Influenciada pelo desempenho das commodities, que tiveram os preços ajustados para baixo para compensar uma nova valorização do dólar no Exterior, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou a maior queda (4,75%) desde 2 de março e volume financeiro de R$ 9,054 bilhões.
Esse comportamento seguiu os principais mercados mundiais, especialmente Wall Street, que amargou perda de 1,21%. Além do anúncio de indicadores negativos nos EUA, os investidores optaram por realizar lucros ante à expectativa com o Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro trimestre do ano. Com divulgação prevista para hoje, analistas consideram o resultado do PIB um teste de fogo quanto à recuperação da economia.
No Brasil, o movimento de venda de ações ganhou força devido à desvalorização do petróleo, que atingiu US$ 77,46 por barril em Nova York, e a apreensão em relação à divulgação do balanço da Vale. Depois de encerradas as operações, a mineradora informou que o lucro entre os meses de julho e setembro caiu 61,3% em comparação com igual período de 2008.
Todas as blue chips tiveram desempenho negativo na jornada, levando o índice a encerrar na menor pontuação (60.162) desde 24 de setembro. Em dois dias, o Ibovespa perdeu 7,56%, passando a acumular perda de 2,2% em outubro. O ganho acumulado no ano, que chegou perto de 80% na semana passada, retrocedeu para 60,22%, tornando o mercado mais acessível para quem pretende ingressar agora.
Postado por Marçal


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