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Posts do dia 19 janeiro 2009

Influência europeia

19 de janeiro de 2009 0

Mercado em dia

Sem seu principal referencial devido ao feriado norte-americano em homenagem ao líder negro Martin Luther King, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) teve queda de 1,3% e giro de apenas R$ 2,827 bilhões, sendo R$ 1,18 bilhão correspondente ao exercício de opções sobre ações.

Mesmo com pregões esvaziados pela ausência de transações em Wall Street, as bolsas europeias fecharam no vermelho por causa do clima de apreensão em relação à economia global. Projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 16 países da zona do euro deve encolher 1,9% neste ano. Para 2010, as estimativas são de crescimento de somente 0,5%.

Mas foram as previsões de que o Royal Bank of Scotland deverá consolidar prejuízo de cerca de US$ 41 bilhões em 2008 que mais assustaram os investidores. Os papéis da instituição britânica despencaram 67% numa jornada em que quase todas as ações de bancos amargaram perdas.

No Brasil, entretanto, com exceção dos papéis do Santander, que desandaram quase 8%, as ações do setor financeiro terminaram no azul. Devido à nova queda das cotações do petróleo no Exterior, as ações da Petrobras (e também as da Vale) puxaram a queda do Ibovespa.

Nem a perspectiva de forte corte dos juros mudou o rumo no pregão. O encontro do Comitê de Política Monetário (Copom) começa hoje e termina amanhã, e as apostas vão até um ponto percentual de redução da taxa básica de 13,75% ao ano.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

19 de janeiro de 2009 0

São Paulo/Bovespa -1,30%

Buenos Aires/Merval +0,96%

Nyse e Nasdaq não operaram devido a feriado nos EUA

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

19 de janeiro de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,3300 (compra) e R$ 2,3320 (venda). Baixa de 0,47%

Dólar flutuante R$ 2,2000 (compra) e R$ 2,3500 (venda). Estável

Ágio +0,77%

Variação do dólar no mês/ano: -0,09%

Variação do real no mês/ano: +0,09%

Euro comercial R$ 3,0658 (compra) e R$ 3,0691 (venda). Baixa de 1,12%

Postado por Marçal

Vítimas do crédito fácil

19 de janeiro de 2009 1

Os latino-americanos, os negros e as pessoas de idade avançada são os grupos da população que mais vêm sofrendo com a crise das hipotecas nos Estados Unidos. A constatação é da agência de notícias The Associated Press (AP) em análise feita com base em dados oficiais.

Ainda que as minorias tenham progredido muito em termos de renda e de habitação desde 1990, explica Edward Wolff, economista da New York University, agora a situação começou a se reverter e a taxa de manutenção de moradias por negros e latinos voltou a cair.

Em torno de 10% dos proprietários de residências com hipotecas nos EUA tinham, pelo menos, uma prestação atrasada ou estavam ameaçados de ter os bens retomados até o final do ano passado. Trata-se de um número recorde. Em 2007, a taxa foi de 7,5%. Em 2006, menos ainda, de 6%. Segundo o estudo da AP, o custo dos imóveis tem maior peso na renda das minorias étnicas.

Pouco menos de um terço dos proprietários latinos gastam, no mínimo, 38% de sua renda em moradia, enquanto a mesma fatia de asiáticos e negros consome 25%, e, entre os brancos, 16%.

Em algumas regiões a tendência é mais evidente. Entre os que gastam no mínimo 38% de seus ingressos em moradia estão, por exemplo, 40% dos negros da Califórnia, Nevada, Oregon e Massachusetts, mais de 30% dos asiáticos da Califórnia e Florida, e quase a metade dos latinos em Rhode Island e, pelo menos, 40% no Alasca, Califórnia, Florida, Hawai, Maryland, Nova Jersey e Nova York.

Muitas famílias latinas recorreram a empréstimos onerosos porque só recebem dinheiro em moeda corrente e não têm contas bancárias, diz Janis Bowdler, diretora de finanças pessoais do Conselho Nacional da Raça, em Washington.

A maioria das famílias latinas têm receita estáveis, mas seu histórico de crédito é limitado e, portanto, sofrem com a baixa qualificação do crédito, uma medida que os bancos usam para medir o risco de pagamento. Muitas famílias latinas têm várias fontes de renda, sendo algumas em dinheiro corrente.

Durante o auge do mercado imobiliário, conforme especialistas, era mais rápido e lucrativo conceder empréstimos para famílias latinas sem exigir comprovação de renda, mas com taxas de juros bem mais elevadas. Os bancos concediam empréstimos e saiam deles bem rápido, ressalta Bowdler, reiterando que, com certeza, a liberação dos recursos era muito mais cara.

Muitas famílias procedentes da América Latina, entre as quais centenas do Brasil, estão até hoje sofrendo as consequências da obtenção do crédito fácil.

_ Nosso dinheiro é como um pedaço de goma de mascar e estamos espichando-o o mais que podemos _ confessa Joel Cazares, de Visalia, na Califórnia, que está tentando pagar sua hipoteca.

Postado por Marçal