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Posts do dia 23 abril 2009

Expectativa positiva

23 de abril de 2009 0

Mercado em dia

Graças à reversão de tendência em Wall Street, que encerrou com alta de 0,89% numa jornada de forte oscilação dos preços, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou valorização de 2,02% e giro financeiro de R$ 3,784 bilhões.

Mesmo com discreto volume na sessão, a participação do capital externo determinou o rumo do pregão. O retorno dos estrangeiros, avaliam especialistas, reflete uma visão menos pessimista da economia brasileira frente à crise financeira global.

Os investimentos externos, conforme números da bolsa, apresentam saldo positivo em R$ 3,08 bilhões neste mês (até dia 17). As principais blue chips do mercado concentraram o movimento de ordens de compra. As ações da Vale avançaram 2,82% (ON) e 2,45% (PNA), enquanto as da Petrobras fecharam com ganhos de 2,3% (PN) e de 2,01% (ON).

Sem descartar períodos de realização de lucros (venda de ações), que costumam derrubar os preços dos papéis, alguns investidores têm expectativa de retomada pelo Ibovespa da marca de 50 mil pontos ainda este mês. Nesta quinta-feira, o índice alcançou 45.801 unidades, o que significa valorização de 11,91% em abril e de 21,97% desde o começo do ano.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

23 de abril de 2009 0

São Paulo/Bovespa +2,02%

Buenos Aires/Merval +0,11%

Nova York/Nyse +0,89%

Nova York/Nasdaq +0,37%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

23 de abril de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,2170 (compra) e R$ 2,2190 (venda). Alta de 0,86%

Dólar flutuante R$ 2,2200 (compra) e R$ 2,3200 (venda). Estável

Ágio 4,55%

Variação do dólar no mês: -4,27%

No ano: -4,93%

Variação do real no mês: +4,46%

No ano: +5,18%

Euro comercial R$ 2,9064 (compra) e R$ 2,9093 (venda). Alta de 1,58%

Postado por Marçal

A bolsa e os fundos multimercado

23 de abril de 2009 0

Gostaria de comentar alguns aspectos, construtivamente, principalmente em relação a matéria publicada em ZH no último domingo.

Fundos multimercado: noto que ainda existe muita pouca informação sobre os fundos multimercado no Brasil. Onde pela transparência, regulamentação e seriedade, deveríamos ter mais conhecimento e estes serem mais divulgados ao publico em geral. Primeiro pelo motivo de colocarem estes fundos em um mesmo saco e a conotação de que todos são iguais e sofrem ao mesmo tempo pelos mesmos motivos. Este ao meu ver é o maior problema. Existem dentro da classe multimercado, varias derivações: fundos macros, fundos de long short (com e sem direcional), arbitragem, equity hedges e trading, entre outros. Durante o auge da crise os fundos multimercado macros foram os que mais sofreram, mas pegue uma amostra de fundos equity hedges ou arbitragem e veja o quanto se saíram bem neste momento. Posso indicar rapidamente 20 fundos, que, pelo perfil, estilo de operação ou tipo de operação, passaram incólumes pela crise. Pouco disso é de conhecimento do cliente.

Bolsa: também tenho notado que as pessoas continuam com a memória na bolsa aos 70.000 pontos e em inúmeros IPOs (ofertas pública de ações) que geraram rentabilidades absurdas. E todas estão em busca do momento de inflexão, como que em um passe de mágica a bolsa voltasse para os 70.000 pontos e tudo que aconteceu de 2006 a 2007 reapareça. Acho este o maior dos pecados de um investidor. Por unicamente acreditar que movimentos que ocorreram no período citado são esporádicos, assim como o que acontecer no auge da crise também são. No auge da subida, ações de empresas que não valiam nada subiam absurdamente, impulsionados por nada. Acabamos descobrindo que estas mesmas foram catalisadoras da crise _ extremamente alavancadas, resultados não oriundos da atividade fim da empresa e sim de operações financeiras, entre outros aspectos.

O que aconteceu neste período foi uma total perda de critérios do que é risco e de qual o perfil de cada investidor. Todos eram agressivos e queriam a bolsa. Houve um episódio que gostaria de relatar. Minha esposa foi ao banco e solicitei a ela que perguntasse ao gerente qual fundo ele indicava para aplicar determinado valor em reais de maneira conservadora. A resposta foi assustadora: “o fundo Vale é o mais conservador que temos, nunca cai”. Juntamos ai o que comentei e o despreparo dos agentes que deveriam orientar o investidor, principalmente do pequeno que tem pouco acesso aos melhores produtos, que o gerente nunca liga para dizer “resgata”, da no que deu…

O que quero dizer é que o mercado de hoje é o mercado correto, precisamos avaliar perspectivas, cenários, setores para identificar onde e quanto investir, aqui ou lá (seja em países, setores, classes de ativos), coisas que antes não eram feitas. Era comprar qualquer coisa e esta coisa subia, sem fundamento algum. Muitas das ações de empresas que caíram 50, 60 ou 70% estão hoje no seu preço justo. Antes era o que estava errado.

Além disso, o investidor precisa aprender a planejar e se quer ou não tomar mais risco, se quer carregar bolsa ou não. Se ficarmos esperando a bolsa “virar” (ela já subiu 20% no ano), ou entrará tarde, ou não entrará. Penso que a pergunta é: quem aceita bolsa e qual o percentual que deseja estar. Depois com o tempo é balancear a carteiras (se subiu reduz, se caiu aumenta).

Realmente me incomoda a necessidade de que a cada dia uma explicação precisa ser dada para isso ou para aquilo, como que todo o mercado fosse movimentado por notícias de curto prazo. Só quem se dá mal é o pequeno investidor… É que este ainda acredita que fazer R$ 1 milhão é fácil e que o mercado financeiro é a bolsa e ponto final. Enfim, tentei colocar em poucas palavras um pouco do que penso e sinto em relação ao investidor no Brasil.

Comentário de Marcelo Pereira, da TAG Investimentos, de São Paulo

Postado por Marçal