Mercado em dia
A sexta-feira se desenhava negra nos mercados financeiros com a repercussão da rejeição, pelo Senado dos Estados Unidos, da ajuda de US$ 14 bilhões às montadoras de automóveis do país. Mas após a garantia da Casa Branca de que vai evitar o colapso no setor, as bolsas americanas e brasileira se recuperaram e fecharam em alta - a Bolsa de São Paulo encerrou de forma positiva a semana, com valorização de 11,39% nos últimos sete dias.
Em um dia de más notícias - o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços no atacado apontou deflação de 2,2% em novembro -, foi intensa a ação de governos no manejo da crise econômica. Pela manhã, as nações da União Européia aprovaram medidas de estímulo à economia no total de 200 bilhões de euros. No Japão, o governo comunicou ações semelhantes no valor de 23 trilhões de ienes - cerca de US$ 255 bilhões.
O mercado de ações brasileiro aproveitou a redução da queda nos preços do petróleo, que provocou a valorização das ações da Petrobras, as de maior presença no Ibovespa. A commodity caía 7,46% pela manhã mas se recuperou no fim da jornada, registrando redução de 3,54%. Além disso, segundo analistas, o pacote de redução de IOF e do IPI de veículos provocou a sensação de que a Bovespa poderá se descolar um pouco mais dos mercados norte-americanos. Ou seja, há a expectativa de que a recuperação da bolsa brasileira seja mais rápida do que nos Estados Unidos.
Postado por Rodrigo Müzell


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