No ritmo dos mercados ocidentais, que fecharam com baixas devido ao aumento abaixo do esperado da economia dos EUA no primeiro trimestre de 2010, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) caiu 0,66%, e o dólar voltou a subir, atingindo R$ 1,7380.
As ações e o dólar amargaram o pior resultado no ranking das aplicações de abril, quando o ouro foi o ativo mais rentável. Média da variação das 66 ações mais negociadas no pregão, o Ibovespa cedeu 4,04% no mês, enquanto o dólar teve queda de 2,41%. O metal encerrou o período a R$ 69,80 por grama, o que significa 2,2% de valorização.
Esse desempenho deve-se ao avanço do ouro em Nova York, onde a onça-troy alcançou US$ 1.180,10. Ao contrário do Brasil, onde não dispõe de liquidez e os negócios ocorrem mais em razão da indústria de joias, o ouro é nos EUA um investimento em situações de instabilidade, especialmente como reserva de valor do capital.
Em vez de títulos do Tesouro, que rendem no máximo 0,25% anuais, os norte-americanos correm para o ouro ao fugir da bolsa. Nesta sexta-feira, Wall Street perdeu 1,42%, e o metal avançou 1%.
No Brasil, os ativos de renda fixa são mais atraentes em momentos de maior risco. Afinal, o país é campeão mundial em juros, e a taxa básica chega a 9,5% ao ano. Em abril, os certificados de depósitos bancários (CDBs) renderam 0,63%, ante 0,50% de ganho da caderneta de poupança.


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