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Posts de maio 2009

Fluxo de capitais

31 de maio de 2009 0

Mercado em dia

A Bolsa de São Paulo (Bovespa) avançou 12,49% em maio e 41,67% em cinco meses de 2009, se constituindo no melhor desempenho para o período desde 1999. Na outra ponta dos investimentos, com retração de 9,67%, o dólar fechou maio com o pior resultado mensal desde abril de 2003. No ano, a moeda atinge baixa de 15,6%.

Esse comportamento segue a tendência do mercado mundial, no qual as expectativas são mais favoráveis aos negócios financeiros, permitindo um avanço consistente das bolsas. Por conta da perspectiva de melhora da economia global, investidores internacionais refazem suas carteiras, abandonando títulos do Tesouro dos EUA, considerados os mais seguros em momentos de turbulência, para buscar ativos com chance de lucro mais elevado.

Aplicações de alto risco durante a crise, como ouro, ações e moedas de outros países, se transformam em alvos dos grandes fundos norte-americanos neste momento de transição. Wall Street e as bolsas mais promissoras acabam atraindo a maior parte dos recursos.

Indicada como uma das economias mais sólidas entre os países emergentes, o Brasil é um dos destinos dessa reacomodação de capitais no mundo. O saldo dos investimentos estrangeiros na Bovespa supera R$ 10 bilhões em 2009, dos quais a metade ingressou somente em maio. Com fatia de cerca de um terço do volume total, o capital externo acaba sustentando a alta das cotações dos papéis.

Mas assim como chega, é importante lembrar, basta qualquer movimento em falso no Exterior, para esse dinheiro voar rapidamente a um porto seguro, que naturalmente pode ser outra vez os títulos norte-americanos. Beneficiado pelo fluxo de moedas no mundo, o dólar também pode mudar de rumo no Brasil caso houver mundança nas expectativas globais. Por enquanto, porém, deve permanecer abaixo de R$ 2.

Postado por Marçal

Enredo desnecessário

30 de maio de 2009 0

Antecipar liquidação da dívida pode se tornar mais complicado do que contratar um empréstimo consignado

Um serviço financeiro aparentemente descomplicado, a obtenção de crédito para pagamento consignado em folha de pagamento vem causando transtornos para aposentados e pensionistas. Por dispor de regras bem claras, como custo máximo de 2,5% ao mês e comprometimento de até 30% do benefício, o fechamento da operação é geralmente facilitado entre as duas partes envolvidas. Os problemas vêm à tona depois, quando os tomadores desejam obter novos empréstimos ou liquidar o saldo devedor com antecedência.

A reserva de uma margem do percentual permitido para concessão do crédito e a demora na liberação do boleto para liquidação da dívida são as principais denúncias e reclamações protocoladas por órgãos de defesa do consumidor contra as instituições financeiras.

Muitos casos são provocados por negligência do cliente, que assina o contrato sem ler as cláusulas nem tirar dúvidas junto ao atendente, mas também há irregularidades geradas dentro das instituições ou de seus representantes.

Um dos maiores a operar com crédito consignado no país, com carteira de mais de 4 milhões de clientes, o BMG também é um dos alvos do maior volume de queixas. Alegando muitas vezes não procederem as reivindicações, a assessoria do banco informou que a identificação de eventuais irregularidades é feita caso e caso e, por isso, sem encaminhamento de nome e CPF do reclamante, é impossível realizar uma avaliação. O requerimento pode ser feito nas agências da instituição e correspondentes credenciados.

Após o recebimento do requerimento, o BMG emite o boleto para a residência do cliente no máximo de 48 horas, sendo encaminhado via correios por meio de carta registrada.

Para evitar essa burocracia, que acaba gerando mais custos e perda de tempo, entre outros danos, os aposentados e pensionistas precisam adotar medidas preventivas. Conhecimento de regras e da qualidade dos produtos é essencial em qualquer negócio financeiro, mas adquire maior dimensão em serviços com impacto direto na redução da renda mensal, pois podem colocar em risco as finanças e à própria sobrevivência do indivíduo.

Antes de fechar um empréstimo com desconto de parcelas na folha de pagamento, o cidadão deve fazer uma avaliação criteriosa não só sobre a real necessidade dos recursos, mas principalmente quanto às condições propostas no contrato e da credibilidade do credor na operação.

Postado por Marçal

Caminho trabalhoso

30 de maio de 2009 0

Aspectos da legislação e sugestões de procedimento sobre pagamento antecipado de créditos consignados:

_ O Código de Defesa do Consumidor garante o direito à redução proporcional dos juros e encargos financeiros em caso de quitação antecipada, total ou parcial, de empréstimos ou financiamentos.

_ Por meio do endereço eletrônico www.mp.sc.gov.br/portal/site/calculadoracco/novacalculadora.aspx, o usuário tem acesso a uma calculadora online na qual pode verificar o valor da antecipação com redução de juros e encargos.

_ Prejudicados devem recorrer junto a Procons, Banco Central, Ministério Público, INSS e até à Justiça.

_ É preciso tomar cuidados antes, durante e depois de tomar um empréstimo, como anotar todos os registros possíveis e concretizar as operações diretamente no estabelecimento em vez de usar o telefone ou a internet.

_ É recomendável anotar todos os números de protocolos de atendimentos. Se possível, tente obter informações por e-mail.

_ Em casos extremos, é importante gravar as ligações feitas aos números 0800 de cada instituição para usar na denúncia aos órgãos competentes.

_ Um projeto de lei tramita no Congresso, determinando regras para a quitação antecipada de contrato de empréstimos ou financiamentos com débito em folha de pagamento.

Fonte: Everton Lopes, consultor financeiro e coordenador do site www.semprecomdinheiro.com.br

Passo-a-passo

_ O interessado na liquidação antecipada do débito precisa apresentar xerox do documento de identidade, CPF e comprovante de residência atualizado, além de preencher carta de solicitação de saldo devedor (modelos 3.01.49 ou 3.01.049A) ou carta de próprio punho

_ Para clientes analfabetos, a solicitação deve ser preenchida com a digital e assinatura do representante do reclamante, que necessita ser parente de primeiro grau (pai, mãe, filho, irmão ou cônjuge), anexando o documento de identidade do representante

Fonte: BMG

Postado por Marçal

Endereços úteis

30 de maio de 2009 1

Onde buscar informações ou denunciar irregularidades em operações de crédito consignado:

_ Previdência Social: www.previdencia.gov.br ou pela telefone central 135

_ Banco Central: telefone 0800-9792345

_ Procon-RS: www.procon.rs.gov.br ou telefones (51) 3286-8200 ou pessoalmente na sede estadual (Rua 7 de Setembro, 713, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h), em Porto Alegre. Há órgãos de defesa do consumidor (Procons) em outras 44 cidades do Estado, que dispõe de endereços no site da entidade estadual.

Postado por Marçal

Dólares em abundância

29 de maio de 2009 0

Mercado em dia

Após operar no vermelho na maior parte da jornada, as bolsas dos EUA e do Brasil encerraram com desempenho positivo, o que é um indício de que a tendência será de uma boa abertura nos negócios da próxima semana.

A Bolsa de São Paulo (Bovespa) chegou a cair mais de 1%, mas reagiu a menos de uma hora do fechamento, para avançar 0,3%. As ações consolidaram a liderança no ranking do mês, com ganho médio de 12,49%, ante deflação de 0,07% conforme o IGP-M.

O volume no pregão alcançou R$ 8,191 bilhões, ante média diária de R$ 5,395 bilhões em maio e de R$ 4,859 bilhões em abril. O ingresso de dinheiro de fora na bolsa, inclusive, ajudou a derrubar a cotação do dólar, que retrocedeu ao menor valor (R$ 1,97) em exatos oito meses.

Também nos EUA, onde Wall Street subiu 1,15%, os investidores buscaram alternativas mais rentáveis, como ações, ouro e até outras moedas, fugindo dos títulos do Tesouro, que se tornam um porto seguro em momentos de turbulência, mas perdem competitividade num cenário de menor risco. O euro voltou a superar US$ 1,41.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

29 de maio de 2009 0

São Paulo/Bovespa +0,30%

Buenos Aires/Merval +1,72%

Nova York/Nyse +1,15%

Nova York/Nasdaq +1,29%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

29 de maio de 2009 0

Dólar comercial R$ 1,9680 (compra) e R$ 1,9700 (venda). Baixa de 1,94%

Dólar flutuante R$ 2,0200 (compra) e R$ 2,1000 (venda). Baixa de 1,41%

Ágio de 6,60%

Variação do dólar no mês: -9,67%

No ano: -15,60%

Variação do real no mês: +10,71%

No ano: +18,48%

Euro comercial R$ 2,7817 (compra) e R$ 2,7851 (venda). Baixa de 0,59%

Postado por Marçal

Patamar recuperado

28 de maio de 2009 1

Mercado em dia

A Bolsa de São Paulo (Bovespa) avançou 2,41%, reconquistando a marca de 53 mil pontos, abandonada em meados de setembro do ano passado por causa da turbulência financeira mundial.

O desempenho em Wall Street, que reagiu com alta de 1,25% ao anúncio de que parte dos credores da GM aceitou a proposta de troca de dívida por ações da montadora, contribuiu para essa performance da Bovespa, que movimentou R$ 4,868 bilhões na jornada.

Ainda falta subir quase 40% para o Ibovespa zerar perdas em relação ao recorde de 73.516 pontos de maio de 2008, mas o lucro registrado neste ano (41,25%) já empata com a queda acumulada em todo o ano passado (41,22%).

Números da economia dos EUA, como o aumento nas encomendas de bens duráveis e nova redução nos pedidos do seguro-desemprego, reforçam o ânimo dos investidores. O dólar, porém, resiste em ceder abaixo de R$ 2.

A moeda norte-americana fechou a R$ 2,0090, com retração de 0,3%. Além da atuação do Banco Central (BC), o vencimento do dólar futuro evita uma queda brusca. É que parte dos operadores força a alta da cotação para embolsar mais reais na liquidação dos contratos.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

28 de maio de 2009 0

São Paulo/Bovespa +2,41%

Buenos Aires/Merval -0,59%

Nova York/Nyse +1,25%

Nova York/Nasdaq +1,20%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

28 de maio de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,0070 (compra) e R$ 2,0090 (venda). Baixa de 0,30%

Dólar flutuante R$ 2,0500 (compra) e R$ 2,1300 (venda). Estável

Ágio de 6,02%

Variação do dólar no mês: -7,89%

No ano: -13,92%

Variação do real no mês: +8,56%

No ano: +16,18%

Euro comercial R$ 2,7986 (compra) e R$ 2,8016 (venda). Alta de 0,07%

Postado por Marçal

O Nobel e a crise

28 de maio de 2009 0

Para o psicólogo israelense Daniel Kahneman, o otimismo irrealista amplia os riscos do mercado

Convictos de sua própria capacidade de análise e apoiados num otimismo irrealista, os investidores tomaram riscos sem compreender sua dimensão. A afirmação é do psicólogo israelense Daniel Kahneman, professor da Universidade de Princeton e prêmio Nobel de Economia em 2002 por seus estudos sobre economia comportamental. Kahneman participou nesta quarta-feira do 5º Congresso de Fundos de Investimentos, promovido pela Anbid em São Paulo.

O otimismo irrealista é uma chave do capitalismo — ressaltou o contemplado com o Nobel.

Kahneman lembrou que esse sentimento leva os empreendedores a abrir o próprio negócio, mesmo sabendo que, nos EUA, por exemplo, dois em três novas empresas fecham antes de completar cinco anos. Da mesma maneira, explica o psicólogo, os investidores acreditam que são capazes de enxergar o cenário todo e apostar nos melhores papéis. Também é essa sensação que leva os indivíduos a investir em ações por conta própria.

Essa conduta é reforçada pela natural aversão a perdas. Os investidores tendem a vender as ações que entregaram mais e a manter na carteira as que estão em baixa. Acontece que não conseguem se conformar com a perda e mantêm o papel apoiados na expectativa, normalmente ilusória, de que haverá recuperação.

As pessoas falam do mercado como se fosse uma pessoa. Uma pessoa nervosa! Falam das falhas do mercado, da recuperação do mercado — enfatizou.

Os investidores independentes, acrescentou, costumam se influenciar muito pelas informações que aparecem na mídia, que não necessariamente são as melhores. Questionado sobre a melhor estratégia para isolar os sentimentos das decisões sobre o portfólio de ações, o psicólogo respondeu que é melhor apelar para os especialistas, os fundos de investimento.

Daniel Kahneman conquistou o prêmio Nobel com sua a tese Prospect Theory, que trata de falácias que envolvem decisões aparentemente racionais. Segundo ele, usamos atalhos mentais, chamados de heurísticas, quando pensamos que estamos em processo de reflexão. É o caso da repulsa a dados complexos, da polaridade nos vieses — otimista e pessimista — e do sentimento de participação, conhecido como efeito manada.

Postado por Marçal

Montadora de perdas

27 de maio de 2009 0

Mercado em dia

Após operar levemente abaixo de R$ 2, o dólar fechou cotado a R$ 2,015, com baixa de apenas 0,15%, enquanto a Bolsa de São Paulo (Bovespa), que chegou a subir mais de 2%, ultrapassando 53 mil pontos, fechou praticamente estável, com queda de 0,09% e 51.791 pontos.

Os ativos domésticos sucumbiram diante do desempenho em Wall Street, que amargou perda de 2,05% devido à apreensão com a complicada situação da GM. Os papéis da montadora de automóveis despencaram 20,14% depois de a empresa confirmar o fracasso nas negociações com credores para trocar dívidas por ações. A operação poderia salvar a companhia da concordata.

Apesar de uma pesquisa mostrar que os bancos norte-americanos lucraram US$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre do ano, ante prejuízo recorde de US$ 36,9 bilhões em igual período de 2008, as ações do setor bancário também consolidaram perdas, com destaque para American Express (4,35%) e JP Morgan Chase (5,15%).

Na Bovespa, que movimentou R$ 5,304 bilhões, os papéis da Vale cederam 2,64% (ON) e 2,23% (PNA), e os da Petrobras conseguiram terminar no azul graças à valorização do petróleo no Exterior. As ações ordinárias da estatal avançaram 0,33%, e as preferenciais ficaram estáveis.

Postado por Marçal

Bolsas (fechamento)

27 de maio de 2009 0

São Paulo/Bovespa -0,09%

Buenos Aires/Merval -0,94%

Nova York/Nyse -2,05%

Nova York/Nasdaq -1,11%

Postado por Marçal

Câmbio (fechamento)

27 de maio de 2009 0

Dólar comercial R$ 2,0130 (compra) e R$ 2,0150 (venda). Baixa de 0,15%

Dólar flutuante R$ 2,0500 (compra) e R$ 2,1300 (venda). Baixa de 1,39%

Ágio de 5,71%

Variação do dólar no mês: -7,61%

No ano: -13,67%

Variação do real no mês: +8,24%

No ano: +15,83%

Euro comercial R$ 2,7964 (compra) e R$ 2,7996 (venda). Baixa de 0,80%

Postado por Marçal

Taxas de administração em baixa

27 de maio de 2009 0

Pesquisa da Anbid mostra que a tarifa média cobrada em fundos de renda fixa cai 30% em oito anos

A taxa de administração cobrada nos fundos de renda fixa de varejo vem cedendo nos últimos oito anos e já alcança patamares de similares norte-americanos. Isso é, pelo menos, o que revela um estudo da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid).

Segundo a pesquisa, a taxa média cobrado no Brasil para esse tipo de fundo, incluindo os chamados exclusivos, atinge 0,80% ao ano, ante 0,79% nos EUA.

Já a tarifa dos fundos multimercados no país é de 0,48% anuais (dados de dezembro de 2007), bem abaixo da média de 0,78% da norte-americana. Na categoria de ações, a taxa é de 1,33% e de 1,02%, respectivamente.

Se não forem considerados os fundos exclusivos, a média brasileira sobe para 1,09% na categoria de renda fixa, para 1,55% na de multimercados e para 2,63% na de ações. A queda das taxas de administração vem acontecendo de forma gradual, porém, constante. Segundo dados da Anbid, em 2001, a taxa média dos fundos de renda fixa, por exemplo, era de 3,01% ao ano. Caiu para 2,22% em 2007 e recuou para 2,16% no ano passado.

Os fundos mais novos têm taxas bem menores do que a média dos mais antigos garante o presidente da Anbid, Marcelo Giufrida, que participa do 5º Congresso de Fundos de Investimento, realizado nesta terça e quarta-feira em São Paulo.

O patrimônio líquido dos fundos cuja tarifa é de até 2% ao ano cresceu — entre 2001 e 2008 — de 24,4% para 59,3% do total da amostra de 50 fundos de renda fixa de varejo analisados. O inverso aconteceu com aqueles com taxa de administração acima de 3% — sua participação patrimonial em relação ao todo recuou de 50,4% para 17,1%.

Para efeitos comparativos, os fundos dos EUA possuem cerca de US$ 10,7 trilhões sob administração, representando 50% do mercado mundial, que soma US$ 21,7 trilhões (dados de setembro de 2008).

Postado por Marçal