Mercado em dia
Novos sinais de desaceleração da economia norte-americana provocaram a fuga de capitais dos principais mercados mundiais. As perdas alcançaram 4,97% em Londres, 3,95% em São Paulo e 2,94% em Nova York.
A Bolsa de São Paulo (Bovespa), que movimentou R$ 4,414 bilhões na sessão, reduziu para somente 1,15% o ganho acumulado no ano. Entre o final de dezembro e o começo de 2009, a bolsa brasileira chegou a subir 16% em seis pregões consecutivos na expectativa de reviravolta no cenário por conta da posse do novo presidente dos Estados Unidos.
Barack Obama só toma posse na próxima terça-feira, mas investidores demonstram não esperar para ver. Sem perspectiva de mudança no curto prazo, a aversão ao risco voltou a dar o ritmo dos negócios. É que novos indicadores nos EUA mostram um deterioramento da atividade econômica.
As vendas do setor varejista dos EUA encolheram 2,7% em dezembro, ante projeções de declínio de 1,2%. O próprio Fed, o banco central do país, admitiu em relatório _ o chamado Livro Bege _ o enfraquecimento econômico.
Para completar, os pedidos de hipotecas tiveram na semana passada o maior crescimento (15,8%) em mais de cinco anos. É impossível esquecer: o setor imobiliário dos EUA foi o responsável em agosto de 2007 pelo começo da crise de crédito no mundo.
Postado por Marçal


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