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	<title>Sua Língua</title>
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	<description>Gramática, língua portuguesa, regras de ortografia, novo acordo ortográfico</description>
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		<title>sonso</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 01:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia e curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Isso e aquilo]]></category>
		<category><![CDATA[Semântica]]></category>
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		<description><![CDATA[SONSO, assim como TEMPORÃO e HANDICAP, terminou virando uma palavra dupla-face, uma espécie de antônimo de si mesma — o que exige, para seu emprego, que se tomem cautelas muito especiais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify;padding-left: 180px"><span style="font-size: medium">SONSO, assim como TEMPORÃO e HANDICAP, terminou virando uma palavra dupla-face, uma espécie de antônimo de si mesma — o que exige, para seu emprego, que se tomem cautelas muito especiais.</span></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Nossa língua — século mais, século menos — tem lá seus novecentos anos de existência, ao longo dos quais não foram poucas as palavras que se afastaram do  sentido original. Queiramos ou não, elas sempre vão mudar, porque este é o seu destino: ao contrário da pedra ou da chuva, elas só existem em nosso pensamento e terão o valor, portanto, que os falantes de uma determinada época, por meio de outras palavras, atribuírem a elas. Algumas mudam tanto que acabam antônimas de si mesmas, verdadeiras palavras dupla-face; este processo linguístico muito chamou a atenção de Freud e é até hoje estudado pela Psicanálise, que o chama pelo nome técnico de <strong>enantiossemia — </strong>do Grego <strong><em>enantio</em></strong>, "contrário, inverso" e <strong><em>semia</em></strong>, "significado".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Já comentamos aqui o caso — um belo exemplo para o que acima afirmamos — de <a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/05/11/temporao/"><strong>temporão</strong></a>. Por muito tempo este termo, nascido da mesma família que o Espanhol <strong><em>temprano</em> </strong>("cedo"), serviu para designar aquilo que acontecia <strong>antes</strong> do tempo: uma morte <strong>temporã</strong><strong> </strong></span></span><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">era uma morte </span></span><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium"><strong>prematura</strong>, assim como os frutos <strong>temporões</strong> eram aqueles que amadureciam <strong>antes</strong> da hora prevista. Pois um belo dia (que durou centenas de anos), a palavra sofreu um giro de 180º e passou a significar "tardio", num sentido diametralmente oposto ao que tinha ao nascer. Para o falante atual, um filho <strong>temporão</strong> é aquele que vem quando os outros filhos já estão criados, e os frutos <strong>temporões</strong> amadurecem quando o tempo normal da colheita já terminou. O problema surge quando lemos autores de outras épocas ou de outros países onde também se fala o Português: quando um autor fala de uma "paixão <strong>temporã</strong>", só o contexto nos dirá qual dos lados da moeda está valendo. </span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Depois veio <a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/04/30/handicap/"><strong><em>handicap</em></strong></a>, vocábulo que fomos buscar na Inglaterra, onde significa "desvantagem" (para quem se surpreende, lembro que o Inglês formou daí o termo <strong><em>handicapped</em></strong>, que abrange, de forma genérica, os deficientes físicos). Ora, como é usado para designar, no golfe e no turfe, uma certa soma de pontos que o concorrente melhor precisa ceder ao outro para que a disputa fique parelha (portanto, uma <strong>desvantagem</strong> para o mais forte, mas uma <strong>vantagem</strong> para o mais fraco), o termo assumiu no Brasil o sentido inverso daquele que tinha ao nascer, tornando-se duvidosa sua interpretação: sem a oração que vem depois do ponto-e-vírgula, seria impossível ao leitor saber com certeza o que eu quero dizer com uma frase simples como "Seu maior <strong><em>handicap</em> </strong>foi ter estudado Medicina em Cuba; agora, aguente as consequências" (a propósito: para quem ainda tem dúvidas sobre qual é o nosso melhor dicionário, recomendo cotejar o verbete <strong><em>handicap</em> </strong>do Houaiss com o do Aurélio ou do Aulete; a superioridade do primeiro é constrangedora!).</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Explico isso tudo porque uma jovem estudante de Campos, no Rio de Janeiro, inconformada com a correção de uma prova, escreveu para o Sua Língua em busca de socorro e de conforto: numa questão valendo um ponto inteiro, a professora pediu um sinônimo para a palavra <strong>sonso</strong> nesta frase da Clarice Lispector (<strong><em>A Hora da Estrela</em></strong>) — "Assim é que os senhores sabem mais do que imaginam e estão fingindo de <strong>sonsos</strong>". Diz ela: "Eu coloquei <strong>tolo</strong> e ela marcou errado. Reclamei, mas ela abriu o dicionário e disse que o sentido certo de <strong>sonso</strong> é <strong>dissimulado</strong> — e encerrou o assunto.  Mas professor, minha avó até hoje ralha comigo e diz que não é para eu me fazer de <strong>sonsa </strong>— isso é <strong>boba</strong>, não é?".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Em primeiro lugar, minha jovem, vejo que tua avó é tão sabida quanto era a minha, de quem tantas vezes ouvi o "não te faz de <strong>sonso</strong>" (com o tratamento típico do gaúcho e com o imperativo negativo exatamente como deveria ser, e não com o artificialíssimo "não te faças" que nos impingiram): um dos significados de <strong>sonso</strong> (o mais antigo, vindo do <em>zonzo</em> do Espanhol) é mesmo o de "tolo, tanso, simplório". O outro sentido, dominante, é exatamente o oposto. Para Bluteau, é o "maliciosamente simples"; para Morais, é "o astuto e fino que cobre a sua esperteza com ar e mostras de simpleza e tolice" — e assim para todos os dicionários modernos, que destacam o caráter dissimulado da sonsice. Em segundo lugar, fica com a consciência tranquila, pois tua resposta estava certa. A professora fez muito bem em mostrar o dicionário — o aluno só tem a ganhar nesses contatos com o "amansa burro" —, mas não percebeu, como tu percebeste, que o verbo <strong>fingir </strong></span><span style="font-size: medium">aponta para o significado mais antigo de "tolo, abobado", já que ninguém  "finge ser dissimulado". Cá para nós, o estilo impreciso de Clarice  também contribui para o embrulho: "os senhores sabem mais do que  imaginam mas estão fingindo de sonsos" não tem pé nem cabeça, qualquer  que seja o sentido que se atribua aqui a</span><span style="font-size: medium"><strong> </strong><strong>sonso</strong> — mas nesse banhado eu não entro, que não sou bobo. Fique o abacaxi para a crítica literária.</span></span></p>
<p style="text-align: justify">______________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>PORTUGUÊS PARA CONCURSOS </strong> — Comunico aos amigos do Sua Língua que iniciam, no dia 5 de março, novas turmas do meu curso de Português para concursos de nível superior, na Casa de Ideias, no Shopping Total, em Porto Alegre. Para mais informações, basta escrever para <strong>portugues@casadeideias.com</strong></span></span></span></p>
<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;count=none&amp;text=sonso" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;count=none&amp;text=sonso" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2012%2F02%2F08%2Fsonso%2F&amp;title=sonso" id="wpa2a_2">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>CAIXA ESPECIAL: GUIA PRÁTICO DO PORTUGUÊS CORRETO</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 00:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Finalmente, a verdadeira Caixa de Pandora da Língua Portuguesa: a L&#38;PM acaba de lançar a CAIXA ESPECIAL que reúne os quatro volumes (quase 1.000 páginas) do Guia Prático do Português Correto. Para vestibulares, para concursos e para todos aqueles que têm interesse e prazer em ler sobre os fatos de nossa língua. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-size: x-large"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: large">Finalmente reunidos! A L&amp;PM acaba de lançar a caixa contendo os quatro volumes do GUIA PRÁTICO DO PORTUGUÊS CORRETO — Ortografia, Morfologia, Sintaxe e Pontuação. Todo o conteúdo organizado em quase 1.000 páginas de texto.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size: large"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><strong>Veja mais no YouTube</strong>: <a href="http://youtu.be/ChvuZospQFQ"><strong>aqui</strong></a></span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: x-large"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: large"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/files/2011/12/CAIXA-CLIC3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1093" src="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/files/2011/12/CAIXA-CLIC3.jpg" alt="" width="636" height="950" /></a><br />
 </span></span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium"><span style="font-size: large"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/files/2011/12/CAIXA-CLIC.jpg"><br />
 </a></span></span></span></p>
<p style="padding-left: 30px"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"> </span></span></p>
<p style="padding-left: 30px"> </p>
<p style="padding-left: 30px"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"> </span></span></p>
<p style="padding-left: 150px"> </p>
<p style="padding-left: 150px"> </p>
<p style="padding-left: 150px"> </p>
<p style="padding-left: 150px"> </p>
<p style="padding-left: 150px"><span style="font-size: x-large"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong><br />
</strong></span></span></p>
<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;count=none&amp;text=CAIXA%20ESPECIAL%3A%20GUIA%20PR%C3%81TICO%20DO%20PORTUGU%C3%8AS%20CORRETO" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;count=none&amp;text=CAIXA%20ESPECIAL%3A%20GUIA%20PR%C3%81TICO%20DO%20PORTUGU%C3%8AS%20CORRETO" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F12%2F22%2Fcaixa-especial-guia-pratico-do-portugues-correto%2F&amp;title=CAIXA%20ESPECIAL%3A%20GUIA%20PR%C3%81TICO%20DO%20PORTUGU%C3%8AS%20CORRETO" id="wpa2a_4">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Popurri: grafia fonética, parônimos, gravidezes</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2011/12/03/popurri-grafia-fonetica-paronimos-gravidezes/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 14:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conceitos lingüísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Flexão nominal]]></category>
		<category><![CDATA[grafia fonética]]></category>
		<category><![CDATA[gravidezes]]></category>
		<category><![CDATA[parônimos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este POPURRI de questões de linguagem vai da conveniência ou não de criar uma GRAFIA FONÉTICA ao conceito de PARÔNIMO, passando pelos OSSOS DO OFÍCIO e pelo plural de GRAVIDEZ. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva">Em plena 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, ofereço aos meus leitores este <strong>popurri*</strong> de questões de linguagem (<strong>* </strong>do Fr. <em>pot-pourri</em>, "mistura de elementos heterogêneos; miscelânea").</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>1 — GRAFIA FONÉTICA</strong> — Um leitor que se assina <strong>Usuário da Silva</strong> (este comovente pseudônimo me trouxe saudades daqueles personagens da minha infância que portavam nomes ingênuos como <strong>Concordino </strong>ou <strong>Sujismundo</strong>...) pergunta se não seria mais lógico fazer uma reforma ortográfica que tornasse <strong>fonética</strong> a nossa maneira de escrever. "Por que ninguém pensou nisso?", conclui ele, sem ironia — e é por isso, sem ironia, que vou responder: simplesmente porque não seria possível. Isso explica, aliás, por que nunca foi tentado em qualquer lugar civilizado que valha a pena mencionar. A inteligência dos sistemas ortográficos existentes no mundo reside exatamente nisso: eles permitem escrever de uma forma única aquilo que os falantes podem pronunciar de várias maneiras diferentes. Escrevemos <strong>dois</strong>, mas o carioca diz /doix/, o gaúcho diz /dois/; escrevemos <strong>medicina</strong>, mas o pernambucano diz /médicina/, enquanto nós dizemos /mêdicina/; escrevemos <strong>mas</strong>, e dizem /más/, /mais/ ou /mãs/. Um sistema fonético seria baseado na fala de que região? E as outras? E as diferenças individuais de pronúncia, que são bem marcadas mesmo dentro de uma mesma área geográfica? Creia, meu caro Usuário: nosso sistema é o melhor possível para desempenhar esta incrível tarefa de dar uma forma razoável, na escrita, à soma infinita de todas as pronúncias.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>2 — GRAVIDEZES</strong> — Outro leitor vem deplorar certos plurais que, a seu ver, são "angustiantes". Assistindo a uma  palestra sobre gestação em adolescentes, estremeceu ao ouvir falar em <strong>gravidezes</strong>; numa cerimônia de produtores rurais, sentiu-se agredido com a forma <strong>arrozes</strong>; finalmente, fugiu de uma bucólica produtora de mel  quando ela comentou que o Piauí tem os melhores <strong>méis</strong> do mundo. "Sei que são plurais possíveis, mas são um insulto ao bom gosto!". Ora, prezado leitor, bom ou mau gosto são critérios muito vagos. <strong>Gravidezes</strong>, <strong>gizes</strong>, <strong>arrozes</strong>, <strong>méis</strong>, etc. vêm sendo usados há séculos (não é figura de linguagem: são séculos, mesmo), mas em contextos que não são muito frequentes no nosso quotidiano. Tenho certeza de que um médico ou uma parteira não estranham <strong>gravidezes</strong> (até porque não existe outra maneira de dizer: "A paciente, depois de tantas .....). O arroz, o mel, a soja, o trigo são nomes não-contáveis (<em>mass nouns</em>, no Inglês, lembra?) e, por isso, ficam sempre no singular — na nossa linguagem usual. Quando me refiro, no entanto, a várias espécies, é muito comum pluralizá-los: "o calor da brasa carameliza os <strong>açúcares</strong> da carne", "o arbóreo não está entre os <strong>arrozes</strong> produzidos no Brasil", e por aí vai a valsa.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>3 —</strong> <strong>ÓCIOS DO OFÍCIO</strong>? — Outro leitor implica com a expressão <strong>ossos</strong> <strong>do ofício</strong>. O correto não seria <strong>ócios</strong>? Não, meu caro, é <strong>osso</strong></span><span style="font-family: verdana,geneva"> mesmo — a parte ruim, a parte dura, que qualquer atividade pode encerrar; afinal, como a sabedoria popular já decretou, quem comeu a carne que roa os ossos. Antenor Nascentes, com mais cerimônia, diz que são "os percalços, as contrariedades inerentes a um mister, uma arte, uma indústria, um cargo".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>4 —PARÔNIMOS</strong>? — Letícia W., de Novo Hamburgo, tenta abrir caminho no meio do cipoal terminológico: "Gostaria de conhecer uma definição mais clara de <strong>parônimos</strong>, pois na minha cabeça eles se confundem com os homófonos e os homógrafos". Pois fique sabendo, minha cara leitora, que este é um conceito que está praticamente condenado entre os  especialistas, e por um motivo bem razoável: os <strong>parônimos</strong> seriam aquelas palavras "parecidas" que deixam o usuário confuso na hora de escolher a forma correta. Ora, este conceito de "parecido" é cultural (isto é, depende da cultura do falante) e, por isso mesmo, vago e amplo demais para ser científico. Para uma pessoa de pouca instrução, <strong>horta</strong> e <strong>aorta</strong>, <strong>figo</strong> e <strong>fígado</strong> são parônimos; para mim e para meus leitores, não são. Os termos <strong>tráfego</strong> e <strong>tráfico</strong> são parônimos porque as duas sílabas que vêm depois da tônica soam da mesma forma em ambos; são parônimos também <strong>eminente</strong> e <strong>iminente</strong> porque tanto o E quanto o I (letras) são pronunciados como /i/, na posição pretônica. <strong>Cessão</strong>, <strong>sessão</strong> e <strong>seção</strong><strong> </strong></span></span><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">são parônimos porque são homófonos, sem ser homógrafos.</span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong> </strong><strong>Sustar</strong> e <strong>suster</strong> são parônimos porque se confundem miseravelmente durante sua conjugação (responda depressa: a qual dos dois verbos pertence <strong>sustinha</strong>? E <strong>sustava</strong>? E <strong>susteve</strong>? E <strong>sustou</strong>?). <strong>Intimorato </strong>(destemido) e <strong>intemerato</strong> (puro, íntegro) são parônimos porque a cara dum é o focinho do outro; etc. Como podes ver, nem todos são homófonos, nem todos são homógrafos — mas, como diria um jovem de hoje, com sua precisão peculiar, é "tipo tudo parecido".</span></span></p>
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		<title>Blitzes</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 15:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia e curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Flexão nominal]]></category>
		<category><![CDATA[aportuguesamento]]></category>
		<category><![CDATA[estrangeirismos]]></category>
		<category><![CDATA[plural de vocábulos aportuguesados]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde os italianos dizem raviolo, ravioli, os brasileiros mudaram para RAVIÓLI, RAVIÓLIS; onde os alemães dizem blitz, blitze, os brasileiros estão mudando para BLITZ, BLITZES.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;padding-left: 120px"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium"><strong>Onde os italianos dizem <em>raviolo</em>, <em>ravioli</em>, os brasileiros mudaram para RAVIÓLI, RAVIÓLIS; onde os alemães dizem <em>blitz</em>, <em>blitze</em>, os brasileiros estão mudando para BLITZ, BLITZES.</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: helvetica">Há pouco mais de duas semanas, um aluno me questionou sobre a manchete que encontrou em jornal de grande circulação no país: "PM faz <strong>blitze</strong> sucessivas na favela". "Confio no meu ouvido, professor, e ele me diz que aqui está faltando um <strong>S</strong>. O senhor não acha?". Acho, e sempre achei — e ia começar a apresentar meus argumentos quando um segundo aluno, tão rápido no gatilho quanto interessado na matéria, interveio, triunfante: "Mas a palavra já está no plural! O jornal está correto! <strong><em>Blitze</em></strong>, em Alemão, é <strong>plural</strong> — e, pior, é <strong>masculino</strong>: um <strong><em>blitz</em></strong>, dois <strong><em>blitze</em></strong>". Os dois olharam para mim, esperando o meu veredito (para os que preferem <strong>veredicto</strong>, forma também correta, lembro que não existe letra muda no sistema brasileiro; aqui na Pindorama, como no jogo do bicho, vale o que está escrito: quem escreve aquele <strong>C</strong> deve também pronunciá-lo) — como eu dizia, olharam para mim, esperando o veredito, e eu então me senti personagem de uma daquelas edificantes histórias orientais, um verdadeiro Confúcio dos trópicos, porque pude me ouvir respondendo: "Saibam vocês que ambos estão cobertos de razão".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: helvetica">Tem razão aquele que aponta a origem alemã do vocábulo. <strong><em>Blitz</em> </strong>significa "relâmpago", mas aqui está sendo usado como parte da expressão <strong><em>Blitzkrieg</em> </strong>("guerra relâmpago"), conceito tático-militar que Hitler tornou tristemente famoso, e que meu fiel <em>Oxford English Dictionary</em> define como "ataque ou ofensiva desfechada subitamente, com grande violência, com o objetivo de reduzir imediatamente as defesas". Os ingleses começaram a usar este termo nos anos 40, quando Londres vivia sob o constante fogo da Luftwaffe; no Brasil, há mais de trinta anos ele é usado pela nossa imprensa para designar as batidas que a polícia faz de surpresa, geralmente com efetivo e armamento reforçados. Pelo sistema morfológico do Alemão, o plural do nominativo é <strong><em>blitze</em></strong>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: helvetica">Por outro lado, também tem razão aquele que sugere que o plural <strong>blitzes</strong> calharia bem melhor a nossos olhos e ouvidos. Afinal, uma das grandes vantagens do Português é o princípio básico (e extremamente salutar) que rege o sistema de absorção de vocábulos estrangeiros: qualquer palavra que entra em nossa língua deve acompanhar o comportamento das palavras nativas, assumindo os traços fonológicos, morfológicos e ortográficos a que estamos habituados. As estranhíssimas <strong><em>bazooka</em></strong>, <strong><em>maillot</em> </strong>e <strong><em>gnocchi</em> </strong>há muito circulam por aqui transformadas em <strong>bazuca</strong>, <strong>maiô</strong> e <strong>nhoque </strong>— o que é bom para os brasileiros, que assim não são obrigados a decifrar grafias exóticas, e para as próprias palavras, que podem agora andar por aí alegremente, sem temer o olho sinistro e acusador dos fascistas do idioma.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: helvetica">Como eu disse, ambos têm razão: <strong><em>blitz</em> </strong>realmente é uma palavra estrangeira, que, na língua de origem, tem o plural <strong><em>blitze</em> </strong>— mas, de tão usada que é, já deveria ter sofrido a nacionalização definitiva, assumindo o plural <strong>blitzes</strong>, como <strong>gizes</strong> ou <strong>narizes</strong>. Não interessa para nós o comportamento deste vocábulo no Alemão; aqui ele vai dançar conforme nossa música. Pouco se nos dá que <strong><em>enveloppe</em></strong>, no Francês, seja feminino; aqui ele virou masculino, e pronto. E não importa que, no Italiano, <strong><em>raviolo</em> </strong>e <strong><em>gnoccho</em> </strong>sejam o singular e <strong><em>ravioli</em> </strong>e <strong><em>gnocchi</em> </strong>sejam o plural; os dois  pratos atravessaram o Atlântico e viraram <strong>ravióli</strong> (plural <strong>raviólis</strong>) e <strong>nhoque</strong> (plural <strong>nhoques</strong>). Por isso, se <strong>blitz</strong> é masculino na terra de Goethe, aqui se tornou feminino, num processo totalmente inconsciente dos falantes, certamente influenciados por alguma característica sonora do vocábulo. Se a imprensa aderir à forma modernizada, estou certo de que poucos haverão de reclamar, pois estaremos, como se diz, passando a mão no sentido certo do <strong><span style="color: #339900">pêlo </span></strong>do gato.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: helvetica"><span style="color: #339900"><strong>Depois do Acordo:</strong></span> <span style="color: #339900">pêlo &gt; <strong>pelo</strong></span><br />
 </span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: helvetica"> </span></span></p>
<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;count=none&amp;text=Blitzes" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;count=none&amp;text=Blitzes" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F11%2F20%2Fblitzes%2F&amp;title=Blitzes" id="wpa2a_8">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>CURSO DE PORTUGUÊS - NÍVEL SUPERIOR</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2011/10/23/portugues-para-concursos/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 02:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Lições de gramática]]></category>
		<category><![CDATA[concursos]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[nível superior]]></category>
		<category><![CDATA[português para concursos]]></category>

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		<description><![CDATA[CURSO DE PORTUGUÊS

AOS AMIGOS DO SUA LÍNGUA: dia 7 de NOVEMBRO, na Casa de Ideias, no Shopping Total, terá início meu Programa Completo para Concursos de Nível Superior. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/files/2011/10/Português-Concursos-email.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1062" src="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/files/2011/10/Português-Concursos-email-300x292.jpg" alt="" width="369" height="360" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><span style="font-size: large"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong><span style="font-size: x-large">PROGRAMA:</span></strong></span></span></p>
<p><span style="font-size: large"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong><span style="font-size: x-large"><br />
</span></strong></span></span></p>
<p><strong><span style="font-size: large">1 — FONOLOGIA E ORTOGRAFIA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">a) Letra e fonema. Vogais, consoantes e semivogais. Ditongos crescentes e decrescentes. Tritongos. Hiatos. Dígrafos. Encontros consonantais perfeitos e imperfeitos. Separação de sílabas. Parônimos.</p>
<p style="text-align: justify">b) O sistema ortográfico. Emprego das letras. Acentuação: a regra de 1943 e as modificações introduzidas pelo Acordo. Grafia dos <strong>porquês</strong>.</p>
<p><strong><span style="font-size: large">2 — MORFOLOGIA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">a) Estrutura do léxico. O quadro das dez classes gramaticais. A importância de cada uma delas. Classes <strong>variáveis </strong>e <strong>invariáveis</strong>; a distinção adjetivo/advérbio. Classes <strong>abertas</strong>: substantivos, adjetivos e verbos. Classes <strong>fechadas</strong>: artigos, numerais, pronomes advérbios. Um caso especial: os advérbios em –<strong>mente</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">b) A criatividade lexical: processos de formação das classes abertas. Derivação. O mecanismo da derivação sufixal. Formas paralelas na formação de substantivos por sufixação. Composição vernácula e composição erudita. O aportuguesamento de vocábulos estrangeiros: o processo de filtragem ortográfica. Princípios gerais. Processos menores: truncamento, siglas, nomes industriais, vocábulos criados no mundo literário e contribuições da gíria.</p>
<p style="text-align: justify">c) O substantivo e as classes que o acompanham. Abstratos de ação e de qualidade. Número: plurais problemáticos. Plural dos nomes em –<strong>ão</strong>. Plural dos diminutivos. Gênero: substantivos de gênero duvidoso. Casos especiais de feminino (presidenta, generala, etc.)</p>
<p style="text-align: justify">d) O adjetivo. Superlativo dos adjetivos — formas abundantes. Equivalência de locuções adjetivas e adjetivos eruditos. Consequências da alteração na ordem <strong>substantivo-adjetivo</strong>. Plural dos substantivos e adjetivos compostos.</p>
<p style="text-align: justify">e) Artigos, numerais e pronomes. A organização do sintagma nominal. Pronomes demonstrativos adjetivos e pronomes indefinidos adjetivos. Artigo opcional antes de nomes próprios e de pronomes possessivos. Consequências no uso do acento de crase. Emprego de artigo antes dos nomes de cidades, estados e países. Concordância do numeral com o substantivo. Os demonstrativos: emprego de <strong>este </strong>e <strong>esse</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">f) Verbos: regulares x irregulares; abundantes x defectivos. Tempos primitivos e derivados. Dificuldades na conjugação: derivados de <strong>ter, ver, vir, pôr</strong>, etc. Conjugação com o pronome <strong>O </strong>enclítico. Verbos defectivos: <strong>precaver </strong>e <strong>reaver</strong>. Particípios abundantes. Formação do Imperativo. A diferença entre <strong>tu </strong>e <strong>você</strong>. Problemas ortográficos: <strong>S </strong>ou <strong>Z</strong>, <strong>J </strong>ou <strong>G</strong>, -<strong>ui </strong>ou –<strong>ue</strong>, etc.</p>
<p><strong><span style="font-size: large">3 — SINTAXE</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">a) A estrutura da frase simples. Morfologia x sintaxe; classe x função. Sujeito e predicado: os padrões frasais. Verbos intransitivos: o padrão S – V- ∅. Os transitivos: padrões S-V-OD, S-V-OI e S-V-OD-OI. Distinção entre objeto direto e objeto indireto. Os verbos de ligação: o padrão S-V-Predicativo. O predicativo do objeto. Adjunto adverbial. Configuração e posição na frase. Voz ativa e voz passiva. O agente da passiva. O equívoco da NGB: adjunto adnominal e complemento nominal. Sintaxe dos pronomes pessoais – retos e oblíquos.</p>
<p style="text-align: justify">b) Concordância e regência. Orações sem sujeito: <strong>haver </strong>e <strong>fazer</strong>. Verbos impessoais nas locuções verbais. Voz passiva pronominal (ou sintética). Concordância do verbo <strong>ser</strong>. Casos duvidosos de regência. Crase.</p>
<p style="text-align: justify">c) O período composto. Diferenças entre a coordenação e a subordinação. Nexos oracionais: coordenativos x subordinativos. Os pronomes relativos. Orações substantivas, adjetivas e adverbiais. Equivalência concessivas—adversativas. Equivalência causais—consecutivas. O conceito de "oração principal". Orações reduzidas e desenvolvidas.</p>
<p><strong><span style="font-size: large">4 — PONTUAÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Pontuação e sintaxe. A vírgula: deslocamentos e intercalações; orações adjetivas explicativas. O ponto-e-vírgula: enumerações complexas, coordenadas assindéticas e conjunções pospositivas. Parêntese e travessão. Equivalências. Pontuação final: ponto, interrogação, exclamação, reticências.</p>
<p><strong><span style="font-size: large">5 — INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Reconhecimento do campo semântico. Análise contextual de palavras e expressões. Tipos de enunciado e diferentes abordagens. Conceito e a abrangência de inferência. Reconhecimento do tema geral do texto. Argumentos utilizados pelo autor. Métodos práticos que facilitam a interpretação.</p>
<h2><strong><span style="font-size: large">6 — REESCRITA</span></strong></h2>
<p style="text-align: justify">O que é semântica. A importância dos nexos oracionais. Os modalizadores textuais e sua função. Inversões sintáticas e modificações semânticas. Correção gramatical x manutenção do sentido. Nominalização de subordinadas e coordenadas. Transposição da desenvolvida para reduzida e vice-versa.</p>
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		<title>Segredos do betão</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 01:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conceitos lingüísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Isso e aquilo]]></category>

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		<description><![CDATA[A tão propalada unificação do mundo lusófono — uma das promessas mais fantasiosas do Novo Acordo — não ocorreu, não vai ocorrer nem PODE ocorrer. Os brasileiros e os portugueses compartilham o mesmo idioma, mas cada um à sua maneira e feitio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 150px;text-align: justify">A tão propalada unificação do mundo lusófono — uma das promessas mais fantasiosas do Novo Acordo — não ocorreu, não vai ocorrer nem PODE ocorrer. Os brasileiros e os portugueses compartilham o mesmo idioma, mas cada um à sua maneira e feitio.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Quase já não se comenta, nestes últimos meses de 2011, o episódio do Acordo e de sua afobada implementação no Brasil. Aqui por essas bandas, onde "novo" é um adjetivo irresistível, ele é visto como fato consumado, pouco importando se nossos irmãos do Velho Mundo, que têm a paciência e a sabedoria de um povo que já passou pela fome e pela peste, ainda não decidiram se vão ou não tragar este caldo indigesto. A ver...</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">A esta altura, porém, algo deve ter ficado bem claro para todos — mesmo para aqueles que defenderam a necessidade dessa última reforma: a tão propalada "unificação" do mundo lusófono não ocorreu, nem vai ocorrer — na verdade, <strong>não pode</strong> ocorrer. Além dos milhares de discrepâncias ortográficas que o próprio texto do Acordo acolheu, os falantes daquém e dalém mar dão nomes diferentes a um sem-número de coisas do dia-a-dia, o que faz com que os portugueses riam tanto de nós quanto nós deles.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">O assunto veio à baila porque um amigo hospedou uma arquiteta portuguesa que veio a Porto Alegre especialmente para conhecer o belíssimo museu de mestre Siza; como a visitante trouxe na bagagem seus dois filhos pequenos — "os miúdos", como dizem por lá —, os filhos do meu amigo, também "miúdos", tiveram uma excelente experiência da diversidade linguística que separa um país do outro. Em plena praça, no recanto infantil, os portuguesinhos correram alegremente para os <strong>balanços</strong>, saudando-os pelo nome de <strong>baloiços</strong> — e essa foi fácil, porque a palavra é parecida e, mais importante, o objeto estava ali, diante dos olhos. Mas que diabo seria o tal <strong>balancê </strong>(com a bênção do Acordo "unificador", eles escrevem <strong>balancé</strong>, assim como escrevem <strong>bebé</strong> e <strong>caraté</strong>), o tal balancê, repito, que eles em vão se puseram a procurar? A mãe tentou ajudar e lembrou que o nome do brinquedo, no seu tempo de menina, era <strong>arre-burrinho</strong> — e desenhou, com traço profissional, aquilo que chamamos de <strong>gangorra</strong>... Depois, examinando com olho crítico o solo macio e regular do parquinho, os dois petizes sentenciaram que aquele era o chão ideal para jogar <strong>berlindes</strong> — palavra estranha que, como meu amigo verificou depois, era o que chamávamos de <strong>bolinhas de gude</strong> (aliás, também um nome esquisito e de origem obscura).</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">O gabinete de curiosidades <span style="color: #339900"><strong>linguísticas</strong></span>, contudo, ainda tinha atrações por vir: a visitante, encantada com a quantidade de árvores que encontrou em nossas praças e ruas (seu anfitrião mora no bairro Petrópolis), lamentou que na região em que ela vive "o <strong>betão</strong> praticamente tenha destruído o verde". Ao se referir, em seguida, ao grande número de <span style="color: #000000"><strong>auto-estradas</strong></span> e barragens construídas na última década, lamentou, mais uma vez, o avanço da selva de <strong>betão</strong> — e, com isso, forneceu o contexto necessário para que meu amigo, fazendo as sinapses necessárias, percebesse que ela estava falando simplesmente do <strong>concreto</strong>, e não de algum vândalo destruidor de florestas, primo português do Ricardão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Naturalmente curioso, meu amigo veio aqui em casa perguntar por que cargas d'água os portugueses resolveram chamar de <strong>betão</strong> o que o mundo inteiro chama de <strong>concreto</strong>. Expliquei que não era uma idiossincrasia lusitana, mas que eles simplesmente tinham adotado um radical derivado do Francês <strong><em>beton</em></strong>, o qual, por sua vez, veio do Latim <strong><em>bitumen</em></strong>, enquanto nós tínhamos escolhido o mesmo caminho do Inglês <strong><em>concrete</em></strong>, que tomou como modelo o <strong><em>concretus</em></strong> latino — embora, fechando o circuito, nosso concreto seja misturado na <strong>betoneira</strong>. Satisfeito com a descoberta, andou pesquisando na internet portuguesa e deu boas risadas ao encontrar preciosidades (para nossos ouvidos, é claro) do tipo "betão armado", "betão fresco", "a cura do betão", "betão pré-esforçado" (sossegue, leitor; é simplesmente o nosso concreto protendido) — além de um manual intitulado "Mil segredos do betão".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Ora, estranho por estranho, estamos tão acostumamos com <strong>concreto</strong> que não percebemos que este vocábulo também é um conceito filosófico fundamental, oposto a <strong>abstrato</strong> — e que, portanto, um título como "A fragmentação do concreto" pouco nos informa sobre o conteúdo do livro. E o que dizer dos <strong><em>hispanohablantes</em></strong>, nossos vizinhos aqui e na Europa, que chamam o concreto de <strong><em>hormigón</em></strong>? Algo a ver com formiga? Sim. Corominas informa que vem de <strong><em>hormigo</em></strong>, um doce semelhante ao nosso pé-de-moleque, feito com mel e pedacinhos de nozes, cuja textura sugere a do concreto e cujo nome vem mesmo da formiga, por lembrar os grãos que este laborioso e aborrecido insetinho acumula em seus celeiros subterrâneos. Com todo o respeito, vamos convir que <strong><em>hormigón armado</em></strong> sugere aqueles monstros terríveis (em todos os sentidos) que povoavam os filmes B de nossas antigas <strong>matinês</strong> (ou <strong>matinés</strong>, para os lusos).</span></span></p>
<p><strong><span style="color: #339900"><span style="font-size: medium">Depois do Acordo:</span></span></strong><br />
 <span style="color: #339900"><span style="font-size: medium">lingüísticas &gt; <strong>linguística</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify">_____________________________________</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"> </span></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service facebook_like" src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=75&amp;action=like&amp;colorscheme=light&amp;height=20&amp;ref=addtoany" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:90px;height:21px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;count=none&amp;text=Segredos%20do%20bet%C3%A3o" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service twitter_tweet" src="http://platform.twitter.com/widgets/tweet_button.html?url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;counturl=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;count=none&amp;text=Segredos%20do%20bet%C3%A3o" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:55px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><!--[if IE]><iframe frameborder="0" allowTransparency="true" class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><![endif]--><!--[if !IE]><!--><iframe class="addtoany_special_service google_plusone" src="https://plusone.google.com/u/0/_/%2B1/button#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;size=medium&amp;count=false" scrolling="no" style="border:none;overflow:hidden;width:32px;height:20px"></iframe><!--<![endif]--><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwp.clicrbs.com.br%2Fsualingua%2F2011%2F10%2F22%2Fsegredos-do-betao%2F&amp;title=Segredos%20do%20bet%C3%A3o" id="wpa2a_12">Compartilhar/Favoritos</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pitadas e punhados</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 04:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia e curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa receita de risoto, você lê: "Acrescente três punhados de arroz". A quanto isso realmente corresponde?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;padding-left: 180px"><strong><span style="font-family: verdana,geneva">Numa receita de risoto, você lê:"Acrescente três punhados de arroz". A quanto isso realmente corresponde?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Uma velha amiga de Quaraí me enviou por mão própria — talvez por causa da greve dos Correios — algumas voltas de excelente morcilha caseira, juntamente com uma cartinha das antigas, escrita naquele papel aéreo de linhas azuis. Entre várias amenidades, uma pergunta: "Professor, herdei o caderno em que minha tataravó, fazendeira das antigas e matriarca de família grande, costumava registrar suas receitas. Eu quase não cozinho por ele, pois as quantidades são muito imprecisas e as receitas quase sempre dão errado. Vou eu saber quanto era, para ela, uma <strong>pitada</strong>? E um <strong>punhado</strong>, quanto é? O senhor tem alguma ideia?".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Entendo o problema: o Brasil só entrou no sistema métrico decimal no reinado de Dom Pedro II, lá pela segunda metade do séc. 19 — e isso no papel, porque o tempo necessário para assimilar as novas formas de medir estendeu-se ainda por várias gerações. Ora, pelos meus cálculos, quando os brasileiros foram apresentados a <strong>quilos</strong>, <strong>gramas</strong>, <strong>metros</strong> e <strong>centímetros</strong>, a tataravó da nossa leitora já era moça feita, e, como fizeram quase todas as suas contemporâneas, deve ter dado pouca atenção a essas novidades supérfluas. Sentia-se mais segura usando as medidas tradicionais, baseadas nas dimensões do próprio corpo — a <strong>polegada</strong>, o <strong>pé</strong>, o <strong>palmo</strong>, o <strong>côvado</strong>, a <strong>pitada</strong> —, sem imaginar que seus registros culinários seriam inúteis para sua futura tataraneta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Pois foi exatamente por esse caráter subjetivo e impreciso que o Ocidente tratou de abandonar o sistema intuitivo que media o mundo segundo os parâmetros do corpo humano. <strong>Pés</strong> e <strong>polegadas </strong></span></span><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva">têm  hoje um tamanho fixo, expresso em quantidades exatas de milímetros   (304,8 e 25,4, respectivamente); no Brasil pré-métrico, contudo, a</span></span><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium"><strong> </strong><strong>polegada </strong> teria o tamanho da segunda falange do dedo polegar — fosse de um ogro, fosse de uma princesa. O <strong>pé</strong> correspondia rigorosamente a uma dúzia dessas flutuantes <strong>polegadas</strong>, o que, como se pode imaginar, não queria dizer muita coisa. O <strong>palmo</strong> seria a distância entre a extremidade do polegar e a do dedo mínimo, estando a mão aberta e com a palma virada para baixo; o <strong>côvado</strong> (ou <strong>cúbito</strong>), como o nome está dizendo, designava a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio; a <strong>braça</strong> era igual à distância de um punho ao outro, com os dois braços estendidos horizontalmente — mas havia divergências quanto a estarem as mãos abertas ou fechadas. A vantagem deste sistema é que ninguém era apanhado desprevenido, pois sempre tinha consigo os instrumentos de medição. No entanto, como seria de esperar, os resultados obtidos não podiam ser exatos; considerando-se as diferenças de porte e estatura que existem entre os humanos, uma hipotética transação entre os patagões e os pigmeus, por exemplo, haveria de resultar numa verdadeira balbúrdia.</span> <br />
 </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Interessante é o caso da <strong>milha</strong>, que vem da expressão latina <em>mille passuum</em> ("mil passos"), correspondendo à extensão percorrida por um soldado romano de estatura média que tivesse dado mil passadas completas, contadas quando o mesmo pé tocava o chão. Desfrutando de uma avançada rede de estradas, Roma tinha o costume de plantar um imponente marco de pedra a cada milha — os famosos <strong>marcos miliários</strong> —, que permitiam ao viajante saber a que distância se encontrava da cidade. Uma média da distância entre eles nos permite constatar que a milha romana tinha cerca de 1,5 km; uma legião percorria 20 milhas em 5 horas em marcha normal (cerca de 30 km), e 24 milhas (36 km) em marcha acelerada — nada mal para soldados que carregavam 30 kg de equipamento. Segundo alguns etimólogos, o instrumento para medir as passadas era feito de duas hastes ligadas numa das pontas por uma dobradiça — o que veio a dar, no nome e na forma, o nosso atual <strong>compasso</strong> divisor.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">Chegamos agora ao <strong>punhado</strong> e à <strong>pitada</strong>. O primeiro seria a "quantidade de qualquer coisa contida numa mão" — o que, em culinária, é vago e impreciso; numa receita de risoto, por exemplo, a utilização desta medida para o arroz pode levar a um resultado bem diferente do esperado, pois a mão voltada para baixo retém muito menos grãos que a mão voltada para cima, em forma de concha. A <strong>pitada</strong>, desde o tempo do rapé, é a pequena porção de qualquer substância em pó que se consegue reter entre o indicador e o polegar. Quem cozinha com frequência termina, por tentativa e erro, "calibrando" suas pitadas e pode confiar nelas na hora de dosar o sal, a pimenta ou o fermento; todavia, considerando que há dedinhos e dedões, não servem para transmitir receitas para outras pessoas, como descobriu a amável leitora quaraiense.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="font-size: medium">À guisa de encerramento, aproveito para lembrar aos amigos que na última segunda-feira de outubro inicia, na <strong>Casa de Ideias</strong>, no Shopping Total, em Porto Alegre, meu curso de Português voltado para concursos de nível superior. Informações: [51] 82293664 ou <a href="mailto:portugues@casadeideias.com"><strong><span style="color: #0000ff">portugues@casadeideias.com</span></strong></a>.<br />
 </span></span></p>
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		<title>meados</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 12:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Através dos dicionários]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos lingüísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Flexão nominal]]></category>
		<category><![CDATA[Lições de gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Questões do momento]]></category>
		<category><![CDATA[autoridade linguística]]></category>
		<category><![CDATA[norma culta]]></category>
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		<description><![CDATA["Em MEADO de setembro" ou "em MEADOS de setembro"? Ambas estão corretas, mas o PLURAL é a forma preferida desde o séc. XIX. Outra daquelas falsas polêmicas que seriam evitadas com um pouco mais de leitura...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;padding-left: 120px">"Em <strong>meado </strong>de setembro" ou "em <strong>meados </strong>de setembro"? Ambas estão corretas, mas o PLURAL é a forma preferida desde o séc. XIX. Outra daquelas falsas polêmicas que seriam evitadas com um pouco mais de leitura...</p>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><span style="font-size: medium">Alguns leitores estranham que uma coluna como <em>O Prazer das Palavras</em>, dedicada singelamente a comentar e a apreciar as riquezas do idioma, nem sempre seja tão mansa e serena como o tema faria supor. Afinal, dizem eles, trata-se de gramática e de ortografia, e não de futebol ou política — e não há nada que justifique o ânimo agreste, quase impertinente, com que <span style="color: #339900"><strong>freqüentemente </strong></span>estas poucas linhas são traçadas. Pois se enganam, amigos, que nem tudo são rosas por aqui; as questões de linguagem têm o condão de despertar as emoções mais primitivas do indivíduo, e certamente vocês ficariam surpresos com a raiva instilada em certas cartas que recebo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><span style="font-size: medium">Um bom exemplo foi o que aconteceu com <strong>meados</strong>. Um leitor perguntou se era verdade que a expressão <strong>em meados</strong> seria condenável, como afirmava taxativamente um de seus professores. "Ele me descontou um ponto na prova, argumentando que <strong>meado</strong> significa "meio" e só deve ser usado no singular, pois seria ilógico falarmos em <strong>meados de 2011</strong>; está certo o raciocínio?". Expliquei-lhe, então, que o professor estava desatualizado; embora historicamente o vocábulo fosse usado no singular, há quase dois séculos passamos a preferir <strong>meados</strong>, forma já empregada por escritores do porte de Machado de Assis e Eça de Queirós, e que o próprio dicionário <em>Houaiss</em>, no verbete <strong>meado</strong>, informava que o termo é "<span style="color: #339900"><strong>freqüentemente </strong></span>usado no plural, como substantivo". <strong> </strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><span style="font-size: medium">Ao que parece, meu leitor, faceiro com a resposta, fez da minha mensagem uma capa vermelha e foi agitá-la diante dos olhos do touro — no caso, o referido professor; este, depois de escarvar o chão com as patas, tomado de fúria contra mim, que era mero espectador da tourada, investiu com tudo que tinha, numa mensagem agressiva que culminava num parágrafo cheio de peçonha: "Quando você se faz escrevente de Machado de Assis, Eça de Queirós e demais escritores para justificar alguns termos considerados incorretos pelos especialistas em língua portuguesa, vem-me a crassa dúvida: esses distintos escritores ditavam as regras de nosso vernáculo ou eram meros mortais regidos pelas regras impostas pelos filólogos, lexicólogos e afins?". Viram só o topete? Mas isso lá é jeito de entrar numa discussão acadêmica? Infelizmente eu não tenho a virtude cristã da tolerância e acabo reagindo no mesmo tom; diga-se a meu favor, porém, que nunca cito o nome desses malcriados, pois acho que precisam ser protegidos deles mesmos. O que segue é a resposta que ele recebeu.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><span style="font-size: medium">"Mas que raciocínio arrevesado, cidadão! Então o senhor não sabe que os especialistas em nossa língua são exatamente Machado, Eça, Vieira, Drummond, e não os gramáticos, filólogos e professores? Estes últimos, aliás, entre os quais humildemente me incluo, não têm direito algum de <strong>impor</strong> regras, especialmente para os escritores; seu papel neste universo é tentar entender como funciona o idioma e formular regras que descrevam esse funcionamento. Isso não significa, é claro, que o escritor tenha um toque de Midas que transforme em norma  qualquer idiossincrasia de seu estilo, pois, como diz o antiquíssimo brocardo filológico, "às vezes até o próprio Homero cochila" —, mas o uso frequente de uma determinada forma por vários desses especialistas mostra ao usuário consciente uma das possibilidades do idioma.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><span style="font-size: medium">No início, <strong>meado</strong> era usado como <strong>adjetivo</strong> (na verdade, o particípio do verbo <strong>mear</strong>, "repartir, chegar ao meio"): "ele morreu <strong>meado</strong> dezembro", "vinho <strong>meado</strong> de água", "círculo <strong>meado</strong> de branco e preto". Com relação a tempo, opunha-se aos também particípios <strong>findo</strong> e <strong>começado</strong>: "<strong>Meado</strong> setembro, começaram as chuvas" ("<strong>Findo</strong> setembro", "<strong>Começado</strong> setembro"). A partir do séc. XIX, porém, vai se firmando o seu emprego como <strong>substantivo</strong> <strong>plural</strong>. Euclides da Cunha fala em "<strong>meados</strong> do século", Eça fala em "<strong>meados</strong> já tépidos de março"; Aquilino Ribeiro usa "<strong>meados</strong> da Quaresma" e Machado, sempre o melhor, fala de uma senhora que "prorrogou seus belos cachos de 1845 até <strong>meados </strong>do segundo neto". Não vejo nada de inusitado nesta pluralização, também ocorrida com <strong>fim</strong> e com <strong>começo</strong> (nos <strong>fins</strong> do verão, nos <strong>começos</strong> do século, etc.), que pode ser encontrada abundantemente em Vieira, Euclides, Eça e Machado, entre muitos outros.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: trebuchet ms,geneva"><span style="font-size: medium">Ora, quando autores deste quilate usam determinada palavra ou expressão <strong>assim</strong>, e algum professor diz só poderia ser <strong>assado</strong>, não tenha dúvida: o gajo não fez as  leituras que deveria ter feito em seu curso de Letras. Se existem dezenas de exemplos do plural <strong>meados</strong> na obra dos grandes escritores, isso significa que classificá-lo de "erro" é uma asneira que só pode ser cometida por quem não os leu. Entre os caminhos que a língua portuguesa oferece, o senhor tem o direito de achar <strong>meado</strong> mais bonito ou mais lógico, mas não pode cometer o absurdo, no seu sonho onipotente, de dizer que Machado e Eça (que conhecem cem vezes mais o idioma do que todos nós) estavam errados."</span></span></p>
<p><strong>[O PRAZER DAS PALAVRAS</strong><strong> </strong>- ZH — 24/09/2011]</p>
<p><strong><span style="color: #339900">Depois do Acordo: </span></strong><span style="color: #339900">freqüentemente</span><strong><span style="color: #339900">&gt;frequentemente</span></strong></p>
<p><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif"><span style="font-size: medium"><strong>Nota para os amigos do Prata</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif"><span style="font-size: medium"> Embora de cunho nitidamente escatológico, acho necessário um pequeno esclarecimento dirigido a vocês e a outros <em>hispanohablantes </em>que porventura cheguem a ler esta página: <strong>meado</strong>, em Português, é o inofensivo particípio do verbo <strong>mear</strong>, "dividir em dois, partir ao meio", enquanto <strong><em>meado</em></strong>, em Espanhol, é o particípio do verbo <strong><em>mear</em></strong>, "urinar" (sua raiz, segundo o dicionário da Real Academia, é o verbo  <strong><em>meiāre</em>, </strong>do Latim Vulgar, que também originou o nosso rústico <strong>mijar</strong>). Ora, tendo esses verbos a mesma forma, mas significados tão diferentes, fica fácil imaginar a estranheza que o título deste artigo será lido por quem tenha o Castelhano como língua materna...</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif"><span style="font-size: medium">Aproveitando a charla — já que falamos de <strong>mijar</strong> e da Real Academia —, registro um fato pitoresco e praticamente desconhecido para o leitor brasileiro: entre as duas Grandes Guerras, na Espanha, os jovens membros de um movimento poético de vanguarda promoveram uma grande mijada ("<em>una meada grupal</em>") nas paredes da Real Academia Espanhola. Este grupo, conhecido como a Geração de 1927, organizou várias manifestações para comemorar o tricentenário da morte do poeta Luís de Gôngora, cujo gênio e talento não eram ainda reconhecidos pela cultura oficial da época. Indignados com a indiferença dos acadêmicos para com uma data tão importante, reuniram-se, na tarde de 23 de maio de 1927, diante do edifício da Academia e, na descrição de uma testemunha, decoraram suas paredes com uma "caprichosa coroa de efêmeros jorros dourados". Achei a ideia inspiradora; nossa ABL bem que merece a homenagem de uma <em>meada colectiva</em>, depois da c*g*da que fez com seu Vocabulário Ortográfico.</span></span></p>
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		<title>Ouvidos e orelhas</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 18:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia e curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Origem das palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Semântica]]></category>
		<category><![CDATA[Precisão vocabular]]></category>
		<category><![CDATA[vocabulário médico]]></category>

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		<description><![CDATA[No mundo das palavras, certas distinções que o vocabulário científico faz questão de manter muitas vezes não valem um prego aqui embaixo, na planície em que vivemos — e vice-versa. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="padding-left: 120px;text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="color: #800000"><strong>No mundo das palavras, certas distinções que o vocabulário científico faz questão de manter muitas vezes não valem um prego aqui embaixo, na planície em que vivemos — e vice-versa. </strong></span></span></p>
<p><strong> <br />
 </strong></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: helvetica"><span style="font-size: medium">Uma leitora que presumo muito jovem  — o e-mail veio todo enfeitado de carinhas amarelas que piscam o olho freneticamente para mim — escreve para saber se "algo" que ela ouviu de "certa" pessoa "está valendo". O estilo é peculiar, a precisão é incomparável: "Professor: <strong>ouvido</strong> e <strong>orelha</strong>. Uma pessoa muito sábia disse que uma dessas palavras havia sido extinta de nosso idioma; a pessoa, no caso, não lembrava exatamente qual das duas. Procurei muito no Google e não achei nada sobre o fato — se é que é fato — o senhor me entende?".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: helvetica"><span style="font-size: medium">Entendo, sim, e muito bem. "Uma pessoa muito sábia"? Posso imaginar! Deve ser realmente muito sabida uma criatura que faz tão absurda afirmativa — uma palavra que se extingue, vejam só! — e que, para remate da ópera, esquece de qual dos dois termos está falando. Palpiteiro e, ainda por cima, desmemoriado? <em>Vade retro</em>! Mas vejo que a tua intuição, prezada leitora, levantou uma peninha de desconfiança providencial, que te levou ao Google e, finalmente, a esta coluna. Para começar, não existem palavras <strong>extinguíveis</strong>; depois que elas nascem, nada as faz morrer, e o máximo que pode acontecer com elas é entrar em hibernação. Vamos continuar a usá-las — tanto <strong>orelha</strong> quanto <strong>ouvido</strong> — enquanto nosso idioma for falado em nosso planeta.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: helvetica"><span style="font-size: medium">Outra coisa é o emprego desses vocábulos na linguagem técnica ou científica. O fenômeno ocorre em todas as áreas profissionais, que precisam definir — para os profissionais que fazem parte daquele ramo — o significado que deve ser atribuído a cada termo empregado. No mundo jurídico, por exemplo, <strong>roubo</strong> e <strong>furto</strong> são coisas distintas porque o primeiro pressupõe a presença da vítima, que é intimidada ou forçada a entregar o bem, enquanto o segundo é executado <strong>furtivamente</strong> pelo ladrão (apesar de lugar comum, confesso que ainda acho certa graça no eufemismo "amigo do alheio"), que vai praticar o seu crime sem que a vítima tome conhecimento. Para mim e para ti, para o mundo real, no entanto, essa distinção não vale um prego; se levaram meu carro — seja durante minha ausência, seja com ameaça ou violência contra mim, vou dizer para todo o mundo que meu carro foi <strong>roubado</strong>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: helvetica"><span style="font-size: medium">Os médicos, por sua vez, seguem, em suas comunicações, a <strong><em>Nomina Anatomica</em></strong> (é Latim, e por isso não leva acento; a pronúncia é /nômina anatômica), lista periodicamente revisada de todos os nomes relativos ao corpo humano — músculos, órgãos, tendões, ossos e tudo o mais que compõe nossa perecível carcaça. Atualmente esta publicação começa a ser substituída pela <strong><em>Terminologia Anatomica</em></strong> (também Latim, também sem acento; há os que se opõem a esta troca de nome, mas isso é assunto interno que cabe às academias médicas decidir), e ali — ao menos no Brasil — há uma tendência de substituir o termo <strong>ouvido</strong> por <strong>orelha</strong>, passando o antigo "ouvido interno", por exemplo,  a ser chamado de "orelha interna". Posso imaginar o espanto com que um leigo há de ouvir essa expressão... Como podes ver, a Medicina não extinguiu o termo <strong>ouvido</strong>, o que seria impossível, mas apenas passou a recomendar (repito: no Brasil, mas não em Portugal) que se adotasse preferencialmente <strong>orelha</strong>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: helvetica"><span style="font-size: medium">Não me interessa saber por que fizeram isso, pois devem ter lá razões técnicas suficientes, mas asseguro-te que essa alteração <strong>em nada</strong> vai influir em nossas vidas, prezada leitora. Eu e tu ainda continuaremos a distinguir uma "dor no ouvido" de uma "dor na orelha"; se alguém vier nos fazer uma confidência, vamos dizer "sou todo ouvidos" (e nunca "sou todo orelhas"); quem não se importar com o que os outros dizem continuará a fazer "ouvidos de mercador" (e não "orelhas de mercador"); se meu filho tiver dom para a música, vou afirmar que ele tem "um bom ouvido" (e não "uma boa orelha") — e assim por diante.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: helvetica"><span style="font-size: medium">Isso é exatamente o que acontece com os vocábulos <strong>ave</strong> e <strong>pássaro</strong>. Para mim, o condor é um grande <strong>pássaro</strong> que vive nas alturas geladas dos Andes, gigantesco como o <strong>pássaro</strong>-<strong>roca</strong> das <strong><em>1001 Noites</em></strong>;<strong> </strong>para os biólogos, contudo, o condor pode ser uma <strong>ave</strong>, mas não é <strong>pássaro</strong> coisa nenhuma — assim como também não o são o papagaio, a garça, o tucano, o beija-flor, a ema, o gavião e a rolinha. Para mim e para os leigos, <strong>pássaro</strong> é o que voa; se for pequeno, é <strong>passarinho</strong>. Na linguagem técnica do Português, todo <strong>pássaro</strong> é <strong>ave</strong>, mas nem toda a <strong>ave</strong> é <strong>pássaro </strong>—<strong> </strong>diferente do Francês ou do Inglês, em que <strong><em>oiseau</em></strong> e <strong><em>bird</em></strong>, respectivamente, se aplicam a qualquer espécie de vertebrado plumado.</span></span></p>
<p style="padding-left: 120px">[Coluna O PRAZER DAS PALAVRAS - ZH de 27/8/2011]</p>
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		<title>Lendo o dicionário (2)</title>
		<link>http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2011/08/13/lendo-o-dicionario-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 17:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio Moreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Através dos dicionários]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Etimologia e curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Bluteau]]></category>
		<category><![CDATA[dicionários]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Morais]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitura de um dicionário com personalidade pode trazer mais divertimento e emoção do que muitos desses romances premiados que hoje chovem por aí, em que nada acontece entre uma capa e outra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 180px;text-align: justify"><span style="font-size: medium">A leitura de um dicionário com personalidade pode trazer mais divertimento e emoção do que muitos desses romances premiados que hoje chovem por aí, em que nada acontece entre uma capa e outra.</span></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>3 —</strong> Quando falamos, na coluna anterior, sobre a possibilidade de encontrar prazer e divertimento na leitura de dicionários, usamos como exemplo supremo a obra do famoso Dr. Johnson (1755), cujo estilo pitoresco e impertinente é muito mais vívido que o estilo impessoal exigido pelas técnicas atuais. A meu ver, é uma pena que o humor não seja um critério valorizado por aqueles que se dedicam à lexicografia; entre os dicionários modernos, a exceção mais conhecida é <strong><em>The Chambers Dictionary</em></strong>, que nasceu — seria uma ironia do destino? — exatamente na Escócia, terra que o bom Doutor tanto gostava de criticar. Nele ainda se percebe o dedo do editor, que faz questão de estampar suas opiniões no próprio texto do verbete, como podemos ver em "<strong>zapear</strong> — alternar rapidamente entre vários canais de televisão, numa vã tentativa de encontrar alguma coisa interessante", ou "<strong>restauração</strong> — renovação e reconstrução (algumas vezes, quase a destruição) de um prédio, de uma obra de arte, etc.".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva">Se o humor for involuntário, pouco importa; vamos rir da mesma forma. Alexandre Dumas nos conta que certa feita, durante uma das revisões do <strong><em>Dictionnaire de l'Académie Française</em></strong>, o imortal a quem cabia redigir o artigo sobre o camarão pediu a Charles Nodier que opinasse sobre o verbete que tinha escrito: "<strong>camarão</strong> — pequeno peixe vermelho que anda de marcha a ré". "Sua definição só tem um problema", respondeu Nodier, implacável — "é que o camarão não é um peixe, só fica vermelho quando o cozinham e não nada para trás; quanto ao resto, está perfeita".</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><strong>4 —</strong> Na falta de um Dr. Johnson vernáculo, vamos nos contentar com um passeio pelas páginas dos dicionários de Bluteau (1712) e de Morais (1813, o ano da boa edição) — ambos com consulta livre <strong><a href="http://tinyurl.com/47fwwe"><span style="color: #0000ff">aqui</span></a></strong>. O leitor deverá ter notado que todas as obras mencionadas foram escritas antes de 1850, data que poderíamos tomar como o marco inicial da explosão vocabular que acompanhou o desenvolvimento científico e tecnológico da segunda metade do séc. XIX — o que significa que elas praticamente só contêm as palavras de uso geral, não especializado. Como estes dicionários estão livres da imensa quantidade de termos técnicos e científicos que hoje seriam indispensáveis, oferecem a nossos olhos um retrato muito mais nítido  daquilo que poderíamos chamar de "núcleo lexical" do nosso idioma — a essência, o âmago, o cerne mesmo desta grande e frondosa árvore que é a língua portuguesa.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva">O estilo deles é variado, mas fascinante. Morais alterna entre o grosseiro e o sutil. O verbete para <span style="color: #339900"><strong>diarréia</strong> </span>é tosco: "doença, fluxo do ventre, em que sai dele uma evacuação frequente de matéria clara, áquea, mucosa, glutinosa, com escuma, biliosa ou denegrida dos intestinos", mas o de <strong>encalpelar</strong> é quase poético: "levantar, encrespar e fazer dobrar o ápice ou língua da onda sobre si mesma, como sucede andando o mar mui grosso". Às vezes suas definições saem ao trancos e barrancos: <strong>anta</strong> – "animal quadrúpede do tamanho de um bezerro de seis meses, com figura de porco, mas a cabeça é maior; tem os olhos pequenos e em lugar do rabo lhe ficam uns cabelos que vêm caindo; nas mãos tem quatro unhas ocas, nos pés três, e um princípio de uma quarta unha"; <strong>alce</strong> — "espécie de cabra brava, de grandeza cavalar. Grã-besta". Às vezes, por outro lado, são precisas e valiosas: <strong>acolá</strong> – "aquela parte, o lugar distante <strong>que se aponta</strong>, onde não está quem fala, nem a pessoa a quem se fala". Algumas são surpreendentes: <strong>antecuco </strong>– "aquele que a mulher enganava antes do casamento";  <strong>caramelo</strong> — "a neve congelada; caramelo de açúcar" (Bluteau, no verbete <strong>urso</strong>, diz: "no Mar Glacial há ursos brancos que andam por cima dos caramelos").  Outras são de uma crueza comovente: <strong>batecu</strong> — "golpe que se dá com o assento do corpo, caindo"; Bluteau traz, com restrições, a palavra <strong>cu</strong> — "inurbano e descomposto sinônimo de assento traseiro e pousadeiro" — e aproveita para incluir <strong>cuada</strong> — "pancada que se dá com tal parte no chão"; em outro lugar, refere-se ao mesmo monossílabo como "o<strong> nome do cano real do microcosmo</strong>" — verdadeira obra-prima de ironia e de estilo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva">Como sou otimista, imagino que muitos, além de mim, valorizem preciosidades desse tipo — às quais acrescento, volta e meia, a saborosa surpresa de constatar que existem relações há muito esquecidas entre palavras de cujo parentesco eu não suspeitava, apesar da óbvia semelhança — como <strong>garra</strong> e <strong>agarrar</strong> ("prender com garra"); <strong>andar</strong> e <strong>andaime</strong> ("o espaço por onde se pode andar"); <strong>desfile</strong> e <strong>desfiladeiro</strong> ("passo estreito por onde a tropa não pode passar senão marchando à desfilada", a qual, por sua vez, vem a ser a "disposição dos soldados quando vão em fileiras um após o outro"); <strong>pinhão</strong> e <strong>apinhar</strong> ("ajuntar muito muitas coisas, como estão juntos os pinhões das pinhas") — e assim por diante (as definições são do Morais).</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: medium"><span style="font-family: verdana,geneva"><span style="color: #339900"><strong>Depois do Acordo:</strong> diarréia&gt;<strong>diarreia</strong></span><br />
 </span></span></p>
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