Amedrontados ante à divulgação de dados sobre os consumidores norte-americanos, que mostraram uma redução nos gastos e na confiança na economia, os investidores optaram por realizar lucros em Wall Street, contagiando os negócios nos mercados mundiais.
Depois de subir 5,91% na véspera, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou queda de 3,41% e volume de R$ 7,107 bilhões. O Ibovespa encerrou outubro com 61.545 pontos, o que significa alta de apenas 0,05% no período, quando o ouro (2,61%) e os CDBs (0,65%) foram os ativos mais rentáveis. Nos três meses anteriores, as ações haviam liderado com folga o ranking.
Seguindo o rumo do Exterior, onde continuou se apreciando até fechar a US$ 1,4740 por euro, ante mais de US$ 1,50 na semana anterior, a moeda dos EUA teve uma jornada de altos e baixos no Brasil. Após ser negociado a R$ 1,7210, o dólar terminou cotado a R$ 1,7570, com 1,5% de valorização na sessão, encerrando o mês com 0,85% de baixa.
Apesar da indefinição das bolsas europeias pela manhã, os ativos domésticos abriram com tranquilidade, mas bastou Wall Street funcionar para provocar alteração radical nos ânimos dos pregões. A Bolsa de Nova York (Nyse) acabou perdendo 2,51% um dia após a euforia com o retorno do crescimento trimestral do PIB dos EUA. Sinais da economia real pesaram mais nos investimentos do que estatísticas oficiais.
Postado por Marçal


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