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Posts de fevereiro 2010

Rendimento legal

28 de fevereiro de 2010 0

Dois anos depois da decisão do Conselho Monetária Nacional (CMN), que alterou o cálculo da Taxa Referencial (TR) para garantir o estabelecido por lei federal, a caderneta de poupança terá pela primeira vez um ganho de apenas 0,5% em todas as datas-base de um mês, pelo menos, até o dia 25 de março, período para o qual o Banco Central (BC) já divulgou os resultados.

Os recursos depositados na caderneta são remunerados mensalmente a uma taxa de 0,5% mais a variação da TR diária, fixada em zero há cerca de um mês. A TR, por sua vez, representa uma média ponderada dos juros pagos nos certificados de depósito bancário (CDBs) entre as 20 maiores instituições financeiras do país.

A queda da TR deve-se à manutenção desde julho de 2009 da taxa básica (Selic) em 8,75% ao ano, base na definição do retorno das aplicações de renda fixa. Na prática, esse teto só é atingido nas transações entre bancos ou por grandes investidores. Mesmo assim, ainda tem a cobrança do Imposto de Renda (IR), que consome 22,5% da rentabilidade nominal em operações com prazo de até seis meses.

Com ganho líquido médio de 0,59% em fevereiro, os CDBs projetam rentabilidade de 7,31% em 12 meses, quando a caderneta terá no mínimo 6,14% de remuneração. O governo chegou a estudar a tributação de contas com saldo acima de R$ 50 mil, mas a tendência é de o projeto continuar engavetado por mais tempo devido às eleições presidenciais. Ainda que atinja pequena parcela de poupadores, a medida poderia ser usada pela oposição na companha política.

Apesar do reduzido ganho, a caderneta ainda é a melhor opção para aplicadores de pequeno porte, que não têm condições de barganhar CDBs com taxas próximas da Selic ou livrar-se de pesadas taxas de administração em fundos de renda fixa. Os CDBs e os fundos, entretanto, tendem a reconquistar atração em relação à poupança se o BC retomar os aumentos da taxa básica, que, segundo analistas, deve voltar aos dois dígitos este ano, sendo a primeira elevação ainda em março.

Uma comédia de erros

27 de fevereiro de 2010 0

A taxa de desemprego cresceu em janeiro para 7,2% no mercado de trabalho brasileiro. Apesar da dureza de muitos em obter um emprego, alguns segmentos da economia não conseguem preencher vagas devido à falta de capacidade dos candidatos. A desqualificação da mão de obra é gritante em todo o país, mas é ainda maior justamente em regiões com mais pessoas desocupadas.

_ Estamos precisando de 15 pessoas, mais de 65 foram entrevistadas, mas infelizmente apenas 10 estão fazendo o processo seletivo final _ garantiu uma supervisora de vendas de uma empresa da Bahia na última quinta-feira ao Jornal da Globo.

Na reportagem da Rede Globo também foi apresentada uma pesquisa feita em todo o mundo, na qual os estudantes brasileiros estão nas últimas colocações em notas entre quase 60 países. Em matemática, por exemplo, mais da metade dos alunos brasileiros não consegue nem a nota mínima, de 5 em 10 possíveis, exigida para serem aprovados.

A desqualificação, o despreparo e a deseducação, entretanto, não se restringem aos trabalhadores desempregados. Considerada uma capital de vanguarda no Brasil, Porto Alegre, por exemplo, têm os piores taxistas e garçons entre todos os lugares do mundo que conheço. Não são todos, é claro, mas a maior parte desses profissionais revela pouco ou nenhum profissionalismo. Muitos parecem mais quebrar galho ao empregador ou a si mesmo por falta de oportunidade em seu ofício.

Ainda com a matéria da televisão da noite anterior na memória, ao solicitar um táxi ontem, tive péssimo tratamento de uma atendente do serviço de chamada do qual sou cliente desde o começo dos anos 80 e que utilizo praticamente todos os dias. Ao embarcar no veículo no prédio de casa, como em uma comédia de erros, constato o motorista não conhecer ruas e bairros da cidade. Para completar, ao desembarcar na frente do trabalho, o taxista não tinha troco para R$ 50, argumentando ter recém começado a jornada.

Existem vários casos dessa natureza, alguns beirando a indolência, mas vou relatar apenas outra experiência que se repete constantemente em razão de ser uma das atividades diárias do meu trabalho. Ao contatar o Banco do Brasil para coletar as cotações do câmbio turismo, ocorre quase sempre a mesma história, apesar do atendimento de diferentes pessoas, as quais acredito serem dezenas ou centenas e, conforme o sotaque, localizarem-se no Rio de Janeiro.

Após cumprimentar e identificar-me pelo nome, solicito as cotações do câmbio em espécie, de compra e de venda, de algumas moedas estrangeiras, começando pela norte-americana. Geralmente mulheres, os atendentes quase sempre perguntam novamente o que pretendo, qual a moeda, se é em espécie, de compra ou de venda, como se não tivesse recém falado. E isso sem falar que já troquei meu nome (ao telefonar para o BB, é claro) para Marcelo, pois ao soletrar Marçal parece nem ser palavra do idioma português e, por isso, recessito repetir várias vezes para entenderem.

O pior de tudo é que, vez por outra, surgem funcionários que, embora tenham de informar diariamente números aos usuários do serviço, não sabem o significado de expressões simples, como algarismo e cotação.

Liderança acanhada

26 de fevereiro de 2010 0

Em jornada de forte flutuação, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) conseguiu fechar com ganho (0,57%) pela segunda vez, garantindo a liderança entre as aplicações em fevereiro, embora tenha apresentado lucratividade de apenas 1,68%.

Na contramão da Bovespa, que movimentou R$ 6,518 bilhões, o dólar registrou forte baixa (1,31%), encerrando a R$ 1,8070, o que significa queda de 4,14% no mês. Apesar de um leilão de compra do Banco Central (BC), o dólar chegou a ser negociado a R$ 1,80, mas acabou reagindo antes do encerramento da sessão. Como no fim da semana anterior, o rompimento da marca ficou outra vez na ameaça.

Atrás da bolsa no ranking, com rentabilidade média de 0,59%, os certificados de depósito bancário (CDBs) ganharam um impulso no último dia de fevereiro graças às declarações do presidente do BC, Henrique Meirelles, indicando que a instituição pode tomar medidas "impopulares" na condução da política monetária mesmo em ano eleitoral.

Mantidas em 8,2% ao ano no restante da semana, as taxas médias dos  CDBs avançaram para 8,25% anuais. Na verdade, Meirelles apenas expressou a avaliação de especialistas, que projetam a retomada dos aumentos da taxa básica, fixada em 8,75% ao ano, já no encontro de 16 e 17 de março do Comitê de Política Monetária (Copom).

Assim como em fevereiro, quando rendeu 0,5%, a caderneta de poupança pela primeira vez na história será remunerada durante todas as datas-base de março (pelo menos até dia 25, segundo dados já divulgados) pelo rendimento mínimo previsto em lei.

Bovespa sobe 1,68% no mês

26 de fevereiro de 2010 0

Seguindo o vaivém em Wall Street, que fechou praticamente estável em uma jornada de forte oscilação, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) conseguiu fechar o dia no azul, com ganho de 0,57%, depois de registrar queda de cerca de 0,5%. O Ibovespa terminou o mês com 66.503 pontos, o que representa elevação de 1,68% em fevereiro. No ano, a bolsa acumula perda de 3,04%. Em 12 meses, entretanto, a lucratividade permanece elevada: 74,17%.

Dólar fecha perto de R$ 1,80

26 de fevereiro de 2010 0

Nem a atuação do Banco Central no mercado de câmbio, no qual promoveu um leilão de compra antes do meio dia, conteve a queda da cotação da moeda norte-americana. Mesmo assim, depois de retroceder até R$ 1,80, ameaçando romper essa barreira, o dólar reagiu fechando ligeiramente acima desse patamar. No Exterior, a moeda dos EUA permanece negociada na faixa de US$ 1,36 por euro.

Dólar comercial R$ 1,8050 (compra) e R$ 1,8070 (venda). Baixa de 1,31%

Dólar flutuante R$ 1,8300 (compra) e R$ 1,9300 (venda). Baixa de 1,03%

Ágio: +6,81%

Variação do dólar no mês: -4,14%

No ano: +3,67%

Variação do real no mês: +4,32%

No ano: -3,54%

Euro comercial R$ 2,4582 (compra) e R$ 2,4615 (venda). Baixa de 0,75%

Dólar cai para R$ 1,80

26 de fevereiro de 2010 0

Apesar de temores quanto à recuperação da economia global, a moeda norte-americana atinge R$ 1,80 neste começo de tarde no câmbio brasileiro, podendo romper essa marca a qualquer momento. A última tentativa de cruzar essa barreira psicológica, jargão do mercado para o valor a ser superado para a moeda engrenar em nova faixa, foi na sexta-feira da semana passada.

No Exterior, entretanto, o dólar opera praticamente estável, sendo negociado no patamar de US$ 1,36 por euro.

Confira as cotações:

Relativa tranquilidade nos mercados

26 de fevereiro de 2010 0

As bolsas europeias operam com relativa tanquilidade em comparação aos dias anteriores, quando o nersovismo predominou nos principais centros financeiros devido aos problemas econômicos enfrentados por países da zona do euro. Parte dessa reação deve-se aos preços mais atraentes dos papéis. Neste momento, Paris sobe cerca de 1%, enquanto Londres e Frankfurt avançam mais de 0,5% Até Madri, um dos pregões mais atingidos pela crise dos PIIGS, opera hoje no azul.

Uma nova estimativa do governo dos EUA quanto ao PIB do quarto trimestre de 2009, que deve sair daqui a pouco, é um dos eventos com possibilidade de mexe no rumo dos negócios nesta sexta-feira.

Na Ásia, os mercados tiveram desempenho misto, com destaques para perdas em Jacarta (1,18%) e Xangai (0,28%) e ganhos em Hong Kong (1,03%), Seul (0,45%) e Tóquio (0,24%).

No Brasil, o dólar abriu em baixa, cedeu um pouco mais e agora é negociado a R$ 1,8180. A Bolsa de São Paulo registra alta de cerca de 0,4% nas primeiras operações da sessão.

Confira as cotações:

Virada vertiginosa

25 de fevereiro de 2010 0

Depois de quatro baixas seguidas e de cair mais de 2% pela manhã, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) fechou com ganho de 0,5% graças à reversão de tendência a duas horas do encerramento. O volume cresceu 22% em relação à véspera, atingindo R$ 6,262 bilhões.

Esse comportamento contrariou o desempenho das bolsas da Europa e dos EUA, que tiveram uma jornada negativa em decorrência do agravamento dos problemas econômicos no Velho Mundo. A aversão ao risco predominou devido a um possível rebaixamento na nota da dívida grega por agências de classificação.

Maior economia da zona do euro, a Alemanha atingiu uma taxa de desemprego de 8,7% em fevereiro. Na Grã-Bretanha, o banco Royal Bank of Scotland (RBS) informou perda de US$ 9,51 bilhões, ante US$ 10,6 bilhões de prejuízo há um ano.

No Brasil, a surpreendente reação dos negócios no turno da tarde concentrou-se em papéis de empresas do setor siderúrgico, que, curiosamente, haviam reportado pela manhã lucros em 2009 bem menores do que os obtidos no ano anterior.

As ações da Usiminas dispararam 5,8% (ON) e 5,17% (PNA), enquanto os papéis da Gerdau emplacaram ganhos de 4,31% (ON) e de 4,02% (PN). Por sua vez, as ações ordinárias do Banco do Brasil caíram 1,47% justamente no dia em que a instituição anunciou o maior lucro na história.

Bovespa surpreende com alta

25 de fevereiro de 2010 0

Seguindo os mercados da Europa e dos EUA, que fecharam com perdas devido à apreensão com a situaçao em vários países da zona do euro, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) chegou a cair quase 2%, mas a partir do meio da tarde teve fulminante reação, encerrando com valorização de 0,5%. Com isso, o Ibovespa recuperou a marca de 66 mil pontos (66.121), o que representa ganho de 1,1% no mês e queda de 3,6% no acumulado do ano.

Dólar tem pequena alta

25 de fevereiro de 2010 0

A moeda norte-americana abriu o dia acima do valor da quarta-feira, mas acabou cedendo no transcorrer das operações. Mesmo assim, encerrou com pequena elevação. No Exterior, o dólar permanece praticamente estável em relação ao euro, sendo negociado em torno de US$ 1,3540.

Dólar comercial R$ 1,8290 (compra) e R$ 1,8310 (venda). Alta de 0,27%

Dólar flutuante R$ 1,8500 (compra) e R$ 1,9500 (venda). Alta de 0,52%

Ágio: +6,50%

Variação do dólar no mês: -2,86%

No ano: +5,05%

Variação do real no mês: +2,95%

No ano: -4,81%

Euro comercial R$ 2,4772 (compra) e R$ 2,4802 (venda). Alta de 0,36%

Ibovespa inverte tendência

25 de fevereiro de 2010 0

Depois de cair quase 2% e operar abaixo de 65 mil pontos, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) acaba de mudar de rumo, avançando cerca de 0,5%. O Ibovespa retoma a marca de 66 mil pontos. Mais do que dissipação de temores quanto à recuperação da economia global, esse comportamento decorre da busca por investidores de papéis com preços baratos.

Forte apreensão nos mercados

25 de fevereiro de 2010 0

Contagiadas por forte pessimismo em relação à recuperação econômica do continente, as bolsas europeias registram baixas de quase 1% em Londres, Paris e Franbkfurt. Na Ásia, com exceção da Bolsa de Xangai, que fechou com ganho de 1,27%, os mercados tiveram desempenho negativo, com destaques para perdas de 1,57% em Seul, de 0,95% em Tóquio e de 0,33% e Hong Kong.

No Brasil, o dólar começou a R$ 1,8380, bem acima do valor da véspera, cedeu um pouco no transcorrer damanhã, mas ainda permanece com atla, negociado a R$ 1,8360. A Bolsa de São Paulo (Bovespa) perde quase 2% nos primeiros negócios do dia, retornandoao nível de 65 mil pontos.

Mesmo com alguns números abaixo do ano anterior, balanços corporativos divulgados nesta manhã, entretanto, como os da Gerdau, Usiminas e Banco do Brasil, revelaram resultados positivos em 2009, comprovando a tendência de reativação da economia brasileira no pós-crise.

Confira as cotações:

 

 

 

 

Interesses opostos

24 de fevereiro de 2010 0

Contrariando a evolução em Wall Street, que registrou valorização de 0,89%, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) amargou queda (0,47%) pela quarta vez seguida em uma jornada com interrupção das operações das 14h50min às 15h50min devido a problemas técnicos no sistema de negociação.

Sem motivos aparentes para o descolamento do pregão brasileiro de sua principal referência de preços, o desempenho nos dois mercados mostrou reações opostas em relação ao pronunciamento do presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA, Ben Bernanke, no Congresso norte-americano.

As declarações de Bernanke, que indicou a possibilidade de elevar os juros somente a partir de 2011 devido à fragilidade da recuperação da atividade econômica, desencadearam um movimento de compra de ações. Os investidores optaram por assumir mais riscos a continuar com aplicações em títulos do Tesouro dos EUA, que têm remuneração com base na taxa básica, fixada entre zero e 0,25% ao ano.

No Brasil, a ausência de sinais de mudança na política monetária dos EUA teve outra conotação: a manutenção de juros baixos significa a permanência de problemas na maior economia do planeta e um dos maiores mercados para os produtos brasileiros. Ou seja, ainda que fiéis parceiros comerciais, o que é bom para um nem sempre é interessante para o outro, pelo menos enquanto perdurarem as incertezas sobre o futuro da economia global.

Bovespa cai pela quarta vez

24 de fevereiro de 2010 0

Contrariando a tendência em Wall Street, que registrou alta de 0,89%, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) fechou com queda (0,47%) pela quarta vez seguida. Em quatro sessões, o Ibovespa perddeu 3,01%, atingindo 65.794 pontos. A alta acumulado do mês cedeu para apenas 0,6%. No ano, a baixa ficou em 4,07%.

Câmbio fica estável

24 de fevereiro de 2010 0

O dólar começou o dia negociado praticamente no mesmo nível da véspera, recuou um pouco no transcorrer da sessão, mas depois voltou a subir, encerrando quase na estabilidade. No Exterior, o dólar apresenta discreta apreciação em relação ao euro, que permanece ligeiramente acima da marca de US$ 1,35.

Dólar comercial R$ 1,8240 (compra) e R$ 1,8260 (venda). Baixa de 0,05%

Dólar flutuante R$ 1,8400 (compra) e R$ 1,9400 (venda). Estável

Ágio: +6,24%

Variação do dólar no mês: -3,13%

No ano: +4,76%

Variação do real no mês: +3,23%

No ano: -4,55%

Euro comercial R$ 2,4684 (compra) e R$ 2,4714 (venda). Alta de 0,10%