Numa jornada de forte flutuação, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) chegou a operar acima de 69 mil pontos, mas fechou com 68.575 pontos e 0,39% de desvalorização, zerando o pequeno ganho acumulado no ano.
A movimentação financeira somou R$ 6,162 bilhões na Bovespa, na qual o desempenho dos títulos das empresas de siderurgia evitou uma perda mais acentuada do índice, com destaques para as altas de Siderúrgica Nacional ON (2,6%), Usiminas PNA (0,81%) e Gerdau PN (0,73%).
Com exceção das bolsas asiáticas, que tiveram excelente performance, a retração predominou nos mercados mundiais, principalmente europeus e norte-americanos. Nem a promessa de ajuda à Grécia, feita no final de semana pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, sensibilizou os investidores, que esperam uma solução efetiva para a dívida do país mediterrâneo.
Assim como os pregões do Velho Mundo, que registraram discretas variações, bem próximas da estabilidade, a Bolsa de Nova York (Nyse) recuou 0,13% na sessão, enquanto a Nasdaq (setor tecnológico) conseguiu terminar com elevação de 0,25%.
Mesmo com o marasmo global, o risco-país retrocedeu ao menor nível (182 pontos) desde junho de 2008. Ou seja, há maior confiança dos estrangeiros nos fundamentos do Brasil num momento de incertezas na União Europeia.
Apesar de oscilar muito, o dólar fechou praticamente estável (R$ 1,7880). Segundo o relatório semanal do Banco Central (BC), a moeda deve terminar 2010 cotada a R$ 1,81.


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