Blue chips de peso
Sustentada por forte aumento dos preços do petróleo no Exterior, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) emplacou nova valorização. Em dois pregões, a bolsa recuperou (5,5%) a maior parte da perda acumulada em cinco sessões (6,42%).
Blue chips de maior peso no mercado e com as maiores quedas na semana passada, as ações das companhias petrolíferas e do setor de minério de ferro concentraram as compras no pregão. Os papéis da Petrobras avançaram quase 5% devido à redução das reservas de petróleo nos EUA. Isso é bom para os investidores, mas prejudicial à economia global porque indica provável desaceleração no consumo de combustíveis.
A reação mais intensa (quase 7%) dos papéis da Vale deveu-se à divulgação de informações favoráveis ao setor siderúrgico. A Rio Tinto, por exemplo, deve investir US$ 2,15 bilhões na expansão da produção em mina no Mato Grosso do Sul. Além disso, a gigante mundial Arcelor Mittal e o conglomerado industrial Siemens anunciaram lucros acima do previsto.
Graças ao fluxo positivo de divisas, o dólar caiu ainda mais, encostando na marca de R$ 1,5550 de 19 de janeiro de 1999. É que, com juros elevados, os estrangeiros sentem-se atraídos a aplicar em ativos de renda fixa do país. A moeda já acumula baixa de 12% em 2008.
Postado por Marçal Alves Leite


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