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Posts de dezembro 2008

Números para esquecer

30 de dezembro de 2008 0

Mercado em dia

Contagiado pela crise das hipotecas dos Estados Unidos, que começou em agosto de 2007 e alcançou o pior momento em setembro e outubro passados, o mercado financeiro brasileiro encerrou 2008 com recordes negativos.

Mesmo com ganhos nos últimos três pregões, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) amargou perda de 41,22% em 12 meses. Segundo dados da consultoria Economática, trata-se da maior variação negativa anual desde 1972, quando o índice desandou 44,42%.

Mas as ações permanecem como investimentos promissores no longo prazo. Em quatro anos, por exemplo, o Ibovespa tem ganho médio de 43,34%. Em 10 anos, a lucratividade chega a 453,51%.

Wall Street aumentou mais de 2% na terça-feira devido à liberação pelo governo dos EUA de US$ 5 bilhões para ajudar a GM.

Graças à atuação do Banco Central no câmbio, o dólar retrocedeu com força no encerramento das operações. Mesmo assim, a moeda acumulou valorização de 31,49% em 2008. Desde 2002, o dólar não registrava alta anual.

A inflação medida pelo IGP-M alcançou 9,81% em 2008, quando o euro avançou 26,27%, e o ouro subiu 32,13%. Parâmetro para remuneração das aplicações de renda fixa, a taxa básica está 13,75% ao ano.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

30 de dezembro de 2008 0

São Paulo/Bovespa +1,32%

Em 2008 -41,22%

Em 4 anos +43,34%

Em 10 anos +453,51%

Mundiais

Buenos Aires/Merval +0,30%

Nova York/Nyse +2,17%

Nova York/Nasdaq +2,67%

Postado por Marçal

Dólar no Plano Real

30 de dezembro de 2008 0

Variação anual da moeda norte-americana no Brasil nos últimos 14 anos:

2008 +31,49%

2007 -16,98%

2006 -8,00%

2005 -12,43%

2004 -8,58%

2003 -18,11%

2002 +53,07% Ano da primeira eleição do presidente Lula

2001 +18,71%

2000 +7,97%

1999 +49,54% Em janeiro foi adotado o sistema de câmbio livre

1998 +8,23%

1997 +7,41%

1996 +6,92%

1995 +14,51%

1994 Em julho foi lançado o Plano Real

Fonte: Banco Central

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

30 de dezembro de 2008 0

Dólar comercial R$ 2,3320 (compra) e R$ 2,3340 (venda). Baixa de 3,35%

Dólar flutuante R$ 2,3000 (compra) e R$ 2,5000 (venda). Estável

Ágio +7,11%

Variação do dólar no mês: +0,82%

No ano: +31,49%

Variação do real no mês: -0,81%

No ano: -23,95%

Euro comercial R$ 3,2932 (compra) e R$ 3,2968 (venda). Baixa de 3,42%

Postado por Marçal

Triste realidade

29 de dezembro de 2008 1

Mercado em dia

Graças ao agravamento do conflito militar no Oriente Médio, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) reconquistou a marca dos 37 mil pontos, e o dólar voltou a superar R$ 2,40.

Numa sessão que oscilou muito e movimentou apenas R$ 1,953 bilhão, a Bovespa conseguiu fechar com pequena valorização devido ao excelente desempenho dos papéis da Petrobras.

Influenciado por temores de que os ataques de Israel à faixa de Gaza afetem a extração do produto na região, o petróleo disparou mais de 6% na jornada, alcançando US$ 40,02 por barril em Nova York. Em Londres, chegou a US$ 40,55.

Apesar de não serem produtores da commodity, Israel e Gaza se localizam próximo aos maiores exportadores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Iraque, Irã e Síria.

Principais blue chips brasileiras, as ações da estatal acabaram beneficiadas pela tensão entre israelenses e palestinos. Petrobras ON avançou 3,99%, atingindo R$ 27,09 por lote, enquanto Petrobras PN subiu 2,36%, encerrando a R$ 22,52.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

29 de dezembro de 2008 0

São Paulo/Bovespa +0,53%

Buenos Aires/Merval +1,69%

Nova York/Nyse -0,37%

Nova York/Nasdaq -1,30%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

29 de dezembro de 2008 0

Dólar comercial R$ 2,4130 (compra) e R$ 2,4150 (venda). Alta de 1,90%

Dólar flutuante R$ 2,3000 (compra) e R$ 2,5000 (venda). Estável

Ágio +3,52%

Variação do dólar no mês: +4,32%

No ano: +36,06%

Variação do real no mês: -4,14%

No ano: -26,50%

Euro comercial R$ 3,4105 (compra) e R$ 3,4136 (venda). Alta de 2,40%

Postado por Marçal

Patamar mais distante

23 de dezembro de 2008 0

Mercado em dia

Em outra jornada de pequena movimentação, as bolsas dos EUA e do Brasil emplacaram a quinta baixa seguida no último pregão antes do feriado de Natal. A Bolsa de São Paulo (Bovespa) perdeu 8,81% no período, e o índice fechou na casa dos 36 mil pontos.

O volume financeiro somou apenas R$ 2,133 bilhões na Bovespa, que dificilmente conseguirá terminar o ano acima dos 40 mil pontos. Desde janeiro, a bolsa acumula perda de 42,91%. Em 2008, a Bovespa ainda irá operar nos próximos dias 26, 29 e 30.

O baixo giro de negócios determinou o fraco desempenho em Wall Street, na qual também pesou a confirmação pelo governo da retração de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre. Trata-se do efeito da crise financeira na economia real.

No Brasil, o Banco Central (BC) anunciou uma queda de 9,4% na concessão de crédito em novembro. Para as empresas, a retração foi de 10,1% no mês e para as pessoas físicas, de 7,8%. Casualmente, a inadimplência de pessoas físicas também foi de 7,8% em novembro _ o mais elevado nível desde agosto de 2003.

Os resultados do mercado do dinheiro apresentados pelo BC, avaliam analistas, indica uma piora na qualidade de crédito, o que deve ser uma tendência, com prejuízos ao consumo e ao crescimento econômico. O saldo das transações de crédito atinge R$ 1,209 trilhão ou 40,3% do PIB _ soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

23 de dezembro de 2008 0

São Paulo/Bovespa -3,05%

Buenos Aires/Merval -0,69%

Nova York/Nyse -1,18%

Nova York/Nasdaq -0,71%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

23 de dezembro de 2008 0

Dólar comercial R$ 2,3860 (compra) e R$ 2,3880 (venda). Baixa de 0,29%

Dólar flutuante R$ 2,3500 (compra) e R$ 2,5000 (venda). Alta de 2,04%

Ágio +4,69%

Variação do dólar no mês: +3,15%

No ano: +34,54%

Variação do real no mês: -3,06%

No ano: -25,67%

Euro comercial R$ 3,3284 (compra) e R$ 3,3320 (venda). Baixa de 0,15%

Postado por Marçal

Reação complicada

22 de dezembro de 2008 1

Mercado em dia

Numa sessão de poucos negócios devido ao feriado de Natal, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) fechou com perda pela quarta vez seguida, complicando a recuperação do nível de 40 mil pontos ainda neste ano. O índice cedeu quase 4%, encerrando com 37.618 unidades.

O fraco desempenho da Bovespa, que movimentou apenas R$ 2,523 bilhões, acompanhou o ritmo das transações nas bolsas mundiais, novamente abaladas por mais sinais de retração da economia global.

Uma das maiores montadoras automobilísticas do mundo, a Toyota admitiu estar passando pelo pior momento em 71 anos de existência. A companhia japonesa tende a acumular no ano fiscal, que termina em março de 2009, cerca de US$ 1,7 bilhão de prejuízo. Seria a primeira vez na história que a Toyota apresentaria um balanço negativo.

As bolsas dos EUA e da Europa fecharam com quedas, mas a Bolsa de Tóquio aumentou 1,57% em reação ao anúncio (sábado) pelo governo do Japão de um plano de estímulo à economia de US$ 54 bilhões. No Brasil, o dólar avançou pela terceira vez, encostando na marca dos R$ 2,40. O risco-país, porém, seguiu rumo diferente, recuando para 445 pontos.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

22 de dezembro de 2008 0

São Paulo/Bovespa -3,87%

Buenos Aires/Merval -4,60%

Nova York/Nyse -0,69%

Nova York/Nasdaq -2,04%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

22 de dezembro de 2008 0

Dólar comercial R$ 2,3930 (compra) e R$ 2,3950 (venda). Alta de 1,48%

Dólar flutuante R$ 2,3000 (compra) e R$ 2,4500 (venda). Estável

Ágio +2,30%

Variação do dólar no mês: +3,46%

No ano: +34,93%

Variação do real no mês: -3,34%

No ano: -25,89%

Euro comercial R$ 3,3339 (compra) e R$ 3,3371 (venda). Alta de 2,13%

Postado por Marçal

Indicador de peso

21 de dezembro de 2008 0

Mercado em dia

Depois de desandar quase 27% na semana passada, ampliando para 77% a perda acumulada desde julho, quando alcançou inéditos US$ 145,29 por barril, o petróleo deverá continuar determinando o rumo na bolsa brasileira.

Além de influenciar negativamente as ações da Petrobras, blue chips com peso de 18,2% na composição do índice da Bolsa de São Paulo (Ibovespa), o derretimento dos preços da commodity provoca apreensão entre os investidores.

É que essa forte desvalorização gera desconfianças quanto ao consumo de combustíveis no mundo. Os temores são de que seja um indicativo de desaceleração econômica, principalmente na Europa e nos EUA, que são os principais parceiros comerciais do Brasil.

Previsões de analistas, como a do Instituto de Economia Mundial de Hamburgo, apontam o petróleo entre US$ 50 e US$ 60 por barril no próximo ano, e de US$ 60 a US$ 80 em 2010. Por enquanto, porém, o receio é de que o valor rompa abaixo de US$ 30 por barril o que não ocorre desde o final de 2003. Na sexta-feira, o óleo tipo leve encerrou a US$ 33,87 em Nova York.

Um dia após de o governo norte-americano anunciar a liberação de US$ 17,4 bilhões de ajuda às montadoras, o governo japonês aprovou sábado um plano de US$ 54 bilhões para estimular a economia do país. Mas a proposta precisa ainda ser aprovada no Parlamento.

Na Europa, também no final de semana, o banco hipotecário Hypo Real Estate (HRE) comunicou a eliminação de cerca de um terço dos funcionários como parte da reestruturação para enfrentar os problemas financeiros.

Postado por Marçal

Informação, conhecimento, amor e trabalho

20 de dezembro de 2008 2

Por existirem pessoas e profissionais sérios, competentes, plenos de princípios éticos, e que fazem o que gostam, é que temos muita força para acreditar que se cada um fizer a sua parte podemos ter um país e um mundo melhor. A idéia de que a razão e, principalmente, a razão científica, resolveria todos os problemas humanos, está cada vez mais em suspensão.

São inegáveis os avanços tecnológicos e as possibilidades de novas formas de viver e pensar que a tecnologia pode nos oferecer. Como também é inegável que cada vez mais somos capazes de destruir o mundo de várias formas e em poucos segundos. Em meio aos computadores, ao telefone celular, aos novos exames e tratamentos médicos, a Internet, existe o incremento da violência, do stress, o aparecimento de novos vírus, dos sectarismos.

A crise de paradigmas que falamos é grandemente reforçada pela sociedade de consumo, em que nos transformamos. E quando a crise chega, mesmo que não seja aqui, impregna vários setores de nossas vidas. Para viver precisamos trocar, e a vida é a permanência do movimento, das trocas.

Também o mesmo acontece no plano do conhecimento. Conversamos e mudamos nossas idéias porque constantemente as confrontamos com outras. É que aprender implica conflitos: todos sabemos da dificuldade de abandonar idéias que não mais funcionam.

Uma primeira diferenciação importante é entre a informação e o conhecimento. A informação está relacionada com a marca significante. São dados e fatos. São constituídos de unidades designadas sob a forma de bits. A informação não tem em si uma estrutura, é potencial. Já o conhecimento é a própria capacidade de integração de combinação das informações. O conhecimento é o organizador das informações.

Conceituamos tecnologia por oposição a tudo aquilo que possa estar contido numa suposta natureza humana. Assim, dificilmente pensamos que a roupa que vestimos, que o lápis que utilizamos para deixar marcas no papel sejam tecnologias. Eles habitam nosso cotidiano de tal forma que já fazem parte de nossa `natureza humana`.

É necessário sim amar o conhecimento, desassossegar-se com as dúvidas das pessoas e com as nossas próprias, desconfiar das coisas prontas, das respostas fáceis. A sofisticação dos recursos intelectuais é utilizável na elaboração de personalidades ricas.

O indivíduo se singulariza, constrói a sua unicidade. Em todos os momentos da história da espécie, como da história individual, o ser humano dispõe de recursos para associar-se aos seus semelhantes.

O termo inteligência é complexo, ele reúne os conteúdos da razão e da emoção. E é amor e emoção que colocamos no que fizemos. O amor é o meio procurado e desenvolvido pelo homem para vencer o isolamento e escapar da loucura. Sem amor, o homem torna-se árido, incapaz de encantar-se com a vida e de envolver-se com os outros. Sem amor não há sensibilidade, há a morte dos ideais.

O amor é um modo de ser, de viver, que se conquistar gradualmente, à medida que se desenvolve a sensibilidade para com as outras pessoas. É a capacidade de descentrar-se, sair de si, ir ao encontro do outro em uma atitude de zelo e respeito que nada quer em troca.

Amar é estar comprometido com a realização do outro, é querer seu bem. Ser amoroso é uma característica da personalidade e pressupõe uma vivência desde o seio materno. Só quem recebe amor é capaz de amar, ser gentil, afetuoso e talentoso. Amar, humanizar, ter atenção e carinho é possibilitar ao outro e a si próprio o exercício da liberdade criadora do próprio ser. O amor transforma um ser coisificado, humilhado, oprimido em um sujeito pleno de possibilidades.

Os avanços da tecnologia permitem-nos exercer nossas profissões com carinho, amor, humanização e dedicação, orientados pela ética para incentivar em cada gesto e em cada palavra o amor pela leitura sobre economia e tantos outros assuntos e ciências.

O homem se tornou homem pelo trabalho, que superou os limites da animalidade, transformando o natural em artificial, o homem, que se tornou um mago, o criador da realidade social, será sempre o mago supremo, será sempre Prometeu trazendo o fogo do céu para a terra, será sempre Orfeu enfeitiçando a natureza com a sua música. Enquanto a própria humanidade não morrer, a arte não morrerá, pois pela criação e publicação dos fatos e acontecimentos a obra tende a permanecer viva através dos tempos".

Artigo de Lilia Maria Apellaniz Dias e Edison Gilberto Dias extraído de carta enviada pelo casal em celebração dos meus 15 anos de Zero Hora. No original de sete folhas escrito à mão pela professora Lilia e também assinado pelo marido taxista, a autora argumenta dispor de dois computadores (um laptop), mas optar por redigir de próprio punho por ser a maneira em que melhor se expressa.

A publicação dessa maravilhosa carta (apenas com cortes de referências pessoais) dos fiéis amigos e leitores é uma homenagem a todos os leitores que, por meio do blog ou do jornal, acompanham-me com atenção, críticas e sugestões. Aproveito para agradecer aos colaboradores e simpatizantes em geral e lhes desejar muita saúde, trabalho, paz e felicidade no Natal, em 2009 e na vida inteira (Marçal).

Postado por Marçal Alves Leite