A Bolsa de São Paulo (Bovespa) conseguiu fechar com ganho de 0,24% numa jornada de forte flutuação. Após superar 71 mil pontos na abertura e registrar desempenho negativo no começo da tarde, o Ibovespa acabou consolidando 70.433 pontos.
Os negócios foram marcados por nova queda de braço entre grupos de interessados na compra, principalmente de estrangeiros e pessoas físicas, e de investidores desejosos na venda para embolsar o lucro obtido nos últimos pregões. O volume somou R$ 6,19 bilhões, perto da média deste começo de ano (R$ 6,461 bilhões) e superior à média diária (R$ 5,286 bilhões) de 2009.
Favorecidos pela evolução em Wall Street, que avançou 0,43%, renovando a maior pontuação (10.663,99) desde outubro de 2008, o movimento de compra prevaleceu no pregão.
Assim como os norte-americanos, os investidores brasileiros se animaram com números sobre a economia da China, onde as exportações aumentaram em dezembro (17,7%) após 13 meses de retração. Além disso, as importações chinesas subiram (56%) quase o dobro do previsto por analistas.
A aceleração da atividade produtiva na China significa um alento ao Brasil, que no país oriental um dos principais parceiros comerciais. Uma das maiores consumidoras de commodities do mundo, a China desponta como o motor da economia global em um momento em que os EUA, a União Europeia e o Japão ainda revelam incertezas quanto à capacidade de recuperação.


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