Mercado em dia
A expectativa de confirmação da equipe econômica por Barack Obama, hoje em Chicago, onde réune os principais colaboradores, deve provocar uma trégua dos temores frente aos sinais de recessão econômica.
É provável o anúncio de Timothy Geithner, presidente do Fed de Nova York (representante regional do banco central norte-americano), para comandar o Tesouro favorece Wall Street, que, sob influência de rumores de sua nomeação, disparou mais de 6% em apenas uma hora antes do término dos negócios da semana.
É que Geithner vem participando dos acontecimentos recentes e, inclusive, ajudou nos resgates do banco de investimentos Bear Stearns e da seguradora AIG. Outro provável nome para cargo de alto nível, uma espécie de conselheiro econômico de Obama, seria Lawrence Summers, ex-secretário do tesouro de Bill Clinton.
Conforme a imprensa dos EUA, Geithner assumirá as iniciativas para enfrentrar a crise global e o aperto do crédito. Summers irá responder pela participação do governo em fusões econômicas por meio de agências federais. Obama promete criar 2,5 milhões de empregos em dois anos com investimentos em energia alternativa e infra-estrutura, setor vital para recuperar-se em eventual recessão.
Apesar do otimismo com a montagem da equipe do presidente eleito, a crise ainda ronda no cenário financeiro. A perspectivsa de venda do Citigroup, um dos maiores bancos do mundo, por exemplo, assustou os investidores e, mesmo em jornada de recuperação do mercado, as ações da companhia desandaram cerca de 20%. E o futuro da instituição continua incerto.
Mas o confronto à crise global ocorre em outras frentes no mundo. O setor de infra-estrutura, por exemplo, é foco de iniciativas na China, onde vários governos provinciais lançaram um plano de investimentos de cerca de US$ 1,4 trilhão.
Tão fiel à evolução de Wall Street, a Bolsa de São Paulo despencou sexta-feira aos 31 mil pontos, perto da marca de 27 de outubro (29.425) e pior momento da turbulência do subprime. E o dólar saltou ao maior nível em 40 meses. E isso somente para compensar as perdas da véspera, quando foi feriado no Brasil e pipocaram informes econômicos ruins na Europa e nos EUA. A expectativa é de que essa fidelidade possa gerar bons fluídos e comece logo uma reação consistente dos negócios.
Postado por Marçal Alves Leite


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