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Cada um faz sua parte

28 de janeiro de 2009 3

Mercado em dia

Numa sessão em que o dólar voltou a fechar abaixo de R$ 2,30, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) disparou quase 4% embalada pela perspectiva de aprovação do pacote econômico de US$ 825 bilhões no Congresso dos Estados Unidos.

Com preços defasados devido às perdas do período de turbulência das bolsas, as ações da Petrobras e da Vale aumentaram mais de 5%, garantindo uma melhor performance da Bovespa em comparação com Wall Street, que teve alta de 2,46%. Destaques no pregão, os papéis ordinários da Vale subiram 16% em quatro dias.

Depois de três semanas, o Ibovespa retomou a marca de 40 mil pontos, passando a registrar ganho de 7,13% no mês. Mas a reação das bolsas refletiu mais apostas de mudança do que melhora efetiva no cenário global.

É que, segundo rumores, o presidente Barack Obama acenou com a criação do Bad Bank, uma instituição que concentraria os chamados papéis podres ou ativos tóxicos, que desencadearam em agosto de 2007 a pior crise financeira das últimas décadas.

Para Obama, entretanto, a economia do país pode se recuperar se todos fizerem a sua parte. Ou seja, o fim da crise também depende dos cidadãos, que jamais devem gastar mais do que recebem sob risco de gerar mais turbulência. E isso vale em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil.

Postado por Marçal

3 respostas para “Cada um faz sua parte”

  1. flavius diz:

    Em economia, poupança significa consumo postergado. A questão não é consumir, a questão é manter um controle para que as despesas não ultrapassem os ganhos. O financiamento permite que você saia com um carro da concessionária e paga 36 meses (por exemplo), poupar para isso talvez signifique juntar 24 meses (grosso modo) o dinheiro para aí ter um carro.

  2. Rodrigo Cargnelutti diz:

    Prezado Marçal, mas não é essa dificuldade em poder consumir devido as altas taxas de juros, que deixou o Brasil "um pouco privilegiado" nessa dita crise? Se o crédito fosse mais fácil não estaríamos vivendo um caos total? O ministro da economia chinesa declarou em Davos que os norte-americanos nunca tiveram preocupação em poupar. Que gastam mais do que podem. Isso realmente é fato e mais, é cultural. A cultura consumista desenfreada nos USA está dando poder a essa turbulência.

    Prezado Rodrigo

    O consumismo é o motor do capitalismo e, portanto, sem essa cultura, não há crescimento econômico, assim como não há melhoria da renda, mais emprego, coisa e tal. O problema não é consumir (isso faz bem, inclusive aos que negam o consumismo). A questão é se consumir dentro do seu padrão. Realmente você tem razão: se nem taxas elevadas detêm o consumo dos brasileiros, imagina com taxas baixas... É importante lembrar que nos EUA, os latinos (entre os quais brasileiros) estão entre os grupos mais endividados. É que, ao contrário da cultura anglo-saxômica e germânica, por exemplo, os latinos são irresponsáveis gastando acima de suas condições. Não só acabam com problemas, como também contribuem no encarecimento do crédito (rotativo do cartão e cheque especial) aos consumidores que pagam normalmente suas contas e que têm eventual atraso no pagamento da fatura por causa de doenças ou despesas inesperadas.

    Abraço

  3. bolsista diz:

    Povo é assim mesmo, gasta mais do que ganha, e não é por ser pobre, porque pobre paga as suas contas. Povo (pessoas mal instruidas) gastam mais do que ganham independentemente do salário. Como exemplo tem os caras que ganharam o BBB em anos anteriores, gastaram R$ 500.000,00 em menos de 10 anos os que ganharam isso. O pais é que tem que proibir empréstimo para os caloteiros, porque ir para o SPC e depois de quatro anos sair na boa, sem pagar nada? Que é isso? Agora vão dar as casas para o povo dos EUA, que é isso?

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