Mercado em dia
Numa jornada em que o dólar cedeu para R$ 2,1730, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou alta de 3,07% e volume de R$ 5,045 bilhões. O índice alcançou o mais elevado nível desde 1º de outubro: 47.226 pontos, o que representa ganho de 25,77% no acumulado do ano.
Esse desempenho acompanhou a recuperação em Wall Street, que encerrou com valorização de 2,11% graças à melhora no setor financeiro. Somente a metade dos 19 bancos avaliados pelo Tesouro norte-americano no chamado teste de estresse, segundo analistas, poderiam necessitar de recursos públicos para sanear as contas. Os demais têm condições de se capitalizar no próprio mercado.
Nem o avanço da gripe suína e tampouco a queda de 6,1% no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre inibiram o movimento de compras. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York (Nyse), fechou na maior pontuação (8.185,73) desde 9 de fevereiro. Ainda assim, mantém perda de 5,57% no ano.
A manutenção pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) da taxa em 0,25% ao ano já era esperada, assim como a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em cortar a Selic para 10,25% ao ano ficou dentro das apostas dos investidores. O giro da Bovespa revelou um crescente interesse do capital externo pelo Brasil, o que permitiu a queda do risco-país para 362 pontos.
Postado por Marçal


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