Mercado em dia
Depois das turbulências de setembro e outubro, quando chegou ao pior nível (29.435 pontos) em três anos devido ao agravamento da crise financeira nos Estados Unidos, a Bolsa de São Paulo (Ibovespa) disparou 17,10% na semana passada. Essa recuperação, no entanto, foi insuficiente para reverter o fraco desempenho do mês.
Mas a perda acumulada em novembro (1,77%) foi bem inferior às quedas registradas em setembro (11,03%) e outubro (24,8%). Apesar dos temores do impacto da recessão global na economia brasileira, a expectativa no mercado é reação em dezembro.
O índice da Bovespa encerrou novembro com 36.595 pontos, e as apostas são de retomada da marca de 40 mil até a virada do ano. Isso representaria alta de cerca de 9,3% no mês e perda de mais de 37% ao longo de 2008.
A pequena movimentação vem impedindo um avanço mais consistente das cotações. É que os investidores estrangeiros continuam fora do pregão, no qual respondem por cerca de um terço dos negócios. O problema é que continua complicada a situação em todo o mundo.
A crise financeira, conforme analistas, deve causar uma queda drástica nos investimentos estrangeiros em países em desenvolvimento, além de provocar a primeira retração no comércio mundial em 27 anos.
Conforme estimativas do Banco Mundial, o fluxo de capital para os países de economia emergente, como o Brasil, pode despencar em 2009 pela metade em relação ao volume de 2007, quando chegou a US$ 1 trilhão. Com menos comércio, crédito e investimentos, a tendência é de um aprofundamento da retração nos países industrializados, pelo menos, no primeiro semestre do próximo ano. É ninguém descarta o contágio das demais economias do mundo.
Postado por Marçal Alves Leite


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