Numa sessão de recuperação dos mercados mundiais, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) avançou 1,98%, apesar de movimentar apenas R$ 5,502 bilhões. E o Banco Central (BC) precisou atuar com rigor no mercado de câmbio para evitar uma baixa mais acentuada da cotação.
A moeda dos EUA oscilou pouco no Exterior em relação ao euro, que foi negociado no patamar de US$ 1,32, mas no Brasil acelerou a trajetória de queda em decorrência da elevação da taxa básica para 9,5% ao ano. O dólar cedeu 1,2%, atingindo o menor nível (R$ 1,7320) desde 8 de janeiro, passando a acumular perda de 0,63% em 2010.
No transcorrer das operações, o dólar chegou a ser negociado abaixo de R$ 1,73, obrigando o BC a intervir no mercado. Foram dois leilões de compra, sendo um antes do meio-dia e o outro por volta das 15h.
Juros altos tradicionalmente atraem mais recursos estrangeiros, especialmente de capitais especulativos de investidores que buscam se aproveitar do ganho em aplicações de renda fixa bem superior ao pago em seus países de origem.
A pressão de baixa também refletiu à disputa em relação à taxa média apurada nesta sexta-feira pelo BC, chamada de Ptax, que baliza a liquidação dos contratos de dólar futuro na virada do mês.
Além disso, segundo operadores, nesta semana houve muitas captações de bancos, em negócios de US$ 300 milhões e até US$ 1 bilhão, aumentando ainda mais o saldo positivo no mercado de câmbio brasileiro.


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