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Posts de setembro 2008

Eterno enquanto dura

30 de setembro de 2008 0

Depois da tormenta, vem a calmaria. Não é bem assim. A forte recuperação da Bolsa de São Paulo (Bovespa) não garante um céu de brigadeiro no horizonte das aplicações. Frente à tão desproporcional queda da véspera, é normal uma valorização de quase 8%, apesar de representar apenas cerca da metade da perda que o índice chegou a amargar no transcorrer da jornada anterior.

É a gangorra no pregão, que balança ao léu de acontecimentos de curto prazo. Mas não há, por enquanto, razões para investimentos de longo prazo na bolsa. O negócio é aproveitar as oportunidades imediatas sem laços sentimentais. Foi um dia de caça às barganhas, porque não é momento de compras pesadas. A situação ainda não é para relacionamentos duradouros. O futuro ainda é incerto.

Depois de tantos vacilos de democratas e republicanos quanto à votação do plano do governo dos EUA, o retorno para valer dos investidores depende de um comunicado oficial da aprovação da ajuda aos bancos e da completa dissecação da abrangência das medidas.

O pequeno giro financeiro, abaixo de R$ 5 bilhões, é um sinal de que os estrangeiros continuam fora do mercado. E sem eles não há sustentação de altas seguidas, que poderiam indicar uma mudança de ciclo. Mesmo com uma aprovação do pacote, o capital externo deve demorar para voltar ao pregão paulista. Após tamanho temporal, faz-se necessário uma reengenharia do que sobrou.

Também parte dos poupadores domésticos continua ausente, principalmente aqueles que dão preferência por investimentos na produção. Ou seja, aplicam em ações com objetivo de ganhar com base nos resultados econômicos das companhias. É pouco provável que a bolsa enverede por uma recuperação sem investidores conscientes. E, de forma racional, as aplicações na bolsa só serão viáveis com motivos concretos. De promessa, o mundo está cheio.

Postado por Marçal Alves Leite

Poderia ser pior

30 de setembro de 2008 0

Mercado e dia

Nem a forte recuperação da rodada livrou a Bolsa de São Paulo (Bovespa) de emplacar seu quarto mês consecutivo de baixas. Mas poderia ser pior sem a valorização de quase 8% nesta terça-feira. A bolsa acumulou perda de 11,03% em setembro, quando o dólar disparou 16,66% e a inflação, conforme o IGP-M, foi de apenas 0,11%.

A reação decorreu da perspectiva de aprovação do pacote de ajuda aos bancos no Congresso norte-americano, mas o acentuado ganho da jornada sustentou-se na busca de ações baratas. E os preços ainda permanecem baixos.

Desde o recorde de 73.516 pontos alcançado em 20 de maio, o índice amarga queda de cerca de 33%. Quem ingressou naquela ocasião, com base no Ibovespa, precisa ainda de 48,5% para compensar a perda.

Com exceção das bolsas asiáticas, que tiveram desempenho misto, os principais mercados reagiram com altas no mundo. Na Europa, no entanto, os ganhos foram bastante discretos. Isso indica a persistência de temores quanto ao futuro do mercado global ou, pelo menos, apreensão com a situação na União Européia, região considerada a bola da vez no cenário da crise.

O problema é que, no mundo globalizado das bolsas, qualquer acontecimento rapidamente se espalha. Não há distância no dominó das incertezas.

Postado por Marçal Alves Leite

Bolsas (fechamento)

30 de setembro de 2008 0

São Paulo/Bovespa +7,63%

Buenos Aires/Merval +3,41%

Nova York/Nyse +4,68%

Nova York/Nasdaq +4,97%

Postado por Marçal Alves Leite

Câmbio (fechamento)

30 de setembro de 2008 0

Euro comercial R$ 2,6769 e R$ 2,6800. Baixa de 5,73%

Dólar comercial R$ 1,9030 e R$ 1,9050. Baixa de 3,10%

Dólar flutuante R$ 1,8800 e R$ 1,9800. Alta de 1,54%

Ágio 3,94%

Variação do dólar no mês: +16,66%

No ano: +7,32%

Variação do real no mês: -14,28%

No ano: -6,82%

Postado por Marçal Alves Leite

Duas em uma

30 de setembro de 2008 0

Bolsa brasileira lança revista

A BM&F Bovespa acaba de lançar sua nova revista, já integrando em uma única as antigas publicações das duas bolsas que entraram em processo de fusão neste ano.

Revista da Nova Bolsa traz, em sua primeira edição, duas entrevistas que abordam a atual crise financeira dos EUA. Uma é com Mohamed El-Erian, CEO da administradora de fundos Pimco, que fala da turbulência global e do Brasil nesse contexto. Na outra, Cláudio Hadad, presidente do Ibmec, avalia que o país está mais racional para o enfrentamento da crise.

A edição eletrônica pode ser acessada no endereço:

www.bmfbovespa.com.br/revista

Postado por Marçal Alves Leite

Nova York

30 de setembro de 2008 0

Nasdaq/Marçal Alves Leite Dez07
Cenário deslumbrante por onde circulam milhares de pessoas em Nova York, Times Square é praça que não é praça. Considerada a esquina do mundo, na verdade, são várias esquinas. A confluência da Broadway com a Sétima Avenida, entre as ruas 42 e 50, é um dos locais com maior concentração de anúncios publicitários do planeta. É onde está a Nasdaq, a bolsa eletrônica dos EUA.

Postado por Marçal Alves Leite

Nova York

30 de setembro de 2008 0

Wall Street/Marçal Alves Leite Dez07
No sul de Manhattan, em Nova York, o touro em bronze em plena Broadway representa o poder financeiro de Wall Street. Concebida pelo artista italiano Arturo di Modica, a escultura de um touro (bull) em ataque, de baixo para cima, simboliza os investidores que compram na baixa do mercado. O urso (bear), que ataca suas vítimas de cima para baixo, significa os que compram na alta.

Postado por Marçal Alves Leite

Nova York

30 de setembro de 2008 1

Nyse/Marçal Alves Leite Dez07
Assim como na torre do Empire State, na Quinta Avenida, o maior edifício de Nova York, que muda de cores em datas festivas, a fachada do prédio da Nyse, em Wall Street, ostenta bandeiras ou outras ornamentações conforme o evento. De suas sacadas, no colapso da bolsa de outubro de 1929, muitos investidores atiravam-se ao chão desesperados ante imensuráveis perdas.

Postado por Marçal Alves Leite

Paciência sem limite

29 de setembro de 2008 3

Mais do que cautela, o momento exige um pouco de coragem e muita agilidade dos investidores. Paciência é uma expressão incômoda no atual cenário, pois quem amarga pesadas perdas vai cansar de escutá-la até seu capital recuperar, pelo menos, o valor inicial da aplicação. Quem adquiriu ações com perfil similar ao índice da Bolsa de São Paulo (Bovespa) quatro meses atrás, por exemplo, quando alcançou inéditos 73.516 pontos, no final da sexta-feira projetava valorização de 45% para zerar prejuízos.

Um pregão depois, devido à queda de quase 10%, o mesmo investidor necessita de reposição de 60% dos ativos para compensar a perda. A dúvida é saber em quanto tempo é possível essa recuperação, pois, se sacar os recursos da conta, o poupador consolidará o prejuízo. É exatamente isso que assusta os aplicadores. Como imaginar uma reviravolta em clima de incertezas? A falta de perspectiva é que mete medo.

Mesmo com preços baixos, ingressar agora é descartado até para quem é do ramo. É preciso audácia para assumir novas posições. Mas, é claro, se tem alguém vendendo é porque existe comprador. São os especuladores, que apostam tudo por ganho robusto no curto prazo.

Quem quer segurança precisa se refugiar na renda fixa, em certificados de depósito bancário (CDBs), títulos do governo, fundos de renda fixa e a tradicional caderneta de poupança. Com tanta turbulência, remuneração de até 0,5% já é lucro.

Graças à fortaleza do real, por enquanto, os poupadores mantêm-se desinteressados em moedas estrangeiras. Apesar da disparada do dólar comercial, que teve sua maior alta diária (6,05%) desde janeiro de 1999, não houve corrida ao câmbio. O dólar flutuante foi negociado abaixo do comercial pela primeira vez desde meados de 2004.

Mas nem tudo é negativo na crise. Assim como deve provocar reformulação no mercado mundial, é oportunidade de reciclagem dos processos de investimentos. Em vez do ganho ao acaso, os aplicadores podem repensar estratégias conscientes de que turbulências fazem parte do negócio.

O problema é que, na incerteza, quase todos declaram desejos de um mundo melhor. Mas basta uma singela reação das cotações para a euforia vingar outra vez. Muitos entregam-se ainda mais sedentos atrás do ganho fácil. E ocasiões jamais faltarão.

Postado por Marçal Alves Leite

Desordem completa

29 de setembro de 2008 0

Mercado e dia

Foi um caos no mercado financeiro. A queda livre das cotações não só acionou o circuit breaker, mecanismo de interrupção dos negócios em caso de forte oscilação, como contribuiu para a lentidão do sistema de transmissão de dados da Bolsa de São Paulo (Bovespa).

Depois da retomada das operações, a bolsa chegou a cair quase 14% antes de fechar com perda inferior a 10%. Somente cerca de 20 ações entre as mais de 350 com transações no dia tiveram desempenho positivo no pregão. Nenhum dos 65 papéis do índice conseguiu valorização.

O giro financeiro, que atingiu R$ 5,767 bilhões, no entanto, ficou dentro da média diária do mês. Isso demonstra que a saída de capital não foi tão acentuada. É que as vendas já vêm ocorrendo há mais de duas semanas. Grande parte dos resistentes provavelmente não abandonou o barco para não realizar perdas, preferindo aguardar por tempo indeterminado a recomposição de seus recursos.

Conscientes de que obrigatoriamente os aplicadores serão mais criteriosos na elaboração de carteiras, algumas empresas, como a Diagnósticos da América e a OHL Brasil, emitiram notas sobre o perfil de seus investimentos, esclarecendo não possuírem operações alavancadas em derivativos ou instrumentos similares. Transparência é preciso mais do que nunca.

Postado por Marçal Alves Leite

Bolsas (fechamento)

29 de setembro de 2008 2

São Paulo/Bovespa -9,36% Chegou a cair até 13,82%

Buenos Aires/Merval -8,68%

Nova York/Nyse -6,98%

Nova York/Nasdaq -9,14%

Postado por Marçal Alves Leite

Câmbio (fechamento)

29 de setembro de 2008 0

Euro comercial R$ 2,8397 e R$ 2,8430. Alta de 4,95%

Dólar comercial R$ 1,9640 e R$ 1,9660. Alta de 6,04%

Dólar flutuante R$ 1,8500 e R$ 1,9500. Alta de 1,56%

Deságio 0,81%

Variação do dólar no mês: +20,39%

No ano: +10,76%

Variação do real no mês: -16,94%

No ano: -9,72%

Postado por Marçal Alves Leite

Chicago

29 de setembro de 2008 1

CBOT/Marçal Alves Leite Dez07
Terceira cidade em população dos EUA, com cerca de 7 milhões de habitantes, Chicago é um dos maiores centros agrícolas do planeta. Existem mercados de contratos futuros e produtos agrícolas. O aeroporto é o mais movimentado do mundo, e cerca de 60% dos trens que transitam nos EUA saem ou chegam na cidade.

Postado por Marçal Alves Leite

São Paulo

29 de setembro de 2008 1

BM&F Bovespa/Marçal Alves Leite Fev08
Maior metrópole brasileira, São Paulo sedia a maior bolsa da América Latina, onde diariamente giram mais de R$ 5 bilhões em ações. Cerca de 10 blue chips respondem por metade do volume, entre as quais Petrobras, Vale, Usiminas, Itaú e Gerdau. BM&F Bovespa é o nome após a fusão das duas.

Postado por Marçal Alves Leite

Washington

29 de setembro de 2008 1

Capitólio/Marçal Alves Leite Dez07

Um dos prédios mais lindos da capital dos EUA, o Capitólio abriga o Senado, onde o pacote de ajuda aos bancos passa pelo aval de democratas e republicanos. Curiosamente, Banco Mundial e FMI têm suas sedes em Washington e não em Nova York, onde se encontra a ONU e é considerada a capital no mundo.

Postado por Marçal Alves Leite