Na contramão de Wall Street, que registrou queda de 0,47%, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) emplacou a quarta valorização (0,59%) seguida, e o índice finalmente fechou acima de 70 mil pontos, nível que havia ocupado pela última vez na primeira quinzena de janeiro.
Graças a um movimento comprador, que elevou o volume total para R$ 6,488 bilhões, o Ibovespa alcançou 70.371 pontos, consumando ganho de 5,82% em março e a liderança das ações no ranking do período, quando a inflação chegou a 0,94% conforme o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP_M) e a caderneta de poupança rendeu 0,5796%.
Isenta de imposto de renda, que consome 22,5% do ganho nas demais modalidades prefixadas até seis meses de prazo, a poupança ainda é vantajosa para pequenos aplicadores sem condições de barganhar taxas nos certificados de depósito bancário (CDBs), que pagaram no máximo 0,76%. A remuneração média dos fundos de renda fixa chegou a 0,93% e a dos fundos DI, 0,73%.
O dólar, que caiu ainda mais, alcançando R$ 1,7810, amargou perda de 1,44% em março, enquanto o ouro subiu 4,74%, atrás somente da bolsa, mas não é recomendado como investimento, pelo menos, no Brasil.
Nos EUA, o ouro é uma alternativa de reserva de valor em momentos de crise. Mas, apesar de focos de temores, especialmente quanto à situação na zona do euro, Wall Street subiu em 19 de 23 pregões, avançando 5,15% em março, bem superior à taxa básica do país entre zero e 0,25% ao ano.


Comentários