Mercado em dia
Contrariando projeções de um setembro negro, o mercado doméstico operou em um céu de brigadeiro neste mês, quando novos recordes pós-crise foram batidos. As ações lideraram o ranking das aplicações, com alta de 8,9%, e o dólar amargou o pior desempenho, com baixa de 6,24%.
Descolando-se da tendência de Wall Street, que perdeu 0,31% na jornada, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou ganho de 0,46% e o índice fechou com 61.517 pontos. É o mais elevado nível desde 16 de julho de 2008. No acumulado do ano, o Ibovespa apresenta variação de 63,83%. Em 12 meses, a alta chega a 24,17%.
O giro financeiro somou R$ 6,135 bilhões, superando a média diária de R$ 5,436 bilhões obtida no mês. Esse crescimento deve-se ao ingresso de dinheiro novo no pregão, sendo parte proveniente de investimentos externos, o que ajudou a derrubar as cotações no câmbio.
Numa sessão de movimentação superior a US$ 3,2 bilhões, a moeda norte-americana terminou a R$ 1,7720. Trata-se do menor preço desde 8 de setembro do ano passado. Em 2009, o dólar atinge queda de 24,08%. Ou seja, o real subiu 31,72% no período.
Houve reversão de tendência no câmbio. Após apresentar saldo negativo de quase US$ 1 bilhão até o dia 18, o fluxo em setembro passou a mostrar saldo positivo de US$ 1,06 bilhão conforme dados do dia 25. No ano, a entrada supera a saída de recursos em US$ 7,953 bilhões.
Postado por Marçal


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