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Posts com a tag "televisão"

Semana importante para o Uber

06 de outubro de 2015 0

imageO prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deve se manifestar até o dia 8 de outubro, a próxima quinta-feira, sobre a liberação do Uber na cidade. Conforme uma matéria do Olhar Digital, o político disse que “não podem dispensar uma tecnologia disponível que é do agrado do usuário por causa de preconceitos”. Tudo indica que ele vai vetar a proibição de funcionamento do Uber, aprovada pelos vereadores, e lutar para que esse meio de transporte seja regulamentado e opere na maior cidade do país.

Há muita polêmica a respeito do Uber, como o Diogo já escreveu, e quanto mais tempo passa sem uma definição, mais argumentos surgem dos dois lados. E, assim, a conversa vai ficando cada vez mais longa e confusa. Haddad afirmou ainda, também segundo a matéria, que operar sem regulação pode resultar em degradação. Acho que esse é o ponto: regular. Por que proibir um novo meio de transporte? Se o Uber oferecer um serviço com benefícios e respeitar as leis que lhe forem impostas, qual é o problema?

Penso que a situação é parecida com os filmes e séries disponibilizados em streaming. Já escrevi sobre a bronca das empresas de TV por assinatura com Netflix e afins. Concordo que não dá para oferecer serviços sem se adaptar às normas de cada país. Concorrência desleal não é bom nem para empresas e nem para consumidores, porque a competição justa faz com que seja necessário sempre melhorar a qualidade do que se oferece.

Rock in Rio mostra dinâmica dos festivais nas redes sociais

25 de setembro de 2015 0

 

Foto:  Tarso Marcelo

Foto: Tasso Marcelo/AFP

Não é necessário dizer que o Rock in Rio faz sucesso há muitos anos. A cada edição, contudo, fica mais fácil mensurar o alcance do evento. Quinta-feira à noite esse era claramente o assunto mais falado nas redes sociais, em especial no Twitter. Mas festivais possuem uma dinâmica diferente nas redes. Não há somente uma hashtag global que se mantém no topo ao longo de todo o evento, cada banda tem seu momento figurando nos trending topics. Isso faz com que, mesmo que haja rotatividade das pessoas frente à televisão, os shows estejam sempre em destaque, já que o número absoluto de interessados é sempre muito grande pela variedade de apresentações. Claro, além dos milhares que estão presentes nos shows e postam na web.

Eu acredito que o RiR se destaca em relação aos outros shows e gravações que passam nos canais de música diariamente pela quantidade de bandas de alto nível em sequência e pelo sentimento que as pessoas criam de fazer parte de algo, de estar comentando no momento em que acontece, mesmo que estejam distantes fisicamente da cidade maravilhosa.

E isso, relembro, na quinta-feira. Não será diferente no resto do Rock in Rio.

Novela da Globo A Regra do Jogo busca redefinir linguagem visual do gênero

01 de setembro de 2015 0

A nova novela da Globo A Regra do Jogo, escrita por João Emanuel Carneiro e com direção de núcleo de Amora Mautner, chegou com tudo no quesito linguagem visual. Com a proposta da caixa cênica, que consiste em câmeras espalhadas de maneira que nem os próprios atores sabem onde elas ficam, permite uma nova maneira de se trabalhar: menos engessada, menos preparada, menos televisiva, enfim, com mais cara de reality.

Sem o uso das marcações, que eram guia para a movimentação dos profissionais em cena, a novela permite novas abordagens, como o recorrente uso de objetos em primeiro plano, criando camadas de imagem, o uso de sombra, contraluz e algo até então muito incomum nas novelas: personagens dando as costas para as câmeras.

Tudo isso deixa A Regra do Jogo um passo mais próxima da vida real, mais livre para improvisações e movimentações espontâneas dos artistas. A proposta do enredo é questionar o bem e o mal, mas a imagem também questiona os padrões usados até então, quebrando muitas regras desse jogo em que a Globo já é líder há anos.

Não sou um noveleiro, mas Avenida Brasil, outra novela de Carneiro e Amora, foi um sucesso de audiência e de qualidade. Pelo histórico da dupla e pelo cartão de visitas, vale ficar de olho nos impactos que a caixa cênica terá nos atores, na criação inventiva e na mensagem passada.

Publicação de vídeos de assassinato de jornalistas provoca debate nas redações

27 de agosto de 2015 0

A comunidade mundial assistiu com horror ao assassinato ao vivo de dois jornalistas do canal americano de televisão WDBJ7, a repórter Alison Parker, de 24 anos, e o repórter cinematográfico Adam Ward, de 27 anos, durante a gravação de uma entrevista. O assassino filmou a própria ação, desde que estava com a mira pronta até começar a atirar. Depois de postar as imagens em seu Twitter, o criminoso cometeu suicídio.

O dia foi de discussões nas redações sobre usar ou não os vídeos do câmera e do assassino. A minha opinião é sempre contra mostrar o momento da morte de alguém, então este post não terá nem um, nem outro.

Apesar de esse ser um caso de vingança, ataques a jornalistas são mais comuns do que se imagina. Segundo a International Federation of Journalists, pelo menos 70 membros da mídia foram assassinados neste ano. Mais dezenas e dezenas de exilados, sequestrados, desaparecidos, ameaçados e feridos encorpam os dados. E engana-se quem pensa que é culpa da cultura belicosa no Exterior. Segundo o The Guardian, até o ano passado éramos o oitavo país mais mortal para a classe. Mundialmente, em 90% dos casos os criminosos não pagam pelo que fizeram. Mais um fato alarmante? O número de profissionais mortos é maior em épocas de paz do que em períodos de guerra.

Os jornalistas são os portadores de muitas más notícias, o que cria uma certa má fama. Mas só quem vivencia acontecimentos trágicos deste lado do bloco de notas sabe das noites mal dormidas e das marcas que levamos a cada fatalidade em que trabalhamos.

A nossa luta é por estradas mais seguras, ruas mais seguras, festas mais seguras, escolas mais seguras, enfim, vidas mais seguras. Quem sabe quando todos esses pedidos forem alcançados, alguém possa pensar em tornar a nossa profissão um pouco mais segura também.

A TV por assinatura e o Netflix

05 de agosto de 2015 1

image

O impacto de serviços como o Netflix nas TVs por assinaturas é um tema que de tempos em tempos volta para a minha cabeça. Ontem à noite, vi essa matéria do Canaltech sobre a opinião de líderes de operadoras de TV paga a respeito do assunto. Eles falam em tributação igual – o que não existe – e em apostar mais em serviços por demanda para tentar não perder tanto. A reportagem também fala sobre o impacto do Whatsapp nas empresas de telefonia, que igualmente cobram tributação equivalente.

Deixando pra lá a questão dos impostos, porque não tenho muito conhecimento do que é cobrado de cada serviço, penso que há uma diferença bastante significativa entre TV paga e os sites que oferecem filmes e séries: a queda da grade. Explico. Há dois anos, quando eu fiz o Master em Jornalismo Digital, o professor Marcelo Coutinho usou essa expressão para dizer que a internet possibilita que a gente assista ao que quer na hora que quer, sem precisar esperar o horário que tal programa passa na TV.

As TVs, na minha opinião, precisam mesmo investir o quanto antes e o máximo possível em conteúdos por demanda. Não queremos mais nos submeter à grade de programação – e não precisamos. Na época, Coutinho falava da transmissão das Olimpíadas de 2012 pelo Terra. Enquanto as emissoras de televisão ofereciam algumas modalidades ao vivo, uma de cada vez, logicamente, o site tinha praticamente tudo.

Hoje, não há mais tempo para meios tradicionais brigarem com a internet ou com apps inovadores. Sejam os taxistas com o Uber, sejam as operadoras com Netflix ou Whatsapp, reclamar não leva a lugar algum. É tempo de se reiventar e oferecer ao consumidor o que ele quer, na hora em que ele quer.

***

O Diogo colabora com alguns trechos sobre o assunto retirados do livro Briga de cachorro grande: como a Apple e o Google foram à briga e começaram uma revolução, de Fred Vogelstein, a respeito do qual ele já escreveu aqui no Spot.

“A indústria de serviços a cabo está sendo obrigada a repensar seus negócios por causa do Netflix, do YouTube, do iTunes da Apple, dos filmes e músicas da Amazon e do Facebook. Entretanto, foi sua largura de banda que possibilitou a existência de todos eles.”

“O chamado cord cutting , em que as famílias cancelam as assinaturas de TV a cabo e só contratam a banda larga, vem crescendo a passos largos. As assinaturas de TV a cabo não estão mais crescendo e as novas famílias comandadas por adultos recém-formados na faculdade estão assinando TV a cabo cada vez menos. Esse grupo até ganhou um apelido da indústria: cable nevers.”

“A geração do baby boom poderá falar sobre a importância de assistir à TV com a família. A geração Y acredita que isso seja apenas uma racionalização por eles não terem tido o que todo mundo de fato deseja: TV sem horários fixos de programação.”

Os comerciais do Super Bowl

29 de janeiro de 2015 0

bud
Adoro quando começam a ser divulgados os comerciais do Super Bowl. A grande final da NFL será no domingo e várias marcas já investem nos vídeos que serão exibidos na TV americana durante os intervalos. No link da primeira frase do post, dá para assistir a diversos.

Eu escolhi para colocar aqui no Spot o da Budweiser porque se trata de uma continuação do que fez enorme sucesso no ano passado. A decisão da empresa de cerveja de seguir com a história da “amizade” entre o cachorrinho e os cavalos provoca duas visões distintas. Há quem critique, falando em falta de criatividade etc. Há quem ache que se uma fórmula deu certo, por que não usar novamente? Eu curti e acho que é legal, sim, continuar em um assunto se temos como incrementar, oferecer algo mais, diferente. Além disso tudo, colocar um novo capítulo nos faz, claro, querer assistir de novo ao anterior para relembrar, o que resulta em audiência.

Seguem os dois, o de 2015 primeiro. A história é muito fofa, né? :)

Seis lições de Steve Jobs que se aplicam a qualquer trabalho

12 de novembro de 2014 0

openroadfilmsO filme Jobs está na grade de programação do Telecine e dessa biografia resumida eu tirei algumas importantes lições que levaram o gênio da maçã a causar impacto no mundo contemporâneo e que podem ser usadas como dicas para qualquer negócio.

O longa é de 2013, a história é de mais de quarenta anos atrás, mas a marca que Jobs deixou é atemporal e ainda modifica a maneira com que as pessoas se relacionam com a tecnologia e com a realidade.

1: Seja curioso e aproveite as oportunidades

Jobs viu algo que não conhecia, entendeu sua importância e desde então fez de tudo para mostrar ao mundo que possuía algo para mudá-lo.

2: Tenha foco e saiba qual é o objetivo

O fundador da Apple trabalhou muito para alcançar o que queria e ter uma equipe distraída ou sem objetivos o incomodava profundamente. Quem trabalhava com ele tinha que conhecer o público-alvo e descobrir como encantá-lo ao mesmo tempo que mostrava serviço e cumpria todas as regras perfeccionistas de seu chefe.

3: Escolha um problema para resolver

Steve defendia a paixão e a perseverança, o que o levava a preferir pessoas que acreditavam na importância de um projeto a profissionais mais capacitados. Todos precisavam incorporar o que seus objetivos representavam, então cada um deveria tomar para si a responsabilidade de resolver o problema e causar mudança.

4: Qualquer coisa pode importar

Seja um curso rápido de caligrafia ou a decisão de participar de uma conferência, tudo pode influenciar o desenvolvimento dos fatos. Os pontos poderão ser ligados no futuro.

5: Lidere se for capaz

Conquiste as pessoas, faça-as compartilhar seus sonhos. Lidere, decida, resolva e assuma a culpa se tudo der errado. Mas se der mesmo errado, saia da situação certo de que fez o melhor para resolver o problema.

6: Nunca pare de inovar

Recomece o trabalho, pense o que poderia melhorar. Então esqueça o que poderia ser melhor e pense no que poderia ser. Planeje como se não houvesse limitações e alcance o impossível.

Minha relação com a televisão não será mais a mesma

20 de outubro de 2014 0

2014-10-20 02.16.58

Eu tenho uma relação conturbada com a televisão. Eu já fiz algumas maratonas de dias seguidos conectado, como quando acompanhei as Olimpíadas de Inverno em três canais, mas, em outro momento, já passei mais de um ano sem TV em casa. Atualmente, resolvi juntar as economias e pular da 14 polegadas quadradinha do meu quarto para uma Smart TV da Samsung. Minha experiência nunca mais será a mesma. Peço desculpas por antecipação se algo que eu disser for muito óbvio para quem possui aparelhos iguais há mais tempo, mas acho legal destacar os detalhes mais simples para quem também pensa em dar um pulo destes.

2014-10-20 02.14.44Para começar, a Smart TV vem com apps já instalados, e dá pra aumentar a lista. Aliás, dá pra evoluir toda a interação com ela que, como o nome diz, é inteligente o bastante para reconhecer seus padrões de preferências e deixá-las mais ‘à mão’. Netflix, Youtube, Vimeo, TuneIn, TED: tudo a um clique de controle remoto. E por falar em controle remoto, é só colocar o cabo extensor IR (na foto) na frente de um aparelho para ele funcionar como um organizador de frequência universal, que te permite controlar o receptor da tv por assinatura (ou DVD, Blue-ray, Home Theater, etc) com o mesmo controle da TV. Nada de ter um controle para aumentar o volume e desligar e outro para trocar o canal.

Quanto aos apps, bem, é tudo aquilo que você espera se você usa aplicativos em um smartphone. Eu testei o aparelho durante o programa The Voice americano, no canal Sony. Durante os intervalos eu brincava com as funcionalidades da TV – mais precisamente o TuneIn, que pega de rádios internacionais às da sua cidade – até que perdi o início de uma apresentação. Assim que o próximo intervalo chegou, abri o aplicativo do Youtube direto na tela e assisti à performance por completo. Perfeito, prático, sem ter que ligar o computador. Melhor, se você usar um computador simultaneamente, pode ‘parear’ com a TV para que ela leia automaticamente o vídeo que você quer ver assim que ordenado.

Sobre o acesso à internet, a conexão Wi-Fi é um dos atributos que facilita a vida de quem não tem o roteador perto da TV. O último modelo que estava na disputa pela minha atenção perdeu a briga porque conectava as funcionalidades smart somente através de cabo de rede. Inovação que nasce atrás de seu tempo perde a credibilidade.

Há muitas outras funções que esmiuçarei, e a experiência vai se desenvolver e ajustar com o uso. Afinal, como diz durante a instalação, quanto mais se usa, mais inteligente a Smart TV fica. E quanto mais inteligente ficar, menos falta vou sentir de outros dispositivos como segunda tela. Se tudo o que eu preciso estiver em um só lugar, mais frequente e focada será minha interação com este aparelho.

Enquanto as Smart TVs continuarem a dar liberdade de escolha somada a uma experiência voltada para as preferências do usuário, eu não pretendo passar mais um ano sem TV. Mas se ela passar a escolher o que eu posso ou não ver, através de uma filtragem agressiva partida da sua dita inteligência, perderá a minha audiência na hora.

Quem tá mais quente?

02 de outubro de 2014 0

debatetwitter
Achei muito bacana o que o G1 ofereceu aos internautas na noite de terça-feira durante os debates entre os candidatos a governador dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A partir do número de menções no twitter, um infográfico computava pontos e mostrava, segundo o G1, a temperatura na rede.

Eu não estava assistindo, porque cada Estado transmitia o debate dos seus candidatos, e aqui em Caxias, obviamente, estava passando o dos concorrentes ao governo gaúcho. Lamentei não ter a oportunidade de acompanhar a transmissão na TV e ver o infográfico “acontecendo”. Acho que é uma boa iniciativa de segunda tela. Eu até quero escrever sobre isso aqui no Spot e estou pesquisando aplicativos, mas não queria perder o gancho da eleição.

A única percepção que pude ter do infográfico do G1 rodando foi a partir de alguns amigos de São Paulo que estavam twittando (e quem consegue ainda assistir a debate sem estar no twitter ao mesmo tempo?). Deu pra ver que eles falavam de determinado candidato e havia alguma relação com o info. Mas eram apenas dois e então minha percepção estava bem limitada. O legal, é claro, teria sido assistir na TV.

Prometo um post em breve só sobre segunda tela. :)

Políticos usam estrangeiros como eleitores em campanha

29 de setembro de 2014 0

A Folha de São Paulo pesquisou, comparou e concluiu que pelo menos 5 candidatos usaram modelos estrangeiros como eleitores em suas campanhas eleitorais. As fotografias são originárias da Shutterstock, agência que contém 40 milhões de imagens em seu acervo.

Em especial, duas atitudes dos candidatos me causam grande incômodo. A primeira é a defesa usada pela campanha de Geddel Vieira Lima (PMDB):

“A equipe de Geddel informou que as fotos de bancos de imagens usadas na campanha são “meramente ilustrativas” e que depoimentos exibidos na TV são reais.”

Com o passar do tempo, e o aumento da relação do público com as fotografias e as tecnologias, maior se tornou a alfabetização de imagens: quando algo parece estranho aos olhos, o primeiro pensamento é de que se trata de uma montagem. Este pensamento era dificilmente levantado na época em que se acreditava que a fotografia era um espelho do real (Phillippe Dubois), ou o lápis da natureza (William Henry Fox Talbot). Hoje, contudo, os depoimentos em vídeo possuem a credibilidade que as fotos perderam. Mas isso não deve permitir que as fotografias possam ser manipuladas tão abertamente para quaisquer fins.

As fotografias dependem de linguagem, seja texto ou contexto, para serem completamente entendidas. E o texto ou contexto em que são apresentadas pode mudar completamente seu sentido.

Como o contexto é mais sutil que o texto, os políticos podem (apesar de eu discordar) se defender dizendo que as fotos ilustram a matéria, mas em nenhum momento os fotografados foram apresentados como eleitores. Exceto pela campanha da Gleisi Hoffmann (PT), que traz a segunda situação que me incomoda.

Além de usar fotos de estrangeiros, esta campanha usa das palavras “Eu sou (profissão) e voto Gleisi”, o que nos leva a crer em duas falsas informações: a profissão dos fotografados (que muitas vezes é modelo fotográfico, e não o informado) e sua intenção de voto (certamente inexistente, pois são modelos estrangeiros e não votam no Brasil). Ou seja, texto e contexto contam uma história inexistente.
E não são duas ou três fotos, é uma enorme lista: agricultor, estudante, cozinheiro, dona de casa, empresário, engenheiro, advogada, farmacêutica, garçom, jornalista, médico, líder comunitário, porteiro, professor, servidora pública, psicólogo, operadora de telemarketing, veterinária, arquiteto e urbanista, balconista, cantor, dentista, designer, economista, eletricista, manicure, profissional de marketing, músico, pedreiro, pescador, químico, servidor público, vigilante, cabeleireira, comissária de bordo, controlador de voo, corretor de imóveis, despachante aduaneiro, enólogo, escovista, fonoaudiólogo, fotógrafo, metalúrgico, motoboy, recepcionista, sociólogo, turismólogo e zootecnista.

herdsmanA Folha denunciou a farsa com a foto de um ‘pedreiro’. Resolvi comparar outras imagens, e, em uma busca de poucos segundos, encontrei o ‘zootecnista’ que votaria na Gleisi na base de dados da Shutterstock. E não, ele não é brasileiro.

Eu concluo pedindo mais critério para quem usa imagens ilustrativas, e um pouco de descrença para todos nós. Nenhuma das fotografias é genuinamente falsa, no sentido de ser montagem, mas o contexto de todas é que foi manipulado para nos vender uma ideia inexistente. Sigam consumindo imagens, mas sempre duvidando das legendas e acompanhamentos.