Numa jornada em que a Bolsa de São Paulo (Bovespa) emplacou sua terceira alta (1,09%) seguida movida pela perspectiva de acordo quanto ao pacote de ajuda à Grécia, o dólar retrocedeu para R$ 1,7980, sendo negociado abaixo de R$ 1,80 pela primeira vez desde 20 de janeiro.
Contrariando a evolução no Exterior, onde a moeda dos EUA fortaleceu-se em relação ao euro, que fechou a US$ 1,3725 em Frankfurt e a US$ 1,3670 em Nova York, a queda do dólar no Brasil refletiu o maior fluxo de divisas estrangeiras no país, além da melhora na balança comercial. As exportações superaram as importações em US$ 400 milhões em fevereiro, ante déficit de US$ 166 milhões em janeiro.
Foi a retomada da tranquilidade no mercado externo, entretanto, que mais pesou para esse desempenho. Os investidores em todo o mundo se animaram com a possibilidade de ainda esta semana ser anunciada a liberação de recursos para a Grécia. Mas persistem cobranças da União Europeia para que o governo grego se comprometa na redução do déficit público.
Dados da economia dos EUA também contribuíram para a reação dos mercados. Wall Street avançou 0,76%. Mesmo assim, analistas alertam que a moeda norte-americana não vai cair muito no Brasil, onde tende a flutuar entre R$ 1,79 e R$ 1,81 nos próximos dias. É que o Banco Central (BC) vem atuando regularmente no câmbio por meio de leilões de compra. Ou seja, ao governo não interessa uma queda brusca do dólar.


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