Apesar da persistência de temores com a economia da Grécia, as bolsas dos EUA e do Brasil avançaram com consistência, embaladas pela queda abaixo do previsto do número de vagas no mercado de trabalho norte-americano.
Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, foram eliminados 36 mil postos em fevereiro, ante estimativas de economistas de mais de 50 mil. A taxa de desemprego se estabilizou em 9,7%, ainda a mais elevada em 30 anos. Alguns setores, porém, mostraram sinais de recuperação, como o industrial, que manteve contratações regulares.
Wall Street encerrou com alta de 1,17%, e o índice Dow Jones bateu no maior nível (10.566,20) desde 21 de janeiro. Esse desempenho contagiou os investidores domésticos. O dólar chegou a ser negociado a R$ 1,7760, mas acabou em R$ 1,7870, com baixa de 0,28% na sessão e de 1,12% no ano.
A Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou ganho de 1,52% e giro financeiro de R$ 8,037 bilhões _ o maior volume em sete semanas. O Ibovespa atingiu 68.846 pontos, saindo do vermelho pela primeira vez desde 20 de janeiro. O índice passou a acumular 0,38% de alta em 2010.
Também o risco-país apresentou sensível melhora, encerrando com 189 pontos. Mas a confiança plena dos investidores externos no Brasil depende da tranquilidade global, atualmente abalada por problemas nas contas públicas da Grécia. Mesmo com intensa negociação na União Europeia, o país mediterrâneo ainda não recebeu ajuda em dinheiro dos parceiros.


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