Artigos em Origem das palavras
Quando um regime privilegia um pequeno grupo de poderosos, quando as massas, conduzidas por líderes populistas, tentam se sobrepor às leis e às instituições, caímos na CAQUISTOCRACIA — o governo dos piores.
ler completoNa fronteira do Brasil com os países do Prata, um baile de carnaval pode reunir, no mesmo salão, aqueles que pulam DISFARÇADOS com aqueles que pulam FANTASIADOS — e todos vão se divertir (ou aborrecer...) da mesma forma.
ler completoVeja por que os esquisitíssimos *paralimpíada e *paralímpico jamais poderão conviver pacificamente com os demais vocábulos que compõem o nosso léxico.
ler completoÉ de amargar! Como num passe de mágica, a maior parte da imprensa brasileira perdeu o seu tradicional espírito crítico (juntamente com o bom-senso) e aderiu cegamente a esta malparida PARALIMPÍADA.
ler completoComo se chamam aqueles três dedos do pé que ficam entre o dedão e o minguinho? Você sabe? E qual é o nome daquelas pequenas células que recheiam os gomos da laranja ou da tangerina? Você sabe?
ler completoO ser humano tem a tendência natural a perguntar pelas origens — do mundo, da vida, das coisas, das palavras. Neste último caso, contamos com o valiosíssimo testemunho dos textos escritos, mas, mesmo assim, é praticamente impossível descobrir a gênese de certas palavras ou expressões que surgem de repente e acabam fazendo parte de nosso léxico.
ler completoSANGUESSUGA, por sua estrutura, parece uma estranha no ninho — uma "exceção", diriam os antigos. Para quem, entretanto, vê a língua como um sistema organizado e procura entender seus mecanismos, é impossível aceitar que um vocábulo composto tenha se formado assim a la louca, contrariando princípios tão elementares de nosso léxico.
ler completoNo mundo das palavras, certas distinções que o vocabulário científico faz questão de manter muitas vezes não valem um prego aqui embaixo, na planície em que vivemos — e vice-versa.
ler completo"Os estrangeirismos são os judeus da linguagem" — Theodor Adorno – Minima Moralia
ler completoInspirados no quase esquecido projeto de Aldo Rebelo, o PCdoB-RS propôs, neste mês de abril, uma lei para regulamentar o uso dos "estrangeirismos" em nosso idioma. Até aí, nada de novo, considerando a linha retrógrada e autoritária que vem caracterizando este partido — mas não se entende como a Assembléia gaúcha, geralmente tão séria e ponderada, aprovou este despautério, colocando-se ao lado do que existe de pior no fascismo mundial, seja de direita ou de esquerda.
ler completoPor que fomos pedir emprestado ao japonês o vocábulo TSUNAMI? Nossa língua não tem palavra própria para designar um vagalhão desse tamanho?
ler completoAlém de ter pelo de castor e bico de pato, o ornitorrinco põe ovos mas amamenta seus filhotes. Este estranho animal, que parece uma delirante colagem cubista ou, melhor ainda, um rascunho que a Natureza esqueceu de jogar na cesta de lixo, vive nadando alegremente nos rios da Oceania. E a LOGOMARCA com isso?
ler completoNinguém pode ser tão cego a ponto de negar a existência de um vocábulo como LOGOMARCA, que alcança 2.500.000 de ocorrências no Google e está presente em todos os dicionários importantes do idioma. E seria adequado empregá-lo? O Doutor discute o problema.
ler completoUma palavra, assim como o ouro, tem o valor que cada época lhe atribui. Nas línguas ocidentais, "aluno" nunca foi pejorativo, como querem os adeptos de uma curiosa seita pedagógica...
ler completoEm qualquer versão do "Drácula" sempre haverá um abnegado doutor, especialista em vampirologia, para explicar ao público e aos demais personagens que a melhor maneira de exterminar definitivamente um vampiro é cravar-lhe uma estaca de madeira no coração — exatamente o tipo de estaca que eu gostaria de usar quando vejo saírem do túmulo certas explicações para a origem da palavra ALUNO...
ler completoVeja como o vocábulo VERNISSAGEM, neto da palavra VERNIZ, entrou aqui como turista, mudou de gênero e acabou adquirindo a cidadania brasileira.
ler completoAs aparências enganam: um "algebrista" não era uma espécie de matemático, mas um misto de barbeiro com cirurgião.
ler completoHipócrates e Galeno, os dois grandes médicos da Antiguidade Clássica, ficariam abismados se pudessem conhecer os avanços científicos e tecnológicos da Medicina moderna; no entanto, muitas das palavras que eles usavam dois mil anos atrás fazem parte do vocabulário de todos os médicos do séc. XXI.
ler completoO Doutor explica por que temos adjetivos eruditos para BOI, CABRA e CARNEIRO, mas não para LHAMA, ALPACA e PINGUIM.
ler completoAlguns querem condenar o uso de BAFÔMETRO (do vocábulo, não do aparelho) sob a alegação de que seria um HIBRIDISMO. O Doutor mostra que este conceito é racista e preconceituoso.
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