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Posts de fevereiro 2009

Incessante volatilidade

27 de fevereiro de 2009 0

Mercado em dia

Num dia em que chegou a perder 2,24% e subir até 1,62%, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) fechou praticamente estável, com alta de 0,01%. As ações caíram 2,84% no mês, quando o ouro (3,7%) e o dólar comercial (2,24%) subiram, liderando as aplicações.

A volatilidade também marcou as transações em Wall Street, que acabou registrando queda de 1,66% devido à forte contração da economia norte-americana. No pior resultado desde o primeiro trimestre de 1982, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA encolheu 6,2% no quarto trimestre de 2008.

O setor financeiro concentrou outra vez as atenções dos investidores. Os papéis do Citigroup desandaram quase 40% na jornada em que a instituição informou a conversão de US$ 25,7 bilhões de suas ações preferenciais (sem direito a voto) em ações ordinárias (com direito a voto). Com isso, cresce  a participação do governo de 8% para 36% no Citigroup.

No Brasil, as ações ordinárias da Petrobras avançaram 0,61%, e as preferenciais cederam 0,45%. Os papéis da Vale subiram mais de 1%, o que salvou o Ibovespa de terminar no vermelho. Em fato relevante, a mineradora estimou em 30 milhões de toneladas os embarques de minério de ferro para a China no primeiro trimestre de 2009, o que representam 60% das vendas do período ao Exterior.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

27 de fevereiro de 2009 0

São Paulo/Bovespa +0,01%

Buenos Aires/Merval +0,29%

Nova York/Nyse -1,66%

Nova York/Nasdaq -0,98%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

27 de fevereiro de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,3680 (compra) e R$ 2,3700 (venda). Alta e 1,02%

Dólar flutuante R$ 2,2800 (compra) e R$ 2,3800 (venda). Estável

Ágio 0,42%

Variação do dólar no mês: +2,24%

No ano: +1,54%

Variação do real no mês: -2,19%

No ano: -1,52%

Euro comercial R$ 3,0077 (compra) e R$ 3,0104 (venda). Alta de 0,51%

Postado por Marçal

Sempre juntas

26 de fevereiro de 2009 0

Mercado em dia

A Bolsa de São Paulo (Bovespa) outra vez andou lado a lado com a Bolsa de Nova York (Nyse). Depois de operar com altas na maior parte do dia, ambas fecharam no vermelho, sendo que Wall Street amargou perda mais intensa: de 1,22% ante 0,13% na Bovespa.

Aos poucos os temores frente à divulgação de novos dados econômicos, como o prejuízo de 30,9 bilhões da GM em 2008, foram ofuscando a satisfação com o plano de resgate dos bancos nos EUA, que, conforme proposta enviada pela Casa Branca ao Congresso norte-americano, pode chegar a US$ 250 bilhões.

O governo dos EUA informou ainda uma forte demanda pelo benefício do seguro-desemprego. Os novos pedidos cresceram para 667 mil na semana passada. Além disso, os bens duráveis apresentaram em janeiro declínio (5,2%) pelo sexto mês consecutivo.

No Brasil, onde a inadimplência do financiamento de pessoas físicas alcançou em janeiro (8,3%) o mais elevado nível desde maio de 2002, o dólar caiu mais de 1%, atingindo R$ 2,3460 na primeira sessão cheia após o Carnaval. O Risco Brasil permaneceu praticamente estável (418 pontos), e a bolsa movimentou apenas R$ 3,383 bilhões.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

26 de fevereiro de 2009 0

São Paulo/Bovespa -0,13%

Buenos Aires/Merval -0,12%

Nova York/Nyse -1,22%

Nova York/Nasdaq -2,38%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

26 de fevereiro de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,3440 (compra) e R$ 2,3460 (venda). Baixa de 1,22%

Dólar flutuante R$ 2,2800 (compra) e R$ 2,3800 (venda). Estável

Ágio 1,45%

Variação do dólar no mês: +1,21%

No ano: +0,51%

Variação do real no mês: -1,19%

No ano: -0,51%

Euro comercial R$ 2,9921 (compra) e R$ 2,9951 (venda). Baixa de 1,02%

Postado por Marçal

Fidelidade excessiva

25 de fevereiro de 2009 0

Mercado em dia

No retorno das operações após o feriado de Carnaval, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) seguiu fielmente o ritmo em Wall Street. Depois de desandar 2,64% na abertura e subir até 0,56% pouco antes do encerramento, a Bovespa acabou amargando perda de 1,25% na rodada.

O índice Dow Jones também indicou variação de 2,64% negativos e avançou até 0,74% em torno de meia hora antes do fechamento. No final da sessão, a Bolsa de Nova York (Nyse) consolidou desvalorização de 1,09%.

Nos EUA, os investidores se dividiram entre o pessimismo com uma queda histórica nas vendas de imóveis usados, que apresentaram em janeiro (5,3%) a maior contração desde 1997, e um relativo entusiasmo com o detalhamento dos testes de estresse que o Tesouro do país fará com os bancos.

No Brasil, as ações da Petrobras fecharam com ganhos devido à forte reação dos preços do petróleo. Em Nova York, a commodity disparou mais de 6%, atingindo US$ 42,50 por barril. O desempenho dos papéis da Vale, que despencaram cerca de 5%, porém, teve mais força na Bovespa, que movimentou R$ 2,783 bilhões, apesar de o pregão funcionar em horário reduzido.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

25 de fevereiro de 2009 0

São Paulo/Bovespa -1,25%

Buenos Aires/Merval -2,12%

Nova York/Nyse -1,09%

Nova York/Nasdaq -1,14%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

25 de fevereiro de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,3730 (compra) e R$ 2,3750 (venda). Baixa de 0,71%

Dólar flutuante R$ 2,2800 (compra) e R$ 2,3800 (venda). Estável

Ágio 0,21%

Variação do dólar no mês: +2,46%

No ano: +1,76%

Variação do real no mês: -2,40%

No ano: -1,73%

Euro comercial R$ 3,0229 (compra) e R$ 3,0259 (venda). Baixa de 1,48%

Postado por Marçal

Amores de Carnaval

24 de fevereiro de 2009 1

Mercado em dia

Depois de tocar no menor nível desde maio de 1997, a Bolsa de Nova York (Nyse) reagiu com valorização de 3,32%, e o índice Dow Jones encerrou com 7.350,94 pontos. Os mercados da Ásia e Europa, entretanto, fecharam mais uma vez no vermelho.

A recuperação em Wall Street não garante uma boa abertura no pregão, pois os preços foram inflados mais pelo interesse em papéis baratos do que por consistência dos negócios. O desempenho Bolsa de São Paulo (Bovespa), que, após feriado de Carnaval, reabre nesta quarta-feira às 13h, vai depender da evolução da Nyse, que começa a operar às 11h30min (horário de Brasília).

A terça-feira gorda de Carnaval foi um dia de caça às barganhas em Nova York por investidores que buscam ganhar no curto prazo. Muitos compram e vendem na mesma sessão em operações denominadas de Day Trade, mas outros preferem aguardar na tentativa de aumentar o lucro, mas caem fora rapidamente ao constatarem mudança de expectativas.

É que, assim como no auge da turbulência financeira global, entre setembro e outubro de 2008, os investidores atuam conforme os acontecimentos (ou rumores) imediatos. No pregão desta terça-feira, por exemplo, declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, bastaram para que houvesse intensificação do movimento de compras.

Bernanke não comunicou nenhuma novidade. O dirigente do Fed somente estimou que a recessão pode acabar ainda este ano e que os bancos não serão estatizados, como vem sendo comentado no mercado. Para os investidores de longo prazo, que aplicam em empresas com bons fundamentos, o pronunciamento não modifica o atual cenário, porque têm consciência de que uma mudança na economia requer bem mais do que palavras.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

24 de fevereiro de 2009 0

São Paulo/Bovespa fechada por feriado de Carnaval

Buenos Aires/Merval +3,14%

Nova York/Nyse +3,32%

Nova York/Nasdaq +3,90%

Postado por Marçal

Carnaval sem alegria

23 de fevereiro de 2009 0

Mercado em dia

Num dia em que não houve negócios no Brasil devido ao feriado de Carnaval, as bolsas europeias e norte-americanas começaram a semana com acentuadas perdas em decorrência dos desdobramentos da crise financeira global.

Parâmetro de preços para os demais mercados, Wall Street chegou a abrir com desempenho positivo, mas rapidamente reverteu a tendência. A Bolsa de Nova York (Nyse) amargou queda de 3,41%.

Composto por ações das 30 maiores empresas industriais do país, o índice Dow Jones fechou com 7.114,78 pontos. É o menor nível desde a crise asiática de 1997, quando a turbulência dos mercados mundiais também começou com problemas imobiliários.

Informações de que o governo dos EUA estaria negociando ampliar sua participação no Citigroup e o detalhamento do programa de resgate aos bancos _ anunciado no dia 10 _ animaram os investidores.

Mas a alegria durou pouco, pois os temores de que a crise trave a economia por mais tempo acabaram pesando nos pregões. Os preços do petróleo caíram ainda mais. Em Nova York, a commodity cedeu 1,28%, atingindo US$ 38,44 por barril.

Além das dificuldades do sistema bancário, o mercado reagiu com pessimismo ante a perspectiva de queda do consumo nos EUA. Os papéis das companhias de alta tecnologia, como da IBM e Hewlett-Packard, lideraram as perdas. Mercado de negociação dessas ações, a Nasdaq desandou 3,71%.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

23 de fevereiro de 2009 0

São Paulo/Bovespa fechada por feriado de Carnaval

Buenos Aires/Merval -3,73%

Nova York/Nyse -3,41%

Nova York/Nasdaq -3,71%

Postado por Marçal

Reconquista da confiança

22 de fevereiro de 2009 0

Mercado em dia

Depois de uma semana desapontadora para as bolsas, com a queda na confiança provocando forte fuga de capitais para o ouro e o dólar norte-americano, os investidores devem refletir a partir de hoje as iniciativas dos líderes europeus do G20, o grupo dos países mais ricos e os principais emergentes. Ao contrário do Brasil, onde a bolsa, o câmbio e os bancos não operam no Carnaval, os principais mercados mundiais funcionam normalmente hoje e amanhã.

Reunidos no domingo em Berlim, os governantes europeus pediram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) disponibilizar de mais US$ 500 bilhões para enfrentar a crise financeira. É que há temores de moratória na Europa Central e países do Leste, onde algumas moedas tiveram forte desvalorização com a turbulência financeira.

Mais do que levantar as economias em processo de retração, entretanto, mais recursos se fazem necessário para recuperar a confiança nos mercados, especialmente após uma semana em que as instituições financeiras estiveram no centro do furacão.

A proposta de uma temporária estatização do setor bancário dos EUA assustou ainda mais os investidores, que, apesar de defenderem a liberação de dinheiro público aos bancos, descartam uma intervenção direta do governo nos mesmos. Wall Street caiu ao pior patamar de preço desde 2002 e vários mercados europeus retrocederam aos níveis de 2003.

Anfitriã do encontro do G20, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, admite a necessidade de reconquistar a confiança dos investidores no mercado, mas ressalta que o fim da crise depende de outras medidas, como a de uma nova ordem financeira internacional. Mas existem dificuldades de consenso quanto à introdução de novas regras.

É que, o excesso de regulação ou vigilância dos negócios pode reduzir o potencial do mercado acionário. Com mais controle, os investidores poderiam optar por modalidades de renda fixa do que arriscar seus recursos em ativos de renda variável, que, de com fotre regulação, tenderiam a perder a essência. Em vez do atrativo de render bem mais (assim podem como perder), poderiam passar a ter remuneração próxima dos investimentos com ganho definido.

Postado por Marçal

Medo de intervenção

20 de fevereiro de 2009 0

Mercado em dia

Uma eventual estatização de bancos norte-americanos provocou fuga de capitais do mercado acionário para ativos financeiros considerados mais seguros. O dólar encostou em R$ 2,40, atingindo o maior preço do ano, e a Bolsa de São Paulo (Bovespa) amargou baixa de 2,56%.

O movimento de vendas nas bolsas foi desencadeado por declarações do presidente do comitê bancário do Senado dos EUA, Christopher Dodd, que defendeu a intervenção temporária do governo em alguns bancos para sanear os problemas do sistema financeiro.

Wall Street caiu 1,34% arrastada pelo desempenho das ações do Bank of America, Citigroup e Wells Fargo, que chegaram a cair até 20% durante o pregão. Apesar da rejeição da possibilidade por várias instituições, os investidores buscaram proteção nos EUA. Depois de 11 meses, o ouro voltou a fechar acima de US$ 1 mil por onça-troy. No Brasil, o metal disparou quase 5%, alcançando R$ 75,50 por grama.

As bolsas européias também foram tomadas pela aversão ao risco. Frankfurt e Paris terminaram com perdas superiores a 4%. É, no mínimo, uma postura estranha dos investidores, que aceitam a concessão de dinheiro público aos bancos, mas rejeitam uma gestão direta do governo.

Postado por Marçal