Mercado em dia
Depois de disparar quase 6% na véspera, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) fechou com perda de 2,27% e volume de R$ 4,141 bilhões. A lucratividade acumulada no ano recuou para 10,45%.
Numa jornada em que os preços flutuaram muito sem conseguir, porém, operar no azul em nenhum momento, a Bovespa seguiu o ritmo acelerado de Wall Street. Apesar de registrar ganhos em dois rápidos instantes, a Bolsa de Nova York (Nyse) acabou amargando baixa de 1,49%.
A atuação de interessados em embolsar lucros predominou em ambos os mercados. Mesmo com focos de resistência ao plano do Tesouro dos EUA para esquentar os papéis podres, que cedo ou tarde exigirão novos aportes de recursos públicos, os analistas consideram que o sentimento geral não é ruim.
A realização de lucros, portanto, decorreu apenas da tentação pelo ganho rápido. Como vem ocorrendo neste ano, há inversão de tendência no dia seguinte sempre que há acentuadas altas ou baixas. Antes restritas aos especuladores, as operações de curto prazo se tornaram opção também aos aplicadores de longo prazo. É o preço da demora em uma solução definitiva para a turbulência financeira global.
Postado por Marçal


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