das pessoas em relação aos seus celulares. O iPad, no entanto, estava virando pelo avesso cinco indústrias. Estava mudando a forma pela qual os consumidores compravam e liam livros, jornais e revistas. E modificava a maneira pela qual eles assistiam a filmes e à televisão. As receitas desses negócios totalizavam cerca de 250 bilhões de dólares, ou aproximadamente 2% do PIB.”

Ao fim da obra, admiro ainda mais Larry e Sergey por criarem uma plataforma para uso das massas. Nas citações de seus líderes fica clara a defesa por um mundo mais igual, com acesso a tecnologia para todos. Do outro lado, Jobs, cuja personalidade me faz questionar muita coisa, inclusive o quão vilão foi Bill Gates lá na criação do computador pessoal.

Alternando entre acordos firmados e segredos guardados, Briga de cachorro grande mostra muitas das ramificações da história deixadas de lado em outras biografias. O autor questiona não só o passado, mas os papéis desempenhados por Google e Apple no futuro da humanidade e nos seus hábitos de consumo. Enquanto a disputa persistir, tenho a opinião de que seguiremos ganhando.

Gênios, geniosos e altamente capacitados, esses caras me inspiram a crescer e a trabalhar mais pesado a cada livro que leio sobre eles.

Leitura recomendada!

Empreendedorismo: o verdureiro tecnológico

24 de julho de 2015 0


Sair da zona de conforto, pensar fora da caixa, inovar, investir em tecnologia: todo mundo ouve esses termos, mas poucos os aplicam em suas empresas. Para estimular uma mudança nesse comportamento, os palestrantes Fabiano Vergani e Thiarlei Macedo apresentaram “Inovação e tecnologia como ingredientes para o crescimento de empresas” no Encontro Empresarial com o Sebrae, em Caxias do Sul.

Empreendedores, ambos defendem a necessidade de criarmos um ecossistema favorável para o desenvolvimento e a troca de ideias. Para isso, as faculdades devem se envolver, os gestores públicos devem se atualizar, o Sebrae deve estimular e os empresários devem se aproximar das novas gerações, servindo de modelo de investimento, provocando para que pensem em geração de riqueza e impostos, para que se vejam como a saída econômica para a região e para o país.

Mas não adianta dar uma de encastelado, que sobe na torre e acha que sabe tudo sobre o seu negócio: o uso da gurizada, especialmente através de startups, pode ser o necessário para alavancar uma empresa pré-histórica a novos patamares. Segundo Macedo, essa é a única maneira de ir de 15% de crescimento ao ano para 200%. E isso só é feito com empreendedorismo, inquietude, olhar atento e coragem.

A inovação, diz ele, precisa ser um processo claro e definido nas companhias, com premiação e regras para estimular os funcionários, não algo esporádico e tratado com surpresa pela chefia. Com testes no mercado, contudo, é que podemos diferenciar uma inovação de uma invenção. E, claro, não deve faltar investimento, pois sem ele é fácil sermos ultrapassados pela concorrência.

Esses conceitos se aplicam a todos os tipos de negócio. Todos, por mais tradicional que possa ser o seu modelo de mercado. E aí vem o exemplo do verdureiro tecnológico, que Vergani apresentou no encerramento de sua fala.

Ao jantar na casa de um conhecido, em um bairro de classe A de Santa Cruz, ele perguntou a procedência da alface e do tomate, que tinham uma ótima aparência. A surpresa foi saber que um verdureiro da região recebe os pedidos dos moradores por Whatsapp e os entrega em casa. Claro que a ideia virou um sucesso, e o negócio dele só se fortalece.

Se mesmo uma atividade econômica tão antiga pode se beneficiar de um pensamento inovador e do uso das tecnologias disponíveis, quem não pode? E vale começar logo, dizem os dois. “Seja rápido, erre rápido”, mas ocupe o seu espaço, ou alguém o ocupará por você.

Você usa o Google+?

21 de julho de 2015 2

imageAo me inscrever em um curso online, na tarde de domingo, fui convidada pelos professores a participar da comunidade dos alunos no Google+. Imediatamente acessei o app no iPad e entrei no grupo. Vi que algumas pessoas manifestavam sua ansiedade pelo início das aulas e outras se apresentavam. Não escrevi nada e saí.

Ontem à noite, naquela tarefa básica de eliminar os apps do multitarefa, vi o Google+ e resolvi entrar pra navegar um pouco. Sério, acho que fazia quase um ano que isso não acontecia. Fiquei pensando: por que a rede social do Google não pegou?

No tempo em que eu naveguei, descobri que os comentários mudam automaticamente abaixo das postagens (vai trocando de um para outro), vi que as fotos entram bem grandes, o que é super legal, e percebi que faço parte de boas comunidades focadas em internet e tecnologia, alguns dos meus principais interesses. O Google+, se bem configurado, pode ser uma ótima forma de se manter atualizado a respeito de assuntos que curtimos, sem a bolha do Facebook repetindo postagens que estão bombando entre os amigos.

Eu devo ter percebido essa possibilidade de me informar por ali quando configurei o meu perfil. Mas então, por que, sabendo que é legal e sendo uma admiradora das ferramentas do Google, eu não uso? Pode ser muita rede social para pouco tempo no meu dia? Pode. Pode ser porque todo mundo está no Facebook? Pode. Pretendo ter certeza do motivo a partir do início do curso. Como muitas atividades acontecerão na comunidade, vou me obrigar a entrar, e aí vamos ver se essa rede me pega ou se largo de vez.

Por que os fundadores do Google ganharam US$ 4 bi em um dia?

20 de julho de 2015 0

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O pessoal do Google está rindo à toa. No dia do anúncio de lucros do segundo trimestre de 2015, as ações da companhia na bolsa de Nova Iorque cresceram mais de 10%, valorizando a empresa em aproximadamente 60 bilhões de dólares – o que garante 4 bilhões de dólares a mais para cada um de seus fundadores. O crescimento estabeleceu um novo recorde, passando a Apple, que faturou 46,2 bilhões em um único dia de 2012.

No acompanhamento ao vivo da riqueza de bilionários do site da Forbes, Larry Page chegou ao patrimônio líquido estimado de 35,9 bilhões de dólares, o que faz dele a décima quarta pessoa mais rica do mundo. Sergey Brin foi a 35,3 bilhões, o que o posiciona em décimo sexto.

Mas o que motivou essa valorização das ações?

Segundo análise da Forbes, primeiro, os números robustos. Os resultados do Google superaram em 90 milhões de dólares a projeção de vendas para o trimestre, que era de 14,26 bilhões.

Quanto ao medo de que a companhia não lucraria tanto em mobile quanto lucrava em PCs, os executivos reforçaram que o ganho com buscas em dispositivos móveis foi particularmente forte nesse trimestre, diminuindo a distância para o desktop. O Android, sistema operacional da empresa, não foi citado, mas certamente contribui para esse resultado.

O YouTube, que estaria sendo ameaçado em liderança de vídeos pelo Facebook, está mais saudável do que nunca, sendo considerado um dos grandes motivos de crescimento da empresa. O tempo que as pessoas assistem a vídeos na plataforma cresce 60% ano após ano, o que, independentemente da concorrência, traz impacto positivo aos números da gigante digital.

A capacidade de manter o valor por clique pago pelas empresas anunciantes no Google em meio a uma transição mobile também estava sendo questionada pelos investidores, mas parece que o método ganhou força nos novos dispositivos ao invés de encolher.

Por fim, o cuidado nos gastos e o controle nos investimentos foram o peso final na balança em favor da estabilidade econômica dos googlers.

Mesmo com suas riquezas somadas, Larry e Sergey ainda não chegam aos 79,2 bilhões de dólares de Bill Gates. Mas o futuro me parece mais promissor para eles, que estão fazendo com o Android nos celulares o mesmo que a Microsoft fez com o Windows nos computadores: criar um sistema com compatibilidade universal, para o qual todos os periféricos e programas (ou aplicativos) podem ser pensados a partir de uma base padrão. Vou ficar de olho na lista dos mais ricos nos próximos anos!

Novidade geek, o Pallette ainda não é ideal para editar fotos

10 de julho de 2015 0
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Fotos: Pallette/divulgação

O assunto da semana entre fotógrafos é essa belezinha geek que promete mudar o modo de editar fotos: o Pallete.

Seu lançamento foi possível através do Kickstarter, o maior site de financiamento coletivo, ou crowdfunding, do mundo. Com botões e sliders magnéticos, o Pallette permite a montagem de um controle mestre, conectado às funções de programas como o Lightroom através de seu software, que agiliza o processo e permite que se trabalhe na edição com as duas mãos simultaneamente ajustando os parâmetros.

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Magnético, estiloso, interessante. Mas não necessariamente inovador e produtivo. Já em novembro de 2013, quando lançada a campanha no Kickstarter, o Pallette possuía concorrentes de peso, que ainda hoje permanecem superiores em desempenho: os controladores MIDI.

Usados originalmente na música, os MIDI foram adaptados para a fotografia por algumas empresas e vendidos com sucesso nos Estados Unidos. O PFixer, exclusivo para Mac, tem à venda tanto o hardware quanto o software necessários para o funcionamento do produto.

Já o Paddy é o software que permite adaptar qualquer controlador MIDI em um controle mestre para Windows.

Mas por que essas duas alternativas mais antigas e mais baratas são superiores? Simples: pelo uso de um sistema mecanizado. Quando você passa de uma fotografia para outra, o Pallette permanece na mesma posição anterior, fazendo com que todas as alterações feitas se repitam na imagem a seguir. Isso a torna uma ferramenta legal para editar uma foto, mas não para quem tem um grande fluxo. Já os MIDI automaticamente leem os parâmetros e se ajustam para ocupar a posição correspondente aos sliders no Lightroom, fazendo com que a experiência de edição se mantenha de maneira individual sem perder a opção de copiar as configurações da foto anterior, claro.

Bonitinho, mas improdutivo. Pra mim, não serve. Quem sabe quando sair uma versão mecanizada a minha conversa mude, porque o design e a versatilidade pontuam a favor do Pallette.