Mercado em dia
Uma nova queda do petróleo no Exterior pesou mais na Bolsa de São Paulo (Bovespa), que fechou com perda de 1,02%, do que o anúncio de um pacote bilionário de ajuda às montadoras norte-americanas. Foi o terceiro pregão seguido com operações no vermelho.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o valor da commodity caiu ainda mais, alcançando o menor nível desde fevereiro de 2004. O petróleo chegou a US$ 33,87, o que representa desvalorização de 26,8% na semana e de 77% desde o começo de julho, quando superou inéditos US$ 145 por barril.
Os investidores chegaram a se animar com a liberação do governo dos EUA de US$ 17,4 bilhões às fabricantes de automóveis Chrysler, Ford e GM, mas o péssimo desempenho do petróleo acabou arrastando os papéis da estatal de petróleo brasileiro, que são o carro-chefe do mercado. Mas as perdas das ações da Petrobras foram bem discretas, assim como dos papéis da Vale do Rio Doce.
Resultado de operações especulativas, a disparada dos preços dos produtos básicos no primeiro semestre, especialmente agrícolas e petróleo, provocou uma bolha de alta nas bolsas mundiais. É natural, portanto, agora que estão em quedas, as commodities arrastarem os preços das ações de companhias produtoras de matéria-prima.
Postado por Marçal Alves Leite


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