Graças ao desempenho nos EUA, onde é uma opção de investimento em momentos de instabilidade, o ouro avançou 3,47% em junho ni Brasil, superando o rendimento médio de 0,82% das aplicações de renda fixa em um mês que a bolsa (3,35%) e o dólar (0,93%) amargaram perdas.
O ouro atingiu R$ 74,50 por grama na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), atrás da evolução no mercado de Nova York, no qual alcançou US$ 1.245,50 por onça-troy (31,1 gramas), pouco abaixo do recorde de US$ 1.255 obtido na semana passada.
A indústria de joias responde pela maior demanda do metal no Brasil, onde o preço segue as cotações do ouro nos EUA e do dólar no câmbio interno. Influenciado por depreciação no Exterior, onde o euro retomou o patamar de US$ 1,22, o dólar chegou a até R$ 1,7950, mas terminou a R$ 1,8040.
Após operar no azul quase todo o dia, as bolsas do Brasil e dos EUA sucumbiram aos movimentos de venda detonados a menos de uma hora do término das operações. A Bolsa de São Paulo (Bovespa) caiu 1,68%, e a de Nova York (Nyse) teve baixa de 0,98%.
Os investidores foram surpreendidos no meio da tarde pela informação de que a agência Moody's tende a revisar para baixo a nota de risco da dívida soberana da Espanha.
A reviravolta nas bolsas também refletiu temores ante à divulgação pelo governo chinês, prevista para hoje, de dados oficiais sobre a atividade no país, o que poderia confirmar a desaceleração econômica já anunciada por analistas.


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