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Posts de agosto 2008

Garantia do futuro

30 de agosto de 2008 2

Planos de previdência em foco

Entrevista com Sidney Famelli, superintendente de produtos da Real Tokio Marine Vida e Previdência

1) Quais os motivos na expansão das vendas de planos de previdência nos últimos anos?

Incentivo fiscal, diversificação e excelente rentabilidade dos fundos dos planos e preocupação cada vez maior da população em relação à aposentadoria paga pela Previdência Social.

2) Ao resolver adquirir um plano, quais os aspectos o consumidor deve avaliar?

Solidez e credibilidade da instituição, taxas e rentabilidade dos fundos.

3) E pontos que não se deve abrir mão para fechar uma negociação?

Ética e transparência da instituição na sua relação com o cliente.

4) Qual é o peso da taxa de administração e de carregamento no saldo do fundo?

Na realidade, as taxas são diluídas no decorrer dos anos em função da rentabilidade, do incentivo fiscal e da inexistência de come-cotas.

5) Os preços dos planos variam conforme a idade do interessado? Há produtos diferenciados por perfil de cliente?

Um plano de previdência complementar depende da acumulação de recursos provenientes das contribuições e da receita de juros a serem capitalizados em um determinado período de tempo. Por isso, quanto menor for o prazo de contribuição de uma pessoa, maior será o seu esforço para acumular o que uma pessoa mais nova acumularia no mesmo período. Há produtos diferenciados por perfil de investidor do cliente, ao incentivo fiscal e às assistências.

6) Há outros aspectos importantes na aquisição de planos de previdência?

A idade com que a pessoa deseja começar a receber a renda mensal e o valor que ela pode contribuir mensalmente, o tempo que ela vai deixar o dinheiro investido, a forma de declaração de Imposto de Renda (completa ou simplificada) e o perfil de investidor: conservador, moderado ou agressivo.

7) Na Real Tokio Marine, quais produtos oferecem vantagens em relação ao mercado?

Dentre as vantagens dos produtos da Real Tokio Marine Vida e Previdência estão a taxa de carregamento reduzida e a boa performance dos fundos que maximizam a reserva no médio e longo prazos.

8) Qual é o perfil da empresa? Que público atende no Brasil? O porte e a credibilidade da empresa também precisam ser avaliados pelo futuro cliente?

A Real Tokio Marine Vida e Previdência é fruto de uma joint venture entre o Banco Real e a Tokio Marine Nichido. A empresa atua desde 1995, é a sexta maior empresa por reserva acumulada, administrando ativos superiores a R$ 5,1 bilhões, e a sexta por receita acumulada, com uma captação superior a R$ 1,3 bilhão. Seu público-alvo são os clientes do Banco Real. Como já foi dito, o porte e a credibilidade da empresa devem ser avaliados pelo futuro cliente.

Mais informações: www.rtmvp.com.br

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

29 de agosto de 2008 0

Dados de incertezas

Seguindo a tendência em Wall Street, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou baixa superior a 1%, consolidando perda de 6,43% no mês, quando o dólar comercial, com alta de 4,55%, liderou as aplicações financeiras. Conforme o IGP_M, houve deflação de 0,32% em agosto.

O desempenho negativo das bolsas deveu-se à reversão de expectativas quanto à economia norte-americana. Acabou a euforia com o Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 3,3%, em vez da estimativa de 1,9% no segundo trimestre. É que os investidores foram surpreendidos por novas estatísticas sobre consumo e renda no país.

Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, a renda dos consumidores alcançou em julho o maior recuo (0,7%) em quase três anos e bem acima das previsões de analistas. Além disso, os gastos dos consumidores apresentaram um modesto crescimento no período.

Ainda bem que teve pouco efeito os temores com o avanço do furacão Gustav, que vinha durante a semana pressionando os preços do barril petróleo. Classificado inicialmente como tempestade tropical, o Gustav deve provocar estragos no Golfo do México, onde se concentram instalações petrolíferas, mas essas preocupações foram compensadas pela estabilidade entre o dólar e o euro. Tudo é relativo no pregão, inclusive o impacto de fenômenos naturais.

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

28 de agosto de 2008 0

Revisão de ânimos

Contagiada pelo otimismo em Wall Street, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou a segunda alta consecutiva. Apesar de melhorar em relação às duas jornadas anteriores, o volume de R$ 4,314 bilhões ainda ficou abaixo da média diária de R$ 4,81 bilhões no mês.

Também motivada por nova queda do barril de petróleo, a Bolsa de Nova York (Nyse) emplacou ganho pela terceira vez seguida devido à revisão para cima do crescimento dos EUA. E o novo número é bem substancial. Anunciada inicialmente em 1,9%, o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 3,3% no segundo trimestre.

As exportações no trimestre passado superaram as expectativas, melhorando o resultado da balança comercial, além de mostrar aumento nos gastos dos consumidores. Essa reviravolta também removeu, pelo menos por enquanto, os temores de economistas quanto aos desdobramentos da crise norte-americana.

Mesmo contendo o avanço dos papéis da Petrobras, que na Bovespa respondem por quase um quinto dos negócios, o novo recuo do petróleo reforçou a animação nos EUA. Até as commodities agrícolas tiveram baixas na rodada. É que, com combustíveis mais baratos, os custos tendem a cair, assim com reduz a pressão da inflação.

Postado por Marçal Alves Leite

Créditos de carbono

28 de agosto de 2008 0

BM&F Bovespa promove novo leilão

O segundo leilão de reduções certificadas de emissão (RCEs) de titularidade da Prefeitura Municipal de São Paulo promove dia 25 de setembro, às 8h30min, na BM&F Bovespa. Serão leiloados 713 mil RCEs gerados nos termos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em único lote, sendo 454.343 créditos procedentes do projeto do Aterro Sanitário Bandeirantes e 258.657 provenientes do projeto do Aterro Sanitário São João.

O leilão de carbono será realizado por meio da internet, por meio do site www.bmf.com.br/leilaocarbono, e a divulgação do preço mínimo para os lances de compras das RCEs será no dia 24, um dia antes da realização do leilão.

O primeiro leilão de RCEs aconteceu em 26 de setembro de 2007, quando foram negociados créditos correspondentes a 808.450 toneladas de dióxido de carbono, também da Prefeitura de São Paulo, geradas pelo Aterro Sanitário Bandeirantes. O banco europeu Fortis Bank NV/SA arrematou o lote por cerca de R$ 34 milhões. Na ocasião, 14 instituições foram habilitadas para o leilão, com nove delas apresentando lances de ofertas.

O edital do leilão de créditos de carbono está disponível no endereço: http://www.bmf.com.br/portal/pages/MBRE/negociacao.asp

 

Postado por Marçal Alves Leite

Hábito cultural

28 de agosto de 2008 0

Economizar faz parte da vida das pessoas

Poupar é como parar de fumar ou fazer exercício físico. É uma decisão difícil. O começo é muito custoso. Após várias promessas e tentativas, o primeiro depósito finalmente é feito, mas o dinheiro se acumula bastante devagar. Os aportes se tornam mais esparsos e a vontade de desistência toma conta. Há períodos de recaída em que os valores acabam sacados (ou consumidos) independentemente de efetiva necessidade.

Mas, aos poucos, o saldo aparece e a motivação aumenta. Então, é um abraço. Alguns consumidores chegam até a renunciar gastos habituais em bens e serviços só para verem o bolo mais crescido. É importante lembrar que, assim como a atitude de não poupar, economizar em demasia não é recomendado. O ideal é equilibrar os gastos e a poupança de maneira em que possa se manter a qualidade de vida por tempo indeterminado. Ou seja, no presente e no futuro.

É unanimidade entre os especialistas: quem poupar 10% de sua renda dificilmente enfrentará problemas de finanças. Isso em uma situação de normalidade. Quanto maior o percentual, maior será a tranqüilidade. A quantia, porém, segundo essa receita, deve ser separada antes do pagamento de contas e dos gastos com gêneros básicos. O principal é que, mesmo em menor proporção, o hábito passe a fazer parte da vida das pessoas.

Na Região Sul, uma família, em média, ganha R$ 1.610 e gasta R$ 1.534. Com isso, terá um capital de R$ 912 em 12 meses, mais o rendimento da aplicação. Se optar pela caderneta, são cerca de R$ 64, pois sua remuneração está em torno de 7% ao ano. Com quase R$ 1 mil à disposição, o aplicador poderá mudar para modalidades mais promissoras, como fundos de renda fixa ou de ações e clubes de investimentos. E, assim por diante, vai chegar um dia em que a poupança iniciada com apenas R$ 76 terá um montante capaz de bancar uma viagem, um carro e até mesmo a casa própria. É uma questão cultural.

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

27 de agosto de 2008 0

À mercê de furacões

Mesmo com o capital externo fora do pregão, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) fechou com boa valorização graças à terceira alta seguida do petróleo e da busca de barganhas por investidores domésticos.

Responsáveis por um terço do giro financeiro, as ações da Petrobras e da Vale lideraram a reação do índice da Bovespa, que retomou a marca de 55 mil pontos. Mas o volume somou apenas R$ 3,588 bilhões, ante média diário de R$ 4,835 bilhões no mês. Sem investidores estrangeiros, portanto, não há liquidez e, sem rumo, os negócios ficam à mercê de eventos alheios ao crescimento sustentável da economia.

Por causa do avanço do furacão Gustav no Golfo do México, onde há várias instalações petrolíferas, o barril de petróleo encostou em US$ 120, impulsionando os papéis da Petrobras. As commodities metálicas seguiram a tendência, permitindo recuperação das ações da Vale, Usiminas e Gerdau.

Mas os estragos do Gustav tiveram impacto diferente nos EUA. Apesar de beneficiar as ações das companhias de petróleo, os investidores norte-americanos têm aversão à elevação dos preços da commodity, pois temem afetar o consumo no médio e longo prazos. Aliás, foi a economia real que garantiu novo ganho em Wall Street. Os pedidos de bens duráveis à indústria surpreenderam atingindo em julho aumento acima do esperado.

Postado por Marçal Alves Leite

Pesos pesados

27 de agosto de 2008 0

Participação de Petro e Vale no Ibovespa

Tem um colega meu no serviço que teima que a participação da Petrobras no volume de negócios da Bovespa não passa de 15%. Pode citar a tua fonte?

Obrigado

David

Prezado David

Obrigado pela leitura. Em parte, teu colega tem razão. Na verdade, Petrobras e Vale é que, juntas, representam cerca de um terço dos negócios do pregão. Conforme a segunda prévia do Ibovespa, que deve vigorar no período de setembro a dezembro de 2008, as duas Petrobras respondem por 18,369%, enquanto as duas da Vale lideram, com 16,273%. Na soma das quatro, dá 34,642%.

Conforme a Bovespa, abaixo o peso dos quatro papéis no índice composto pelas 65 ações mais negociadas do mercado brasileiro:

Código Ação Peso no índice

Petr3 Petrobras ON 2,870%

Petr4 Petrobras PN 15,499%

Vale3 Vale do Rio Doce ON N1 3,357%

Vale4 Vale do Rio Doce PNA N1 12,916%

Abraços

Marçal

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

26 de agosto de 2008 0

Andando de lado

Depois de aumentar mais de 1%, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) encerrou com pequena baixa em outra rodada de retração. O índice chegou a superar 55 mil pontos, mas acabou retornando ao nível de 54 mil unidades.

Sem convicção no rumo dos negócios, muitos investidores optaram pelo afastamento do pregão, provocando drástica queda no giro desta semana. Em duas sessões, a movimentação somou R$ 5,86 bilhões, abaixo da média diária de R$ 5,99 bilhões registrada no ano. Em agosto, o volume atinge apenas R$ 4,9 bilhões por dia.
Nem ligeira valorização do petróleo no Exterior estimulou as transações na Bovespa, onde as ações da Petrobras representam cerca de um terço do total de negócios. Alguns papéis caíram muitos nas últimas semanas. Aparentemente, segundo analistas, o pior cenário já passou. Mas nem preços baixos motivam os investidores domésticos.
A expectativa é de que o capital estrangeiro volte efetivamente ao pregão, no qual participa com cerca de 30% do volume. Enquanto isso não ocorre, a tendência é do mercado andar de lado. Na linguagem dos operadores, isso significa negócios fracos e sem liquidez por conta do desinteresse de compradores e vendedores. Os preços sobem ou caem pouco sem mostrar tendência definida.

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

25 de agosto de 2008 0

Preço do calote

Durou pouco a trégua no mercado acionário. Após três pregões de altas na semana passada, as bolsas do Brasil e dos EUA amargaram perdas de mais de 2% devido a novos desdobramentos da crise financeira norte-americana.

Rumores sobre provável rebaixamento da nota de crédito da seguradora AIG abalou os negócios em Wall Street, onde as ações da companhia despencaram cerca de 5%. Mas os problemas não ficaram no alerta da agência Fitch Ratings sobre a classificação de risco dos títulos da AIG.

As autoridades reguladoras dos EUA fecharam um banco no Estado do Kansas, o Columbian Bank and Trust, em razão dos prejuízos causados pela falta de pagamento de créditos de alto risco (subprime). Além disso, o JP Morgan deve apresentar baixa contábil de US$ 600 milhões devido aos investimentos em ações perpétuas das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie.

Devido a um recuo das commodities, as ações da Petrobras, Vale e Gerdau lideraram as perdas na Bovespa, na qual também foram arrastados os papéis do setor bancário. As baixas superaram 2%. Graças a expansão do crédito e pela elevação dos juros básicos, porém, os bancos brasileiros _ segundo a consultoria Economática _ apresentaram rentabilidade média de 21,7% no primeiro semestre, ante 8,9% das instituições norte-americanas. É o preço dos bancos com os inadimplentes. Mais cedo ou tarde, esse custo acaba na conta dos consumidores.

Postado por Marçal Alves Leite

Preços de ações

25 de agosto de 2008 0

Variações elevadas são normais no pregão

E daí meu velho, como vão as coisas? Talvez tu consiga me explicar um caso específico: as ações preferenciais da J B Duarte tiveram oscilação de 16%, enquanto a bolsa fechou em baixa. Isso ocorre por que uma valorização de 1 centavo por ação representa esses 16%? Sabe me dizer porque esse papel valorizou?

Um abraço

Otto Lauer

Prezado leitor e amigo

Fui atrás de explicação para essa valorização, mas não localizei nas últimas semanas informações capazes de provocar tamanha disparada. Mas altas ou baixas desproporcionais são comuns com ações pouco negociadas no pregão. Há casos muito mais aparentes e, algumas vezes, papéis já dispararam até 100% ou 200% numa só jornada.

Apesar de listadas para negociação no mercado, várias ações costumam registrar poucas ou nenhuma operação em muitos pregões. Qualquer negócio, portanto, basta para impulsionar ou derrubar cotações de papéis com pequena liquidez.

Obrigado pela participação. Tuas perguntas são sempre oportunas e de interesse geral dos leitores.

Abraço

Marçal

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

24 de agosto de 2008 0

Jogo de empurra

A escalada dos preços de commodities provocou uma brusca mudança na relação dos mercados globais. Parâmetro das transações com ações durante décadas, Wall Street vem perdendo importância, passando a dividir influência com os centros de negociação de produtos agrícolas e do petróleo.

Considerada menos vulnerável à crise das hipotecas norte-americana devido aos fundamentos da economia brasileira, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) acabou sucumbindo nas últimas semanas ao ritmo de Wall Street. A disparada do barril de petróleo e a inconstância das cotações agrícolas, no entanto, alteraram o foco dos investidores.
Com petróleo acima de US$ 100 desde fevereiro e chegando a oscilar até 5% por jornada, a Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) tornou-se uma referência inevitável na cadeia de instituições financeiras.
Além da influência direta sob os papéis das companhias petrolíferas, que no Brasil ganha dimensão devido ao elevado peso na composição do Ibovespa, o vaivém do petróleo dá o tom na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, na sigla em inglês). É que custos em combustíveis pressionam as cotações das commodities. A evolução do milho e da soja, por exemplo, também mexe com o mercado brasileiro em razão de o país ser um grande exportador.
Em vez do poder absoluto de Wall Street, os negócios agora decorrem de um jogo de empurra entre Nova York e Chicago. A corrente evolutiva é desenfreada a partir do desempenho do barril do petróleo, que alcança as commodities metálicas, contaminando as transações agrícolas até sacudir o maior centro de negociação de ações do mundo, Wall Street, que, finalmente, contagia as bolsas do mundo afora, desde Tóquio e Hong Kong até Londres e São Paulo.

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

22 de agosto de 2008 0

Vozes implacáveis

A Bolsa de São Paulo (Bovespa) cedeu levemente devido ao interesse de investidores em embolsar lucros. É que o índice havia avançado quase 5% em três pregões. Uma excelente performance, porém, marcou Wall Street em jornada de declarações de celebridades e forte baixa dos preços do petróleo.

Beneficiadas por rumores de que o Korea Development Bank poderia socorrer o banco de investimentos Lehman Brothers, bastante afetado pela crise das hipotecas dos EUA, as ações do setor bancário puxaram a recuperação na Bolsa de Nova York, que emplacou a terceira alta seguida.

Com queda de 5% na sessão, retornando ao nível da véspera, o petróleo reforçou o movimento de compra de ações e o discurso do presidente do Fed (banco central norte-americano), Ben Bernanke. Apesar da confiança no recuo da inflação por conta da retração das commodities, Bernanke revelou temores de que a economia real ainda seja abalada por desdobramentos da crise dos créditos imobiliários.

A instabilidade financeira também motivou pronunciamento de Warren Buffett, presidente da Berkshire Hathaway e um dos homens mais ricos do mundo. Para ele, a economia dos EUA ainda penará por muito tempo. Buffett, inclusive, prevê a falência de prestigiados bancos do país. As vozes dos dois poderosos, portanto, não espantaram o fantasma da recessão, e outros dias em Wall Street hão de ser de incertezas.

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

21 de agosto de 2008 0

Caldeirão de altas

Embalada por nova escalada dos preços do petróleo no Exterior, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) emplacou valorização pela terceira vez consecutiva. Em três pregões, o índice avançou 4,9%, encostando outra vez na marca de 56 mil pontos.

O problema é que essa recuperação foi fermentada por um caldeirão de altas. Ante temores de desabastecimento devido ao acirramento da tensão política entre os EUA e a Rússia em torno da instalação de um escudo antimísseis na Polônia, as cotações do petróleo dispararam mais de 5%, retomando o nível de US$ 120 em Nova York e Londres.

Mas a conflagração não se limitou ao sistema de radares em território polonês. Depois da trégua das últimas três semanas, o euro acabou reagindo, voltando a aproximar-se de US$ 1,49. Isso determinou um forte ajuste das commodities. Os produtos agrícolas tiveram altas de cerca de 5% em Chicago. Os metais preciosos tomaram o mesmo rumo. O ouro saltou quase 3% em Nova York, onde fechou a US$ 839 por onça-troy.

Entre as blue chips mais demandadas do pregão brasileiro, as ações da Petrobras, Vale e Gerdau pegaram carona nas commodities. Com preços tentadores devido às últimas quedas da bolsa, esses papéis facilmente acabaram liderando a recuperação do mercado.

Postado por Marçal Alves Leite

Serviço eletrônico

21 de agosto de 2008 1

Cópias de documentos via Internet

Conforme o leitor e colaborador Eugênio Mendes Machado, tirar cópia da certidão de nascimento ou de casamento ficou mais fácil. Não é mais preciso ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.

O cartório eletrônico está no ar. O interessado resolve questões burocráticas sem rodeio, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis e protestos também podem ser pedidas pela internet.

Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. O documento solicitado é remetido por meio do Sedex.

Mais informações: www.cartorio24horas.com.br

Postado por Marçal Alves Leite

Mercado em dia

20 de agosto de 2008 0

Caça às barganhas

Aproveitando-se do retorno do capital estrangeiro ao pregão, os investidores domésticos foram às compras na Bolsa de São Paulo (Bovespa), que fechou com o maior ganho diário do mês graças ao desempenho das principais blue chips.

Com forte peso na composição do índice, os papéis da Vale, Gerdau, Usiminas e Petrobras dispararam entre 4% e 7%, liderando a recuperação da bolsa, onde cerca de 10 papéis respondem por mais da metade da movimentação financeira.

Devido às expressivas perdas nas últimas jornadas, algumas ações da chamada segunda linha nobre também foram alvo da caça às barganhas. Papéis da Lupatech, Randon e Company, por exemplo, subiram em torno de 5%, enquanto os da Minupar dispararam 17% na sessão.

Valorização acima de 5% de uma blue chips é sinal de dinheiro de fora no mercado. Mesmo tímido, o movimento de ingresso foi comemorado porque há dois meses os estrangeiros apresentavam saldo negativo.

Com preços tão apetitosos, não há quem resista, renovando-se as expectativas de reversão do pessimismo. É claro, o petróleo e as commodities deram uma mãozinha, uma vez que houve ligeiro ajuste dos preços no Exterior.

Postado por Marçal Alves Leite